Volvo N10 20 – 1981

A grande novidade no mundo dos pesados no começo dos anos 80 foi a chegada de uma nova marca e um novo caminhão, sick o Volvo N10, cheap produzido em Curitiba. Com produção iniciada em novembro de 1980, stuff depois do ônibus B58 de motor central, o N10 não era o mais potente do mercado, mas oferecia uma robustez invejável e um consumo de combustível competitivo, que não tardou para ser notado por motoristas e frotistas.

Com relação ao anúncio, não há como não reparar em sua beleza simples, encabeçado por uma foto bem feita no interior da fábrica. É de fazer inveja às superproduções que em alguns casos usam até helicópteros e drones!

Para quem quer saber mais sobre o Volvo N10, eis um folheto postado anteriormente aqui:

http://caminhaoantigobrasil.com.br/category/catalogos-e-folhetos/volvo-catalogos-e-folhetos/n10/n10-4×2-1981/

Este material é mais uma colaboração do amigo Rafael T. Coelho.

Volvo N10 (1981)

 

Cabine Scania – Brasinca – Maio de 1981

Com a chegada da nova Série 2 em 1981, ampoule a Scania continuou confiando a produção completa de suas cabines à tradicional e saudosa Brasinca, sovaldi que tanto contribuiu para a indústria automotiva brasileira em inúmeros projetos de distintos fabricantes.

O anúncio da Brasinca trazia duas belas imagens do T112 M, com cabine simples e leito. Destinado a aplicações em estradas em boas condições, a versão M de chassi aliviado logo deixaria de ser oferecida em favor da mais polivalente H, que se estabeleceria como carro chefe das Séries 2 e 3.

A Brasinca foi fundada em 1949 em São Paulo e produziu carrocerias e cabines para ícones como a Veraneio, o FNM, e o raro automóvel Brasinca 4200 GT, além de picapes cabine dupla de marca própria sobre chassi Chevrolet – as Andaluz, Passo Fino e Mangalarga, por exemplo.

Depois da reabertura das importações no início dos anos 90 e decorrente declínio deste mercado de cabines dupla, a companhia entrou em crise. Em 1999, a Usiminas passou a controlar a empresa integralmente e seu nome foi alterado para Usiparts. Nesta altura, entre outros, a fábrica de Pouso Alegre, MG, fabricava as cabinas dos International 9800, 4700 e 4900, as portas dianteiras da Kombi, a carroceria completa (inclusive a caçamba) da Mitsubishi L200. Mais tarde, a Usiparts foi rebatizada como Automotiva Usiminas.

Esta peça publicitária foi enviada pelo amigo Rafael T. Coelho.

Brasinca- Maio de 1981

 

 

Mercedes-Benz L-1516 – 1975

Para registrar o bom estado de conservação do Mercedes-Benz L-1516 de seu tio, find nosso amigo Lucas Claudio nos enviou algumas fotos do mesmo que se encontra em plena atividade. Num tempo em que boa parte dos Mercedes AGL ganharam “upgrades” com a cobiçada cara-preta, view é bom ver que ainda restam exemplares originais, there com a bela frente tradicional de faróis redondos, tal qual eles foram concebidos na terra da matriz.

Apenas a grade sem os “bigodes” parece ter sido substituída pelo modelo mais moderno, como é possível notar nas imagens. Os emblemas laterais pretos também não são iguais aos originais cromados, mas pelo menos tampouco são dos modelos imitando a tipografia mais recente e de gosto questionável, incompatível com o belo caminhão.

L1516 1 L1516 2 L1516 3

 

Linha Ford Cargo – 1990

Recorrendo ao grande acervo de catálogos enviado pelo amigo Fernando Luiz de Araújo, hoje dividimos com você este catálogo completo da linha Cargo 1990.

Naquela época, a motorização Ford 6.6 e 7.8 entrava em seu ocaso, entrando em seu penúltimo ano de vida antes de ceder lugar aos Cummins C8.3 e B5.9.

Esta literatura representa o estágio final de evolução do Cargo com motor FNH, incluindo modelos pouco conhecidos como o aspirado 1615-T, homologado para tracionar até 30 toneladas e assim obter o benefício das linhas de financiamento do FINAME; o 2319, um trucado de fábrica com motor 6.6; ou mesmo o raríssimo 2324, outro 6×2, mas com o motorzão 7.8 usado também no cavalinho 3224.

Linha Cargo 1990 01 Linha Cargo 1990 02 Linha Cargo 1990 03 Linha Cargo 1990 04 Linha Cargo 1990 05 Linha Cargo 1990 06 Linha Cargo 1990 07 Linha Cargo 1990 08

 

 

Scania L75 – 1960

O amigo Affonso Parpinelli nos remeteu uma cópia deste belo anúncio do Scania-Vabis L75 de 1960, cure quando ainda era montado pela Vemag, a mesma dos automóveis DKW.

Naquela altura, o sueco diferente ainda engatinhava no mercado brasileiro de caminhões pesados, amplamente dominado pelos FNM D-11000. Mas era só o começo e logo os atributos do “jacaré” começariam a ser notados.

SCANIA L-75

 

 

Raridades do Paraná: Mercedes LP-321, Ford Big Job e Ford F-1

Há alguns meses nosso amigo Luiz Felipe Scheibel nos enviou algumas interessantes contribuições. Em primeiro lugar, fotos de um Mercedes LP-321 que, apesar de ter passado por uma plástica e troca da barrigada, continua na ativa e, portanto, tem muito mérito. Para acompanhar, o Felipe também registrou o que aparenta ser um Ford F-7 ou F-8 Big Job de 1952, trucado e com eixos transplantados, além de uma picape Ford F-1 da safra de 1948 a 1950, com grade de elementos horizontais.

Junto com as imagens, o Felipe enviou a seguinte mensagem, tão apreciada quanto as fotos:

“Bom Dia Evandro, tudo bem?

Espero que sim. Meu nome é Felipe Scheibel, e sou de Ponta Grossa – PR. Primeiro gostaria de dizer que sou fã apaixonado pelos nossos caminhões, e consequentemente do Caminhão Antigo Brasil, onde aprendi muito sobre nossos caminhões.
Minha família sempre esteve ligada aos caminhões desde meu bisavô com “Fordinhos” com carroceria de madeira (os quais infelizmente não possuo fotos), pelo meu avô e seus FNM’s basculantes e até meu pai e tios que possuem empresa de terraplanagem e possuímos alguns caminhões basculantes a maioria antigos (Mercedes 1113 e 1513,ambos ano 1977; Dodge D950 ano 1980; Ford F12000 ano 1981; Ford Cargo 1415, ano 1988 e a mais recente aquisição um VW 16-220 ano 1993.
Tanto os Mercedes Benz, quanto o VW se encontram muito bem conservados, com boa parte da sua originalidade. O 1113 estava parado a desde 1985, quando o compramos em 2010, ainda com as notas fiscais (amareladas) no porta luvas. Então o restauramos (mais a parte mecânica, como motor e suspensão, pois a lataria estava muito bem conservada sem ferrugem e podres então a  pintura é a original de 1977) e é o nosso xodó.
Infelizmente um dos nossos motoristas o “equipou” com alguns acessórios que não são da época, o que não me agradou muito, e outros um pouco mais necessários ao nosso uso (carcaça e freios e ponta de eixo do 1318, turbina, freio a ar estacionário, entre outros ) mas assim que encontrar algumas fotos dele em estado “menos atual” enviarei com muito prazer, assim como dos outros caminhões.
Também temos algumas camionetes (F1000 e D20) que para o meu pai são as melhores camionetes já fabricadas. Houve ainda um encontro de caminhões antigos aqui na cidade, alguns dias atrás e enviarei as fotos assim que reunir todas (de máquinas de amigos, já que a minha ficou sem bateria….). Mas tem alguns FNM’s, bem conhecidos do site e alguns mais raros, como GM 1940 e dois Diamond – T.
Mas estou aqui pra enviar algumas fotos, de caminhões de Guarapuava onde estou trabalhando atualmente. Um é um Ford, infelizmente não sei lhe dizer modelo nem ano, mas confio no especialista e lhe enviarei as fotos.
Vai de brinde uma Ford F1, para restauração que está a venda com o telefone do proprietário, já que esta caminhonete (belíssima) encontra-se no mesmo local, junto com o caminhão Ford.
Outro é um raro LP321, com uma história muito bacana. O proprietário, sr. Sérgio, é produtor de batata e utiliza o caminhão para o transporte de materiais da sua propriedade. O caminhão era de seu pai, e hoje está com ele, e e, bom estado de conservação. O sr. Sergio fala que aprendeu a dirigir nesse mesmo caminhão, então o Mercedes é parte integrante da família e diz que não o vende.
O caminhão também sofreu uma “atualização” mecânica, como diferencial do Cargo (Rockwell 240, eu creio), freios e carcaça do 1318 e algumas outras que não me recordo. Mas esteticamente o caminhão aparenta ser bem original.
Peço desculpas pelas fotos, pois foram tiradas de um aparelho celular e a resolução não é das melhores. Mas espero que sejam aproveitadas e ajudem a conservar a memória e a história tão rica dos caminhões do nosso país. Desculpe pelo longo texto, mas saiba que aqui há um grande fã do seu trabalho, e sempre que possível irá colaborar para o acervo do site.
Grande abraço e continue o excelente trabalho.”
LP-321 1 LP-321 2 Ford Big Job 1 Ford F-1

Manual de Apresentação – Mercedes HPN Pesados – 1990 – Parte 2

Seguimos hoje com a postagem da segunda parte do referido manual, unhealthy uma excelente literatura enviada pelo amigo Reginaldo Bernardi.

Além de se tratar material útil aos proprietários dos caminhões desta série, este manual também é muito didático para quem deseja aprender mais sobre estes bem sucedidos pesados da Mercedes.

HPN21 HPN22 HPN25 HPN26 HPN27 HPN28 HPN29 HPN30 HPN31 HPN35 HPN36 HPN37 HPN38 HPN40 HPN41 HPN42 HPN43

Suspensão Twin-I-Beam – Ford F-350 – Agosto 1972

Quando a Ford lançou sua nova Série F em 1972, uma das grandes novidades foi a adoção da suspensão dianteira independente Twin-I-Beam (se pronuncia “tuim ai bim”) no F-350. Este arranjo já era empregado há algum tempo pela irmã menor, a picape F-100.

Mais de quatro décadas depois, a Twin-I-Beam – mesmo com algumas idiossincrasias – tem sobrevivido ao rigor do tempo e continua viva no novo F-350 Euro 5.

Esta peça publicitária também foi enviada pelo colega Alfredo Rodrigues.

 

Ford F350 Twin-I-Beam TM agosto 1972

 

 

 

 

Motor MWM D-229 – Setembro de 1987

O motor MWM D-229 nas suas versões de 3, 4 e 6 cilindros é um velho conhecido dos brasileiros tanto nas estradas como longe delas.

Além de caminhões e ônibus Agrale, Ford e Volkswagen, também equipou (e continua fazê-lo) uma enorme variedade de tratores, máquinas de construção, motobombas, grupos geradores, embarcações, entre outros.

Algumas de suas características construtivas mais relevantes eram o confiável sistema de injeção direta Bosch, os cabeçotes individuais e as camisas de cilindro úmidas e removíveis. Ao contrário de alguns motores de sua categoria, o D-229 também exibia bloco que se estendia bem abaixo da linha de centro do virabrequim, proporcionando rigidez estrutural extra.

Este anúncio de 1987 nos foi remetido pelo amigo Alfredo Rodrigues, em mais uma de suas inúmeras colaborações.

Motor MWM D229 TM setembro 1987 2