Picape JPX

Seguindo a tradição de batizar suas empresas com siglas terminadas em “x”, viagra sale diagnosis em 1992, o empresário mineiro Eike Furhken Batista fundou a empresa JPX do Brasil Ltda.

O plano era produzir um utilitário que pudesse se prestar às atividades de mineração das empresas do grupo, bem como servisse ao mercado local, incluindo as forças armadas.

Desse modo, a JPX adquiriu os direitos de fabricar no Brasil o modelo A-3 da Auverland, um fabricante francês de viaturas e armamentos. Com inúmeras modificações, o jipe passou a ser produzido numa planta em Pouso Alegre, no aprazível sudoeste de Minas Gerais, ganhando o nome de JPX Montez.

Para compor o trem de força do Montez, contava-se com um afamado motor Peugeot XUD-9A (o fabricante francês tem forte tradição em motores diesel rápido, sendo um dos pioneiros nesta área e fornecendo para diversas outras montadoras), transmissão da mesma marca, modelo BA-7/5, e eixos Carraro HS italianos, suspensos por molas helicoidais de grande curso.

Depois do lançamento do Montez em 1994, seguiu-se a picape aqui ilustrada, a partir do ano seguinte.

Uma combinação de excesso de otimismo nos volumes de vendas projetados, aliados a problemas técnicos (tal como no sistema de arrefecimento) e a baixa capacitação da rede de concessionários somente acentuaram os problemas da JPX. Em 2001, a produção dos veículos foi encerrada e no ano seguinte as luzes da fábrica foram definitivamente apagadas.

Estimativas dão conta que menos de 3 mil unidades tenham saído pelo portão da JPX.

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Dodge D-100 – 1970

A picape Dodge D-100 foi introduzida pela Chrysler brasileira em fins de 1969, sovaldi depois do caminhão médio D-700 e do leve D-400. As últimas 8 unidades foram produzidas ao longo de 1976, capsule a partir de quando sua fabricação continuou apenas na forma de CKD para a exportação.

Sem jamais desafiar a liderança da Chevrolet C-10 e da Ford F-100, a Dodge oferecia como vantagem a robustez e a potência abundante do respeitado motor Dodge V8 318, de 5,2 litros. Seu trem de força era parecido em conceito ao do automóvel Dodge Dart, porém a transmissão de três velocidades tinha a primeira mais curta, de 3,17:1 (contra 2,67:1 do automóvel) e o eixo traseiro também mais reduzido, com relação de 3,90:1 (ante 3,15:1 do Dart e de seus primos mais sofisticados).

Ao contrário da versão “trabalho”, a de luxo (ilustrada) exibia grade dianteira e para-choques cromados, calotas idem, retrovisor em ambos os lados, painel estofado com rádio, acendedor de cigarros e volante do Dart.

Chamava a atenção sua suspensão dianteira com eixo rígido e feixes de mola semi-elípticas, num tempo em que a concorrência já adotava suspensão independente. Seus principais diferenciais, descritos no topo da página de especificações, embora incontestáveis, não atraíram público suficiente, resultando em vendas modestas. Como decorrência, na atualidade o modelo é bastante raro.

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Motor Cummins Série C – Sistema de Combustível – Fevereiro de 1995 – Parte 1

Graças ao altruísmo de nosso amigo Reginaldo Bernardi, prescription podemos trazer até você esta apostila de treinamento sobre o sistema de injeção Bosch empregado nos motores Cummins Série C, rx de 8, cure 3 litros.

O bem ilustrado material ajuda esclarecer dúvidas comuns entre nós, como as diferenças entre os reguladores RSV (industrial) e RQV (automotivo), sem falar do princípio de funcionamento da bomba em si.

O motor Série C foi empregado desde o final dos anos oitenta numa variedade de caminhões Volkswagen e Ford semipesados e pesados, em ônibus Mafersa, em máquinas como Fiat-Allis, Komatsu, Muller, Case, entre tantas, além de aplicações estacionárias, como grupos geradores.

Esperamos que aprecie.

Amanhã teremos a continuação deste post.

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Ford Ranger – Janeiro de 1998

Quando a Ford South America Operations (FSAO) decidiu trazer a picape Ranger para a região, purchase cialis sale troche a planta escolhida foi a de Pacheco, purchase nos arredores de Buenos Aires, na Argentina, onde as várias gerações do veículo vêm sendo produzidas desde então.

A decisão da Ford foi baseada em primeiro lugar, na boa aceitação do modelo antecessor importado da América do Norte, visando concorrer com a líder do mercado, a Chevrolet S-10. Segundo, a escolha da Argentina se deveu à estratégia de manufatura e de balanço comercial entre o Brasil e a Argentina, países gerenciados de forma conjunta sob o guarda-chuvas da FSAO. Pacheco tem se caracterizado como uma das melhores plantas da Ford, com alta qualidade e baixo índice de defeitos por milhar (R/1000). O automóvel Focus, também produzido lá, é outro excelente exemplo de impecável qualidade e nível de satisfação de seus clientes.

Os novos modelos produzidos no país vizinhos eram identificados por uma nova frente, de aspecto agressivo, reforçado pela atitude elevada, comum aos modelos 4×2 e 4×4. A oferta de opções também foi ampliada, incluindo três motorizações: duas Ford a gasolina, de quatro cilindros e 2,5 litros e V6 4,0 litros, além do inédito (na Ranger) diesel Maxion de 2,5 litros, de DNA Rover. Dois diferentes entre eixos permitiam acomodar duas caçambas, de 6 ou 7 pés.

Depois de dois grandes “freshenings”, e vários repotenciamentos, finalmente a plataforma aqui ilustrada cedeu lugar para a nova Ranger, estreada recentemente. De projeto australiano, com participação multinacional, incluindo um time brasileiro, a nova picape também é produzida no delta do Prata.

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Scania R142 HS – Maio de 1987

Enquanto comemorava 30 anos de Brasil, sovaldi a Scania lançava em fevereiro de 1987 a sua linha “Super Advanced”, agregando um pacote de melhorias à conhecida Série 2.

Os modelos desta família eram identificados pelo sufixo “S”, agregado à nomenclatura anterior, criando com isso as terminação HS, empregada nos modelos 4×2 e 6×2; e ES, reservada para os 6×4.

O caminhão do folheto aqui postado é o R142 HS 4×2, que trazia como maior destaque dentre os aprimoramentos o novo motor DSC 14 07, de 400 cv potência e 1660 Nm de torque, o mais potente do país, mantendo a configuração de 8 cilindros em V a 90 graus e 14 litros de deslocamento.

Na época, os caminhões mais potentes da concorrência eram o Mercedes LS-1933 de 326 cv, e o Volvo N12 Intercooler II, de 385 cv.

Mas nem tudo eram louros para o R142. Na prática, a cabina avançada combinada com a imagem duvidosa do motor V8 eram obstáculos às sua comercialização em volumes substanciais. O “pão quente” da época era mesmoo narigudo T112 HS, com os tradicionais motores seis-em-linha, DS 11 e DSC 11, e toda sua bagagem genética reforçada desde os tempos do bom e velho L111 “Jacaré”.

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Mercedes-Benz: Manual Eixo Dianteiro e Direção – 1976 – Parte 3

Com este post completamos o interessante manual compartilhado por nosso amigo Reginaldo Bernardi.

Note que o mesmo traz informações sobre anomalias em eixos dianteiros que são aplicáveis a qualquer marca, healing como é o caso do perigoso “shimmy”, cujas causas são descritas na página 16.

Reginaldo, obrigado por mais esta valiosa contribuição!

Boa semana!

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Ford F-250 – Outubro de 2002

O menor filhote da família conhecida na Ford por P131 foi a picape F-250, drugstore desenvolvida essencialmente para uso pessoal.

Na época deste folheto, mind havia uma versão com motor a gasolina Ford V6 4.2, remedy de 205 cv, produzida em pequenas quantidades. Os leitores de São Paulo talvez se recordem das unidades amarelas operadas pela CET – a Companhia de Engenharia de Tráfego – que tem como missão coordenar o complexo trânsito da capital bandeirante. Era a maior frota de F-250 V6 do país, senão a única… Há não muito tempo avistamos uma delas em plena atividade, ganhando seu pão.

Mas, de longe, a versão mais cobiçada era a diesel, com o motor MWM Sprint 6.07, de seis cilindros, 4,2 litros, 180 cv e  51 mkgf de torque. Uma rara versão com motor Cummins 4BTAA foi logo descontinuada, depois do susto que a Ford levou com a Chevrolet Silverado, dotada do mesmo MWM 4.2.

A disponibilidade de componentes “em casa”, destinados à exportação para a Austrália, permitiu à Ford ampliar o leque de ofertas domésticas, tais como a adição da cabina dupla (post em breve) e da tração total, com baixos investimentos.

Com a chegada do Proconve Fase 5 (Euro 3), o MWM precisou ser substituído pelo Cummins Interact 4, já que os volumes de vendas não pagavam o custo de desenvolvimento de um Sprint eletrônico de seis cilindros.

A versão brasileira 4×2 ilustrada, exclusiva do Brasil e da Argentina (onde se chamava F-100), era  considerada “bizarra” pelos norte-americanos, que só contavam com a versão de caçamba longa (estreada aqui apenas com a chegada do 4×4 e do Euro 3).

A caçamba curta (a mesma usada na cabina-dupla) fora concebida para a exportação e acabou dando origem à picape nacional, de entre eixos curto, de modo a atender ao gosto e ao tamanho da garagem dos brasileiros, além de acompanhar a moda desde os tempos de F-1000.

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Esteiras de Turbulência e o Boeing 757

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Boeing 757 na famosa aproximação final para pouso no Aeroporto Internacional Juliana, purchase em St. Maarten, no Caribe: suas esteiras de turbulência podem ser fatais. (Crédito da imagem: Todd Neville, via Wikimedia Commons)

Em dezembro de 1992, um Cessna Citation 550 acidentou-se enquanto executava aproximação visual para a pista 27R do Aeroporto Billings Logan, em Montana, EUA. O Citation seguia a apenas 2,78 NM e 74 segundos atrás de um Boeing 757, quando entrou numa violenta rolagem não comandada para esquerda, e mergulhou quase na vertical, antes de se chocar contra o solo.

Em março de 1993, um MD-88 da Delta Airlines sofreu uma rolagem súbita não comandada de 13 graus, enquanto executava aproximação visual para a pista 18R em Orlando, Flórida. No momento, o MD-88 viajava a 65 segundos ou 2,5 NM atrás de um Boeing 757. A apenas 110 ft AGL a tripulação conseguiu controlar a aeronave, que pousou sem maiores problemas, segundos depois.

Um mês mais tarde, um Boeing 737 da United inclinou-se para a esquerda, atingindo 23 graus, enquanto cruzava 1000 ft AGL, na final para a pista 26L em Denver-Stapleton, no Colorado. No evento, a aeronave perdeu 200 ft, o que motivou uma arremetida com sucesso. A investigação do incidente revelou que o B737 estava 100 ft mais baixo, 1.35 NM ou 32 segundos atrás de um B757, que pousava na pista 26R. O vento soprava do norte, com 10 kt e rajadas de 16 kt.

Mas se aviões desse porte sofrem, imagine-se um Cessna 182? Ainda em 1993, um 182 rolou nada menos que 90 graus, seguido de forte cabrada, quando se aproximava para pouso na pista 32, em Salt Lake City, Utah. Logo à frente do Cessna, como era de se esperar, um B757 acabava de pousar na pista 35. O piloto do Cessna iniciou a arremetida, mas tarde demais. A aeronave chocou-se contra o solo a poucos metros da cabeceira. Piloto e passageiros sofreram ferimentos leves e a aeronave ficou destruída.

Todo piloto aprende sobre as agruras do ar advindas das esteiras de turbulência, mas o que isso tem de mais quando se trata de um Boeing 757? Diversos acidentes e incidentes ocorridos com aeronaves que seguiam atrás de um B757, despertaram o interesse das autoridades norte-americanas para suas causas. Os estudos concluíram que as esteiras geradas por essa aeronave eram substancialmente mais fortes do que seu peso pudesse indicar. Em 1992, após uma série de ensaios em voo, concluiu-se que as esteiras de turbulência produzidas pelo B757 geravam a maior velocidade tangencial, de 100 metros por segundo, mais intensa que qualquer aeronave ensaiada, inclusive o B747 e o transporte militar Lockheed Galaxy C-5 !

A teoria mais comum para explicar esse fenômeno está associada à configuração dos flapes do B757, que ao contrário de muitos transportes pesados, estendem-se continuamente da fuselagem até os ailerons, projeto que se acredita potencializar os vórtices giratórios.

A turbulência gerada pelas asas de uma aeronave inicia quando ela deixa o solo e acaba quando a mesma toca a pista no final do voo. Mas a turbulência mais nociva está sempre associada àquela produzida pela aeronave pesada, configurada para pouso. Os vórtices descem sob a sombra do voo a cerca de 500 ft/min e podem chegar a até 900 ft/min. A situação mais crítica ocorre sempre abaixo da rampa da aeronave seguida, devido a tendência dos vórtices descerem e se dissiparem para os lados. Portanto, voar uma rampa de aproximação acima da aeronave à frente é regra de segurança fundamental.

Uma estatística do Reino Unido mostra dois blocos de altura onde mais se concentram as perturbações decorrentes do fenômeno, um entre 2000 e 4000 ft AGL, quando as aeronaves estão aproando o marcador externo, prestes a interceptar o localizador, em aproximações ILS, e o segundo e assustador bloco entre 100 e 200 ft de altura da pista, quando pouco resta a fazer em termos de recuperação, senão arremeter.

Outros fatores relevantes são a separação entre aeronaves e o vento de superfície. O tempo por si só se encarrega de dissipar os vórtices. Com vento calmo, eles podem durar entre 60 e 85 segundos. Com vento entre 5 e 10 kt, os vórtices desaparecem depois de 35 segundos. Ventos de través deslocam a esteira para o lado correspondente, de modo que uma aeronave pode afetar outra, operando em pista paralela.

Em suma, quando se tratam de esteiras de turbulência, atenção com quem segue à frente nas pernas finais do voo, procurando voar acima da sua rampa, o mais distante possível, especialmente com vento calmo, quando as condições são mais favoráveis para conservar os efeitos funestos desse fenômeno.

Nota: O Boeing 757 foi operado no Brasil pela extinta Varig, em seus últimos anos. O modelo também é adotado por empresas do exterior que voam para o Brasil, exigindo atenção dos pilotos nos aeroportos internacionais do país.

Artigo originalmente publicado no Boletim NOTAC do Aeroclube de Campinas, em sua edição de dezembro de 2003.

 

Pequeno glossário de “avionês”:

ft = pé, medida usada na aviação, geralmente para altitude, equivalente a 0,305 metros;

AGL = abreviatura em inglês para “Above Ground Level”, algo como “Acima da Superfície do Terreno”;

NM = milha náutica, medida de distância, equivalente a 1.852 metros;

kt = nó, medida de velocidade usada na aviação, equivalente a 1,85 km/h;

ILS = sistema de pouso por instrumentos;

Marcador Externo = auxílio rádio que indica o início do último segmento da aproximação final;

Localizador = sinal de rádio que alimenta equipamento de bordo que fornece ao piloto informação sobre o alinhamento da aeronave em relação ao eixo da pista.

 

 

 

Referências:

Relatórios de Acidentes – NTSB (National Transportation Safety Board), EUA.

Boletins de Segurança do FAA (Federal Aviation Administration), EUA.

Krause, Shari Stamford –  Aircraft Safety, 1996, Ed. McGraw-Hill, EUA.