Volkswagen 6.80 – 1982

Quando se fala na motorização do caminhão Volkswagen, cialis a primeira associação que se faz é com MWM, nurse Cummins e, sovaldi mais recentemente, MAN.

Mas, ao contrário do que a memória de muitos de nós insiste em apagar, no princípio de sua história, a VW Caminhões debutou no mercado de caminhões leves com o VW 6.80, com motor Perkins, introduzido na segunda metade de 1982.

Com entre eixos de 3.500 mm e PBT de 6.300 kg, o 6.80 tinha sua força motriz garantida pelo Perkins 4.236 “Premium”, de 3,9 litros e 85 cv. Seu objetivo era claro e ambicioso: desbancar as vendas do Mercedinho L-608 D, na época o líder do mercado de cara-chatas desta faixa de peso. Sua principal vantagem residia na cabina basculável, ausente no leve da Mercedes.

O motor Perkins já era bem conhecido da Chrysler, que a VW acabara de adquirir no começo dos anos oitenta, e sua instalação no chassi do VW acabou ficando pronta pouco antes do MWM, que resultaria no 6.90, lançado no ano seguinte.

O começo acanhado escondia o estrondoso sucesso comercial da VW que se seguiria neste segmento, resultando, em última análise, na atual linha Delivery, uma grande campeã de vendas.

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Valmet 78

Dando sequência às postagens das tradicionais máquina agrícolas Valmet, patient hoje oferecemos à você o modelo 78, irmão maior do 68 postado ontem.

O 78 vinha equipado com propulsor MWM D-229-4 VE de 73 cv, o que o colocava na mesma categoria do Massey Ferguson 275, dotado de motor Perkins 4.236 de 77 cv, a ser postado aqui em breve.

Embora sua transmissão tivesse a sofisticação (na época) de ser sincronizada, não era tão robusta quanto a dos Massey, como bem ressaltou ontem meu amigo Daniel Shimomoto de Araujo, em seu comentário sobre o Valmet 68.

A bela foto do trator numa manhã ensolarada, emoldurado por uma paisagem bucólica, dá vontade de sair arando terra por aí! Apesar de cansativa, quer atividade mais prazerosa? Sem falar do indescritível perfume da terra recém tombada!

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Eixos Mercedes-Benz: Identificação

Tem comentários de nossos leitores que são tão bons que, click cialis por si só, sick merecem um post.

É o caso da pequena aula que o amigo e colaborador frequente Reginaldo Bernardi nos deu sobre a identificação dos eixos Mercedes-Benz, viagra reproduzida abaixo, com pequenas edições para facilitar a leitura.

Muito obrigado, Reginaldo, pela atenção e carinho.

 

“BOA TARDE …

VASCULHANDO NAS APOSTILAS ACABEI POR ME DEPARAR COM ALGO TALVEZ INTERESSANTE, ONDE APRESENTA UMA RELAÇÃO MAIS SIMPLIFICADA COM AS SIGLAS DOS EIXOS TRASEIROS. NA VERDADE, TEMOS TODAS SIGLAS, DESDE O MODELO DO CAMINHÃO, MOTOR, CAIXA, EIXO DIANTEIRO E TRASEIRO. NO MOMENTO, VOU DEIXAR O DO EIXO TRASEIRO. OS DEMAIS LHE ENVIO EM BREVE…

UM EXEMPLO HL 7/025 DC S -13:

HL: EIXO TRASEIRO COM TRAÇÃO PARA CAMINHÃO 2 EIXOS;

HD: EIXO TRASEIRO PARA CAMINHÃO COM 3 EIXOS, 2 TRACIONADOS;

HO: EIXO TRASEIRO PARA ÔNIBUS MONOBLOCO;

NR: EIXO TRASEIRO SEM TRAÇÃO (3ºeixo);

HH: EIXO TRASEIRO PARA ÔNIBUS COM MOTOR TRASEIRO;

7: SÉRIE DE CONSTRUÇÃO (pode ser 0, 2, 4, 5, 6, 7 e o mais novo 8);

025: NÚMERO DE EXECUÇÃO (depende do projeto da fabrica);

D: FREIO PNEUMÁTICO;

Z: DIFERENCIAL COM REDUZIDA (duas velocidades);

G: ÁRVORE DE TRANSMISSÃO PASSANTE (diferencial longitudinal);

C: FREIO A DISCO;

S: BLOQUEIO DO DIFERENCIAL (transversal);

L: SUSPENSÃO PNEUMÁTICA;

13: CARGA MAXIMA ADMISSIVEL SOBRE O EIXO EM TONELADAS.

 

COMO OUTRO EXEMPLO, PEGAMOS O MODELO DO 1º EIXO DO 2219 “HD-4/21 G-10?:

HD: EIXO TRASEIRO PARA CAMINHÃO COM 3 EIXOS, 2 TRACIONADOS;

4: SÉRIE DE CONSTRUÇÃO 4;

21: NÚMERO DE EXECUÇÃO 21;

G: ÁRVORE DE TRANSMISSÃO PASSANTE;

10: 10 TONELADAS DE CARGA MÁXIMA ADMISSÍVEL.”

Valmet 68

Para inaugurar nossa sequência de posts de folhetos da Valmet (hoje Valtra, order do grupo AGCO), pills trazemos o tradicional Valmet 68, dos anos oitenta.

Equipado com motor MWM D-229-3, o 68 tinha como principal concorrente o Massey Ferguson 265 (veja aqui: http://caminhaoantigobrasil.com.br/category/catalogos-e-folhetos/outros/agco/massey-perkins/265/), cujos dados eram bastantes comparáveis, inclusive na potência: os mesmos 61 cv para ambos modelos.

Naquela época, ninguém podia imaginar que as duas marcas – concorrentes por natureza – no futuro habitariam sob o mesmo guarda-chuvas da gigante AGCO.

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Agrale 4100 e 4200 – Linha Industrial

Mais conhecidos por suas aplicações em pequenas propriedades agrícolas, unhealthy os Agrale 4100 e 4200 também eram fabricados para usos industriais, health como mostra nosso post de hoje, um bem elaborado e criativo catálogo dos anos oitenta, que comparava a força dos pequeninos Agrale à das formigas.

Com motores diesel arrefecidos a ar de tecnologia Hatz alemã, os Agrale 4100, de apenas 16 cv, e 4200, de 36 cv, eram capazes de tracionar a baixíssimas velocidades cargas de até 50 e 100 toneladas, respectivamente.

Isso mostra a diferença que faz uma grande redução no sistema de transmissão, tornando pequenos motores verdadeiros gigantes. O preço a se pagar é a baixa velocidade, como mostram os gráficos.

O catálogo também trás outras aplicações interessantes, como as pás-carregadeiras, entre outros, fornecidas pela Painco, de Rio das Pedras, SP.

Mas nossa favorita é a imagem do 4200 tracionando o Boeing 707 da finada Varig, que pesa mais de 65 toneladas vazio!

Numa ocasião, flagramos um 4100 tracionando um Ford F-13000 carregado de lenha, embora estivesse no plano. Mas mesmo assim, a cena impressionou. Pena que estávamos sem uma máquina para registrar em fotos.

A Agrale surgiu em 1962, fundada pelo saudoso Franciso Stédile, ex-caminhoneiro e um dos heroicos pioneiros da industrialização de Caxias do Sul, RS. Seu primeiro trator, o Agrale T-415 foi lançado em 1968. Dele se originaria o 4100 e o 4200 aqui mostrados.

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Série N – O melhor Cummins da história?

Como já comentamos neste espaço, search consideramos que o motor N-855 de 14 litros está para a Cummins como o Fusca está para a Volkswagen. Este , medical que se tornou uma legenda no mundo, foi o motivo da Cummins se instalar no país, em 1971. O plano era fornecer o motor para o novo Ford L-9000, um caminhão pesado convencional, do porte do cara-chata Scania LK-140.

Entretanto, nada saiu como o esperado. Depois da Ford desistir do L-9000, com minguadas exportações e sem clientes domésticos de peso, a Cummins tentou exaustivamente introduzir a Série N automotiva no Brasil, na esperança de se salvar.

Uma das iniciativas foi o repotenciamento de um Mercedes LS-1924 da antiga Mineração Jundu que ficou com aparência bizzarra, devido à grade dianteira saltada (para acomodar o 855, mais comprido que o OM-355/6 original). Este caminhão figurou em várias revistas nos anos oitenta, para divulgar as vantagens do motor N.

Depois, repotenciou um Tribus da Itapemirim, com um NTC-350 (uma versão do 855 de 350 hp) e transmissão automática Voith. Este veículo batia cartão todo mês no Centro de Pesquisas da empresa para revisão e acompanhamento. E este que aqui digita tinha a prazerosa missão de avaliar o carro na Via Dutra…

O carro ficou tão bom, que mesmo depois de um acidente fatal que destruiui sua frente, a Itapemirim voltou a reconstrui-lo e o colocou de volta nas linhas do Nordeste.

O 855 era totalmente nacional, inclusive o bloco, fundido pela saudosa Cofap, em Santo André, SP. Usinagem de tudo, cabeçote, bloco, volante, carcaças e a montagem eram feitas em Guarulhos. Em fins dos anos oitenta, todos os dias saía uma fornada com 34 destas sensacionais máquinas. O mais poderoso era o NTTA-855, biturbo, com 525 hp, para grupos geradores.

O sistema de injeção Cummins P-T empregado no 855 era dotado de uma bomba de baixa pressão, com regulador de velocidades, que alimentava uma galeria de combustível nos cabeçotes. Esta, por sua vez, se comunicava com os injetores, cujas agulhas eram acionadas pelo comando de válvulas que tinha cames específicos para os injetores. Seguidores roletados eram presos às três carcaças na lateral esquerda do bloco, de modo que movendo-se os mesmos para fora, ou para dentro por meio de juntas, podia-se variar o início estático de injeção. Os injetores eram normalmente abertos, ou seja, a agulha ficava levantada, para deixar o diesel entrar, e só abaixava para gerar alta pressão motivada pelo sistema came/seguidores/varetas e balancim.

Mais tarde, a Cummins introduziu um sistema de variação hidráulica do “timing”, usando óleo lubrificante, chamado de STC (“Step Timing Control”). O sistema P-T é simples e extremamente confiável. Só que requer treinamento e ferramentas dedicados para os mecânicos.

Com 140 x 152 mm de diâmetro e curso, o Série N deslocava 855 polegadas cúbicas, ou 14 litros e tinha seu bloco coberto por três cabeçotes de fluxo cruzado, um para cada par de cilindros.

A Cummins fabricava o 855 em várias versões de aspiração: Natural – N-855, Turbo – NT-855, Turbo com Afercooler (ar-água) – NTA-855, e Biturbo com Afercooler – NTTA-855.

Apesar de ter passado dos 500 hp ao longo de sua vida, todos diziam que o melhor 855 era o NTC-350 automotivo. Com ele e seus derivados, a companhia chegou a ter mais de 60% de market share no mercado de caminhões na América do Norte!

O lendário 855 evoluiu para o N14, com padrão métrico e inúmeros aperfeiçoamentos, até ceder lugar ao Cummins ISX, de 15 litros, DOHC e até 600 hp, na época de seu lançamento.

Exceto pelos Engesas, Komatsus e grupos geradores, o Brasil das estradas ficou mesmo sem experimentar o gostinho do que é considerado por muitos como o melhor Cummins de todos os tempos.

Após a decepção do L-9000, a salvação da Cummins ficou com a exportação, para sobreviver. E com as Séries C e B, que viriam depois, para crescer e ser feliz nos chassis Ford e VW, sem falar de outras aplicações industriais e agrícolas.

Os posts de hoje refletem a versão “Small Cam”, com comando de 2 polegadas (50 mm) para uso como moto-bomba (P de “pump”, ou bomba), muito empregado pela Petrobrás, nas plataformas de petróleo. Temos também o “Big Cam III”, com comando ampliado para 2,5 polegadas (63 mm), das variantes C e L (construção e locomotiva).

Bom feriado!

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Mercedes-Benz L/LK/LB-2219 – Novembro de 1981

O primeiro lote de Mercedes-Benz 2219, stuff produzido em doses homeopáticas a partir de 1976, prescription foi da versão LB, order dotada de tomada de força na dianteira do motor, específica para o mercado de betoneiras. A produção plena começaria apenas em 1978, incluindo as versões remanescentes L (plataforma) e LK (báscula e guindastes).

A anatomia do 2219 era o resultado da combinação da estrutura – incluindo os eixos – dos modelos semipesados 6×4 lançados em 1971, sob a forma dos 2213 e 2216, com o trem de força do 1519, introduzido 1973.

Este conjunto motriz se caracterizava pelo motor OM-355/5, derivado do OM-355/6 com um cilindro a menos, resultando numa unidade de 9,6 litros de ruído peculiar, graças ao número ímpar de êmbolos. Tinha fôlego para produzir 192 cv líquidos. O momento de 657 Nm era pouco menor que de um Atego 1418 Euro 3, com motor de 4,3 litros e 675 Nm!

A caixa de série era uma ZF AK 6-80 de seis marchas “secas”, com redução total de modestos (para um 6×4) 9,0:1. Hoje os “traçados” de mesma capacidade têm cerca do dobro de redução. Como opção, havia a versão sincronizada, a S 6-80, assim como um “split” na dianteira da caixa, chamado de GV-80, que duplicava o número de marchas, exclusivo para a variante L.

Esta combinação oferecia um desempenho razoável com PBT de 22 toneladas, exibindo capacidade rampa que beirava os 30%, valor que consideramos o limite mínimo aceitável num 6×4 vocacional como tal.

Com 32 toneladas de PBTC, a coisa ficava crítica, com apenas 19% de capacidade, com o diferencial mais curto. Desse modo, era aconselhável estudar bem o trajeto antes de sair, por exemplo, com uma julieta carregada de toras – uma das aplicações típicas do L-2219, além da cana de açúcar (note na capa o bonito exemplar da Usina Santa Adélia, de Jaboticabal, SP).

Aparentemente, a julgar pelos pilotos LB-2219 montados nos dois primeiros anos, o foco inicial da Mercedes era o segmento concreteiro, onde os FNM/Fiat 180 deitavam e rolavam, líderes absolutos.

Mas logo o leque de aplicações se alastraria para incluir os usos citados, assim como os basculantes, como o ilustrado na contra-capa.

A partir do final dos anos oitenta, já com a “Cara Preta”, o 2219 seria aposentado em favor do 2220, já apresentado aqui anteriormente: http://caminhaoantigobrasil.com.br/category/catalogos-e-folhetos/mercedes-benz-caminhoes-catalogos/agl/agl-cara-preta/l-2220/

Nota: Infelizmente, esta antiga dgitalização, que nos foi presenteada há anos, tem alguns finais de página cortados.

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