Inferno no Asfalto – Scania LKS141

Anuncio do SCANIA LK 6X2

Direto do nosso querido Paraná, ask o amigo e colaborador Roberto Dias Alvares nos envia mais uma de suas saborosas aventuras pelas estradas brasileiras, thumb  desta vez a bordo de um saudoso Scania LKS 141, shop pilotado pelo João Vicente.

O anúncio que ilustra este post também foi mais uma cortesia do Roberto.

 

INFERNO NO ASFALTO
(Scania LKS 141 6×2)
Autor: Roberto Dias Alvares

João Vicente, rapaz honrado,
após dois anos no serviço militar,
já tinha seu destino planejado.
Comprar um caminhão e casar.

Angela, sua namorada,
esperara com paciência.
Sua volta por ela aguardada
sofrendo na sua ausência.

João Vicente guardara dinheiro
para comprar seu caminhão.
Sempre sonhara ser caminhoneiro.
Para isso mostrara determinação.

Com Angela o casamento.
Sonho da moça realizado.
Foram a um estacionamento,
onde o caminhão seria comprado.

Após muita pesquisa,
uma máquina ali parada
João vendo-se pelo pára-brisa
Scania LKS cabine avançada.

O cavalo bem cuidado.
Tinha pouca rodagem.
Caminhão preparado
para enfrentar qualquer viagem.

Fechou ali mesmo o negócio.
Pagou do valor a metade.
O restante no consórcio,
pagaria sem dificuldade.

Saiu ele e a sua amada,
Com a alegria estampada no rosto.
Seguindo feliz pela estrada,
parou para abastecer no posto.

Avisou pelo rádio amador
aos companheiros da estrada,
que tinha mais um trabalhador
no trecho com máquina turbinada.

A noite caiu depressa.
Dormiram dentro do caminhão.
Na cama-leito foi expressa
entre os dois uma louca paixão.

No dia seguinte saiu
procurando carga para levar.
Velho amigo ali viu,
e com ele foi conversar.

Era de seu pai um amigo
que o conhecia desde menino.
Avisou-o sobre perigo,
pois o trecho era cruel e assassino.

Por Antonio carreteiro chamado,
vira muitas coisas nessa vida.
Agora já estava aposentado.
Deixara de lado essa lida.

João Vicente pegou carregamento
para ser levado á Goiás.
Ia pela pista de rolamento.
Seguia dirigindo em paz.

Aquela grande transportadora
pertencia a homem ganancioso.
Político influente, no passado fora.
Tinha negócio ilegal grandioso.

Chamava-se senhor Dirceu
e quase não era visto.
Tinha sob o comando seu
de negócios um império misto.

De maneira clandestina
caminhoneiros tinham de levar
maconha e até cocaína,
no meio da carga pra disfarçar.

Á João Vicente fez a proposta.
Fazer carregamento ilegal.
Acompanhado de guarda-costa,
forte e com cara de mal.

O jovem João Vicente
disse que isso não faria.
O homem ficou descontente.
Achou que o rapaz toparia.

João Vicente rapaz honesto
não aceitaria coisa errada.
Tinha palavra e todo o resto
para ele não importava nada.

O rapaz fez da carga a inspeção
para saber se estava tudo certo.
Viu na carreta de seu caminhão,
grande caixote semi-aberto.

Com embalagens de café disfarçado,
ali no meio bem escondido,
pacotes com um pó esbranquiçado.
Era cocaína, tinha percebido.

Mandou que fosse retirado
aquela caixa com droga ilegal.
O homem mostrou-se zangado.
Olhou pra ele com cara de mal.

Aquele caixote foi retirado.
João Vicente já ia saindo.
Seu velho amigo a seu lado
com ele estava seguindo.

Antonio carreteiro iria
acompanhá-lo naquela jornada.
Estava preocupado se via,
prevendo dificuldades na estrada.

João Vicente dirigia,
e o amigo ia ao lado.
Lá fora, ensolarado dia,
Vários quilômetros tinham rodado.

Olhando pelo retrovisor
aproximava-se caminhão com rapidez.
prevendo situação de terror,
ficou mais atento por sua vez.

O cavalo Scania jacaré ultrapassou
e a um quilômetro á frente,
no meio da pista atravessou.
O que faria João Vicente?

Sem nem a menos pestanejar,
esbarrou no cavalo e seguiu em frente.
A perseguição iria continuar.
Tinha de fazer algo urgente.

João Vicente pegou seu rifle de repetição.
Antonio carreteiro assumiu o volante.
Saiu pela janela do caminhão.
Subiu no reboque baú  em um instante.

No teto do reboque baú rastejando
João Vicente esperou o momento certo.
O cavalo mecânico rápido chegando.
Precisava estar ainda mais perto.

João Vicente em rápido movimento
apontou e disparou com precisão.
O motor do bruto acusou o vazamento
Fez-se ali uma grande explosão.

O cavalo mecânico pelo fogo tomado.
Dois homens saiam apressadamente.
João Vicente ficou preocupado.
“Por que fizeram isso com a gente”?

Antonio carreteiro afirmou:
“Predomina o crime organizado”.
“Dono da transportadora que mandou”.
“Pois fazer o que ele queria foi recusado”.

Ao deixar a carga no destino
João Vicente percebeu algo errado.
Homem com jeito cretino
recebeu o carregamento mal humorado.

João Vicente não conseguia parar.
Mal chegou, outro frete já carregado.
Era só um reboque vazio desengatar
que o outro reboque já estava preparado.

Quis conferir o carregamento de fruta
mas alegaram que tempo não havia.
João Vicente partiu para a luta.
Rodar a noite toda ele precisaria.

Achou aquela atitude estranha
e resolveu parar e verificar.
Pouca distância fora ganha,
O que viu não podia acreditar.

Insuportável era o cheiro
que exalava do furgão.
Tentaram enganar o caminhoneiro
fazendo-o levar aquela podridão.

Á Antonio carreteiro ajuda pediu,
pois não sabia o que fazer.
O velho caminhoneiro decidiu
até a transportadora retroceder.

Só havia um vigilante
pois já estava fechada.
Imobilizaram-no em um instante.
Ao pátio a carreta foi levada.

Haviam reboques parados.
Abriram um a um para verificar.
Um deles estava carregado
com frutas boas para se levar.

Pegou a Nota fiscal
e atrelou o reboque no cavalo.
dirigiu a noite toda até o destino final
sem ninguém para atrapalhá-lo.

Deixou o carregamento de frutas
recebeu o pagamento justo.
Na rodovia, duas máquinas brutas
deram-lhe um grande susto.

Enquanto retornava para o lar,
por dois caminhões perseguido.
Tentaram da estrada tirar.
Mas isso não foi conseguido.

Tentaram bater em seu caminhão
mas ele escapou desta cilada.
Deixou ambos fora de ação,
dando neles uma fechada.

Tendo chegado ao seu lar.
Recebido com beijo apaixonado.
Após delicioso jantar,
ambos dormiram abraçados.

Já era início da madrugada,
um barulho assustador.
Bola de fogo jogada,
verdadeira cena de horror.

Garrafas de gasolina
explodiram dentro da residência.
Ele protegeria sua menina,
mesmo sozinho imporia resistência.

A porta estava sendo forçada.
O rifle estava no caminhão.
Se ela fosse derrubada,
Usaria como arma a sua mão.

Escondeu a esposa no banheiro.
Faca de cozinha para defesa.
O que faria o caminhoneiro?
Usaria sua coragem e destreza.

A porta foi derrubada
entraram quatro mascarados.
Escuridão, não se via nada
Um dos bandidos foi nocauteado.

Desferiu soco violento
Jogando adversário no chão.
Viu outros três nesse momento
corriam em sua direção.

Entrou em luta corporal.
Pelos homens foi agarrado.
Um deles sacou um punhal
para nele ter alvejado.

Enquanto por dois era agarrado,
iria alvejá-lo o terceiro.
Nos dois agressores apoiado,
acertou um pontapé certeiro.

O agressor caiu no chão.
O punhal fincado na parede da sala.
dos dois outros sofreu agressão.
Procuravam a esposa para pegá-la.

João Vicente ao ser chutado,
segurou a perna do seu agressor.
Virou-a violentamente para o lado,
causando no homem muita dor.

Correu atrás do outro invasor
que agarrara sua amada.
Usando todo seu vigor,
foi um festival de pancada.

Vendo a esposa chorando
descontou no malfeitor sua ira.
Ela agredida, boca sangrando.
Violento soco no homem desferira.

Telefonou para o delegado
contando o que aconteceu.
Homem da lei mas subornado
Após uma hora apareceu.

O delegado disse a João
que era melhor esquecer aquilo.
Para sua estupefação,
homem da lei tentava dissuadí-lo.

João disse que iria registrar queixa
levaria sua esposa ao hospital.
Uma coisa dessas não se deixa.
Seria um prêmio a quem faz o mal.

manhã seguinte na delegacia
nenhum dos homens detidos.
Não acreditou no que via.
Advogado e juiz liberaram bandidos.

João Vicente percebeu então
o quanto Dirceu era poderoso.
De crime comandava organização.
Era um homem tenebroso.

João começou a pensar
Falando com cada caminhoneiro
Não podiam aceitar,
serem explorados o tempo inteiro.

Caminhoneiros começaram a se negar
fazer transporte de coisas ilegais.
Dirceu não poderia tolerar
audácia e atrevimento de um rapaz.

João queria tirar a esposa da cidade.
Com alguém grande havia mexido.
Para conseguir frete tinha dificuldade.
Por Dirceu, sabia, era perseguido.

As transportadoras menores
temiam aquele homem inescrupuloso.
Seus proprietários não eram melhores
não desobedeciam homem temeroso.

João viu-se em dificuldade.
Como pagaria a prestação?
Conseguir frete a necessidade,
ou ficaria sem seu caminhão.

Foi para outro Estado,
buscar frete para o transporte.
Conseguiu voltar carregado
e nisso teve muita sorte.

Procurou a Corregedoria,
Comandante da polícia Federal.
Contou tudo o que sabia
e que Dirceu era um homem mal.

O Comandante fez afirmação,
que deixou João animado.
Dirceu já era alvo de investigação.
Em breve ele seria apanhado.

O Comandante pediu sigilo
para não prejudicar a investigação.
João ficou contente ouvindo aquilo.
Seria alívio Dirceu indo para prisão.

Dirceu, homem cruel
vendo em João Vicente, ameaça.
Temendo tornar-se réu,
jurou que acabaria com sua raça.

Aproveitando sua ausência
Homens foram a sua casa de surpresa.
Sem a esposa dar a anuência
entraram com extrema rudeza.

Agrediram sua esposa,
que estava no início da gravidez.
Dirceu, ardiloso como uma raposa
achou que triunfaria desta vez.

Quando João recebeu a notícia
que sua esposa estava no hospital.
Nem pensou em chamar a polícia.
Resolveria esta situação afinal.

A sua esposa felizmente,
não perdera a criança.
Mas João, de ódio doente,
queria a qualquer custo vingança.

Foi até a sede da empresa.
De Dirceu o quartel general.
Certamente não haveria surpresa.
Bem informado aquele homem mal.

Duzentos quilômetros rodaria
até chegar àquele castelo envidraçado.
João Vicente não imaginava o que faria,
Mas sentia que DEUS estava a seu lado.

Já era noite escura
quando João chegou ao portão.
Parado em frente àquela altura,
Tinha de tomar sua decisão.

Á entrada da empresa
seguranças bem armados.
João Vicente não teve certeza
se seu plano deveria ser continuado.

Mas agora não tinha volta.
Lembrou o que fizera Dirceu.
Freio do bruto ele solta,
com fúria, seu cavalo correu.

Pelo retrovisor ainda viu
sirenes e giroflex ligados.
A marcha não diminuiu.
Com o impacto, o portão derrubado.

Uma seqüência de disparos
Não intimidou João Vicente.
Dirceu pagaria bem caro
e disso estava consciente.

Á frente da empresa pode ver
de vidro, um imenso painel.
Símbolo  de Dirceu e seu poder.
Sentiu na boca gosto amargo de fel.

Uma rampa até o painel
subiu seu cavalo de aço.
Saltou, cruzando o céu.
Painel de vidro em pedaços.

Semi-destruído seu caminhão.
Ele estava bem machucado.
Ouvia sirenes vindo em sua direção.
De repente ficou desacordado.

Quando despertou no hospital,
todos os caminhoneiros da região.
Fizeram um dia de parada total.
Não circulou nenhum caminhão.

Ficou sabendo por seu amigo
que Dirceu, na empresa fora preso.
Provas mostravam ser ele um bandido
manipulando trabalhador indefeso.

Muitos caminhoneiros de testemunha
contaram ser pressionados a transportar.
Em meio á carga, droga ele punha.
E esse carregamento tinham de levar.

Com Dirceu na prisão
os caminhoneiros tiveram paz.
Acabou sendo a sua libertação
graças ao corajoso rapaz.

A esposa de João
deu á luz belo menino.
O seguro pagou seu caminhão
e na estrada seguiu seu destino.

De caminhão pelo Brasil – O livro – Em busca de patrocínio

 

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Alguns de nossos amigos leitores têm indagado sobre o andamento dos trabalhos para a edição do livro De caminhão pelo Brasil, nurse fruto de quatro anos de pesquisa, for sale  iconografia e redação.

Em função de um redirecionamento da editora original que nos apoiava, ambulance estamos em busca de novos patrocinadores e de um novo editor, para prosseguirmos rumo à publicação da obra, que no momento está em processo de revisão, projeto gráfico e diagramação.

Planejamos publicar tanto a versão e-book, quanto a impressa, mas para tanto será necessário encontrar pessoas ou empresas dispostas a nos apoiar financeiramente nesta empreitada.

De caminhão pelo Brasil conta a história do caminhão, desde seus primórdios nos tempos da Revolução Industrial, passando pelo seu desembarque no Brasil no final do século XIX, como artigo importado, até sua nacionalização em meados da década de cinquenta, chegando até os principais marcos históricos recentes.

O livro reúne de forma inédita relatos históricos exclusivos sobre nada menos que 104 marcas que estiveram ou estão operando no país, ricamente ilustrado com mais de 1.500 imagens, entre fotos atuais e de época, tabelas e infográficos, distribuídos ao longo de quase 800 páginas de 21 x 30 cm, de qualidade primorosa.

Para criar o necessário pano de fundo para esta viagem memorável através deste mosaico de marcas – muitas delas desconhecidas do grande público – a obra também inclui capítulos dedicados à anatomia do caminhão e seus principais componentes, bem como os aspectos da legislação pertinente, como a evolução da “Lei da Balança”, emissões gasosas, nível de ruído e combustíveis alternativos.

De caminhão pelo Brasil será o único livro do gênero no país, um verdadeiro resgate da rica história de nosso transporte rodoviário de cargas, com foco específico no caminhão.

Caso tenha interesse em saber mais sobre o livro e como nos apoiar neste projeto, entre em contato conosco, através do e-mail: caminhao.brasil@hotmail.com

Nota: enquanto trabalhamos na capa definitiva do livro, delicie-se com este belo Chevrolet Especial 1946, ainda na ativa na região de Botucatu, SP. Montado a partir de kits importados na fábrica da GM em São Caetano do Sul, SP, o Especial era um caminhão da classe de 2 toneladas nominais, movido pelo lendário motor a gasolina Chevrolet 235, de 3,85 litros, bom para produzir 94 cv. Atrelado a ele, havia uma caixa de quatro marchas e um eixo traseiro com reduzida acionada a vácuo.

 

 

 

 

Caminhoneiro Prisioneiro – Fiat 190 H 6×2

VENEZA 1 VENEZA 2

Produzida entre a segunda metade dos anos setenta até o começo da década seguinte, doctor a carroçaria Veneza II era o carro-chefe da Marcopolo no segmento de ônibus urbanos, encontrando usuários por todo o país. Entre seus principais concorrentes figuravam carroçarias como Caio Gabriela e Ciferal Urbano.
Fiat 190 PR

Nosso amigo Roberto Dias Alvares nos presenteou com mais um de seus saborosos textos. Neste, check com saudoso Fiat 190 H de coadjuvante, thumb o autor mescla “escravidão, futebol, e claro uma pitada de romance”.

Para ilustrar a crônica, nada melhor que uma imagem do próprio Fiat, de autoria do próprio Roberto, clicado “em uma manhã fria em Ubiratã, oeste do Paraná”.

Obrigado, Roberto!

 

CAMINHONEIRO PRISIONEIRO
FIAT 190 H 6×2

Acordo cedo lavo o rosto.
Tomo um pingado com pão.
Abasteço meu bruto no posto
e vou cumprir minha missão.

Sou um honesto caminhoneiro.
Na estrada vivo muitas aventuras.
Cada pedaço desse solo brasileiro
Ando sem fazer loucuras.

Na rodovia meu estradeiro,
Cavalo FIAT cento e noventa
leva-me pelo Brasil inteiro.
Nele, só mulher bonita senta.

Alegrias o trecho me proporciona.
É a estrada que me sustenta.
Viajando, a coragem vem a tona,
a bordo do FIAT turbo cento e noventa.

Sou um lobo solitário
rasgando o dia ou a noite.
Faço meu próprio salário.
No cavalo chego o açoite.

O bruto responde no ato
Pondo-se em desabalada carreira.
Sou bom caminhoneiro de fato
levando progresso da Nação brasileira.

Meu reboque basculante,
anda com a caçamba cheia.
Este solitário viajante,
ganha a vida transportando areia.

Feita a apresentação
ao caro amigo leitor,
minha e de meu caminhão.
Contarei fato assustador.

Saí do porto areeiro
trinta toneladas tracionando.
Distante rincão brasileiro,
este carregamento levando.

Em grande propriedade rural
feita imensa construção.
Para mim uma viagem normal.
Dirigindo feliz meu caminhão.

No dia seguinte chegaria.
Já pensava no que fazer depois.
Na marca dos oitenta seguia,
Meu FIAT turbo seis por dois.

Cheguei na entrada da fazenda.
Estrada até lá bem conservada.
Teria nesse frete boa renda.
Dois homens armados na entrada.

Pediram identificação.
Falei do carregamento de areia.
Abriram um grande portão.
Sujeitos olhavam com cara feia.

Fui ao local da construção.
Lá havia um encarregado.
Parei ali meu caminhão.
Aguardei até ser chamado.

Também estava armado,
falou apenas o necessário.
Onde deveria ser descarregado,
naquele espaço agrário.

Observei bem o terreno
para não ter risco de tombamento.
Estava tranquilo, sereno,
quando acionei o equipamento.

Terminei de descarregar a areia
e fui conversar com administrador.
Já era meio dia e meia.
Pensava no almoço este trabalhador.

O capataz e administrador
era um homem mal encarado.
Tinha cara de matador,
e um caráter dissimulado.

Fui encaminhado a um refeitório
onde trabalhadores abatidos
comiam, mas era notório,
em más condições eram mantidos.

De um grupo deles sentei junto,
e comecei a me alimentar.
tentei com eles puxar assunto,
mas não queriam ou podiam falar.

Quando terminou o almoço,
fui conversar sobre o pagamento.
O administrador mostrou-se grosso,
e me vi cercado naquele momento.

Não entendendo o que acontecia
Quis conversar com o capataz.
Ele disse-me sem euforia,
que de lá não sairia mais.

Dei dois passos para trás,
e virei-me para ir embora.
não tinha como fugir mais.
O que eu faria agora?

Homens bem armados
impediram minha saída.
Cercado por todos os lados,
Vi a situação comprometida.

Impediram minha partida
ele falou sem rodeio:
“Trabalharia por comida”
e banho pra manter o asseio.

Naquele momento entendi
que usavam trabalho escravo.
Nos trabalhadores, desânimo vi,
Um dos homens empurrou-me bravo.

Levou-me ao caminhão
e lá assumi o volante.
Reagir seria em vão.
A cidade estava distante.

Homem armado e forte
a bordo entrou também.
Contava somente com sorte,
mas não conseguiria ir além.

O meu trabalho ali era
transportar a safra á cooperativa.
Dentro do caminhão ficava a espera.
Dois homens faziam ameaça viva.

Um deles ia a meu lado
outro com revólver atrás.
Dirigia meu cavalo trucado
e no volante sentia uma paz.

Tentei fazer amizade
com outros trabalhadores.
Jovens e com mais idade.
Rosto sofrido daqueles senhores.

Assim conheci o Zoca-Cola
Edson Capilé, Coutinho e Andrada.
Mauro, Gilmar, Zeto, Dalmo Angola
Limengalvio, Pepi e o  Dorvet Salada

No domingo era o único dia
ao descanso dedicado
Á tarde sempre havia,
Jogo de futebol disputado.

Jogavam com simplicidade
alguns até tinham talento.
Raro momento de felicidade
dava a todos um alento.

Só então víamos o proprietário,
do jogo de futebol era afeito.
Observei esse fato extraordinário
e pensei que poderia tirar proveito.

Era o Senhor Armando
Parecia culto e educado.
Quem o visse conversando
não imaginava que agia errado.

Enquanto o bruto era carregado,
procurei aproximar-me do fazendeiro.
Para conversar, o chamei de lado,
demonstrou interesse verdadeiro.

Fiz a seguinte proposta:
Um jogo de futebol a ser realizado
De seus peões, era a minha aposta,
contra os trabalhadores escravizados.

Ele ficou de pensar com carinho.
Vi que ficou sensibilizado.
Neste plano não estava sozinho,
tinha os trabalhadores do meu lado.

A ideia era usar a partida
para servir como distração.
Se a fuga fosse bem sucedida
Deixaríamos aquela escravidão.

Voltei para o cavalo mecânico
levando a colheita para a cidade.
O trabalho era dinâmico,
feito com pouca dificuldade.

Quando ia até a cidade
era sempre acompanhado.
Privavam minha liberdade
Só era livre no meu trucado.

Naquela cidade pequena
Povo simples e humildade.
Tratava-se de gente serena
Usando trabalho contra a dificuldade.

O fazendeiro veio então
conversar comigo certo dia.
Disse que uma grande multidão
ao jogo presenciaria.

O capataz e administrador
do time, era o capitão.
Considerado bom jogador.
Perder, não admitia não.

Todos os seus comandados
Obedeciam a ele cegamente.
Era o grupo de homens armados,
que faziam parte do time atualmente.

Toda a comunidade
viria na fazenda ver o jogo.
O fazendeiro na verdade
queria por na disputa fogo.

Argumentei que precisaria
Tempo maior para treinar.
Homens trabalhavam todo o dia.
Teriam que melhor se alimentar.

Fazia quatro viagens por dia
levando de cereais uma imensidão.
No caminhão eu dormia,
mas não deixavam a chave de ignição.

Quando era noite estrelada
vidros abertos deixava.
Noite chuvosa ou enluarada,
admirando-a eu ficava.

Era curto o trajeto,
vinte quilômetros somente.
Poucas curvas quase reto.
O caminhão seguia tranquilamente.

Chegava a ser tedioso
aquele caminho sempre igual.
Um caminhão vigoroso,
fazendo trabalho tão banal.

Durante a curta viagem
puxava sempre uma prosa.
Tentando usar a malandragem
mas de maneira melindrosa.

Falava de futebol com estes malfeitores.
Aos poucos a conversa foi se estendendo.
Não esperava deles favores
mas  ganhar confiança estava querendo.

Aos poucos acabei por descobrir
que eram muito exigidos.
Vencer tinham sempre que conseguir.
ou eram pelo capataz agredidos.

Durante o dia trabalhando na terra
e a tarde fazíamos um treino puxado.
Percebi que o jogo seria uma guerra,
O time teria de estar bem preparado.

Sempre fui bom motorista,
dirigindo meu caminhão.
Nos treinos era meio campista.
Esta era a minha posição.

Tivemos a felicidade
Conversando com um trabalhador.
Um homem de avançada idade
Já fora de futebol, treinador.

Prontificou-se a dar orientação
baseado na sua experiência.
Não venceríamos sem dedicação
disso também tinha ciência.

O time deles jogava junto
tinham bom entrosamento.
Com meus passageiros puxando assunto
contaram como era o treinamento.

Jogavam com times da região
Muitos anos de invencibilidade.
O capataz era técnico e capitão.
A vitória era a grande prioridade.

Os dois homens saíram do caminhão
me deixando sozinho na boleia.
pensei em fugir mas mudei de opinião,
esta não era a melhor ideia.

Mesmo que tivesse conseguido,
deixaria meus amigos para traz.
E eles estariam perdidos.
Disso eu não era capaz.

Um trabalhador no vestiário
uma rota de fuga descobriu.
Uma porta atrás do armário,
um túnel ele ali viu.

Este túnel terminava,
do lado de fora da propriedade.
Era a solução que faltava
para conseguirmos nossa liberdade.

Este túnel não fora descoberto
porque o dono jamais imaginaria
que alguém no momento certo
um dia o encontraria.

Seria usado pelo patrão
se fosse tudo descoberto.
Para da polícia fazer evasão,
tinha um caminho de fuga certo.

Havíamos combinado
que no intervalo iríamos fugir.
Independente do resultado.
Aproveitaríamos para partir.

O caminhão ficaria parado
final do túnel na saída.
Quando tivéssemos escapado
No FIAT Turbo seria a partida.

Todos os trabalhadores engajados
até os que não iriam jogar.
Ao grupo seriam integrados.
Afinal, pra trás ninguém iria ficar.

O patrão tinha uma filha
que me olhava diferente.
De Deus uma maravilha.
Mexia com minha mente.

Menina muito bonita
com jeito meigo e delicado.
Chamava-se Maria Rita.
Lançou-me olhar apaixonado.

Quando o administrador viu
Ela me olhando, eu olhando pra ela,
o sangue dele subiu.
Ele estava de olho nela.

Com olhar cheio de ira
Disse-me: “Ela não é pro seu bico”.
“Os olhos dela você tira,
pois é filha de um homem rico”.

Por ele isso foi dito.
Eu fiquei na minha.
Ele queria ganhar no grito
o amor da sinhazinha.

Parei de olhar para a moça.
Ela estranhou minha atitude.
Eu que não era trouxa
prezava pela minha saúde.

Mas não teve jeito,
ela veio conversar comigo.
Chegou bem perto do meu peito.
Disse-lhe que eu corria perigo.

Contei-lhe que o capataz
havia me ameaçado.
O seu nome era Brás.
Ele ficou ainda mais irado.

A jovem chamou sua atenção.
Fez-lhe até uma ameaça,
Contaria a seu pai, o patrão,
e que acabaria com sua raça.

Brás conteve a irritação,
mas o ódio transparecia.
Piorara minha situação.
Ele certamente se vingaria.

Conversou com seus subordinados
que acompanhavam-me na cabina.
Eram homens malvados,
com índole violenta e assassina.

A viagem para a cidade
com o possante carregado.
Puxei assunto e na verdade
Eles permaneceram calados.

Retornando com o bruto vazio
Um dos homens disse: “Para”.
Estávamos próximos de um rio.
Tentou dar um soco na minha cara.

Já fora do caminhão,
partiram pra cima com violência.
Consegui evitar a agressão.
Eu era de paz só na aparência.

Esquivei-me rapidamente
Ele tentou me chutar.
Seu pé passou a minha frente
mas não conseguiu me acertar.

O outro homem como louco
Tentou me imobilizar.
O primeiro deu-me um soco
desviei e ao outro acabou por acertar.

Revidei a agressão.
Eles se viram surpreendidos.
Um soco, joguei outro no chão.
Estavam ambos caídos.

Ali parado meu FIAT cara chata.
e eu em completa ação.
Dei em um deles uma gravata.
O outro segurava revolver na mão.

Naquela briga houve de tudo.
Peguei o revólver do imobilizado.
Usando ele como escudo
Para o outro o 38 foi apontado.

Mandei jogar a arma no rio
ou apertaria mais seu pescoço.
O revólver dentro da água sumiu.
O rio formava ali um grande poço.

A arma na minha mão
joguei também dentro do rio.
Empurrei o homem para o chão
e com um soco ele dormiu.

O outro homem assustado
Veio em minha direção.
Logo ele foi derrubado.
Potente soco e foi ao chão.

Os dois homens desacordados
na caçamba eu joguei.
Todos olharam admirados,
quando na fazenda eu os tirei.

O capataz com homens armados
a jovem e seu pai, o patrão.
Todos olharam-me admirados,
Vendo os dois homens no chão.

O proprietário queria saber
o significado daquilo.
O administrador, sem entender
e eu ali bem tranquilo.

Foram para a enfermaria.
Eu tinha apenas um arranhão.
O capataz não acreditava no que via.
Aumentou o ódio em seu coração.

A moça  falou desesperada
para seu pai mandá-lo embora.
A decisão por ele tomada.
Não iria pô-lo pra fora.

A minha situação contudo
acabou ficando melhor.
O administrador ouviu mudo
Se algo me acontecesse pra ele seria pior.

O dia do jogo se aproximava.
Aproximava-se também a filha do patrão.
Ela no fundo me desejava
e eu por ela também tinha atração.

Com seu pai não concordava
Fazendo uso da escravidão.
As vezes ela argumentava,
mas dele não havia aceitação.

Aumentava mais meu desejo
de fugir e com ela estar a sós.
Certo dia dei-lhe um beijo
Fez explodir o amor entre nós.

Nossos encontros eram escondidos
enquanto o caminhão era carregado.
Excitavam-nos as situações de perigos.
Eram rápidos pra ninguém ficar desconfiado.

O dia do jogo se aproximava.
Nosso time bem preparado.
Chance de fuga me animava.
Mas o coração estava apaixonado.

Encontrei o proprietário
e lhe fiz outro pedido.
Não era nada de extraordinário.
Se uniforme podia ser conseguido.

Ele falou que quando eu fosse á cidade
providenciasse o fardamento.
O pessoal ficaria feliz de verdade
pois não tínhamos nada até o momento.

Dei partida no FIAT cento e noventa.
No bruto nunca dei tranco.
Loja de esportiva vestimenta.
Comprei uniforme todo branco.

Quando daquela loja saí
os dois homens no caminhão.
Estacionado próximo ví
Um carro de outra região.

Este automóvel de fora,
cidade de outro Estado.
Antes dele ir embora
um bilhete por mim foi jogado.

O bilhete caiu no banco traseiro.
Contava com a sorte de ser lido.
Falava de grupo de homens prisioneiro
em uma fazenda era mantido.

Quem sabe a divina providência
viesse em meu auxílio.
Se alguém tomasse do fato ciência,
terminaria de todos o exílio.

Camisas, meias, calções, completo
vários pares de chuteiras havia.
Na fazenda, pro alojamento fui direto
Ao verem sentiram grande alegria.

Entre eu e a filha do patrão
encontros eram mais frequentes.
Do capataz diminuiu a perseguição.
Namorávamos naquelas tardes quentes.

No sábado nos encontramos.
Meu coração estava apertado.
Bons momentos nós passamos,
mas ela achou-me chateado.

Viu a minha tristeza
misturada com preocupação.
Perguntou-me com delicadeza
o que afligia meu coração.

Eu nada podia contar
pois poria em risco a evasão.
Ela insistiu pra eu falar,
mas controlei a emoção.

Falei a ela de meu amor.
Que conquistara meu coração.
Eu que sempre fora namorador,
Nutria por ela verdadeira paixão.

Fim de tarde, a noite chegou.
Brilhavam estrelas na escuridão.
Na cabine leito ela ficou,
Passamos a noite no caminhão.

Ela dormiu em meus braços.
No sofá cama da cabine leito.
Trocamos beijos e abraços,
mas mantive por ela o respeito.

Quando acordei no outro dia
No céu o sol estava brilhante.
Ao meu lado, ela eu não mais via.
O coração leve e a alma radiante.

Levei o meu cavalo trucado
de volta para a sede da fazenda.
Lá deixei o bruto estacionado.
A fuga seria por difícil senda.

Um domingo ensolarado
prenunciava um dia ideal.
O jogo a tarde realizado
Fugiríamos dali afinal.

Aos companheiros me juntei.
Estranharam minha ausência.
Onde estava não falei.
Pedi concentração e paciência.

Por volta das catorze horas
Começou a chegar o povo da cidade.
Trajes esporte ou com botas e esporas
De gente era uma enormidade.

Encheram as arquibancadas
e muita gente esperando de pé.
Servidas as pessoas recém chegadas
tinha refrigerante, leite, bolo e café.

Iríamos tentar a vitória,
mas fugir era a grande conquista.
Muitos começariam nova história
fugindo dali sem deixar pista.

Entre os torcedores eu via
pessoas simples da região.
Mas alguns homens havia
que eu nunca vira na povoação.

Como era uma pequena cidade,
os rostos tornaram-se familiares.
Homens bem vestidos na verdade
em torno do campo estavam aos pares.

Não era nenhum dos capangas
Pois a maioria deles iria jogar.
Naquele calor, camisas de mangas,
estavam vigilantes e tudo a observar.

Pareciam homens duros.
Bem vestidos, caras de mau.
Usavam óculos escuros
e trajavam roupa social.

Lá dentro do vestiário
Estava tudo preparado.
Em campo, não éramos páreo.
O importante era ter escapado.

Quando adentrou o gramado
o time da fazenda primeiro.
Pela torcida foi vaiado
Assustando o fazendeiro.

Todo negro o fardamento
Sentiam-se senhores da situação.
Entramos naquele momento
e da torcida grande ovação.

Os torcedores tomaram partido
iriam torcer para nossa equipe.
Espontaneamente foi decidido.
Insensível não há quem fique.

Com a camisa dez nas costas
eu estava bastante animado.
Na torcida faziam apostas,
Time do fazendeiro o mais cotado.

Ás dezesseis horas o jogo iniciado
ainda buscávamos posicionamento.
Pelo time da fazenda foi marcado
da partida o primeiro tento.

Chamei de todos a atenção,
pra jogarmos com seriedade.
A torcida da povoação,
esperava de nós dignidade.

Pensando em ter facilidade
o time da fazenda se surpreendeu.
Jogando com naturalidade
o nosso futebol apareceu.

Levamos o segundo tento
quando estávamos para empatar.
Da arquibancada som barulhento.
A torcida queria nos empurrar.

Torcia pra seu time, o fazendeiro.
Sua filha torcia para o time oposto.
A cada lance eu via o desespero
estampado em cada rosto.

O terceiro gol arrefeceu
o ânimo da torcida.
A arquibancada emudeceu.
O golpe foi por ela sentida.

O primeiro tempo chegando ao final.
Peguei a bola e driblei seis jogadores.
Na saída do goleiro, toque magistral.
Golaço e vibração dos torcedores.

Olhei para a filha do patrão
De seus lábios leve sorriso.
Ela conteve a emoção.
Perto de seu pai era preciso.

Fiz belo lançamento,
Edson Capilé foi derrubado.
Juiz deu inexistente impedimento
e o pênalti não foi marcado.

É bom que fique claro
que o trio de arbitragem
suborno cobraram caro.
Nos roubavam na malandragem.

A torcida voltou a vibrar
quando terminou a primeira etapa.
No vestiário fui o ultimo a entrar
A liberdade desta vez não escapa.

Ouve uma troca de olhares
Ela pressentiu algo diferente.
No vestiário em meio a meus pares
Maria Rita entrou de repente.

Queria saber o que acontecia
Quando viu túnel atrás do armário.
Disse que o grupo fugiria,
Este fora nosso objetivo diário.

Disse a ela que minha vontade
era ficar, por ela e pra terminar a partida.
Sabia que era só eu na verdade
a pensar desta forma suicida.

Os homens ficaram assustados
com a presença de Maria Rita ali.
Os capangas seriam avisados
Pus-me a frente dela e a defendi.

Ela disse que nada contaria
e pediu-me para ficar.
Desapontá-la eu não conseguiria.
As consequências iria enfrentar.

Entreguei a chave do caminhão.
Um deles, o Andrada sabia dirigir.
O que fazia, não tinha noção.
Eles tinham que logo dali partir.

Pedi a ela que voltasse
e de seu pai ficasse perto.
Pois se desconfiado ficasse,
descobriria tudo por certo.

Maria Rita fez o que eu pedi.
Amigos no túnel tinham entrado.
Sozinho para o gramado subi,
Pensando se teriam escapado.

O capataz veio em minha direção,
perguntando onde estavam os demais.
Disse que logo o meu esquadrão
voltaria para tirar-lhe a paz.

Vinte minutos já transcorridos
Certamente já teriam escapado.
Assustei quando vi meus amigos
vindo do vestiário para o gramado,

Olhei para eles, espantado.
O que aconteceu, não sabia bem.
O técnico falou emocionado:
” Você fica e nós ficamos também”.

Olhei para minha princesa
ela chorava de emoção.
Disse a eles: “tenham certeza,
neste jogo daremos o coração”.

A torcida impaciente
Vibrou com o recomeço do jogo.
Nosso time mais presente,
fez a partida pegar fogo.

Eles vinham para atacar.
nosso time se defendia.
Conseguíamos nos safar
e para o gol a gente partia.

Marcamos o segundo tento
foi meu amigo Zoca Cola.
Aproveitou o cruzamento
e meteu a cabeça na bola.

O time do fazendeiro
começou a apelar.
O capataz matreiro
batia sem parar.

O juiz era conivente
e estava vendido.
Isso não pararia a gente
e o empate foi conseguido.

Consegui entrar na área
Driblei também o goleiro.
Com disposição extraordinária,
toquei, gol de Mauro Pinheiro.

O jogo estava empatado
sentia-se no ar a pressão.
O capataz inconformado
gritava e pedia disposição.

O jogo chegando ao final
Faltava um minuto somente.
A atenção era total,
Apreensão daquela gente.

Para nós um escanteio
Havia esta ultima chance.
Fiquei ali pelo meio,
Tentando aproveitar o lance.

Escanteio batido, bola afastada,
fiquei na área parado.
A pelota no pé do Andrada.
o lançamento efetuado.

De costas para a meta
matei a bola no peito.
Dei uma linda bicicleta,
Ela entrou no ângulo direito.

A torcida não se segurou
e invadiu o gramado.
Minha amada comemorou,
mesmo tendo o pai a seu lado.

Com aquela invasão,
era possível tentar fugir.
Foi grande a confusão.
Nossa fuga tentariam impedir.

Os capangas bem armados
Não sabiam a quem perseguir.
Estavam desesperados,
não sabiam como agir.

Mesmo assim foi pego
um dos nossos amigos.
Deram-lhe um achego
e o levaram a um dos abrigos.

Fui correndo até o local.
O capataz vinha com arma na mão.
Aproximou-se com cara de mau.
Se aproveitaria da situação.

Apontou a arma pra atirar
mas foi de repente surpreendido.
Um homem com autoridade no olhar
armado, disse que estava detido.

Outros homens no gramado
faziam dos capangas a prisão.
Um deles identificou-se como delegado
e comandava toda a operação.

Em meio aquela comemoração
Maria Rita disse que seu pai sumira.
Vendo de seus capangas a prisão,
provavelmente ele fugira.

As pessoas ali presentes
perceberam algo de errado.
Alguns homens diferentes,
tinham aos capangas desarmado.

Aproximei-me do policial
homem dos mais altivos.
Disse ser da Polícia Federal
E que viera libertar os cativos.

Procurou o fazendeiro em vão,
pois seria detido e averiguado.
Acusado de escravidão,
manter pessoas em cárcere privado.

Maria Rita quis assumir responsabilidade.
Disse não ser ela, ao delegado.
Prender o fazendeiro era necessidade.
De muitos crimes seria acusado.

As pessoas da cidade partiram.
Fazendeiro procurado nesse intervalo.
Do campo todos saíram.
Fui buscar meu potente cavalo.

Peguei a chave de ignição,
boa distância tive de andar.
Entrei no meu caminhão,
e pus ele para rodar.

Eu o trouxe até o celeiro.
Ali presos capangas e o capataz.
Eis que foi pego o fazendeiro
na caçamba, escondido lá atrás.

O delegado descobriu
tendo subido lá para olhar.
Dentro da caçamba então viu
o fazendeiro que se pôs a chorar.

Maria Rita ficou chateada.
Ver seu pai naquela situação.
Mas não poderia fazer nada
Pelo que fez iria para prisão.

Ao Delegado da Polícia Federal,
perguntei como tinham descoberto
que havia escravos naquele local
e chegarem no momento certo?

Assim respondeu-me o delegado
após prender o fazendeiro:
“Dentro de carro bilhete encontrado
indicando o lugar e seu paradeiro”.

A polícia Federal na investigação
filmara o local denunciado.
Constatara que havia escravidão
e pessoas em cárcere privado.

Esperaram a melhor ocasião.
Souberam do jogo que haveria.
Misturaram-se com a multidão.
O melhor momento ali aconteceria.

Maria Rita tomou as rédeas da situação.
Os erros de seu pai, ela corrigiria.
Pagaria aos cativos indenização.
Quem ficasse ela contrataria.

Eu fiquei ao lado dela
até tudo ser resolvido
Depois fiz um pedido a ela:
“Se me aceitava por marido”?

A maioria dos escravizados
preferiram ficar no lugar.
Foram todos registrados
com dignidade trabalhar.

Que viagem mais bonita.
No caminhão sentia-me no céu.
Ia comigo Maria Rita.
Viajamos em lua de mel.

A história termina assim:
Um belo final feliz.
A felicidade junto a mim
porque meu amor ela quis.

Da escravidão fui liberto,
mas ficou prisioneiro meu coração.
Este caminhoneiro de nome Roberto
tornou-se escravo da paixão.

Autor: Roberto Dias Alvares.

 

 

Travessia Perigosa – Cavalo Mecânico MAN 29-440 6×4

22-160 1986 01 22-160 1986 02 22-160 1986 03 22-160 1986 04 22-160 1986 05 22-160 1986 06 22-160 1986 07 22-160 1986 08 22-160 1986 09

Lançado em 1985 para substituir o Dodge E-21 no mercado canavieiro, sovaldi sale o VW 22.160 mantinha o mesmo esquema de tração 6×4 em tempo parcial, com caixa de transferência ZF, aliada à transmissão Clark CL-450 e ao motor Dodge 318 a etanol, de 5,2 litros e 158 cv.

Quando o modelo foi introduzido, no entanto, o Proálcool já dava sinais de entrar em declínio, sobretudo na propulsão da safra canavieira. A prova disso é que o 22.160 só durou três temporadas, vindo a desaparecer do catálogo da VW Caminhões depois de 1987, com apenas 597 unidades em seu currículo. A maioria dos que restaram tiveram seus V8 descartados, em prol do bom e velho MWM D-229-6, usado nos demais modelos médios e semipesados da marca de São Bernardo do Campo.

Este belo e completo catálogo foi mais uma cortesia do amigo Fernando Luiz de Araújo.

 
22-160 1986 01 22-160 1986 02 22-160 1986 03 22-160 1986 04 22-160 1986 05 22-160 1986 06 22-160 1986 07 22-160 1986 08 22-160 1986 09

Lançado em 1985 para substituir o Dodge E-21 no mercado canavieiro, capsule o VW 22.160 mantinha o mesmo esquema de tração 6×4 em tempo parcial, viagra com caixa de transferência ZF, sale  aliada à transmissão Clark CL-450 e ao motor Dodge 318 a etanol, de 5,2 litros e 158 cv.

Quando o modelo foi introduzido, no entanto, o Proálcool já dava sinais de entrar em declínio, sobretudo na propulsão da safra canavieira. A prova disso é que o 22.160 só durou três temporadas, vindo a desaparecer do catálogo da VW Caminhões depois de 1987, com apenas 597 unidades em seu currículo. A maioria dos que restaram tiveram seus V8 descartados, em prol do bom e velho MWM D-229-6, usado nos demais modelos médios e semipesados da marca de São Bernardo do Campo.

Este belo e completo catálogo foi mais uma cortesia do amigo Fernando Luiz de Araújo.

 
22-160 1986 01 22-160 1986 02 22-160 1986 03 22-160 1986 04 22-160 1986 05 22-160 1986 06 22-160 1986 07 22-160 1986 08 22-160 1986 09

Lançado em 1985 para substituir o Dodge E-21 no mercado canavieiro, viagra
o VW 22.160 mantinha o mesmo esquema de tração 6×4 em tempo parcial, sildenafil com caixa de transferência ZF, search  aliada à transmissão Clark CL-450 e ao motor Dodge 318 a etanol, de 5,2 litros e 158 cv.

Quando o modelo foi introduzido, no entanto, o Proálcool já dava sinais de entrar em declínio, sobretudo na propulsão da safra canavieira. A prova disso é que o 22.160 só durou três temporadas, vindo a desaparecer do catálogo da VW Caminhões depois de 1987, com apenas 597 unidades em seu currículo. A maioria dos que restaram tiveram seus V8 descartados, em prol do bom e velho MWM D-229-6, usado nos demais modelos médios e semipesados da marca de São Bernardo do Campo.

Este belo e completo catálogo foi mais uma cortesia do amigo Fernando Luiz de Araújo.

 
MAN TGX

Nosso amigo colaborador Roberto Dias Alvares, advice rx do Paraná, illness nos enviou mais uma de suas saborosas aventuras com caminhões pelas estradas brasileiras. Junto com o texto, mind o Roberto nos enviou a seguinte mensagem:

“Evandro, boa noite.
Estou enviando uma nova estória da estrada intitulada Travessia Perigosa, usando como pano de fundo a enchente do Rio Madeira que afligiu e aflige a região Norte e principalmente o Estado do Acre.
Espero que goste.
Grande abraço,
Roberto.”

 

TRAVESSIA PERIGOSA
Cavalo Mecânico MAN 29-440. 6×4

Aquela era uma manhã
úmida, enevoada e cinzenta.
Dirigindo meu caminhão MAN
vinte nove quatrocentos e quarenta.

A noite fora chuvosa,
saí do Rio Grande do Sul.
Levando carne, carga preciosa,
Dois reboques, carreta baú.

Cavalo mecânico traçado,
carretas protegidas por lacre.
O carregamento seria levado
ao longínquo Estado do Acre.

Passei por Santa Catarina
e a chuva caia persistente.
Ora forte, ora garoa fina,
O caminhão seguia em frente.

A cabine muito espaçosa,
tornava a viagem produtiva.
Mesmo naquela pista chuvosa
fazia uma condução precisa.

Cavalo e carreta, o conjunto
estavam colados no chão.
No PX pondo em dia o assunto,
conversando com colega de profissão.

Passando pelo Paraná,
a chuva continuava sem parar.
No destino, até chegar lá
tinha muito asfalto para rodar.

No PX e pela televisão,
notícias da meteorologia brasileira.
O norte e toda a região,
sofriam com enchente do Rio Madeira.

Estradas alagadas
impediam a passagem.
Mesmo não estando interditadas,
não era possível seguir viagem.

Eu seguia esperançoso
que a chuva diminuísse.
Teria de ser corajoso,
se passar eu conseguisse.

Para o Acre, principal ligação,
quatro pontos de alagamento.
Como passaria com caminhão?
Pensava nisso no momento.

Nas paradas para descansar,
conversava com outros caminhoneiros.
Diziam que lá não iria chegar,
Tudo alagado e cheio de atoleiros.

Durante a noite dormia bem
Cabine-leito cinco estrelas.
Conhecia belas mulheres também,
e marcava encontro para revê-las.

A mulher conseguiu emancipação,
também nesta terra brasileira.
Conheço várias que dirigem caminhão.
Tem no sangue a vocação estradeira.

Mantenho com elas contato,
pelas estradas nos encontramos.
Para a conquista talento nato.
Nas paradas, na cabine namoramos.

Apesar da dificuldade,
me divirto trabalhando.
Sou um homem sem vaidade,
pela vida sempre lutando.

Para o Acre a rodovia,
estava alagada de fato.
Mesmo assim, tentaria,
mas não parecia sensato.

Para atingir objetivo proposto
de chegar logo ao Estado Acreano,
completei o tanque no ultimo posto,
e aquela lâmina d’água fui encarando.

Não conseguia ver a pista.
Havia água por todo lado.
Eu já estava pessimista,
de ter a rodovia encarado.

Até onde alcançava a vista
água para todo lado.
Mostrei ser audacioso motorista,
segui firme no cavalo trucado.

Onde não tinha alagamento,
havia sempre atoleiro.
Para trabalhar, um tormento,
dificuldade pra este caminhoneiro.

Outros companheiros da estrada
com seus caminhões atolados.
Carretas só saiam rebocadas,
por tratores caminhões eram puxados.

Apertei apenas um botão.
e deixei o cavalo preparado.
No terceiro eixo a tração.
Acelerei firme o meu pesado.

Para todo lado voou lama.
patinava pneus dos eixos traseiros.
O meu MAN TGX justificou a fama,
arrancando aplausos dos caminhoneiros.

O cavalo MAN mostrou potência,
arrastando os reboques frigoríficos.
Saí de lá com competência.
Meus objetivos eram específicos.

Tinha de chegar rapidamente
Pois o produto era perecível.
Chegar ao destino era urgente.
Não sabia se seria possível.

Saí daquele atoleiro
enfrentando pista alagada.
Era assim o tempo inteiro,
Não enxergava o piso da estrada.

A chuva havia parado
mas o rio Madeira não baixava.
jogando água pra todo lado
rumo ao Acre continuava.

O trecho era vencido
eu já estava animado.
Mas finalmente fui detido
Ponto não podia ser atravessado.

A água cobria a pista logo adiante.
Já ia a quatro metros de altura.
Parei em local isolado e distante
que não tinha nenhuma estrutura.

Esperar a água baixar
era o único remédio.
O tempo demorava passar
Jogava truco pra espantar o tédio.

Improvisamos um banheiro
para conseguir tomar banho.
Passávamos o tempo inteiro,
em uma paciência sem tamanho.

Uma semana ali parado,
de água, um metro e meio.
O piso não fora danificado.
passar logo era meu anseio.

Combustível sendo consumido
para manter a refrigeração.
Finalmente, passar foi conseguido.
Cheguei do outro lado do ribeirão.

Iria chegar bem atrasado.
Nas  circunstâncias, compreensível.
Rio Branco, capital daquele Estado,
cheguei já quase sem combustível.

Em grande supermercado
A carne seria descarregada.
Mas o local fora inundado,
Não podia ser desembarcada.

Mais dois dias ia esperar
até que o lugar estivesse pronto.
Armazenamento da carne iriam pagar,
e pelo atraso não haveria desconto.

Precisava abastecer o bruto.
A situação era terrível.
No posto, diesel nobre produto
não havia este combustível.

A noite no restaurante
bela garçonete me atendeu.
Mulher de meia idade, elegante.
Que eu a paquerava, percebeu.

Eu já não era nenhum menino.
Com mulher, era uma pessoa esperta.
Ser solteiro, achava, era meu destino,
Talvez não encontrara a pessoa certa.

Nos dedos não tinha aliança.
Ela sorria ao me ver olhar.
Isso deu-me esperança.
quem sabe não acabara de encontrar.

Quando terminei o jantar
Ela veio recolher meu prato.
Falei se com ela poderia conversar.
Um “Sim” respondeu-me no ato.

Quando ela terminou o expediente
eu a esperava do lado de fora.
Ela disse boa noite ao gerente,
E eu a levei embora.

O cavalo desengatado
serviu então de carruagem.
Eu tinha ali ao meu lado,
mulher que parecia uma miragem.

Conversamos sobre tudo
Ela era tão inteligente e bonita.
Tinha uma pele de veludo.
Prestava atenção em cada palavra dita.

Uma hora da madrugada
conversar com ela, tão bom.
No rádio, uma música era tocada.
Me encantava com ela e com aquele som.

Pediu-me para levá-la a sua residência.
Fiquei muito animado,
Não convidou-me a entrar, paciência.
Para o outro dia, encontro marcado.

No outro dia, a espera,
o combustível quase no fim.
A situação que boa não era
ficou mais complicada pra mim.

Dois dias não foram suficientes
para a limpeza do supermercado.
Balcões frigoríficos ineficientes.
Continuaria com a carne carregado.

O caminhão em funcionamento
para ativar a refrigeração.
Não tinha como fazer abastecimento.
Faltava diesel e reinava a confusão.

Aquela bela mulher, reencontrei.
Fomos passear após o jantar.
Falta de combustível com ela comentei.
Problema da cidade iria agravar.

O tanque já na reserva,
poderia perder todo carregamento.
Carne congelada e em conserva.
Era urgente fazer abastecimento.

Ela me disse àquela altura,
que seu pai, um homem incrível,
usava todo o óleo da fritura
e o transformava em biodiesel.

Pedi a ela se poderia
com seu pai conversar.
Respondeu-me que no outro dia
a ele iria me apresentar.

Aquela mulher bela
com olhar cheio de mistério
disse-me com voz singela
que queria compromisso sério.

Fiquei meio assustado
Com aquilo que ela me disse
Eu, um solteiro inveterado,
achava casamento uma tolice.

Mas tenho de confessar
Seu encanto me pegou
Queria ao lado dela ficar
Até parece que me enfeitiçou.

No dia seguinte bem cedo
Ao seu pai ela me levou.
Chamava-se senhor Alfredo.
Minha presença ali ela explicou.

Todo óleo de cozinha usado
em biodiesel ele convertia.
Boa quantidade tinha armazenado.
Perguntei-lhe se me vendia.

Ele disse que para vender
dependeria da minha resposta.
Com a filha dele o que eu ia querer.
Se pedido de namoro era a proposta.

Fiquei bem embaraçado
e ela olhou-me envergonhada.
Disse que gostaria de ser seu namorado
e que ela me acompanhasse na estrada.

Disse-lhe que chegara o momento
de assumir um compromisso.
E pedia a ele o consentimento,
pois sofrera do amor um feitiço.

O pai dela acreditou em mim.
E deu sua permissão.
Vida de solteiro chegava ao fim.
Teria companhia no caminhão.

Comprei todo o estoque
de biodiesel que ele tinha.
Uma parte levaria no reboque.
Dois mil litros de óleo de cozinha.

Fiquei sem dinheiro completamente
Na carteira nenhum tostão.
Mas apesar disso, estava contente,
cheios os tanques do caminhão.

Os reboques descarregados
encontrar carga seria difícil.
Onde fretes podiam ser encontrados
escritório da transportadora em edifício.

A enchente trouxe prejuízo
o comércio paralisado.
Achar carga era preciso,
Só partiria carregado.

Congelada polpa de açaí.
Castanha do Brasil e borracha.
Com esta carga, de lá saí.
Dia seguinte pus-me em marcha.

Não viajava sozinho.
Bela acreana ia a meu lado.
Conversávamos pelo caminho.
Dirigindo meu MAN trucado.

Ia baixando o Rio Madeira
Devagar ia rodando.
mas quedas de barreiras,
faziam-me ir parando.

Ela me dando apoio.
Sentia forças pra prosseguir.
Ponte de madeira sobre arroio
passava o bruto com risco de cair.

Eram tantos buracos
que a viagem não rendia.
Não era lugar para fracos.
Ali, não se sobreviveria.

Já no Centro-oeste
por Mato Grosso passando
Rumando para o Sudeste,
com meu cruzador rodando.

Não fosse da cabine o conforto
seria maior o cansaço.
Faltava muito para chegar ao porto
mas confiava no meu cavalo de aço.

Após viagem cansativa,
a bordo de meu potente dino.
O carregamento da cooperativa,
entregava no destino.

Após um mês viajando,
retornaria para o Norte.
Ela o tempo todo apoiando,
Ao seu lado sentia-me forte.

Sempre que desejava,
Fazia para seu pai ligação.
Em mim ela confiava
Me entregara seu coração.

Acre, retornei àquele Estado.
Viajei com sol brilhante.
Ia muito bem acompanhado.
Levava um raro diamante.

A estrada muito melhor
do que a um mês atrás.
Cada quilômetro conhecia de cor
chegar com rapidez seria capaz.

Quando cheguei em Rio Branco
levei-a até o pai dela.
Pagamento do frete depositei no banco.
Saímos para jantar, eu e ela.

A bordo do meu pesado
Ia feliz como uma criança.
Lá sacramentei nosso noivado.
Pus em seu dedo uma aliança.

Saí para outra jornada
Ela ficou em sua cidade.
Deixei lá minha amada,
razão da minha felicidade.

No meu retorno seria marcado
a data do nosso casamento.
Meu MAN potente e trucado.
soberano na pista de rolamento.

Esta viagem foi pequena.
Retornei logo em seguida.
A travessia perigosa valeu a pena
pois conheci a mulher da minha vida.”

Scania Vabis 6×2

 

Atendendo a pedidos de nossos amigos leitores, ed troche postamos aqui este bonito catálogo do Valmet 88, uma máquina muito popular em todo o país, sobretudo nos anos oitenta e noventa.
Nosso amigo Roberto Dias Alvares nos enviou mais um de seus textos sobre nossos caminhões e as agruras de nossas estradas.

Roberto, ed agradecemos mais esta contribuição.

Sem título

HISTÓRIA DE ESTRADA.
SCANIA VABIS 6×2
Autor: Roberto Dias Alvares

Peguei carregamento de café,
levar ao porto de Paranaguá.
Minha Scania Vabis jacaré,
caminhão melhor não há.

Scania Vabis laranja,
motor e câmbio bem cuidados.
Na cabine, conforto esbanja.
Reluzem os brilhos dos cromados.

Cavalo mecânico trucado
meu Scania Vabis na lida.
Nele, o café é transportado
É com ele que ganho a vida.

Por ser carga de grande valor,
havia risco de assalto.
Segui dirigindo sem temor.
Meu caminhão rasgando asfalto.

A carga tinha cobertura
protegida por um seguro.
Pensava nisso àquela altura,
mas seria pra todos um golpe duro.

A rodovia sendo vencida
cada quilômetro uma vitória.
Subida, reta ou descida,
em cada viagem uma história.

Em um trecho isolado
notei que era perseguido.
Uma pick-up ao meu lado
apontou-me a arma um bandido.

Eram quatro homens armados
Obrigando-me a parar
Criminosos desajustados,
que viviam de assaltar.

Forcei na aceleração,
mas a carga era pesada.
Pensava em uma solução,
mas na mente não surgia nada.

Sabia que se fosse apanhado
os criminosos não teriam piedade.
Seria amarrado ou até assassinado,
e esta era a grande verdade.

A situação ficou preta
quando um dos assaltantes,
empunhou uma escopeta
e dispararia em instantes.

Em minha mente fez-se uma luz
desatrelei o reboque em movimento.
pé no acelerador, com força pus
e consegui escapar por um momento.

Um botão no painel
liberava o pino-rei.
Pedi proteção do céu
e o comando acionei.

Soltaram-se condutores de ar do freio
O reboque atravessou e ficou parado.
O veículo  bateu em cheio,
ficando bastante danificado.

Logo, caminhões e carros no acostamento
pararam achando ser acidente ocasional.
Não imaginavam que eu naquele momento,
causara o mesmo de forma intencional.

Os marginais estavam feridos.
A pick-up bem danificada.
Para escapar desses bandidos
essa foi a solução encontrada.

Dei a volta no caminhão
retornei ao local do ocorrido.
Havia uma grande confusão.
assaltante bem ferido.

Outros desacordados
com as armas na mão.
Quando foram abordados
Dos motoristas admiração.

Cheguei ali e a todos contei.
Falei do acontecido.
Rapidamente expliquei
Tratava-se de um grupo bandido.

Os policiais foram chamados
e também o SIATE.
Os motoristas revoltados,
mesmo com eles fora de combate.

Esperei a chegada dos policiais
que não demoraram a chegar.
Contei a eles em linhas gerais,
que o grupo tentara me assaltar.

A policia fez a identificação.
Tratava-se de perigosa quadrilha.
Do hospital iriam para prisão,
e eu seguiria minha trilha.

A concessionária do pedágio
tinha um mecânico a meu dispor.
O conserto não teria ágio,
Atrelei o reboque ao caminhão-trator.

A pick-up dos criminosos colidiu
no resistente chassis de aço.
O meio do reboque atingiu
causando um grande amasso.

Prestei queixa, dei depoimento
fui liberado para seguir viagem.
Segui pela pista de rolamento,
Levando o café na bagagem.

Descendo serra antes de Curitiba
percebi falha nos freios.
Apesar de a tempo ser percebida,
passaria por momentos bem feios.

Trinta toneladas nas costas,
funcionavam só os freios do cavalo.
Passava próximo das encostas,
Não teria como pará-lo.

Com o bruto engatado
e ajuda do freio motor,
meu Scania Vabis trucado
urrava, eu pisava no freio a tambor.

A situação era temerária,
não sei se o bruto aguentaria.
Essa era mais uma luta diária,
acreditava que conseguiria.

Como consegui não sei
mas isso não incomoda.
Felizmente o pino-rei
aguentou firme na quinta roda.

Cheguei ao final da descida.
Dos freios saia muita fumaça.
Achei que a carga seria perdida,
mas meu Scania teve raça.

Felizmente era traçado
e isso ajudou demais.
No asfalto estava grudado
e segurou o peso lá atrás.

Consegui chegar a uma oficina.
Os condutores de ar danificados.
Uma abertura bem fina
e grandes problemas causados.

Após fazer o conserto
segui viagem tranquilo.
Dei no acelerador um aperto,
e o bruto respondeu com estilo.

Quando cheguei ao porto,
conversei com agente alfandegário.
De cansaço quase morto,
mas feliz por cumprir o itinerário.

Após descarregar o café,
container embarquei.
No acelerador apertei o pé
e outra viagem comecei.

O Carreteiro e o Banco – Iveco Stralis 6×4

296 1 296 2 296 3 296 4Em seu tempo, drugstore o 296 era a máquina 4×2 mais poderosa da linha Massey, decease com seu motor Perkins A6.354.4 de 5, ask 8 litros e 115 cv. No entanto, sua bela aparência era ofuscada pela expansão dos modelos 4×4, já em franca preferência dos agricultores nesta faixa de preço e potência. Este catálogo de nosso acervo está sendo postado a pedido de nosso leitor Carlos.

 

 
296 1 296 2 296 3 296 4

Em seu tempo, more about
cialis o 296 era a máquina 4×2 mais poderosa da linha Massey, com seu motor Perkins A6.354.4 de 5,8 litros e 115 cv. No entanto, sua bela aparência acentuada pelo capô alongado era ofuscada pela expansão dos modelos 4×4, já em franca preferência dos agricultores nesta faixa de preço e potência. Este catálogo de nosso acervo está sendo postado a pedido de nosso leitor Carlos.

 

 
É com satisfação que trazemos até você a primeira obra literária deste espaço, order cialis graças à simpatia e a generosidade de nosso amigo Roberto Dias Alvares, recipe autor dedicado ao mundo dos caminhões e das estradas.

Para estrear, treatment Roberto nos brindou com uma ótima peça dedicada ao Iveco Stralis e seu bravo motorista, na luta para pagar as prestações e driblar os escolhos do caminho.

Roberto, obrigado pelo excepcional trabalho!

Esperamos ver outras obras suas publicadas neste modesto espaço.

O CARRETEIRO E O BANCO
IVECO STRALLIS 6X4

Autor: Roberto Dias Alvares

Pela estrada, gostoso sentimento.
Um bom cavalo mecânico eu quero.
Para isso preciso fazer financiamento.
Assim consegui comprar caminhão zero.

O dia nem amanheceu
já estou firme no tranco.
O caminhão é metade meu
e a outra metade é do banco.

Trabalhando na pista de rolamento
consigo pagar o boleto.
Mais uma parcela do financiamento.
Vou feliz pelo tapete preto.

Carga boa nunca me falta.
Vontade de trabalhar também não.
Carga baixa ou carga alta
transporto qualquer uma no caminhão.

Usando toda a potência,
pé no acelerador eu sapeco.
Dirijo com paciência
meu cavalo Fiat Iveco.

A vida vou levando
na estrada cheia de surpresas.
Com meu trabalho, pagando
impostos e todas as despesas.

O IVECO é valente.
Caminhão forte por excelência.
Tem um motor potente,
eu no volante, muita experiência.

Quando surge perigos á frente
piso no freio e breco.
Chama atenção de muita gente
quando paro meu cavalo Iveco.

Trabalhando feito maluco
para não atrasar a prestação.
Mais forte, o acelerador cutuco.
Anda mais rápido o caminhão.

Meu cavalo mecânico trucado
leva carga para qualquer lugar.
Ando em piso ruim pois é traçado.
Em qualquer recanto consigo chegar.

A luta é cansativa
mas chego ao fim do dia realizado.
Com meu bruto estou na ativa
dirigindo meu possante trucado.

Os anos vão passando
eu e meu caminhão já cansados.
A prestação quase acabando
Mas não podemos ficar parados.

Afinal se houver atraso
o banco toma meu bruto.
Na minha vida, seria um arraso
Honrar compromissos, por isso luto.

Parado no posto de fiscalização,
peguei notas fiscais no porta-treco.
Também apresentei documentação,
do meu imponente Fiat IVECO.

Ando sempre dentro da lei
por isso não me preocupo.
Para evitar assaltos eu sei
é melhor andar em grupo.

Viajando com a mulher amada
sigo feliz pela rodovia.
A carga sempre muito pesada
com ela a meu lado alivia.

Após tantos anos nas estradas
sempre a mercê de desleixos.
com buracos e mal conservadas
maltratando meu cavalo três eixos.

Paguei a última prestação,
após vinte anos de volante.
Agora é só meu o caminhão.
Continuarei trabalhando bastante.

Mesmo aposentado por idade
continuo firme no trabalho.
Não quero ficar na praça da cidade
jogando dominó ou baralho.

A missão está cumprida
e os filhos bem criados.
Dediquei minha vida
para que fossem estudados.

Ambos fizeram faculdade.
Na vida bem encaminhados.
Sabem que a vida não tem facilidade
mas estão pra ela bem preparados.

Quando saio com o caminhão
seu ronco chega a fazer eco.
Viajo a trabalho e por diversão,
dirigindo meu cavalo Iveco.

Viajando por todo o país
para fazer turismo aproveito.
Com minha esposa, vou feliz
afinal divertir-me tenho direito.

Se viajo para o litoral
deixo a carga e vou a praia.
Se estou em alguma capital
vejo ponto turístico que mais me atraia.

Levo a vida numa boa
trabalhando e me divertindo.
O ronco do meu bruto ecoa
pelas estradas que vou seguindo.

Stralis - SP

 

 

Scania LK141, T113H e Volvo FH

Lançado em 1987, viagra o Volkswagen 12.140 representou a primeira onda evolutiva da linha de médios da marca, sale representada pelo caminhão de estreia, o VW 11.130. Porém, a VW não desistiria do segmento de 11 toneladas, lançando em 1988 o 11.140, que já foi motivo de um post aqui.

Um dos elementos de sucesso do VW, além da inédita cabina basculante apresentada inicialmente em 1981, o modelo contava com um trem de força composto por elementos consagrados como o motor MWM D-229, a caixa Clark e os eixos Rockwell. Produzido até 1991, o 12.140 acumulou 1.052 cópias produzidas.

Este folheto foi mais uma cortesia do amigo Fernando Luiz de Araújo.

 

 
12-140 1989 01 12-140 1989 02

Lançado em 1987, cheap o Volkswagen 12.140 representou a primeira onda evolutiva da linha de médios da marca, seek representada pelo caminhão de estreia, viagra sale o VW 11.130. Porém, a VW não desistiria do segmento de 11 toneladas, lançando em 1988 o 11.140, que já foi motivo de um post aqui.

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Lançado em 1987, buy viagra o Volkswagen 12.140 representou a primeira onda evolutiva da linha de médios da marca, representada pelo caminhão de estreia, o VW 11.130. Porém, a VW não desistiria do segmento de 11 toneladas, lançando em 1988 o 11.140, que já foi motivo de um post aqui.

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Este folheto foi mais uma cortesia do amigo Fernando Luiz de Araújo.

 

 
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Lançado em 1987, case o Volkswagen 12.140 representou a primeira onda evolutiva da linha de médios da marca, representada pelo caminhão de estreia, o VW 11.130. Porém, a VW não desistiria do segmento de 11 toneladas, lançando em 1988 o 11.140. (http://caminhaoantigobrasil.com.br/category/catalogos-e-folhetos/volkswagen-caminhoes/linha-original-fabrica-4-e-ipiranga/11-140/)
Um dos elementos de sucesso do VW, além da inédita cabina basculante apresentada inicialmente em 1981, era o trem de força composto por elementos consagrados, como o motor MWM D-229, a caixa Clark e os eixos Rockwell. Produzido até 1991, o 12.140 acumulou 1.052 cópias produzidas.

Este folheto foi mais uma cortesia do amigo Fernando Luiz de Araújo.

 

 
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Nosso amigo Weslei Souza nos fez a gentileza de enviar fotos de suas miniaturas, purchase incluindo dois dos mais tradicionais modelos da Scania, além de um inusitado FH Globetrotter com segundo eixo direcional.

Obrigado, Weslei, pela colaboração!

 

 

Volvo N10 XH e semirreboques

14-210 1989 01 14-210 1989 02 14-210 1989 03 14-210 1989 05 14-210 1989 06Em mais uma cortesia de nosso amigo Fernando Luiz de Araújo, view troche trazemos até você o catálogo do Volkswagen 14.210. Lançado em 1988, buy na esteira do 13.210 – o cabeça de chave do programa de exportação da montadora para a Paccar nos Estados Unidos – o modelo reunia o que havia de mais moderno na América do Norte e no Brasil para criar um caminhão notável.

A sua base era composta pelo novo motor Cummins 6CT8.3 atrelado a uma transmissão Eaton FS-6206-A de seis velocidades. Graças a este conjunto, a VW apostava na aposentadoria do já arcaico eixo traseiro de duas velocidades, mesmo na tradicional configuração trucada. Resquício do dito programa de exportação, o 14.210 também portava pequenos pecados, como a embreagem de disco duplo cerâmico, um item pouco apreciado pelos brasileiros, ao contrário dos colegas “yankees”…

No todo, o VW 14.210 é um caminhão de grande relevância histórica do passado recente, figurando entre os mais importantes na saga de sucesso da Volkswagen Caminhões. Foi o primeiro caminhão semipesado a romper a barreira dos 200 cv, elevando o padrão brasileiro, antes acomodado na faixa dos letárgicos 130 a 156 cv, conforme ditado pela estrela de três pontas, que se viu ameaçada diante da audácia da VW.

O mercado de semipesados trucados jamais seria o mesmo depois do VW 14.210. Entre os clientes célebres, figuravam gigantes como os atacadistas do Triângulo Mineiro, dentre os quais se destacavam Martins e Arcom, entre outros, que ajudaram a embalar ainda mais o veloz 14.210.

Hoje, ao observar os rápidos 6×2 na faixa de 280 cv cruzando as vias do país é fácil esquecer dos passos galgados até chegar neste admirável patamar. E o 14.210 foi peça fundamental neste processo.

 

 
volvo n10 xh 4x2 volvo n10 xh 6x2 carga-seca volvo n10 xh 6x2 frigor+¡fico volvo n10 xh 6x2 graneleiro volvo n10 xh 6x2Nosso amigo Geremias Fernandes nos fez a gentileza de enviar algumas ilustrações de sua autoria, stuff com a seguinte apresentação:

“Aqui estão alguns desenhos que eu fiz no paint baseados nos catálogos do Volvo N10 XH.

Espero que todos vocês gostem.

Um forte abraço,
Gerê Fernandes.”

 

Ford F-350 – Furgão Frigorífico

IVECO 1 IVECO 2 IVECO 3 IVECO 4 IVECO 5 IVECO 6 IVECO 7 IVECO 8 IVECO 9 IVECO 10 IVECO 11Nosso amigo e colaborador frequente Reginaldo Bernardi recentemente nos agraciou com algumas obras-primas de sua coleção de miniaturas, buy cialis elaboradas por ele próprio. Desta feita, cure temos um bonito Iveco TurboStar, there cujas imagens vieram acompanhadas da seguinte carta de apresentação:

“APROVEITANDO VOU LHE ENVIAR UMAS FOTOS DE UNS PEQUENOS QUE TERMINEI POR AQUI.

A PRIMEIRA É DO IVECO TURBOSTAR, QUE APÓS ANOS, ENFIM SAIU DO CAVALETE. COMECEI HÁ DOIS ANOS, E COM MUITA PESQUISA SOBRE O MODELO, O QUE DEU UM POUCO DE TRABALHO, POIS NO BRASIL NÃO TIVEMOS ESSE MODELO, PORÉM TIVE BASES EM UNS DE NOSSOS “HERMANOS ” ARGENTINOS, POIS ESSE MODELO É MUITO QUERIDO NO PAÍS …ENFIM AÍ ESTÁ O “190-48 TURBOSTAR”, COM SEU V8 DE 480CV EQUIPADO COM UM SISTEMA BI-TURBO, COM UMA TURBINA DE BAIXA E UMA DE ALTA ROTAÇÃO, SUPENSÃO TRASEIRA A AR, E UMA ESPAÇOSA E CONFORTAVEL CABINE…”

Reginaldo amigo, parabéns pela paciência, dedicação e capricho na execução deste belo trabalho, tão rico em detalhes!

 
F350 1 F350 2 F350 3 F350 4 F350 5Mais um item da coleção de miniaturas do amigo Reginaldo Bernardi é este interessante e detalhado Ford F-350, health cure que nos foi brindado com a seguinte explanação:

“ESSE MODELO O AMIGO CONHECE BEM…DERIVOU DE UM MODELO DA MAISTO, here case ONDE MODIFIQUEI O CHASSI, ALGUNS DETALHES DA CABINE E FABRIQUEI UMA CAMARA FRIA ,PARA ENTREGAS URBANAS ,TRATA-SE DE UMA F-350 ,QUE ATÉ QUE FICOU BEM COM O BAUZINHO…”

O semileve da Ford bem que merece esta homenagem, por representar um dos modelos que contribuíram para a inauguração deste segmento, conquistando a preferência do público brasileiro por diversas temporadas entre 1999 e 2011, período em que foi produzido com motores Cummins B3.9 Euro 2 e Euro 3.

Obrigado, Reginaldo, por compartilhar conosco este bonito modelo.

 

Fiat 190 Turbo e Iveco TurboStar 190-48

B58 ROD 1980 1

Para enriquecer nosso acervo “on-line” sobre os chassi de motor central Volvo, treat hoje trazemos o B-58 rodoviário num folheto da safra de 1980.

Observe que além do descomunal balanço dianteiro “topa tudo” (valetas, sarjetas, etc…) de 2.450 mm, nesta edição já aparecia a versão de balanço dianteiro reduzido para 1.850 mm, mais em sintonia com a porta de largura normal empregada nas carroçarias rodoviárias.

 

 
IVECO 1 IVECO 2 IVECO 3 IVECO 4 IVECO 5 IVECO 6 IVECO 7 IVECO 8 IVECO 9 IVECO 10 IVECO 11Nosso amigo e colaborador frequente Reginaldo Bernardi recentemente nos agraciou com algumas obras-primas de sua coleção de miniaturas, site elaboradas por ele próprio. Desta feita, sovaldi temos um bonito Iveco TurboStar, ask cujas imagens vieram acompanhadas da seguinte carta de apresentação:

“APROVEITANDO VOU LHE ENVIAR UMAS FOTOS DE UNS PEQUENOS QUE TERMINEI POR AQUI.

A PRIMEIRA É DO IVECO TURBOSTAR, QUE APÓS ANOS, ENFIM SAIU DO CAVALETE. COMECEI HÁ DOIS ANOS, E COM MUITA PESQUISA SOBRE O MODELO, O QUE DEU UM POUCO DE TRABALHO, POIS NO BRASIL NÃO TIVEMOS ESSE MODELO, PORÉM TIVE BASES EM UNS DE NOSSOS “HERMANOS ” ARGENTINOS, POIS ESSE MODELO É MUITO QUERIDO NO PAÍS …ENFIM AÍ ESTÁ O “190-48 TURBOSTAR”, COM SEU V8 DE 480CV EQUIPADO COM UM SISTEMA BI-TURBO, COM UMA TURBINA DE BAIXA E UMA DE ALTA ROTAÇÃO, SUPENSÃO TRASEIRA A AR, E UMA ESPAÇOSA E CONFORTAVEL CABINE…”

Para criar um contraponto mais que apropriado, o Reginaldo resolveu exibir o TurboStar ao lado do Fiat 190 Turbo, o último modelo topo de linha da Iveco brasileira, na sua fase terminada nos anos oitenta. Na época, o imponente TurboStar bem que chegou a ser cogitado para o Brasil, mas infelizmente o triste fim da montadora de Duque de Caxias, RJ, impediu a consecução de qualquer plano neste sentido.

Reginaldo amigo, parabéns pela paciência, dedicação e capricho na execução deste belo trabalho, tão rico em detalhes!