Vende-se Chevrolet D-60 – 1977 – Original

erectile ‘sans-serif’;”>“Trata-se de um Caminhão Chevrolet 1977, buy more about D-60 (DIESEL), todo original (motor, caixa, setor), que acabou de passar por um processo de restauração, mantendo-se toda a originalidade em termos de lataria, carroceria, mecânica e acabamento.

Durante 36 anos foi dirigido por um único motorista, com uma história apaixonante, que envolveu o condutor, inicialmente proprietário e posteriormente este mesmo condutor tornou-se empregado da Empresa, que adquiriu o mencionado caminhão, quando este foi colocado a venda há 12 anos, com a condição de que, o antigo proprietário que o conduziu até aquela data aceitasse o convite para ser contratado na empresa e continuasse a dirigir o seu caminhão.

Assim foram esses anos, de uma relação marcada pela cumplicidade entre condutor-caminhão/caminhão-condutor. Hoje completamente restaurado, trabalho este que pode ser comprovado pelos registros fotográficos antes, durante e após a sua realização, ele é colocado no mercado de ANTIGOS e com certeza dos verdadeiros apaixonados pelo antigomobilismo chamará a atenção e fará deste mais um apaixonado por esta raridade.

Com relação ao preço este será discutido quando da manifestação de interesse.

Telefone para contato: 032-9917-4147 (Álvaro).”

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VW Kombi “Clipper” – 1976 a 1978

Em 1976, check a Kombi brasileira havia se transformado num híbrido do modelo alemão, advice
do qual emprestou a seção dianteira, rx
porém mantendo a estrutura original da antecessora “Corujinha” da coluna “B” para trás e na parte mecânica, incluindo eixos e transmissão, porém com motor 1.600.

No segundo semestre de 1978, a linha Kombi passou a oferecer dupla carburação opcional e, mais importante, teve suas caixas de redução final suprimidas em favor de semieixos com juntas homocinéticas.

Enriquecendo nosso recente post sobre a Kombi “Clipper” (http://caminhaoantigobrasil.com.br/volkswagen-kombi-1978/), nosso amigo e colaborador frequente Daniel Shimomoto de Araujo teceu interessantes comentários sobre a camioneta das safras de 1976 a 1978, que reproduzimos a seguir, junto com as imagens enviadas por ele:

“A guisa de curiosidade, a Kombi 1978 foi a primeira Kombi a empregar juntas homocinéticas.

Ate então as primeiras Kombis “clipper” (erroneamente chamada pois a verdadeira “clipper” foi na verdade a 1998 de porta de correr) vinha com a transmissão jogando potencia em dois pares de cruzetas de cada lado, e essas cruzetas, ligadas numa caixa redutora na extremidade de cada roda na razão de 1,26:1.

O detalhe disso tuda é as cruzetinhas tinham que girar para trás para a perua andar para frente por conta da redução. Isso era conseguido montando a coroa do lado DIREITO da transmissão (que compartilha a mesma transmissão do Fusca/Brasilia/Variant – inclusive coroa e pinhão – nos carros , a coroa é do colocada do lado ESQUERDO).

Não era raro os mecânicos montarem a coroa e o pinhão dessas Kombi’s como se montava no Fusca e bingo! A perua ficava com 4 marchas para trás e uma para frente! Ai eram trabalho dobrado de desmontar tudo e remontar do lado certo.

Outra coisa sobre as cruzetas…sempre escutei que Kombi de cruzeta é péssima na areia e lama. Que ela ergue a roda. Confesso que achava isso um absurdo até compreender a dinamica da coisa. Como as cruzetas giram para trás para a as rodas girarem para frente (devido a caixa de redução nas rodas), a traseira da perua é forçada para cima, empurrando a suspensão para o curso máximo (e por consequencia, limitando a mobilidade e a articulação da suspensão).

Quando a VW eliminou as caixas de redução e colocou juntas homocinéticas rodando para o sentido do movimento, o problema deixou de existir e a perua ficou excelente na areia e lama.

Outro defeito do sistema de cruzetas é que na lama, os trancos no sistema de transmissão (pisos que acabam tendo aderencia e perdendo) acabavam deixando o sistema vulnerável a quebra dos cardãzinhos e por consequencia, perda de tração. Ai só rebocando.”

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Caminhoneiro Prisioneiro – Fiat 190 H 6×2

VENEZA 1 VENEZA 2

Produzida entre a segunda metade dos anos setenta até o começo da década seguinte, doctor a carroçaria Veneza II era o carro-chefe da Marcopolo no segmento de ônibus urbanos, encontrando usuários por todo o país. Entre seus principais concorrentes figuravam carroçarias como Caio Gabriela e Ciferal Urbano.
Fiat 190 PR

Nosso amigo Roberto Dias Alvares nos presenteou com mais um de seus saborosos textos. Neste, check com saudoso Fiat 190 H de coadjuvante, thumb o autor mescla “escravidão, futebol, e claro uma pitada de romance”.

Para ilustrar a crônica, nada melhor que uma imagem do próprio Fiat, de autoria do próprio Roberto, clicado “em uma manhã fria em Ubiratã, oeste do Paraná”.

Obrigado, Roberto!

 

CAMINHONEIRO PRISIONEIRO
FIAT 190 H 6×2

Acordo cedo lavo o rosto.
Tomo um pingado com pão.
Abasteço meu bruto no posto
e vou cumprir minha missão.

Sou um honesto caminhoneiro.
Na estrada vivo muitas aventuras.
Cada pedaço desse solo brasileiro
Ando sem fazer loucuras.

Na rodovia meu estradeiro,
Cavalo FIAT cento e noventa
leva-me pelo Brasil inteiro.
Nele, só mulher bonita senta.

Alegrias o trecho me proporciona.
É a estrada que me sustenta.
Viajando, a coragem vem a tona,
a bordo do FIAT turbo cento e noventa.

Sou um lobo solitário
rasgando o dia ou a noite.
Faço meu próprio salário.
No cavalo chego o açoite.

O bruto responde no ato
Pondo-se em desabalada carreira.
Sou bom caminhoneiro de fato
levando progresso da Nação brasileira.

Meu reboque basculante,
anda com a caçamba cheia.
Este solitário viajante,
ganha a vida transportando areia.

Feita a apresentação
ao caro amigo leitor,
minha e de meu caminhão.
Contarei fato assustador.

Saí do porto areeiro
trinta toneladas tracionando.
Distante rincão brasileiro,
este carregamento levando.

Em grande propriedade rural
feita imensa construção.
Para mim uma viagem normal.
Dirigindo feliz meu caminhão.

No dia seguinte chegaria.
Já pensava no que fazer depois.
Na marca dos oitenta seguia,
Meu FIAT turbo seis por dois.

Cheguei na entrada da fazenda.
Estrada até lá bem conservada.
Teria nesse frete boa renda.
Dois homens armados na entrada.

Pediram identificação.
Falei do carregamento de areia.
Abriram um grande portão.
Sujeitos olhavam com cara feia.

Fui ao local da construção.
Lá havia um encarregado.
Parei ali meu caminhão.
Aguardei até ser chamado.

Também estava armado,
falou apenas o necessário.
Onde deveria ser descarregado,
naquele espaço agrário.

Observei bem o terreno
para não ter risco de tombamento.
Estava tranquilo, sereno,
quando acionei o equipamento.

Terminei de descarregar a areia
e fui conversar com administrador.
Já era meio dia e meia.
Pensava no almoço este trabalhador.

O capataz e administrador
era um homem mal encarado.
Tinha cara de matador,
e um caráter dissimulado.

Fui encaminhado a um refeitório
onde trabalhadores abatidos
comiam, mas era notório,
em más condições eram mantidos.

De um grupo deles sentei junto,
e comecei a me alimentar.
tentei com eles puxar assunto,
mas não queriam ou podiam falar.

Quando terminou o almoço,
fui conversar sobre o pagamento.
O administrador mostrou-se grosso,
e me vi cercado naquele momento.

Não entendendo o que acontecia
Quis conversar com o capataz.
Ele disse-me sem euforia,
que de lá não sairia mais.

Dei dois passos para trás,
e virei-me para ir embora.
não tinha como fugir mais.
O que eu faria agora?

Homens bem armados
impediram minha saída.
Cercado por todos os lados,
Vi a situação comprometida.

Impediram minha partida
ele falou sem rodeio:
“Trabalharia por comida”
e banho pra manter o asseio.

Naquele momento entendi
que usavam trabalho escravo.
Nos trabalhadores, desânimo vi,
Um dos homens empurrou-me bravo.

Levou-me ao caminhão
e lá assumi o volante.
Reagir seria em vão.
A cidade estava distante.

Homem armado e forte
a bordo entrou também.
Contava somente com sorte,
mas não conseguiria ir além.

O meu trabalho ali era
transportar a safra á cooperativa.
Dentro do caminhão ficava a espera.
Dois homens faziam ameaça viva.

Um deles ia a meu lado
outro com revólver atrás.
Dirigia meu cavalo trucado
e no volante sentia uma paz.

Tentei fazer amizade
com outros trabalhadores.
Jovens e com mais idade.
Rosto sofrido daqueles senhores.

Assim conheci o Zoca-Cola
Edson Capilé, Coutinho e Andrada.
Mauro, Gilmar, Zeto, Dalmo Angola
Limengalvio, Pepi e o  Dorvet Salada

No domingo era o único dia
ao descanso dedicado
Á tarde sempre havia,
Jogo de futebol disputado.

Jogavam com simplicidade
alguns até tinham talento.
Raro momento de felicidade
dava a todos um alento.

Só então víamos o proprietário,
do jogo de futebol era afeito.
Observei esse fato extraordinário
e pensei que poderia tirar proveito.

Era o Senhor Armando
Parecia culto e educado.
Quem o visse conversando
não imaginava que agia errado.

Enquanto o bruto era carregado,
procurei aproximar-me do fazendeiro.
Para conversar, o chamei de lado,
demonstrou interesse verdadeiro.

Fiz a seguinte proposta:
Um jogo de futebol a ser realizado
De seus peões, era a minha aposta,
contra os trabalhadores escravizados.

Ele ficou de pensar com carinho.
Vi que ficou sensibilizado.
Neste plano não estava sozinho,
tinha os trabalhadores do meu lado.

A ideia era usar a partida
para servir como distração.
Se a fuga fosse bem sucedida
Deixaríamos aquela escravidão.

Voltei para o cavalo mecânico
levando a colheita para a cidade.
O trabalho era dinâmico,
feito com pouca dificuldade.

Quando ia até a cidade
era sempre acompanhado.
Privavam minha liberdade
Só era livre no meu trucado.

Naquela cidade pequena
Povo simples e humildade.
Tratava-se de gente serena
Usando trabalho contra a dificuldade.

O fazendeiro veio então
conversar comigo certo dia.
Disse que uma grande multidão
ao jogo presenciaria.

O capataz e administrador
do time, era o capitão.
Considerado bom jogador.
Perder, não admitia não.

Todos os seus comandados
Obedeciam a ele cegamente.
Era o grupo de homens armados,
que faziam parte do time atualmente.

Toda a comunidade
viria na fazenda ver o jogo.
O fazendeiro na verdade
queria por na disputa fogo.

Argumentei que precisaria
Tempo maior para treinar.
Homens trabalhavam todo o dia.
Teriam que melhor se alimentar.

Fazia quatro viagens por dia
levando de cereais uma imensidão.
No caminhão eu dormia,
mas não deixavam a chave de ignição.

Quando era noite estrelada
vidros abertos deixava.
Noite chuvosa ou enluarada,
admirando-a eu ficava.

Era curto o trajeto,
vinte quilômetros somente.
Poucas curvas quase reto.
O caminhão seguia tranquilamente.

Chegava a ser tedioso
aquele caminho sempre igual.
Um caminhão vigoroso,
fazendo trabalho tão banal.

Durante a curta viagem
puxava sempre uma prosa.
Tentando usar a malandragem
mas de maneira melindrosa.

Falava de futebol com estes malfeitores.
Aos poucos a conversa foi se estendendo.
Não esperava deles favores
mas  ganhar confiança estava querendo.

Aos poucos acabei por descobrir
que eram muito exigidos.
Vencer tinham sempre que conseguir.
ou eram pelo capataz agredidos.

Durante o dia trabalhando na terra
e a tarde fazíamos um treino puxado.
Percebi que o jogo seria uma guerra,
O time teria de estar bem preparado.

Sempre fui bom motorista,
dirigindo meu caminhão.
Nos treinos era meio campista.
Esta era a minha posição.

Tivemos a felicidade
Conversando com um trabalhador.
Um homem de avançada idade
Já fora de futebol, treinador.

Prontificou-se a dar orientação
baseado na sua experiência.
Não venceríamos sem dedicação
disso também tinha ciência.

O time deles jogava junto
tinham bom entrosamento.
Com meus passageiros puxando assunto
contaram como era o treinamento.

Jogavam com times da região
Muitos anos de invencibilidade.
O capataz era técnico e capitão.
A vitória era a grande prioridade.

Os dois homens saíram do caminhão
me deixando sozinho na boleia.
pensei em fugir mas mudei de opinião,
esta não era a melhor ideia.

Mesmo que tivesse conseguido,
deixaria meus amigos para traz.
E eles estariam perdidos.
Disso eu não era capaz.

Um trabalhador no vestiário
uma rota de fuga descobriu.
Uma porta atrás do armário,
um túnel ele ali viu.

Este túnel terminava,
do lado de fora da propriedade.
Era a solução que faltava
para conseguirmos nossa liberdade.

Este túnel não fora descoberto
porque o dono jamais imaginaria
que alguém no momento certo
um dia o encontraria.

Seria usado pelo patrão
se fosse tudo descoberto.
Para da polícia fazer evasão,
tinha um caminho de fuga certo.

Havíamos combinado
que no intervalo iríamos fugir.
Independente do resultado.
Aproveitaríamos para partir.

O caminhão ficaria parado
final do túnel na saída.
Quando tivéssemos escapado
No FIAT Turbo seria a partida.

Todos os trabalhadores engajados
até os que não iriam jogar.
Ao grupo seriam integrados.
Afinal, pra trás ninguém iria ficar.

O patrão tinha uma filha
que me olhava diferente.
De Deus uma maravilha.
Mexia com minha mente.

Menina muito bonita
com jeito meigo e delicado.
Chamava-se Maria Rita.
Lançou-me olhar apaixonado.

Quando o administrador viu
Ela me olhando, eu olhando pra ela,
o sangue dele subiu.
Ele estava de olho nela.

Com olhar cheio de ira
Disse-me: “Ela não é pro seu bico”.
“Os olhos dela você tira,
pois é filha de um homem rico”.

Por ele isso foi dito.
Eu fiquei na minha.
Ele queria ganhar no grito
o amor da sinhazinha.

Parei de olhar para a moça.
Ela estranhou minha atitude.
Eu que não era trouxa
prezava pela minha saúde.

Mas não teve jeito,
ela veio conversar comigo.
Chegou bem perto do meu peito.
Disse-lhe que eu corria perigo.

Contei-lhe que o capataz
havia me ameaçado.
O seu nome era Brás.
Ele ficou ainda mais irado.

A jovem chamou sua atenção.
Fez-lhe até uma ameaça,
Contaria a seu pai, o patrão,
e que acabaria com sua raça.

Brás conteve a irritação,
mas o ódio transparecia.
Piorara minha situação.
Ele certamente se vingaria.

Conversou com seus subordinados
que acompanhavam-me na cabina.
Eram homens malvados,
com índole violenta e assassina.

A viagem para a cidade
com o possante carregado.
Puxei assunto e na verdade
Eles permaneceram calados.

Retornando com o bruto vazio
Um dos homens disse: “Para”.
Estávamos próximos de um rio.
Tentou dar um soco na minha cara.

Já fora do caminhão,
partiram pra cima com violência.
Consegui evitar a agressão.
Eu era de paz só na aparência.

Esquivei-me rapidamente
Ele tentou me chutar.
Seu pé passou a minha frente
mas não conseguiu me acertar.

O outro homem como louco
Tentou me imobilizar.
O primeiro deu-me um soco
desviei e ao outro acabou por acertar.

Revidei a agressão.
Eles se viram surpreendidos.
Um soco, joguei outro no chão.
Estavam ambos caídos.

Ali parado meu FIAT cara chata.
e eu em completa ação.
Dei em um deles uma gravata.
O outro segurava revolver na mão.

Naquela briga houve de tudo.
Peguei o revólver do imobilizado.
Usando ele como escudo
Para o outro o 38 foi apontado.

Mandei jogar a arma no rio
ou apertaria mais seu pescoço.
O revólver dentro da água sumiu.
O rio formava ali um grande poço.

A arma na minha mão
joguei também dentro do rio.
Empurrei o homem para o chão
e com um soco ele dormiu.

O outro homem assustado
Veio em minha direção.
Logo ele foi derrubado.
Potente soco e foi ao chão.

Os dois homens desacordados
na caçamba eu joguei.
Todos olharam admirados,
quando na fazenda eu os tirei.

O capataz com homens armados
a jovem e seu pai, o patrão.
Todos olharam-me admirados,
Vendo os dois homens no chão.

O proprietário queria saber
o significado daquilo.
O administrador, sem entender
e eu ali bem tranquilo.

Foram para a enfermaria.
Eu tinha apenas um arranhão.
O capataz não acreditava no que via.
Aumentou o ódio em seu coração.

A moça  falou desesperada
para seu pai mandá-lo embora.
A decisão por ele tomada.
Não iria pô-lo pra fora.

A minha situação contudo
acabou ficando melhor.
O administrador ouviu mudo
Se algo me acontecesse pra ele seria pior.

O dia do jogo se aproximava.
Aproximava-se também a filha do patrão.
Ela no fundo me desejava
e eu por ela também tinha atração.

Com seu pai não concordava
Fazendo uso da escravidão.
As vezes ela argumentava,
mas dele não havia aceitação.

Aumentava mais meu desejo
de fugir e com ela estar a sós.
Certo dia dei-lhe um beijo
Fez explodir o amor entre nós.

Nossos encontros eram escondidos
enquanto o caminhão era carregado.
Excitavam-nos as situações de perigos.
Eram rápidos pra ninguém ficar desconfiado.

O dia do jogo se aproximava.
Nosso time bem preparado.
Chance de fuga me animava.
Mas o coração estava apaixonado.

Encontrei o proprietário
e lhe fiz outro pedido.
Não era nada de extraordinário.
Se uniforme podia ser conseguido.

Ele falou que quando eu fosse á cidade
providenciasse o fardamento.
O pessoal ficaria feliz de verdade
pois não tínhamos nada até o momento.

Dei partida no FIAT cento e noventa.
No bruto nunca dei tranco.
Loja de esportiva vestimenta.
Comprei uniforme todo branco.

Quando daquela loja saí
os dois homens no caminhão.
Estacionado próximo ví
Um carro de outra região.

Este automóvel de fora,
cidade de outro Estado.
Antes dele ir embora
um bilhete por mim foi jogado.

O bilhete caiu no banco traseiro.
Contava com a sorte de ser lido.
Falava de grupo de homens prisioneiro
em uma fazenda era mantido.

Quem sabe a divina providência
viesse em meu auxílio.
Se alguém tomasse do fato ciência,
terminaria de todos o exílio.

Camisas, meias, calções, completo
vários pares de chuteiras havia.
Na fazenda, pro alojamento fui direto
Ao verem sentiram grande alegria.

Entre eu e a filha do patrão
encontros eram mais frequentes.
Do capataz diminuiu a perseguição.
Namorávamos naquelas tardes quentes.

No sábado nos encontramos.
Meu coração estava apertado.
Bons momentos nós passamos,
mas ela achou-me chateado.

Viu a minha tristeza
misturada com preocupação.
Perguntou-me com delicadeza
o que afligia meu coração.

Eu nada podia contar
pois poria em risco a evasão.
Ela insistiu pra eu falar,
mas controlei a emoção.

Falei a ela de meu amor.
Que conquistara meu coração.
Eu que sempre fora namorador,
Nutria por ela verdadeira paixão.

Fim de tarde, a noite chegou.
Brilhavam estrelas na escuridão.
Na cabine leito ela ficou,
Passamos a noite no caminhão.

Ela dormiu em meus braços.
No sofá cama da cabine leito.
Trocamos beijos e abraços,
mas mantive por ela o respeito.

Quando acordei no outro dia
No céu o sol estava brilhante.
Ao meu lado, ela eu não mais via.
O coração leve e a alma radiante.

Levei o meu cavalo trucado
de volta para a sede da fazenda.
Lá deixei o bruto estacionado.
A fuga seria por difícil senda.

Um domingo ensolarado
prenunciava um dia ideal.
O jogo a tarde realizado
Fugiríamos dali afinal.

Aos companheiros me juntei.
Estranharam minha ausência.
Onde estava não falei.
Pedi concentração e paciência.

Por volta das catorze horas
Começou a chegar o povo da cidade.
Trajes esporte ou com botas e esporas
De gente era uma enormidade.

Encheram as arquibancadas
e muita gente esperando de pé.
Servidas as pessoas recém chegadas
tinha refrigerante, leite, bolo e café.

Iríamos tentar a vitória,
mas fugir era a grande conquista.
Muitos começariam nova história
fugindo dali sem deixar pista.

Entre os torcedores eu via
pessoas simples da região.
Mas alguns homens havia
que eu nunca vira na povoação.

Como era uma pequena cidade,
os rostos tornaram-se familiares.
Homens bem vestidos na verdade
em torno do campo estavam aos pares.

Não era nenhum dos capangas
Pois a maioria deles iria jogar.
Naquele calor, camisas de mangas,
estavam vigilantes e tudo a observar.

Pareciam homens duros.
Bem vestidos, caras de mau.
Usavam óculos escuros
e trajavam roupa social.

Lá dentro do vestiário
Estava tudo preparado.
Em campo, não éramos páreo.
O importante era ter escapado.

Quando adentrou o gramado
o time da fazenda primeiro.
Pela torcida foi vaiado
Assustando o fazendeiro.

Todo negro o fardamento
Sentiam-se senhores da situação.
Entramos naquele momento
e da torcida grande ovação.

Os torcedores tomaram partido
iriam torcer para nossa equipe.
Espontaneamente foi decidido.
Insensível não há quem fique.

Com a camisa dez nas costas
eu estava bastante animado.
Na torcida faziam apostas,
Time do fazendeiro o mais cotado.

Ás dezesseis horas o jogo iniciado
ainda buscávamos posicionamento.
Pelo time da fazenda foi marcado
da partida o primeiro tento.

Chamei de todos a atenção,
pra jogarmos com seriedade.
A torcida da povoação,
esperava de nós dignidade.

Pensando em ter facilidade
o time da fazenda se surpreendeu.
Jogando com naturalidade
o nosso futebol apareceu.

Levamos o segundo tento
quando estávamos para empatar.
Da arquibancada som barulhento.
A torcida queria nos empurrar.

Torcia pra seu time, o fazendeiro.
Sua filha torcia para o time oposto.
A cada lance eu via o desespero
estampado em cada rosto.

O terceiro gol arrefeceu
o ânimo da torcida.
A arquibancada emudeceu.
O golpe foi por ela sentida.

O primeiro tempo chegando ao final.
Peguei a bola e driblei seis jogadores.
Na saída do goleiro, toque magistral.
Golaço e vibração dos torcedores.

Olhei para a filha do patrão
De seus lábios leve sorriso.
Ela conteve a emoção.
Perto de seu pai era preciso.

Fiz belo lançamento,
Edson Capilé foi derrubado.
Juiz deu inexistente impedimento
e o pênalti não foi marcado.

É bom que fique claro
que o trio de arbitragem
suborno cobraram caro.
Nos roubavam na malandragem.

A torcida voltou a vibrar
quando terminou a primeira etapa.
No vestiário fui o ultimo a entrar
A liberdade desta vez não escapa.

Ouve uma troca de olhares
Ela pressentiu algo diferente.
No vestiário em meio a meus pares
Maria Rita entrou de repente.

Queria saber o que acontecia
Quando viu túnel atrás do armário.
Disse que o grupo fugiria,
Este fora nosso objetivo diário.

Disse a ela que minha vontade
era ficar, por ela e pra terminar a partida.
Sabia que era só eu na verdade
a pensar desta forma suicida.

Os homens ficaram assustados
com a presença de Maria Rita ali.
Os capangas seriam avisados
Pus-me a frente dela e a defendi.

Ela disse que nada contaria
e pediu-me para ficar.
Desapontá-la eu não conseguiria.
As consequências iria enfrentar.

Entreguei a chave do caminhão.
Um deles, o Andrada sabia dirigir.
O que fazia, não tinha noção.
Eles tinham que logo dali partir.

Pedi a ela que voltasse
e de seu pai ficasse perto.
Pois se desconfiado ficasse,
descobriria tudo por certo.

Maria Rita fez o que eu pedi.
Amigos no túnel tinham entrado.
Sozinho para o gramado subi,
Pensando se teriam escapado.

O capataz veio em minha direção,
perguntando onde estavam os demais.
Disse que logo o meu esquadrão
voltaria para tirar-lhe a paz.

Vinte minutos já transcorridos
Certamente já teriam escapado.
Assustei quando vi meus amigos
vindo do vestiário para o gramado,

Olhei para eles, espantado.
O que aconteceu, não sabia bem.
O técnico falou emocionado:
” Você fica e nós ficamos também”.

Olhei para minha princesa
ela chorava de emoção.
Disse a eles: “tenham certeza,
neste jogo daremos o coração”.

A torcida impaciente
Vibrou com o recomeço do jogo.
Nosso time mais presente,
fez a partida pegar fogo.

Eles vinham para atacar.
nosso time se defendia.
Conseguíamos nos safar
e para o gol a gente partia.

Marcamos o segundo tento
foi meu amigo Zoca Cola.
Aproveitou o cruzamento
e meteu a cabeça na bola.

O time do fazendeiro
começou a apelar.
O capataz matreiro
batia sem parar.

O juiz era conivente
e estava vendido.
Isso não pararia a gente
e o empate foi conseguido.

Consegui entrar na área
Driblei também o goleiro.
Com disposição extraordinária,
toquei, gol de Mauro Pinheiro.

O jogo estava empatado
sentia-se no ar a pressão.
O capataz inconformado
gritava e pedia disposição.

O jogo chegando ao final
Faltava um minuto somente.
A atenção era total,
Apreensão daquela gente.

Para nós um escanteio
Havia esta ultima chance.
Fiquei ali pelo meio,
Tentando aproveitar o lance.

Escanteio batido, bola afastada,
fiquei na área parado.
A pelota no pé do Andrada.
o lançamento efetuado.

De costas para a meta
matei a bola no peito.
Dei uma linda bicicleta,
Ela entrou no ângulo direito.

A torcida não se segurou
e invadiu o gramado.
Minha amada comemorou,
mesmo tendo o pai a seu lado.

Com aquela invasão,
era possível tentar fugir.
Foi grande a confusão.
Nossa fuga tentariam impedir.

Os capangas bem armados
Não sabiam a quem perseguir.
Estavam desesperados,
não sabiam como agir.

Mesmo assim foi pego
um dos nossos amigos.
Deram-lhe um achego
e o levaram a um dos abrigos.

Fui correndo até o local.
O capataz vinha com arma na mão.
Aproximou-se com cara de mau.
Se aproveitaria da situação.

Apontou a arma pra atirar
mas foi de repente surpreendido.
Um homem com autoridade no olhar
armado, disse que estava detido.

Outros homens no gramado
faziam dos capangas a prisão.
Um deles identificou-se como delegado
e comandava toda a operação.

Em meio aquela comemoração
Maria Rita disse que seu pai sumira.
Vendo de seus capangas a prisão,
provavelmente ele fugira.

As pessoas ali presentes
perceberam algo de errado.
Alguns homens diferentes,
tinham aos capangas desarmado.

Aproximei-me do policial
homem dos mais altivos.
Disse ser da Polícia Federal
E que viera libertar os cativos.

Procurou o fazendeiro em vão,
pois seria detido e averiguado.
Acusado de escravidão,
manter pessoas em cárcere privado.

Maria Rita quis assumir responsabilidade.
Disse não ser ela, ao delegado.
Prender o fazendeiro era necessidade.
De muitos crimes seria acusado.

As pessoas da cidade partiram.
Fazendeiro procurado nesse intervalo.
Do campo todos saíram.
Fui buscar meu potente cavalo.

Peguei a chave de ignição,
boa distância tive de andar.
Entrei no meu caminhão,
e pus ele para rodar.

Eu o trouxe até o celeiro.
Ali presos capangas e o capataz.
Eis que foi pego o fazendeiro
na caçamba, escondido lá atrás.

O delegado descobriu
tendo subido lá para olhar.
Dentro da caçamba então viu
o fazendeiro que se pôs a chorar.

Maria Rita ficou chateada.
Ver seu pai naquela situação.
Mas não poderia fazer nada
Pelo que fez iria para prisão.

Ao Delegado da Polícia Federal,
perguntei como tinham descoberto
que havia escravos naquele local
e chegarem no momento certo?

Assim respondeu-me o delegado
após prender o fazendeiro:
“Dentro de carro bilhete encontrado
indicando o lugar e seu paradeiro”.

A polícia Federal na investigação
filmara o local denunciado.
Constatara que havia escravidão
e pessoas em cárcere privado.

Esperaram a melhor ocasião.
Souberam do jogo que haveria.
Misturaram-se com a multidão.
O melhor momento ali aconteceria.

Maria Rita tomou as rédeas da situação.
Os erros de seu pai, ela corrigiria.
Pagaria aos cativos indenização.
Quem ficasse ela contrataria.

Eu fiquei ao lado dela
até tudo ser resolvido
Depois fiz um pedido a ela:
“Se me aceitava por marido”?

A maioria dos escravizados
preferiram ficar no lugar.
Foram todos registrados
com dignidade trabalhar.

Que viagem mais bonita.
No caminhão sentia-me no céu.
Ia comigo Maria Rita.
Viajamos em lua de mel.

A história termina assim:
Um belo final feliz.
A felicidade junto a mim
porque meu amor ela quis.

Da escravidão fui liberto,
mas ficou prisioneiro meu coração.
Este caminhoneiro de nome Roberto
tornou-se escravo da paixão.

Autor: Roberto Dias Alvares.

 

 

Scania Vabis 6×2

 

Atendendo a pedidos de nossos amigos leitores, ed troche postamos aqui este bonito catálogo do Valmet 88, uma máquina muito popular em todo o país, sobretudo nos anos oitenta e noventa.
Nosso amigo Roberto Dias Alvares nos enviou mais um de seus textos sobre nossos caminhões e as agruras de nossas estradas.

Roberto, ed agradecemos mais esta contribuição.

Sem título

HISTÓRIA DE ESTRADA.
SCANIA VABIS 6×2
Autor: Roberto Dias Alvares

Peguei carregamento de café,
levar ao porto de Paranaguá.
Minha Scania Vabis jacaré,
caminhão melhor não há.

Scania Vabis laranja,
motor e câmbio bem cuidados.
Na cabine, conforto esbanja.
Reluzem os brilhos dos cromados.

Cavalo mecânico trucado
meu Scania Vabis na lida.
Nele, o café é transportado
É com ele que ganho a vida.

Por ser carga de grande valor,
havia risco de assalto.
Segui dirigindo sem temor.
Meu caminhão rasgando asfalto.

A carga tinha cobertura
protegida por um seguro.
Pensava nisso àquela altura,
mas seria pra todos um golpe duro.

A rodovia sendo vencida
cada quilômetro uma vitória.
Subida, reta ou descida,
em cada viagem uma história.

Em um trecho isolado
notei que era perseguido.
Uma pick-up ao meu lado
apontou-me a arma um bandido.

Eram quatro homens armados
Obrigando-me a parar
Criminosos desajustados,
que viviam de assaltar.

Forcei na aceleração,
mas a carga era pesada.
Pensava em uma solução,
mas na mente não surgia nada.

Sabia que se fosse apanhado
os criminosos não teriam piedade.
Seria amarrado ou até assassinado,
e esta era a grande verdade.

A situação ficou preta
quando um dos assaltantes,
empunhou uma escopeta
e dispararia em instantes.

Em minha mente fez-se uma luz
desatrelei o reboque em movimento.
pé no acelerador, com força pus
e consegui escapar por um momento.

Um botão no painel
liberava o pino-rei.
Pedi proteção do céu
e o comando acionei.

Soltaram-se condutores de ar do freio
O reboque atravessou e ficou parado.
O veículo  bateu em cheio,
ficando bastante danificado.

Logo, caminhões e carros no acostamento
pararam achando ser acidente ocasional.
Não imaginavam que eu naquele momento,
causara o mesmo de forma intencional.

Os marginais estavam feridos.
A pick-up bem danificada.
Para escapar desses bandidos
essa foi a solução encontrada.

Dei a volta no caminhão
retornei ao local do ocorrido.
Havia uma grande confusão.
assaltante bem ferido.

Outros desacordados
com as armas na mão.
Quando foram abordados
Dos motoristas admiração.

Cheguei ali e a todos contei.
Falei do acontecido.
Rapidamente expliquei
Tratava-se de um grupo bandido.

Os policiais foram chamados
e também o SIATE.
Os motoristas revoltados,
mesmo com eles fora de combate.

Esperei a chegada dos policiais
que não demoraram a chegar.
Contei a eles em linhas gerais,
que o grupo tentara me assaltar.

A policia fez a identificação.
Tratava-se de perigosa quadrilha.
Do hospital iriam para prisão,
e eu seguiria minha trilha.

A concessionária do pedágio
tinha um mecânico a meu dispor.
O conserto não teria ágio,
Atrelei o reboque ao caminhão-trator.

A pick-up dos criminosos colidiu
no resistente chassis de aço.
O meio do reboque atingiu
causando um grande amasso.

Prestei queixa, dei depoimento
fui liberado para seguir viagem.
Segui pela pista de rolamento,
Levando o café na bagagem.

Descendo serra antes de Curitiba
percebi falha nos freios.
Apesar de a tempo ser percebida,
passaria por momentos bem feios.

Trinta toneladas nas costas,
funcionavam só os freios do cavalo.
Passava próximo das encostas,
Não teria como pará-lo.

Com o bruto engatado
e ajuda do freio motor,
meu Scania Vabis trucado
urrava, eu pisava no freio a tambor.

A situação era temerária,
não sei se o bruto aguentaria.
Essa era mais uma luta diária,
acreditava que conseguiria.

Como consegui não sei
mas isso não incomoda.
Felizmente o pino-rei
aguentou firme na quinta roda.

Cheguei ao final da descida.
Dos freios saia muita fumaça.
Achei que a carga seria perdida,
mas meu Scania teve raça.

Felizmente era traçado
e isso ajudou demais.
No asfalto estava grudado
e segurou o peso lá atrás.

Consegui chegar a uma oficina.
Os condutores de ar danificados.
Uma abertura bem fina
e grandes problemas causados.

Após fazer o conserto
segui viagem tranquilo.
Dei no acelerador um aperto,
e o bruto respondeu com estilo.

Quando cheguei ao porto,
conversei com agente alfandegário.
De cansaço quase morto,
mas feliz por cumprir o itinerário.

Após descarregar o café,
container embarquei.
No acelerador apertei o pé
e outra viagem comecei.

O Carreteiro e o Banco – Iveco Stralis 6×4

296 1 296 2 296 3 296 4Em seu tempo, drugstore o 296 era a máquina 4×2 mais poderosa da linha Massey, decease com seu motor Perkins A6.354.4 de 5, ask 8 litros e 115 cv. No entanto, sua bela aparência era ofuscada pela expansão dos modelos 4×4, já em franca preferência dos agricultores nesta faixa de preço e potência. Este catálogo de nosso acervo está sendo postado a pedido de nosso leitor Carlos.

 

 
296 1 296 2 296 3 296 4

Em seu tempo, more about
cialis o 296 era a máquina 4×2 mais poderosa da linha Massey, com seu motor Perkins A6.354.4 de 5,8 litros e 115 cv. No entanto, sua bela aparência acentuada pelo capô alongado era ofuscada pela expansão dos modelos 4×4, já em franca preferência dos agricultores nesta faixa de preço e potência. Este catálogo de nosso acervo está sendo postado a pedido de nosso leitor Carlos.

 

 
É com satisfação que trazemos até você a primeira obra literária deste espaço, order cialis graças à simpatia e a generosidade de nosso amigo Roberto Dias Alvares, recipe autor dedicado ao mundo dos caminhões e das estradas.

Para estrear, treatment Roberto nos brindou com uma ótima peça dedicada ao Iveco Stralis e seu bravo motorista, na luta para pagar as prestações e driblar os escolhos do caminho.

Roberto, obrigado pelo excepcional trabalho!

Esperamos ver outras obras suas publicadas neste modesto espaço.

O CARRETEIRO E O BANCO
IVECO STRALLIS 6X4

Autor: Roberto Dias Alvares

Pela estrada, gostoso sentimento.
Um bom cavalo mecânico eu quero.
Para isso preciso fazer financiamento.
Assim consegui comprar caminhão zero.

O dia nem amanheceu
já estou firme no tranco.
O caminhão é metade meu
e a outra metade é do banco.

Trabalhando na pista de rolamento
consigo pagar o boleto.
Mais uma parcela do financiamento.
Vou feliz pelo tapete preto.

Carga boa nunca me falta.
Vontade de trabalhar também não.
Carga baixa ou carga alta
transporto qualquer uma no caminhão.

Usando toda a potência,
pé no acelerador eu sapeco.
Dirijo com paciência
meu cavalo Fiat Iveco.

A vida vou levando
na estrada cheia de surpresas.
Com meu trabalho, pagando
impostos e todas as despesas.

O IVECO é valente.
Caminhão forte por excelência.
Tem um motor potente,
eu no volante, muita experiência.

Quando surge perigos á frente
piso no freio e breco.
Chama atenção de muita gente
quando paro meu cavalo Iveco.

Trabalhando feito maluco
para não atrasar a prestação.
Mais forte, o acelerador cutuco.
Anda mais rápido o caminhão.

Meu cavalo mecânico trucado
leva carga para qualquer lugar.
Ando em piso ruim pois é traçado.
Em qualquer recanto consigo chegar.

A luta é cansativa
mas chego ao fim do dia realizado.
Com meu bruto estou na ativa
dirigindo meu possante trucado.

Os anos vão passando
eu e meu caminhão já cansados.
A prestação quase acabando
Mas não podemos ficar parados.

Afinal se houver atraso
o banco toma meu bruto.
Na minha vida, seria um arraso
Honrar compromissos, por isso luto.

Parado no posto de fiscalização,
peguei notas fiscais no porta-treco.
Também apresentei documentação,
do meu imponente Fiat IVECO.

Ando sempre dentro da lei
por isso não me preocupo.
Para evitar assaltos eu sei
é melhor andar em grupo.

Viajando com a mulher amada
sigo feliz pela rodovia.
A carga sempre muito pesada
com ela a meu lado alivia.

Após tantos anos nas estradas
sempre a mercê de desleixos.
com buracos e mal conservadas
maltratando meu cavalo três eixos.

Paguei a última prestação,
após vinte anos de volante.
Agora é só meu o caminhão.
Continuarei trabalhando bastante.

Mesmo aposentado por idade
continuo firme no trabalho.
Não quero ficar na praça da cidade
jogando dominó ou baralho.

A missão está cumprida
e os filhos bem criados.
Dediquei minha vida
para que fossem estudados.

Ambos fizeram faculdade.
Na vida bem encaminhados.
Sabem que a vida não tem facilidade
mas estão pra ela bem preparados.

Quando saio com o caminhão
seu ronco chega a fazer eco.
Viajo a trabalho e por diversão,
dirigindo meu cavalo Iveco.

Viajando por todo o país
para fazer turismo aproveito.
Com minha esposa, vou feliz
afinal divertir-me tenho direito.

Se viajo para o litoral
deixo a carga e vou a praia.
Se estou em alguma capital
vejo ponto turístico que mais me atraia.

Levo a vida numa boa
trabalhando e me divertindo.
O ronco do meu bruto ecoa
pelas estradas que vou seguindo.

Stralis - SP

 

 

Eixos Mercedes-Benz: Identificação

A parte final sobre o encontro de Águas de Lindóia, thumb no interior paulista, traz mais belezas expostas e à venda. Nesta edição, temos Jeep, Kombi e outros, além do curioso Schwimmwagen, um VW anfíbio da Segunda Guerra, presença obrigatória no encontro, com suas incursões aquáticas de tirar o fôlego da multidão.

 
Tem comentários de nossos leitores que são tão bons que, click cialis por si só, sick merecem um post.

É o caso da pequena aula que o amigo e colaborador frequente Reginaldo Bernardi nos deu sobre a identificação dos eixos Mercedes-Benz, viagra reproduzida abaixo, com pequenas edições para facilitar a leitura.

Muito obrigado, Reginaldo, pela atenção e carinho.

 

“BOA TARDE …

VASCULHANDO NAS APOSTILAS ACABEI POR ME DEPARAR COM ALGO TALVEZ INTERESSANTE, ONDE APRESENTA UMA RELAÇÃO MAIS SIMPLIFICADA COM AS SIGLAS DOS EIXOS TRASEIROS. NA VERDADE, TEMOS TODAS SIGLAS, DESDE O MODELO DO CAMINHÃO, MOTOR, CAIXA, EIXO DIANTEIRO E TRASEIRO. NO MOMENTO, VOU DEIXAR O DO EIXO TRASEIRO. OS DEMAIS LHE ENVIO EM BREVE…

UM EXEMPLO HL 7/025 DC S -13:

HL: EIXO TRASEIRO COM TRAÇÃO PARA CAMINHÃO 2 EIXOS;

HD: EIXO TRASEIRO PARA CAMINHÃO COM 3 EIXOS, 2 TRACIONADOS;

HO: EIXO TRASEIRO PARA ÔNIBUS MONOBLOCO;

NR: EIXO TRASEIRO SEM TRAÇÃO (3ºeixo);

HH: EIXO TRASEIRO PARA ÔNIBUS COM MOTOR TRASEIRO;

7: SÉRIE DE CONSTRUÇÃO (pode ser 0, 2, 4, 5, 6, 7 e o mais novo 8);

025: NÚMERO DE EXECUÇÃO (depende do projeto da fabrica);

D: FREIO PNEUMÁTICO;

Z: DIFERENCIAL COM REDUZIDA (duas velocidades);

G: ÁRVORE DE TRANSMISSÃO PASSANTE (diferencial longitudinal);

C: FREIO A DISCO;

S: BLOQUEIO DO DIFERENCIAL (transversal);

L: SUSPENSÃO PNEUMÁTICA;

13: CARGA MAXIMA ADMISSIVEL SOBRE O EIXO EM TONELADAS.

 

COMO OUTRO EXEMPLO, PEGAMOS O MODELO DO 1º EIXO DO 2219 “HD-4/21 G-10?:

HD: EIXO TRASEIRO PARA CAMINHÃO COM 3 EIXOS, 2 TRACIONADOS;

4: SÉRIE DE CONSTRUÇÃO 4;

21: NÚMERO DE EXECUÇÃO 21;

G: ÁRVORE DE TRANSMISSÃO PASSANTE;

10: 10 TONELADAS DE CARGA MÁXIMA ADMISSÍVEL.”

Motores diesel em aplicações agrícolas: Compartilhando um pouco de minha vivência

Nosso amigo e colaborador Daniel Shimomoto de Araujo compartilha neste excelente artigo sua vasta experiência com tratores agrícolas, order com ênfase nas diversas motorizações disponíveis no Brasil, ao longo dos anos:

Motores diesel em aplicações agrícolas: Compartilhando um pouco de minha vivência

Até bem recentemente, quase todos os tratores vendidos no Brasil eram equipados com motores diesel produzidos por fabricantes independentes. Os fabricantes independentes produzem uma gama de motores e esses motores tem que servir a uma ampla gama de aplicações, sejam elas veiculares, sejam elas agrícolas ou estacionárias.

Por se tratar de um mesmo produto para diferentes aplicações, naturalmente algumas aplicações serão melhores a um determinado motor e outras ficarão prejudicadas, em decorrência do tipo de projeto e uso que será dado.

Na agricultura, os motores diesel necessariamente trabalham em uma rotação mais baixa que em aplicações veiculares em virtude da necessidade de se trabalhar em regimes de potencia máxima em rotações constantes, sofrendo continua variação na sua carga de trabalho. Por isso, praticamente todos os motores agrícolas são limitados abaixo das 2.400 rpms, como forma de garantir uma combinação potencia máxima x durabilidade satisfatória, bem como reduzir a rotação de torque máximo, que em outras palavras, significa aumentar a potencia disponível em rotações mais baixas e assim, gerar o desempenho necessário para o inicio de uma marcha.

Tive a oportunidade de trabalhar com as três principais marcas de motores (Perkins, nos MF, Ford e MWM), além da Navistar (O Maxion S4) e a Genesis inglesa, na linha New Holland/Ford Série 30, assim gostaria de compartilhar a minha percepção deste fascinante tema.

motores ag

Perkins:

Como binômio desempenho x economia para 4 cilindros, eu sou fã da linha Perkins com injeção direta. Os Massey 265/275 e 290 (sendo este ultimo a partir da série 300.000 e “três câmbios” – aliás, a melhor máquina da faixa dos 86cv). O único incomodo são os vazamentos…

Vazamento é algo crônico em Perkins, especialmente pela tampa de válvulas deixando o motor inteirinho lambuzado. E é tirar um vazamento e logo em seguida aparecer outro vazamento.

Outro inconveniente dos Perkins são relacionados a partida a frio, nas versões de injeção indireta (3.152, 4.203, 4.238 e 6.357 mais antigos). Em temperaturas abaixo dos 15ºC, dá trabalho fazê-los pegar. Na região onde moro (Marilia), tem muitas lavouras de café e muitos Massey 235 (3.152) estreitos em operação, com o jocoso apelido de “morceguinho”: Passam a madrugada dependurados no barranco para logo cedo pegarem no tranco!

MWM:

Os MWM, na sua versão seis cilindros são imbatíveis em potência e economia. Os Valmet´s 118/128/138 e 148, juntamente com os 1280/1580 e 1780, fizeram fama por esse binômio desempenho com economia. Devido ao fato de ter camisas úmidas e um virabrequim extremamente resistente, o D-229 também tem um custo de retifica muito baixo se comparado aos demais 6 cilindros, o que o torna um atrativo em qualquer máquina que o utilize como propulsor.

Já os 4 cilindros deixam um pouco a desejar no desempenho, uma vez que eles gostam de rotação e têm o mal hábito de “engolir o ronco” quando exigidos. Certa vez, para melhorar um pouco a potencia dos meus Valmets 785 tracionadores de colheitadeira de arrasto de café, quando mandei fazer a bomba injetora, mandei abrir a rotação (de 2300 rpms para 2800 rpms). Melhorou um pouco, mas longe de ficar “agrícola” de verdade. Isso sem falar que depois das 5 mil horas de uso (3 mil horas se for turbo), todos os MWM 229 assopram bastante pelo respiro do cárter.

Uma aplicação interessante do MWM D-229 são nas esteiras Fiat Allis (atual New Holland) AD-7. Usando a versão de 6 cilindros taxada em 92cv@2000 rpms (15,6 cv/L de potência especifica – ridiculamente baixa) e torque máximo de 35,9kgf.m@1300rpms, conjugado com um conjunto extremamente rústico e tradicional (a AD-7 está há mais de 30 anos de mercado), faz a máquina preferida de muitos operadores de serviços rurais e empresas de terraplanagem, especialmente pelo baixo custo de manutenção e economia.

Atualmente apenas a linha de tratores Agrale utiliza o MWM D-229 (atual Maxxforce 3, 4 e 6) em seus equipamentos. A Valmet manteve apenas o 685, na sua versão aeroportuária.

Ford Diesel e Genesis:

Os motores Ford diesel são um caso a parte: Em sua maioria com um diâmetro/curso incomum de 112 mm x 112 mm, em todas as versões (Ford 3,3L, 4,4L e 6,6L – existiu também uma série mais antiga de D/C de 112 mm x 107 mm – os Ford’s 3,1L e 4,2L mais antigos) bebem um diesel que chega a dar medo de ver. Em contrapartida, oferecem uma potência em amplas faixas de rotações acima da média. A durabilidade deles era bem boa, tive alguns que trabalharam 10 mil horas antes de começarem a bater. E a disponibilidade de peças era grande devido ao fato de serem os mesmos motores da série 600 e 610, de longa historia no mercado.

Saiu uma leva de Ford´s F-4000 e Ford Cargo com motor Ford diesel (conhecidos por alguns como FTO-4.4, 6.6 e 7.8L). Não posso falar sobre os caminhões Cargo, mas a F-4000 com motor Ford não é bem vista pelo mercado, em decorrência do elevado consumo de combustível para um desempenho semelhante. Vale a lembrança que nestes casos, foram motores agrícolas que foram vertidos para veiculares, em um processo inverso ao observado nos casos anteriores.

Os Genesis eram uma evolução da linha Ford diesel e equipou a Série 30 (chamada de Superforça): Aperfeiçoaram os motores Ford e em alguns casos (no 6630/7630 e 8030) aumentaram o curso dos pistões numa relação de D/C de 112 mm x 127 mm, ficando em 5,0L (4 cilindros) e 7,5L (6 cilindros). Tinham um desempenho mais diferenciado ainda, mas o consumo em contrapartida…dava mais medo ainda de ver. O desempenho dos 7630 era tão bom que mesmo tendo 105cv, alguns insistem em dizer que o 7630 tem 115cv, tamanha era a força da máquina. Já ouvi relatos de 7630 com mais de 14 mil horas de uso com motorização original, mas não posso comprovar. 11 mil horas eu não só ja vi como tive um 4630 3 cilindros trabalhou todo esse tempo.

O inconveniente desses motores Gênesis era disponibilidade de peças: Só existe kit originais nas revendas New Holland (e que custam caríssimo). Nada de K&S, Mahle, Metal Leve, e outros, diferentemente da série Ford diesel que você pode escolher a marca que bem entender.

MWM International – versão do Maxion S4:

Outra experiência foi com o trator MF 275 da ultima série com motor International MWM MS4.1A (ou A4.1), que nada mais é que o Maxion S4 agrícola. Em minha humilde opinião, embora com bastante potência numa ampla gama de rotações, o A4.1 bebia em demasia, 20% a mais que o MWM D-229 num mesmo serviço (9,5L contra 8L do D-229).

Mercedes-Benz OM-352/366

Apesar de nunca ter possuído uma máquina com motores Mercedes, já tive bastante contato com elas, uma vez que os famosíssimos CBT’s 1105 e 2105 utilizam a motorização Mercedes. As esteiras Komatsu D50 também vieram com o OM-352 e as colheitadeiras SLC dos anos 80 e 90 (atualmente John Deere) saíram, algumas com motores OM-352 e outras mais recentes, com o OM-366.

O motor Mercedes em tratores é, de longe, a adaptação mais gritante de um motor exclusivamente veicular para aplicação agrícola: Enquanto todos os outros motores citados no texto são estruturais (podem ser integrados a estrutura do trator) o Mercedes requer fixação no chassis, num claro projeto veicular adaptado para uso agrícola.

O mercado em geral, bem como os operadores gostam e muito do motor Mercedes, exatamente pela sua grande popularidade, facilidade de repotenciamento (turbinar) bem como economia de combustível. Há quem diga que as colheitadeiras SLC quando turbinadas, consomem menos diesel e apresentam um rendimento superior que suas similares com motor de aspiração natural.

O futuro:

Atualmente os principais fabricantes de tratores do mundo estão utilizando motores próprios. A Massey Ferguson no Brasil está com uma linha nova de motores Perkins, a Valtra utilizando os motores da AGCO denominado Sisu e a New Holland, com motores próprios (abandonou os Genesis na Série 30, os MWM D-229 nos TL’s e os IVECO).

A Navistar/International está trabalhando num motor denominado Maxxforce 3.1A/4.2A e 6.3A de 3,4 e 6 cilindros respectivamente, com base no Maxxforce 4.1A (ou MS4.1, Maxion S4 mesmo). Segundo o catálogo, vai ter desempenho superior e emissões controladas via catalizador e sistema EGR.  Vamos ver no que vai resultar e quem vai usar essa nova geração de motores.

Daniel Shimomoto de Araujo.

 

Nota do Editor: Nem todos os motores ilustrados são da versão agrícola.