Cabine Scania – Brasinca – Maio de 1981

Com a chegada da nova Série 2 em 1981, ampoule a Scania continuou confiando a produção completa de suas cabines à tradicional e saudosa Brasinca, sovaldi que tanto contribuiu para a indústria automotiva brasileira em inúmeros projetos de distintos fabricantes.

O anúncio da Brasinca trazia duas belas imagens do T112 M, com cabine simples e leito. Destinado a aplicações em estradas em boas condições, a versão M de chassi aliviado logo deixaria de ser oferecida em favor da mais polivalente H, que se estabeleceria como carro chefe das Séries 2 e 3.

A Brasinca foi fundada em 1949 em São Paulo e produziu carrocerias e cabines para ícones como a Veraneio, o FNM, e o raro automóvel Brasinca 4200 GT, além de picapes cabine dupla de marca própria sobre chassi Chevrolet – as Andaluz, Passo Fino e Mangalarga, por exemplo.

Depois da reabertura das importações no início dos anos 90 e decorrente declínio deste mercado de cabines dupla, a companhia entrou em crise. Em 1999, a Usiminas passou a controlar a empresa integralmente e seu nome foi alterado para Usiparts. Nesta altura, entre outros, a fábrica de Pouso Alegre, MG, fabricava as cabinas dos International 9800, 4700 e 4900, as portas dianteiras da Kombi, a carroceria completa (inclusive a caçamba) da Mitsubishi L200. Mais tarde, a Usiparts foi rebatizada como Automotiva Usiminas.

Esta peça publicitária foi enviada pelo amigo Rafael T. Coelho.

Brasinca- Maio de 1981

 

 

14 ideias sobre “Cabine Scania – Brasinca – Maio de 1981

  1. Me chamou a atenção esse post por um certo detalhe: já era sabido por mim a fabricação de cabines de FNM pela Brasinca, visto meu apreço pela marca e contato com grandes colecionadores. Porém nessa nova fase da brasinca, chamada de Scania, ela fabricava todas as cabines dos scanias ou somente algumas da série?

    • Caro Jordan, a Brasinca era a fornecedora das cabines das Séries 2 e 3 da Scania. Um abraço e grato por comentar.

  2. Parabens por voçês fazerem esse belíssimo trabalho de resgate da memoria do caminhão brasileiro sou muito fã de voçês e admiro muito o trabalho de voçês, sobre esse anuncio dos SCANIA; cheguei a arrepiar de saudade um forte abraço e fique com DEUS.

    • Amigo Luciano, grato por suas palavras. Estamos juntos nesta empreitada. Um forte abraço também!

    • Daniel, são muito raros mesmo. Interessante observar o “S” estilizado na grade dianteira, que segundo consta indicava o “Six” debaixo do capô. Grato.

  3. Minha dúvida é por exemplo: série 2 da scania: 100% das cabines dessa série foram Brasinca ou apenas um percentual delas?

    • Caro Jordan, acredito que 100%. Senão a Scania teria de investir em caros ferramentais duplicados, para fechar a cabine em duas fábricas distintas. Os ferramentais de estamparia são os mais caros da indústria automotiva. Grato.

  4. Caro amigo, discordo que o “S” seja de “six”, pois já vi inúmeros 142 com o “S” na grade frontal, nas revistas Rei da Estrada de época. Posso estar enganado, mas acho que em uma das publicações menciona “Super”.

    • Amigo Fernando, você tem razão. Retiro o que disse. Fico curioso para confirmarmos o significado do “S”. Se achar nas publicações, agradeço se puder dividir conosco. Abraço e desculpe a falha.

  5. Talvez o S na grade tenho o mesmo significado da época dos Jacarés,Super

    Um forte abraço,
    Ramiro Crespo

    • Caro Ramiro, pesquisando mais sobre o assunto, encontrei um material da Scania (a ser postado) que explica exatamente isso. De fato, conforme afirma o amigo Fernando acima, o “S” indicava “Super”, ou motor turboalimentado. Obrigado por sua contribuição!

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