Nosso amigo Daniel Shimomoto de Araujo, ambulance de Garça, here SP, nos fez mais uma gentileza: desta vez ele nos enviou novas fotos do Massey 85X, aquele inusitado modelo com motor MWM, que chegou para quebrar a hegemonia dos Perkins.
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Um Massey Ferguson diferente: 85X
Para aqueles que, sovaldi como nós, pensavam que Massey Ferguson era sinônimo de motor Perkins, veio o amigo Daniel Shimomoto de Araujo em nosso socorro para iluminar o desconhecimento.
Nem todo Massey Ferguson antigo era dotado de Perkins, como mostram estas fotos de um Massey 85X obtidas na internet pelo Daniel.
Observe que seu motor é um MWM! Isso mesmo, o motor típico de seu principal concorrente, o Valmet.
Interessante notar a sua bomba injetora em linha, que ao olhar desatento, parece ter apenas três tubos de alta pressão (veja o primeiro tubo que segue pela frente), e a descontinuidade entre o motor e a transmissão, preenchida com uma placa adaptadora. Sua carenagem parece emprestada dos modelos de seis cilindros, como o 95X, a julgar pela enorme distância do ventilador ao radiador.
Reproduzindo o excelente texto preparado há alguns dias pelo Daniel e postado neste site, temos maiores detalhes sobre o 85X:
“Nas décadas de 60/70, a linha Massey era composta pelos modelos 50X, 55X e 65X, sendo o 50X estreitinho para a cafeicultura e os demais, de bitola larga. Todos com motor Perkins 3 cilindros de injeção indireta A3.152.
Quando a Massey lançou o 85 por volta de 1975, segundo relatos que escutei de pessoas mais antigas no ramo agricola, não existia o Perkins 4 cilindros (apenas o “Perkinho” 3 cilindros e o “Perkão” 6 cilindros), então a Massey teve que se contentar com o MWM D-225 utilizado pelos Valmet’s 85ID da época.
Em relação aos Massey 50, o 85 era bem superior pois tinha bloqueio de diferencial efetivo (e não apenas os freios) e um sistema de Tomada de Potencia por meio de embreagem dupla (a TDP não desligava com o pressionar da embreagem numa troca de marchas, por exemplo. O pedal tinha um “sobrecurso” a maior para desativar a TDP). E isso sem falar na comodidade da caixa de direção hidráulica!
A posição de pilotagem era algo incomum: O operador ia sentado lá em cima, com uma coluna de direção enorme saindo da lataria em direção ao operador. Uma espécie da plataforma de onde saiam os pedais e no centro as alavancas de câmbio e de reduzida. Para ligar o bloqueio de diferencial, por sua vez, havia uma alacanquinha embaixo do banco do operador. Essa alavanca frequentemente era retirada para evitar mau uso do sistema.
O 85 que tivemos na Fazenda tinha apenas 3 marchas, e a combinação desse câmbio com o motor MWM não ficou muito boa: A primeira e a segunda eram muito próximas e entre a segunda e a terceira, a relação de marcha deixava uma espécie de “buraco”. Como o MWM gosta de trabalhar com mais giro, a troca da segunda para a terceira marcha faz o trator literalmente engolir o ronco.
No solo firme, o 85 é uma excelente máquina, mas no solo fofo, eu achava que ele afundava um bocado e acabava perdendo a tração. E o eixo dianteiro dele é bastante fraco, sendo inadequado para o uso de plaina dianteira, em situações que requeiram maior esforço.”
Boa semana!












