Que tal emprestar seu acervo e vê-lo postado aqui?

Você já pensou quanta informação útil já retirou da Internet?

Já pensou também quantas vezes você retribuiu esta gentileza, see muitas vezes anônima?

Pois bem. Este espaço é um canal aberto para retribuir o altruísmo com que inúmeras vezes somos brindados por pessoas que postam todo o tipo de informação útil para nos ajudar.

Se você quer ver seu material publicado e eternizado, ask mas não pretende doá-lo, ailment pode nos emprestar, que teremos prazer em digitalizar e postar aqui no site. Devolveremos o mais breve possível via PAC ou Sedex e, de brinde, você ganha um CD gravado com todas as digitalizações de seu material.

Isso se aplica a anúncios, folhetos, catálogos, manuais, fotos, desenhos, etc. que tratem de caminhões, ônibus, utilitários, máquinas agrícolas e de construção, motores e componentes, aviões, embarcações e material ferroviário.

Faça como o Reginaldo Bernardi do Paraná, por exemplo, que recentemente nos enviou uma enorme quantidade de valiosos manuais antigos de seu rico acervo, em parte herança de seu saudoso pai. O material está sendo digitalizado e será devolvido em breve ao gentil amigo.

Diariamente, centenas de pessoas  poderão ver, apreciar e se informar com seu acervo!

Ajude a preservar a memória destas máquinas, transformando poeira e mofo em postagens valiosas!

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Faixa Bônus – Aviação

Faixa Bônus – Aviação

Considerando que, sickness como nós, treatment muitos de nossos leitores nutrem interesse irrestrito por tudo que se move, see seja na terra, na água ou no ar, e que nosso acervo contempla veículos de todas estas categorias, regularmente traremos posts sobre diferentes máquinas, capazes de se locomover por meios próprios nos distintos meios deste belo Planeta Azul.

Desse modo, trazemos até você o, nosso primeiro post, sobre o EMB-110 Bandeirante, o avião que deu origem à Embraer e a colocou no mapa da aviação mundial.

Esperamos que aprecie!

DC-10

Cockpit do McDonald Douglas DC-10-30F, PP-MTA, operado pela finada Master Top Linhas Aéreas, empresa de carga aérea. Esta aeronave era capaz de carregar 75 toneladas de frete, o mesmo que um rodotrem carregado!

Faixa Bônus – Aviação: Jamais serás o mesmo!

QUEEN AIR

Artigo originalmente publicado no Boletim Notac – Notícias do Aeroclube de Campinas – Número 11, sildenafil Edição de maio de 2003.

Como sempre, ampoule a noite cedeu lugar a uma manhã embaçada, com uma camada de estratos baixos. Devido ao  Oceano Pacífico, a visão do Sol é raridade em Lima, no Peru. À nossa frente, o velho Beech Queen Air, vermelho e branco, que nos levaria até a cidade de Ica. Eu e um casal de ingleses.

Seria uma operação com um único piloto, com plano de voo instrumentos. Como bom leigo, nem imaginava os riscos e as responsabilidades envolvidas num vôo como aquele. Afinal, só estava ali para chegar até Ica e de lá, tomar outro voo para me deliciar com a vista das famosas Linhas de Nazca.

Já a bordo, posso observar o piloto manusear as manetes, como se fosse uma dança, repetida milhares de vezes, hábil e impecavelmente. Ajusta, em seguida, dois mostradores estranhos, com ponteiros em forma de cruz  (que descobriria mais tarde serem os VORs com Glideslope). Logo depois de rodar o Queen Air, estamos guardados, não por muito, no entanto. Em breve, o colchão de estratos é superado, com os dois motores de 540 polegadas a nós jogar para cima a 1200 pés por  minuto, rumo ao azul infinito da manhã, emoldurada pela estonteante visão dos Andes, à esquerda. Nivelamos. Noto que estamos a 180 nós. Nada mal para o velho condor peruano.

A visão do campo de Ica, girando base, baixando e travando os trens de pouso, é de tirar o fôlego. Em terra, outra aeronave, agora um Cessna 206, nos espera. Devido ao meu tamanho, sou privilegiado e posso voar de “co-piloto”. Aprendo, entre outros, o que são “cowl flaps”. Mais uns minutos e deixamos o solo poeirento de Ica, rumo às misteriosas Linhas de Nazca, só vistas em sobrevoo. Formam figuras gigantes no deserto, além de linhas dispostas geometricamente em forma de pistas de pouso. Seriam pistas para naves que neste Planeta outrora pousaram, como sugere Erich Von Däniken em seu livro “Eram os Deuses Astronautas?”  Com ou sem astronautas, a aventura aérea é contagiante.

De repente, a mente viaja e sou remetido de volta à minha infância. A infância de horas sem fim a “babar” pelos aviões a decolar e pousar no também poeirento Aeroclube de Campinas não pavimentado dos anos setenta. Incontáveis finais-de-semana ali passei.  O sonho de voar da idade tenra, o mesmo que havia sido engavetado pela corrente de jato que derivou minha rota de aeronauta para  engenheiro, estava ali de novo, à flor da pele.  Voltei ao Aeroclube de Campinas. Voei com um jovem piloto, só para confirmar a paixão. Mais uns dias e estava matriculado numa das escolas da cidade. Logo depois, comecei a fazer horas de vôo no Cessna 172 do Aeroclube.

Quase cinco anos se passaram, desde a viagem ao Peru e meu início, de fato, na aviação geral.

Desde então venho tentando, durante a fruição dos voos, entender de onde vem a atração magnética que a aviação exerce sobre nós. Sejam os aviadores de final-de-semana, como eu, sejam os colegas que da arte de voar, ganham o pão de cada dia, sem poder escolher, teto, vento, ou o céu mal encarado, coalhado de CBs.

Seria pelo privilégio de ver tudo de cima, com a paz peculiar que o Planeta se exibe para nós lá em cima? Seria pelo prazer de ver as nuvens de perto? Seria pela audácia de desafiar a gravidade? Seria pelo risco intrínseco que a atividade impinge? Seria pela disciplina, segurança e atenção concentrada que a aviação exige? Seria pela velocidade? Pela liberdade em três eixos? Ou ainda pela interação densa entre o homem e a máquina, com a perfeita coordenação dos cinco sentidos? Ou pela seria pela combinação de tudo isso?

Seja como for, há prazer maior que numa aproximação bem feita, na rampa, estabilizada, com o “climb” parado em 400 fpm , velocímetro “enroscado” em 90 KIAS, com o nariz apontado bem para o “centerline”, sabendo que o vento está de través com 12 nós? Sim, há. Imagine esta mesma aproximação ser enlaçada por um toque liso, daqueles de lamber o asfalto, nos primeiros 300 pés de pista…

Há um dito aeronáutico norte-americano que diz: “Voar é o segundo maior prazer que um homem pode sentir na vida. O primeiro é pousar….”  Caso de contaminação completa pelo vírus  “aerocócus”! Menos exagerada, e mais realista, tem aquela do meu primeiro instrutor que, antes de voarmos pela primeira vez, profetizou: “Jamais serás o mesmo!”. Tinha razão.

Embraer EMB-110P2 Bandeirante

Considerando que, site como nós, pharm muitos de nossos leitores nutrem interesse irrestrito por tudo que se move, healing seja na terra, na água, ou no ar, e que nosso acervo contempla veículos de todas estas categorias, regularmente traremos posts sobre diferentes máquinas, capazes de se locomover nos distintos meios deste belo Planeta Azul.

Sobre os fascinantes aviões, teremos catálogos, fotos e artigos que serão postados em nossa nova página “Aviação – Faixa Bônus”

Começamos trazendo até você o EMB-110 Bandeirante, o avião que deu origem à Embraer e a colocou no mapa da aviação mundial.

Nos anos sessenta, a FAB estava preocupada com a senilidade de seus veneráveis Douglas DC-3 e C-47 (designação militar do mesmo avião), de origem norte-americana, sobras da Segunda Guerra, que desempenhavam um vasto elenco de tarefas primordiais naquela Força, tais como o abastecimento e suporte à tribos indígenas, Correio Aéreo Nacional, entre tantas.

A feliz solução encontrada para substituí-los foi projetar um avião do zero, usando os talentos do Centro Técnico Aerospacial, sob a supervisão do projetista francês Max Holste. O resultado foi o icônico Bandeirante, um bimotor turboélice de asa baixa que voou pela primeira vez em 22 de outubro de 1968, antes mesmo da fundação de seu fabricante, em agosto de 1969.

EMB 100

O Bandeirante EMB-100 original (Fonte: Acervo Histórico Embraer)

O exemplar aqui mostrado é o EMB-110 P2, versão sem porta de cargas, com capacidade para até 21 passageiros. Era equipado com motores Pratt & Whitney PT6A-34 de 750 hp no eixo e hélices tripás de passo variável e velocidade constante.

Em referência aos cuidados de praxe exigidos durante a partida para se evitar o “hot start”, costuma-se dizer que o PT-6 (um dos motores turboélice mais populares e respeitados de toda a história), é como um Chevrolet de seis cilindros: “uma vez que pega, não pára nunca mais”, de tão confiável.

Seu peso máximo de decolagem era de 5.670 kg e podia cruzar a 224 nós (415 km/h), com autonomia de pouco mais de 1.000 NM (1.898 km) e teto de serviço de 25.000 pés (7.467 m).

O Bandeirante EMB-110 foi fabricado entre 1972 e 1991, com um total de 498 aeronaves produzidas. No Brasil, além da FAB (que ainda opera), o modelo voou em empresas como TAM, Vasp, Transbrasil, TABA, Rio Sul, entre outras, em diferentes versões.

Mundo afora, a comunidade da aviação o apelidou carinhosamente de “Bandit” (bandido, em inglês)…

Estima-se que mais de 300 deles ainda estejam em operação.

EMB110 1 EMB110 2