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Querido amigo leitor:
Uma das grandes razões de existir deste espaço virtual é podermos interagir. Perguntando, pharm sugerindo, criticando, opinando, colaborando, doando, etc.
Em maio de 2015, me tornei um feliz papai. Com um ano e meio, o pequeno Eduardo Fullin adora caminhões, ônibus, HRs, Sprinters, Kombis e Fuscas, mas não dá bola para carrões de R$ três dígitos… Bem como o pai. Tem sido uma inexplicável felicidade, mas a vida virou do avesso.
Trabalho o dia todo no computador, tentando pagar as contas no final do mês. O pouco tempo que sobra são para as atividades da casa (mercado, fogão, louça, manutenção, cuidados com o Dudu).
Um dos meus prazeres, atualizar e interagir no Caminhão Antigo, teve de ficar de lado por todo esse tempo. Agora, espero aos poucos retomar o site.
Mas, ainda não sei como fazer com os comentários. São 408 no momento, esperando por uma resposta ou por uma aprovação minha. Os mais difíceis são os com pedidos e dúvidas técnicas complexas, aliás a maioria. Queria muito poder responder a todos, mas com minha estrutura de apenas “001”, não tem como. Quisera eu ter um help desk com 0800 e 5 estudantes de engenharia para responder tudo em 24 horas. Mas ainda não é o caso.
Vou continuar respondendo a todos, na medida do possível, mas na marcha “C” de crawler.
Portanto, peço desculpas e compreensão a você, amigo leitor.
Evandro.
Caio Bela Vista e FNM D-11000
O amigo William Bordin nos agraciou com duas belas ilustrações de sua autoria, seek generic reproduzidas abaixo. Junto delas, seek o William nos enviou a seguinte mensagem:
“Caro Sr. Evandro Fullin,
Gostaria de parabeniza-lo pelo excelente site “Caminhões Antigos Brasileiros”, repleto de postagens e informações maravilhosas.
Sempre visito e aprendo com vossas informações.
Aproveito o ensejo, para encaminhar ao prezado dois trabalhos meus para, se assim quiser, postar no site.
Tratam-se de dois desenhos: O primeiro, o lendário FNM D-11000; e o segundo, o famoso urbano Caio Bela Vista de grande aceitação no final da década de 60 e durante toda década de 70. Muitos, inclusive, rodaram firmes e fortes até meados dos anos 80.
Desde já, agradeço pela atenção e pelo maravilhoso trabalho.
Grato,
Forte abraço.
William Bordin.”
Vende-se Chevrolet D-60 – 1977 – Original
“Trata-se de um Caminhão Chevrolet 1977, D-60 (DIESEL), todo original (motor, caixa, setor), que acabou de passar por um processo de restauração, mantendo-se toda a originalidade em termos de lataria, carroceria, mecânica e acabamento.
Durante 36 anos foi dirigido por um único motorista, com uma história apaixonante, que envolveu o condutor, inicialmente proprietário e posteriormente este mesmo condutor tornou-se empregado da Empresa, que adquiriu o mencionado caminhão, quando este foi colocado a venda há 12 anos, com a condição de que, o antigo proprietário que o conduziu até aquela data aceitasse o convite para ser contratado na empresa e continuasse a dirigir o seu caminhão.
Assim foram esses anos, de uma relação marcada pela cumplicidade entre condutor-caminhão/caminhão-condutor. Hoje completamente restaurado, trabalho este que pode ser comprovado pelos registros fotográficos antes, durante e após a sua realização, ele é colocado no mercado de ANTIGOS e com certeza dos verdadeiros apaixonados pelo antigomobilismo chamará a atenção e fará deste mais um apaixonado por esta raridade.
Com relação ao preço este será discutido quando da manifestação de interesse.
Telefone para contato: 032-9917-4147 (Álvaro).”
Comemorando o terceiro aniversário!
No dia 22 de fevereiro de 2012 foi ao ar nosso primeiro post. Começava assim um projeto caseiro que visava dividir informações, illness promover o debate e, hospital sobretudo, pharm preservar a memória do caminhão brasileiro.
Com o passar do tempo, além dos caminhões, resolvemos agregar os veículos comerciais de forma mais ampla, incluindo ônibus, implementos e utilitários. Da mesma forma, dada a carência de informações gratuitas na rede, decidimos adicionar tratores, máquinas de construção e até aviões.
Para quem gosta de estatísticas, nosso amigo Google Analytics informa que tivemos 438 mil visitas acumuladas, 296 mil usuários e 1,92 milhões de visualizações de páginas desde 2012. Nos últimos tempos, as visitas estão na faixa de 24 a 25 mil por mês, ou 700 a 900 por dia. 68% de nosso público está acessando o espaço pela primeira vez. Nosso acervo conta com 1.134 posts, os quais produziram 5.361 comentários.
Hoje, passados três anos do pontapé inicial, acumulamos uma grande rede de colaboradores que contribuem com um valioso acervo de literaturas e, mais que isso, com conhecimento e ajuda mútua, sempre de forma gratuita, altruísta e despretensiosa.
Nosso projeto de obter um patrocínio e com isso alavancar postagens de alta qualidade, mais disciplinadas e frequentes, ainda não se materializou, mas temos certeza de que será questão de tempo.
Neste período de existência do site, tivemos muitas gratas surpresas. Por meio dele, reencontramos velhos amigos perdidos no tempo, aprendemos muito, conseguimos esclarecer dúvidas complexas e mistérios que nos permitiram corrigir e enriquecer nosso projeto do livro sobre os caminhões brasileiros, encontramos raridades ocultas, recebemos bateladas de doações e, mais importante, conhecemos novas pessoas, tanto no Brasil como em nações distantes como Espanha, Bélgica e até no Cazaquistão, muitos dos quais se tornaram verdadeiros amigos virtuais!
Portanto, só temos a agradecer a você, amigo leitor, a razão principal de nossa existência.
Um forte abraço e que venham os próximos anos!
De avô para o neto
Minha História – Mercedes-Benz LPS-331 6×2
Meu Avô Caminhoneiro
Como tem feito ultimamente, illness drugstore nosso amigo Roberto Dias Alvares nos enviou há algumas semanas mais uma de suas bonitas crônicas de estrada, case formatadas como poesia. As seguintes palavras acompanhavam o texto:
“Evandro, boa tarde.
Esta estória que envio faz parte de uma trilogia.
Cada uma delas tem seu final, mas estão interligadas em uma sequência.
Está é a primeira delas. Espero que aprecie.
Grande abraço.
Roberto Dias Alvares”
Eis a estória:
MEU AVÔ CAMINHONEIRO
Cavalo Mecânico Mercedes Benz LPS 331 6×2
Autor: Roberto Dias Alvares
Um jovem de nome Rafael
no campo mostrava seu valor.
Desempenhava seu papel.
Era filho de um agricultor.
Família unida no trabalho e na fé.
Sem parar, trabalhava insistente.
Sua lida era na cultura do café.
Rafael tinha outra coisa em mente.
Quando chegavam caminhões
para do café fazer transporte.
Entre todas as profissões,
de caminhoneiro batia mais forte.
Quando fez dezoito anos completos
Recebia do pai dinheiro da colheita.
Dos sonhos, aquele mais concreto,
vida estradeira, aquela por ele aceita.
Sonhava entre quatro paredes,
com GMC, FNM, Ford, Chevrolet Brasil.
De todos, encantara-se com Mercedes,
quando cavalo mecânico ele viu.
Pensava: “Um dia este lugar eu deixo”.
Neste momento ouviu a aproximação
cavalo mecânico com terceiro eixo.
Encantou-se por aquele caminhão.
Enquanto ajudava a carregar
aquela carreta colossal.
Ao motorista pôs-se a perguntar
sobre aquele caminhão sem igual.
Mercedes LPS 331 era o emblema
que fazia do bruto a identificação.
Segundo o dono, nunca dera problema.
Era um belo e vigoroso caminhão.
Quando viu o bruto indo embora
jurou que compraria seu caminhão.
Sabia que chegaria a sua hora
de conhecer o Brasil e cortar o sertão.
Passaram-se seis anos,
Rafael guardando seu dinheiro.
caminhão estava nos seus planos.
Pensava nisso o tempo inteiro.
Certo dia aquele rapaz
viu retornar á propriedade
aquele caminhão de seis anos atrás
que continuava bonito de verdade.
Perguntou ao homem se vendia
seu belo e potente caminhão.
Respondeu que vender aceitaria.
Mas queria todo dinheiro na mão.
Foram até a pequena cidade
para sacramentar o negócio.
Viveu tantos anos sem vaidade
para comprar o bruto sem sócio.
O dono, homem sincero e franco
usando de toda a coerência,
ao pegar o dinheiro no banco
fez do caminhão a transferência.
Com honestidade que lhe compete,
aquele senhor tendo por nome André,
acompanhou-o na entrega do frete.
A carreta carregada com sacas de café.
Enquanto Rafael dirigia,
senhor André pôs-se a explicar,
como ao caminhão conduzia
e as marchas como trocar.
Quando retornou ao sítio
já dirigia com desenvoltura.
Teria como princípio
na estrada não fazer loucura.
Seu pai torceu o nariz
e sua mãe ficou preocupada.
Mas vendo o quanto estava feliz
nenhum dos dois lhes disse nada.
Os sitiantes de toda a região
contratavam o seu serviço.
Levava de tudo no caminhão.
Era feliz pois sonhara com isso.
Tirou a sua habilitação
e assim ficou mais tranquilo.
Com prazer dirigia o caminhão.
Nascera para fazer aquilo.
Trabalhava semana após semana.
Enfrentando sol, calor e poeira.
Quando conheceu a jovem Ana
sabia que seria a única e a primeira.
Com ela, Rafael se casou.
Foram felizes lado a lado.
No trecho ele continuou,
dirigindo seu cavalo trucado.
Foram tantos anos de trabalho.
Muitas lutas e poucas conquistas.
No caráter jamais teve um ato falho.
Era amigo de todos os frentistas.
Troca de óleo e a revisão
para Rafael era sagrado.
Confiava em seu caminhão
tendo por ele todo cuidado.
Em cada retorno ao lar
a esposa esperava um filho.
Mais e mais tinha que viajar.
Partia tendo no olhar um brilho.
Novas marcas de caminhões
com ele dividiam a estrada.
No trecho eram tantas emoções
que ele não trocava por nada.
O tempo passou, filhos criados
chegou também a velhice.
Nas viagens sentia-se cansado.
“Hora de parar”, sua esposa disse.
Ele estava reticente
em parar de dirigir caminhão.
Mas sua esposa ficou doente
e isso precipitou sua decisão.
Senhora Ana sofria de demência
e precisava de total atenção.
Rafael teve enfim ciência:
Nunca mais dirigiria seu caminhão.
Tinha vários netos e uma neta
mas só um deles o visitava.
Sua tristeza não era completa.
Sobre a vida na estrada perguntava.
Ao neto Rafael contava histórias
na varanda deitado em uma das redes.
Na estrada, momentos de glórias.
Falava com orgulho de seu Mercedes.
Depois que a esposa ficara doente
aos filhos disse ter vendido o caminhão.
Na realidade, Rafael somente
o escondeu dentro de um galpão.
Quando Dona Ana partiu
Senhor Rafael ficou entristecido.
Seu juízo também sumiu.
Vivia com seu olhar perdido.
De seus bens fizera a doação
mantendo sua casa em usufruto.
Seu neto lhe perguntava do caminhão,
mas já não lembrava mais de seu bruto.
Quando Rafael foi para DEUS
ninguém mexeu na casa ou no galpão.
Reuniram-se os filhos seus
para de seus bens fazer distribuição.
Quando foi lido o documento
havia uma carta para aquele seu neto.
Terminou de ler e no mesmo momento
correu ao galpão, de alegria repleto.
Mil novecentos e oitenta e três,
Senhor Rafael, de DEUS na glória.
O que seu neto viu e depois fez
será contado em outra história.
Missão, Visão e Valores – Caminhões Antigos Brasileiros
Há muito estamos planejando divulgar um “par de linhas” para nortear a operação deste espaço digital e para deixar claras as “regras do jogo”. Embora informais e flexíveis como devem ser, try stuff muitas vezes estas regras – claras em nossa mente – não eram tão evidentes assim na ótica do leitor, sale hospital gerando questionamentos e comentários nem sempre em linha com nossas expectativas, rx até então ocultas.
Esperamos que nossa Missão, Visão e Valores tornem os propósitos deste espaço cada vez mais transparentes e que você, amigo(a) leitor(a) continue nos prestigiando com seus comentários, doações e visitas, enquanto aproveita um conteúdo cada vez mais útil e agradável.
Como sempre, fique à vontade para “dar seu pitaco”. Teremos prazer em revisar o conteúdo abaixo quantas vezes forem necessárias para atender às suas expectativas, a razão de nossa existência na Internet.
MISSÃO
Resgatar a história dos veículos comerciais brasileiros, sobretudo dos caminhões, mas também incluindo, entre outros, ônibus, carroçarias, implementos, utilitários, picapes, veículos de serviço, máquinas agrícolas, de construção e de mineração, aviões, navios, material ferroviário, grupos geradores, moto-bombas e motores.
VISÃO
Ser uma referência na Internet em termos de informações gratuitas sobre veículos comerciais brasileiros antigos, com o propósito de disseminar o conhecimento entre as pessoas interessadas no assunto, através da publicação catálogos, folhetos, manuais, fotos, crônicas, textos, desenhos, croquis, miniaturas e todas as formas de documentação histórica digitalizada, bem como do intercâmbio entre o moderador e os leitores, por meio da troca de comentários e do debate de ideias e conceitos.
VALORES
Respeitar pessoas, fabricantes, marcas e instituições, demonstrado através da argumentação e no debate construtivo, baseado na verdade.
Respeitar os direitos autorais.
Respeitar o meio-ambiente.
Respeitar a legislação vigente.
Agir sempre com ética e neutralidade, sem tomar partido, nem enaltecer uma marca ou produto em detrimento de outro(a), por melhor que seja.
Manter foco exclusivo nos veículos e máquinas nacionais fora-de-linha, abstendo-se da postagem de material sobre produtos em fabricação corrente e/ou disponível nos websites dos fabricantes.
Abster-se de postagens, discussões ou comentários ofensivos e/ou de caráter político, religioso, sexual, erótico, pedófilo, ou étnico.
Concentrar-se nas postagens, comentários técnicos, históricos, saudosistas, enaltecendo o que cada produto ou empresa tem de melhor, sempre que possível.
Prover resposta a todas as solicitações, de forma altruísta, sempre que possível.
Responder a todos os comentários enviados pelos leitores.
Postar todo o material doado pelos leitores, em ordem cronológica de recebimento, sempre que possível, e que esteja em linha com o conteúdo proposto para este site, citando a fonte e dando o justo crédito.
Dar preferência sempre ao material impresso em português, salvo nos casos em que só exista em outro idioma e que esteja no estreito interesse da preservação da memória de veículos e máquinas brasileiras.
Adicionar, ocasionalmente, material sobre veículos e máquinas estrangeiras de países vizinhos, ou oriundos de seus países de origem, sempre que os mesmos estejam em sintonia ou inseridos em algum contexto relativos aos similares ou concorrentes nacionais.
Aceitar doações de leitores preocupados em ajudar com os custos de manutenção do site e com a preservação histórica da memória dos veículos comerciais brasileiros, sempre os reconhecendo publicamente.
Estabelecer parcerias ou patrocínios que ajudem na consecução dos propósitos acima listados.
O Anjo da Guarda – Fiat FNM 210 6×2
Nosso amigo Roberto Dias Alvares nos brinda com uma de suas criativas “crônicas-poesias”, viagra treat se é que podemos assim chamar seus belos trabalhos.
Acompanhe a partir de agora a aventura do caminhoneiro José e seu fiel companheiro, o FNM 210 trucado.
O ANJO DA GUARDA
FIAT FNM 210 6×2
Foi na Serra do Cadeado
que aconteceu esta passagem.
Caminhão bem carregado
José descia seguindo viagem.
José, caminhoneiro religioso
fazia sempre sua oração.
Naquele trajeto perigoso
dirigindo seu belo caminhão.
Carregado de muito café
No porto, descarregaria.
Orando a Deus com muita fé,
protegido sempre estaria.
Parou para o almoço
o restaurante no alto do morro.
Naquele momento chovia grosso.
Pôs na cabeça seu gorro.
Após o almoço, um cochilo.
Acordou e foi para a luta.
Seguia dirigindo tranquilo.
Um ruído, pôs-se na escuta.
Quando José pisou no freio
percebeu que estava perdido.
Tinha em Deus o seu esteio.
Sem Ele não teria conseguido.
O caminhão ganhando embalo
Descia em grande velocidade.
Tentava controlar seu cavalo,
mas tinha nisso dificuldade.
Aquilo era muito estranho
pois por seu antigo caminhão
tinha um cuidado sem tamanho
mantendo em dia a revisão.
FIAT duzentos e dez trucado,
o cavalo era seu grande xodó.
Com ele muitos quilômetros viajado.
Pisava fundo sem ter dó.
Por aquela Serra assustadora
descia descontrolado.
A situação desesperadora.
Pensou que tudo estava acabado.
Em seu ombro sentiu uma mão,
por um segundo ficou paralisado.
Dentro da cabine uma visão.
Um homem de branco a seu lado.
O homem pedia a ele calma
dizia que tudo terminaria bem.
De outro mundo seria alma?
Benzendo-se disse: “Amém”!
Aquele espectro todo branco
apareceu em plena luz do dia.
Causou nele ainda mais espanto.
Que confiasse nele, pedia.
José controlou o medo.
“Quem é você”? Perguntou.
A aparição não fez segredo
“Seu Anjo da Guarda eu sou”.
Em questão de um minuto
durou o diálogo com a aparição.
Ele lutava pra controlar o bruto
mas piorou ainda mais a situação.
Vários carros a sua frente
ele tentando engatar terceira.
O Anjo falou docemente:
“Desvie seu caminhão para a ribanceira”.
Ele não podia acreditar
naquilo que o Anjo dizia.
Mas para tragédia maior evitar
O que mais ele faria?
O Anjo disse novamente:
“Tenha fé e acredite no que digo”.
Se continuasse em frente
levaria a outras pessoas o perigo.
Fez o que o anjo tinha dito.
Sua carreta saltou no vazio.
Olhos fechados, soltou um grito.
Não acreditou quando os abriu.
No sofá-cama banhado em suor,
Ele acordou e passou a mão no cabelo.
No rosto, surpresa e pavor.
Suspiro aliviado, aquilo fora um pesadelo.
Mas parecera tão real
tudo aquilo que tinha acontecido.
Quanto tempo afinal
ele tinha no caminhão dormido?
Quando sentiu-se mais tranquilo
resolveu recomeçar a viagem.
De sua mente não saia aquilo.
A visão do Anjo fôra miragem?
Antes de dar a partida
José fez algo inesperado:
No caminhão deu uma conferida,
para ver se não tinha nada errado.
Debaixo da carreta uma olhada.
ali viu algo muito feio.
Tubulação de óleo fora cortada,
Não funcionaria o freio.
Manchas de óleo no chão,
deixaram-no assustado.
Fora deliberada ação.
Poderia ter se acidentado.
Um mecânico foi chamado
em pouco tempo fez o conserto.
Disse que fora algo deliberado
e que ele passaria aperto.
O mecânico quis saber
como descobriu o defeito assim.
Ouviu José dizer:
“Meu Anjo da Guarda cuida de mim”.
Fez uma oração a Deus.
Anjo da Guarda, agradecimento.
Deu uma batida nos pneus
E na viagem deu seguimento.
Alguns quilômetros a frente
daquela chuvosa quarta-feira,
parecia ter ocorrido acidente.
Carreta caíra na ribanceira.
Havia ali tanta gente
e uma grande confusão.
Olhou lá embaixo, á sua frente
viu um destroçado caminhão.
Pensou naquele momento
que poderia estar morto.
Fez a Deus novo agradecimento
e seguiu viagem para o porto.











