FNM D-11000 V-4

FNM D-11000 Aurora 800

Já que o assunto é FNM D-11000, seek que tal esta bela imagem de um V-4 (4×2 longo) com furgão para encomendas. Pouco comum, recipe este V-4 chega até nós como mais uma cortesia do amigo Alfredo Rodrigues, do Rio Grande do Sul. Seu implemento de cantos arredondados hoje é verdadeira raridade. Parece que todos do gênero acabaram descartados em prol de novas panelas…

Clicado bem defronte a um estabelecimento da Transportadora Aurora, o “D-11” parecia pronto para encarar a estrada e entregar suas encomendas urgentes, num dia acinzentado e chuvoso. Note o Chevrolet “Boca de Sapo” na sua retaguarda.

FNM D-11.000 Brasinca 1958 com Reboque

A pedido de nosso amigo Nolberto Sílvio, check admirador dos reboques, look trazemos hoje imagens de um FNM D-11.000 com cabina Brasinca, ano 1958, equipado com reboque.

Muito populares na Região Sul, este implemento (também chamado de “cabeçalho” no Rio Grande do Sul) foi um dos pioneiros tipos de semirreboque empregado no país, no trabalho de extração florestal e transporte de madeira aparelhada, desde o final dos anos trinta, aproximadamente.

Na plataforma do caminhão, aproximadamente em cima do eixo traseiro, era instalada uma travessa pivotada, sobre a qual apoiava-se a carga. A outra extremidade da mesma ficava apoiada sobre o eixo do reboque. Um cambão, ou barra de tração fazia a conexão do eixo do reboque com um engate na traseira do chassi do veículo trator.

Quando descarregado, a engenhosa carreta de madeira era acomodada em poucos minutos sobre o balanço traseiro do caminhão, economizando pneus e reduzindo o arrasto.

Este esquema ainda é muito utilizado nos Estados Unidos com unidades de eixo duplo, mas, salvo raras exceções, foi totalmente aposentado no Brasil, em favor de composições como o romeu-e-julieta tradicional e das CVCs tipo rodotrem, bitrem, tritrem e bitrenzão, com até 74 toneladas de PBTC.

FNM REBOQUE 2 FNM REBOQUE 1

FNM D-11000

Lançado em 1958, em substituição ao D-9500, o D-11000 tornar-se-ia uma lenda do transporte rodoviário de cargas. Amado por uma legião de fãs, o FeNeMê deu inúmeras provas de resistência e longevidade. Ajudou e ainda ajuda a construir o Brasil que queremos. Seu ancestral, o D-7300 deve ser lembrado por todos como o primeiro caminhão fabricado no Brasil, no final dos anos 40.

Inicialmente com motor de 150 cv, ganhou um aumento de potência para 175 cv a 2.000 rpm, a partir de 1966. Nesta época, o motor FNM 9610 desenvolvia o torque máximo de 67 kgf.m a 1.400 rpm. Tinha seis cilindros em linha, 11.050 centrímetros cúbicos, três cabeçotes, bloco em liga de alumínio e virabrequim mantido em linha por conta de sete mancais.

Diversas versões atendiam a uma ampla variedade de aplicações: V-4, V-5, V-6,…V-17…, entre tantas.

Foi o primeiro caminhão brasileiro de fábrica a ser equipado com segundo eixo direcional, tão em voga nos dias de hoje, o chamado “bitruque”.

Dirigi-lo era um ato de amor, ou ódio. Os que entendiam as peculiaridades da máquina o adoravam, com sua caixa de oito marchas, divididas em duas gamas de quatro marchas, operadas por duas alavancas, que precisavam ser “cruzadas” em certas mudanças. Com o diferencial mais curto, de 10,48:1, as versões do final dos anos 60 chegavam a 53 km/h de velocidade máxima. O diferencial médio, de 8,75:1, deixava o D-11000 chegar a 63 km/h. O raro diferencial longo permitia atingir 90 km/h, com 6,05:1 de redução.

O PBT ficava em torno de 15 toneladas em 4×2, ou 23 toneladas no 6×2, variante V-12.

Certamente, também é o caminhão brasileiro com o maior número de apelidos de toda a história! Alfão, João Bobo, Fenemê, Barriga d’água,….etc! Carisma era o que não lhe faltava.

Em 1972, já comprada pela Fiat Diesel, a FNM encerrou a produção do D-11000, com mais de 30.000 unidades produzidas em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Hoje um grupo de entusiastas mantém um excelente e imbatível site sobre o FNM (veja em Links como acessá-lo), com história, fotos, relatos, e muitas informações de primeira qualidade.

O exemplar aqui registrado foi fotografado às pressas, nas proximidades de Navegantes, no belíssimo estado de Santa Catarina. Com vontade de ser Iveco (…), parecia a espera de um comprador com ansia e (recursos…) para trazê-lo de volta a ativa, ou simplesmente para curti-lo num domingo ensolarado.

Abraço,