Agrale 4100 e 4200 – Linha Industrial

Mais conhecidos por suas aplicações em pequenas propriedades agrícolas, unhealthy os Agrale 4100 e 4200 também eram fabricados para usos industriais, health como mostra nosso post de hoje, um bem elaborado e criativo catálogo dos anos oitenta, que comparava a força dos pequeninos Agrale à das formigas.

Com motores diesel arrefecidos a ar de tecnologia Hatz alemã, os Agrale 4100, de apenas 16 cv, e 4200, de 36 cv, eram capazes de tracionar a baixíssimas velocidades cargas de até 50 e 100 toneladas, respectivamente.

Isso mostra a diferença que faz uma grande redução no sistema de transmissão, tornando pequenos motores verdadeiros gigantes. O preço a se pagar é a baixa velocidade, como mostram os gráficos.

O catálogo também trás outras aplicações interessantes, como as pás-carregadeiras, entre outros, fornecidas pela Painco, de Rio das Pedras, SP.

Mas nossa favorita é a imagem do 4200 tracionando o Boeing 707 da finada Varig, que pesa mais de 65 toneladas vazio!

Numa ocasião, flagramos um 4100 tracionando um Ford F-13000 carregado de lenha, embora estivesse no plano. Mas mesmo assim, a cena impressionou. Pena que estávamos sem uma máquina para registrar em fotos.

A Agrale surgiu em 1962, fundada pelo saudoso Franciso Stédile, ex-caminhoneiro e um dos heroicos pioneiros da industrialização de Caxias do Sul, RS. Seu primeiro trator, o Agrale T-415 foi lançado em 1968. Dele se originaria o 4100 e o 4200 aqui mostrados.

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Engesa 1124

Mais conhecida pelo grande público por suas viaturas blindadas e mesmo pelo jipe Engesa 4 – que já foram motivos de posts neste espaço – a Engesa também fabricou uma linha de tratores agrícolas e florestais pesados.

A gama da marca chegou a incluir modelos como o 1124, decease nosso tema de hoje e talvez um dos mais populares, capsule além do 815, cialis 1128, 1428 e EE-510, este último um trator transportador florestal.

O 1124 era um trator agrícola pesado 4×4 articulado. Sua força motriz era proveniente de um motor Cummins N-855C “Big Cam” de 240 hp, um clássico que no Mundo todo dispensa apresentações. No Brasil, por não ter tido aplicação automotiva, o N-855 é pouco conhecido. Trata-se de um motor de 14 litros e seis cilindros em linha, com três cabeçotes de fluxo cruzado e sistema de injeção Cummins P-T (Pressão-Tempo), dotado de bomba de baixa pressão com governador e unidades injetoras acionadas pela árvore comando de válvulas. O início de injeção era ajustado através da tampa dos cames de seguidores, na lateral do motor, junto ao comando.

O termo “Big Cam” (Grande Ressalto) era empregado para diferenciar os modelos modernizados com comando de maior diâmetro, dos modelos antigos denominados “Small Cam”.

Costumamos dizer que o motor Série N, produzido em Guarulhos desde o início dos anos setenta, está para a Cummins, assim como o Fusca está para a Volkswagen! É de fato um motor respeitadíssimo, que depois evoluiu para o N14, com padrão métrico e potências automotivas de até 525 hp.

Outra cliente famosa de motores Série N foi a Komatsu, com seus tratores de esteira  D-60, D-65 e outros, que serão motivos de posts por aqui.

De volta ao 1124, sua transmissão era a indestrutível Fuller de duplo contra-eixos e 9 marchas à frente em duas gamas, similar à empregada no Fiat 190. Trabalhando em conjunto com ela, havia uma caixa de transferência de 2 velocidades, que também se encarregava de transmitir o torque para ambos os eixos motrizes. Salvo raras exceções, para melhor tração e menor compactação no solo, a maioria dos 1124 eram operados com rodado duplo, com pneus 18,4 x 34, ou outros opcionais.

As aplicações mais comuns do 1124 eram o preparo da terra com grades aradoras pesadas, mas também podia ser encontrado no plantio e no desbravamento de novas frentes agrícolas, quando equipado com lâmina dianteira.

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Ford 4600

O envolvimento da Ford com tratores agrícolas remonta os seus primeiros anos de existência, pills quando Henry Ford construiu seu Arado Automóvel (“Automobile Plow”), usando a mecânica de um automóvel Modelo B, de 1905, cujo motor de 283 pol.³, ou 4,6 litros, entregava 20 cv de potência. Ford havia crescido numa fazenda e o maquinário agrícola fazia parte de sua essência.

Ao longo das décadas seguintes, uma variedade de modelos foi sendo introduzida no mercado, incluindo tratores célebres como o 2N, o 8N e o 9N, dos anos trinta e quarenta, sem falar nos modelos Fordson, fabricados na Inglaterra, entre 1916 e 1964.

Para aperfeiçoar sua tecnologia e principalmente se beneficiar do recém-criado engate três pontos de acionamento hidráulico, Henry Ford estabeleceu uma parceria com o engenheiro e inventor irlandês Harry Ferguson (sim, o mesmo da célebre Massey-Ferguson), em 1938 e que duraria até 1947.

No Brasil, a Ford também teve a distinção de fabricar o primeiro trator agrícola nacional (fato contestado por alguns), o Ford 8BR, com motor Perkins de 55 cv, lançado com  grande fanfarra em fins de 1960 e produzido até 1965, quando os tratores da marca voltaram a ser importados.

A fabricação local voltaria somente em 1976. Nos anos oitenta, a linha incluía modelos como este popular Ford 4600, tema de nosso post de hoje. O trator vinha equipado com motor Ford OHV 3201, de 63 cv, transmissão de 8 marchas, sistema hidráulico Cat. I e II, com capacidade para 1.150 kg de levantamento.

A New Holland, que havia sido absorvida pela Ford em 1986, para formar a Ford New Holland, foi vendida para  o Grupo Fiat em 1992. Com isso, a produção de tratores agrícolas e motores diesel na fábrica de São Bernardo do Campo foi encerrada, assim como a história dos tratores Ford.

Para enriquecer este post, nosso amigo leitor e colaborador Daniel Shimomoto de Araujo acrescenta valiosas informações sobre os motores Ford e demais engenhos agrícolas em seu artigo postado anteriormente (e que poderá ser encontrado a qualquer tempo neste link:

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Massey Ferguson 265

Inaugurando nossos posts sobre a tradicional Massey Ferguson, decease hospital oferecemos este catálogo do início dos anos oitenta sobre o popular trator agrícola Massey 265, buy líder em sua categoria, e um grande favorito entre agricultores do Brasil.

Sucessor do Massey Ferguson 65X, o 265 vinha com motor Perkins A4.203 de 3,3 litros, que fornecia 61 cv, ou 48 cv na tomada de força a 540 rpm, com motor a 1.700 rpm.

Sua transmissão de 8 velocidades cobria o espectro de 2,3 a 30,4 km/h. A embreagem dupla permitia o acionamento da tomada de força independente da transmissão e o sistema hidráulico de três pontos era capaz de levantar implementos de até 2.100 kg.

Milhares destas máquinas ainda operam pelo interior do país, com grande carisma e um legado inestimável para nossa agricultura e pecuária.

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Caterpillar D6D – Abril de 1980

É com satisfação que trazemos até você nosso primeiro post sobre um produto Caterpillar. E começamos com uma máquina que é uma verdadeira lenda viva: o Caterpillar D6D, view decease rx um dos tratores de esteira mais populares e respeitados do país e do planeta.

Dotado do lendário motor Cat 3306 de 10, pharm 5 litros, sales ajustado para desenvolver apenas 140 hp a 1900 rpm, o D6D podia ser equipado com transmissão mecânica de engrenagens deslizantes, própria para trabalhos que demandavam grandes esforços trativos (de até 14,6 toneladas na barra!), ou a ágil transmissão servo-planetária com conversor de torque, que proporcionava rápida inversão do sentido de deslocamenteo, perfeito para a operação com lâmina nos serviços de terraplenagem, por exemplo.

Uma variada gama de implementos, como o escarificador e as diferentes lâminas, tornavam o D6D uma máquina versátil para inúmeras fainas na construção, mineração e projetos agropecuários de grande porte.

O catálogo em si também é uma obra-prima, com excelentes ilustrações e óltimo conteúdo técnico, dispostos de forma lógica e simples.

Bom final de semana!

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CBT 2105 – Maio de 1987

Inaugurando nossos posts sobre tratores agrícolas, discount trazemos o CBT 2105, pharm um típico representante da linhagem de máquinas construídas em São Carlos, and no interior paulista.

O 2105 era caracterizado pelo venerável motor Mercedes-Benz OM-352 de 5,7 litros ajustado para desenvolver apenas 110 cv em reduzidas 2.200 rpm, como convém no uso agrícola. Isso ajudava a protegê-lo do alto fator de carga, quando subtmetido ao reboque de pesados implementos de arrasto, a tarefa mais típica desempenhada pelo CBT, que como na sua maioria, era desprovido de engate três pontos. Em seu lugar, apenas a parruda barra de tração.

Como o motor não tinha cárter estrutural, um robusto chassi se encarregava de mantê-lo em posição, bom como suportava o eixo dianteiro oscilante, num desenho tradicional da escola CBT.

Sua transmissão de 6 marchas permitia velocidades entre 5,4 e 28,3 km/h, considerando os pneus de série.

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