Mack – Agosto de 1946

Dois ícones: um lindo Mack com tanque abastecendo um Douglas DC-3 (ou C-47 ex-USAF?) da finada Pan American Airways, que liderava o mercado para a América Latina, a partir dos EUA.

Assim como no caso dos basculantes, muitos operadores de tanques preferiam a cabina aberta, para melhor visibilidade e mais fácil entra-e-sai.

Os tanques dos anos trinta e quarenta eram verdadeiras obras primas. Seu desenho aerodinâmico acompanhava a linha dos caminhões, num bom gosto só!

Abraço.

 

 

Mack – Setembro de 1946

Nos anos quarenta, Chevrolet e Ford dominavam o mercado de caminhões no Brasil, com modelos da faixa de 1/2, 3/4, 1 e, principalmente, 1 1/2 toneladas americanas nominas. Eram os Chevrolet Tigre, Gigante, os Ford 198T, 298T, 21T, entre tantos outros.

Seguindo estas marcas, vinham os Dodge, De Soto e Fargo, todos da Chrysler, os International Harvester, com modelos similares e também mais pesados, até 3 toneladas no caso da Dodge, e maiores ainda no caso da International.

As marcas européias ainda engatinhavam por aqui, mesmo por conta dos efeitos devastadores da Segunda Guerra no Velho Continente.

A Mack era um tradicional fornecedor norte-americano de caminhões pesados, na faixa de 5 toneladas nominais e acima, principalmente, apesar de ter modelos menores, como este ilustrado, possivelmente da Série EF.

Além da então gigante International, também concorriam nesta faixa a White, a GMC, Autocar, Reo, Diamond T e outras.

A Mack, hoje controlada pela Volvo, é ainda uma empresa muito forte no mercado vocacional (construção e mineração), com uma gigantesca legião de fãs, nos Estados Unidos, na Venezuela, no Chile, no Caribe e também no Brasil, representados especialmente por alguns de nós que já passaram dos sessenta e tiveram o prazer de ver estas máquinas nas ruas e estradas de nosso país.

A Mack também era uma frequente anunciante, até meados dos anos sessenta, quando encerrou as operações no Brasil.

Fruto das recentes re-estruturações da Volvo, especula-se sobre novas marcas do grupo no Brasil. Será que teremos novamente a marca do Bulldog por aqui?

Bom final de semana!

 

Evandro.