Ford F-1000 Turbo – 1991

Dentre o farto material enviado pelo amigo Alfredo Rodrigues, hoje destacamos este anúncio da picape Ford F-1000 Turbo de 1991. O modelo foi o primeiro do gênero no Brasil a ser equipado com turboalimentador de fábrica.

Num tempo em que grande parte dos usuários de picapes diesel costumava instalar o turbo por conta própria, a Ford resolveu contabilizar este mercado adicional, desenvolvendo esta versão de sua bem sucedida picape com um novo motor MWM dotado de turbo Garret, modelo T-315.

Internamente, o novo motor TD-229.EC4 tinha várias mudanças, como os pistões com nova câmara de combustão, novas bielas, novos mancais e virabrequim, todos reforçados para suportar as maiores solicitações. O resultado eram 119 cv, contra os 87 cv da versão naturalmente aspirada. O torque máximo chegava a 37 mkgf a 1.600 rpm. Com o novo propulsor, a F-1000 atingia os 100 km/h em 18 segundos, a partir da imobilidade, contra letárgicos 32 segundos da versão sem turbo, conforme teste da Revista Quatro Rodas, de janeiro de 1991.

O desenvolvimento deste motor levou muita gente a pensar que uma versão de 6 cilindros – muito esperada nos caminhões da Série F e nos VW – fosse debutar na sequência, o que acabou não ocorrendo, em grande parte devido ao desenvolvimento da nova família X-10.

Ford F-1000 Turbo Veja Setembro 1991

 

Ford Cargo com Cummins – 1991

Ford Cargo motor Cummins Revista Carga 77 especial Transpo Setembro 1991

Motivada não apenas pela desativação de seus motores FNH 6.6 e 7.8, tadalafil os quais deixavam de atender os novos limites de emissões EPA 91 nos Estados Unidos, a Ford resolveu apoiar-se na experiência de sucesso da VW e partiu para o repotenciamento da linha Cargo com o motor Série C de 8,3 litros da Cummins, na qual o gigante de Dearborn também tinha participação acionária, recém adquirida.

Depois dos modelos turbo 1422 e 1622, seguiu-se o naturalmente aspirado 1617, os pós-arrefecidos 3224, 2425 e 3530, além dos irmãos menores 1215 e 1415, estes estreando o motor Cummins Série B, de 5,9 litros, no mundo automotivo nacional.

Entre abril de 1991 e abril de 1992, este que aqui escreve, então engenheiro de aplicações da Cummins, participou intensamente do programa de desenvolvimento do Série B no Cargo 1215 e 1415, em Tatuí, SP, criando um grande vínculo técnico e emocional com este motor e com tais modelos de caminhões.

Na época, o Campo de Provas de Tatuí andava meio em baixa, meio afogado de trabalho, de modo que o desenvolvimento do Cargo com Série B foi terceirizado com uma empresa conterrânea denominada Midwest Engenharia, gerenciada por veteranos experimentados da Ford, sob a liderança de nosso finado Pedro Valladão, que tanto nos ensinou.

A rodagem de durabilidade de 120 mil km era operada na Rodovia Castello Branco, entre o pedágio de Boituva e o de Botucatu, no interior de São Paulo. Nosso protótipo designado para tal teste tinha o número de frota “CRG-29” – um Cargo 1415 branquinho com terceiro eixo, “tapume” de madeira compensada (para aumentar o fator de carga), caixas de aço carregadas de “chocolates” (barras de ferro gusa) e 10% de sobrepeso.

Outros protótipos, incluindo um 1215 toco, foram construídos para a bateria de testes de engenharia, incluindo “cooling”, e tantos outros, ao longo daqueles intensos meses em que passamos por aquela verdadeira escola, longe das mesas, das reuniões e dos computadores, mas atrás do volante, de botas, prancheta e calculadora na mão!

Este anúncio foi mais um dos cedidos pelo amigo Alfredo Rodrigues, de Pelotas, RS.