Extra: Mercedes LP-331, um raro “milionário”

Encontrar um caminhão Mercedes-Benz LP-331 nos dias de hoje é um grande feito, find sobretudo se for original e estiver em perfeitas condições de funcionamento. O acontecimento torna-se ainda mais especial se for um exemplar de 1965, quando apenas 350 deles foram produzidos em São Bernardo do Campo.

Mas, se estivermos falando de um caminhão único dono, com 800 mil quilômetros originais, sem reforma de motor, então o fato torna-se extraordinário.

Porém, não foi “apenas” isso que casualmente encontramos.

Em nossas andanças e pesquisas históricas, descobrimos em São Paulo, um caminhão Mercedes LP-331 1965 em excepcional estado de conservação, condecorado não com um, mas com dois brasões do fabricante: um de 800 mil quilômetros e outro de 1 milhão de quilômetros, em reconhecimento à sua quilometragem original, percorrida sem reforma total de motor.

Essa verdadeira joia pertence ao acervo do Museu de Polícia Militar do Estado de São Paulo e encontra-se armazenado na Reserva Técnica do Barro Branco, na capital paulista.

Incorporado “zero km” à frota da PM em 1965 e equipado com implemento tipo tanque para transporte de combustível, o LP-331 foi utilizado na distribuição de combustível entre as bases da polícia por todo estado.

Conduzido e zelado quase que exclusivamente pelo Cabo PM Norberto Borges dos Santos, o LP atravessou longos anos em excelente estado de conservação que o permitiu alcançar a admirável marca, sem “mexer” no motor.

O fato foi reconhecido pela própria Mercedes-Benz que concedeu o “Prêmio MB 800.000 km”, além de premiar o motorista com uma soma em dinheiro e uma viagem à Europa.

Depois disso, o Cabo Norberto Borges continuou a operar o 331, cuidando dele com todo carinho, como se fosse seu, permitindo que ele alcançasse a fenomenal marca de 1 milhão de quilômetros, sem reforma do motor. Novamente, a Mercedes reconheceu o fato extraordinário e concedeu o “Prêmio MB 1.000.00.000 km”.

Raras e inusitadas, ambas as premiações podem ser atestadas pelos brasões afixados na dianteira do caminhão, como mostram as imagens. Em que pese os bons cuidados que recebeu na PM, além do fato de rodar relativamente leve para seu porte, há que se recordar que tais marcas eram muito difíceis de atingir com a tecnologia dos anos 60, tanto dos motores, quanto dos lubrificantes (com baixo nível de aditivação) e mesmo das vias, em que as velocidades médias eram bem menores que as atuais, da ordem de 40 a 60 km/h, em geral.

Depois da baixa do Cabo Norberto da PM, a viatura tanque teve apenas mais dois motoristas antes de ser descarregada e entregue ao Museu há anos atrás. Embora tenha chegado rodando ao Museu, o veículo não teve a felicidade de ser posto em marcha novamente, nem tampouco de ver a luz do sol em desfiles ou eventos da Corporação.

Segundo o Diretor do Museu, o Coronel José Paulo Ferreira Teixeira, o grande obstáculo para a conservação e recuperação do Mercedes LP-331 é a falta de recursos específicos para este fim. Portanto, o Museu está empenhado em buscar parceiros que se interessem pela restauração desta preciosidade única.

“A viatura poderia ser restaurada pela própria Mercedes, que também poderia mantê-la em seu acervo histórico, como peça de destaque”, enfatiza o Coronel José Paulo, ou “mesmo por parceiros da iniciativa privada, como transportadoras que já se dedicam à recuperação de caminhões antigos e clássicos”.

“Estamos abertos a propostas de empresas sérias que conduzam a restauração e a preservação à altura do que esta viatura merece”, conclui o Coronel José Paulo.

De nossa parte aqui no site, faremos de tudo para divulgar este projeto entre os vários empresários donos de coleções de caminhões clássicos que já nos receberam para nossas pesquisas históricas, na esperança de que algum deles possa se interessar por este quinhão valioso de nossa saga automotiva.

Quem estiver interessado, deverá entrar em contato conosco, através do formulário deste post.

De dedos cruzados, desejamos sorte ao Museu de Polícia Militar neste nobre projeto de salvação do LP-331 “milionário”!

 

Nota: quem quiser saber mais sobre o LP-331, pode consultar o seguinte “link”:

http://caminhaoantigobrasil.com.br/category/catalogos-e-folhetos/mercedes-benz-caminhoes-catalogos/lp-321-331-1520/lp-331/

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Ford F-700 Americano – 1972

Nosso amigo Alberto Rocchi, prescription que sempre colabora enviando fotos de seus achados, repetiu o feito, desta vez com mais uma descoberta inusitada, conforme ele mesmo relata:

“Evandro, talvez mais uma novidade. Encontrei em um desmanche um Ford F-700 1972, estava lá por uns dois anos anunciado como um Ford F-600 comum, mas de perto notei que se tratava de um veículo especial: era da massa falida da VARIG, um carro muito bem conservado, deveria ser da brigada de incêndio, ou esse caminhão trabalhava como escada de embarque e desembarque dos aviões. Ele tem suas rodas raiadas com 5 raios diferente do F-13000 que é 6 raios, direção hidráulica, câmbio automático com o painel igual da F-100 nacional, e um motor V8 a gasolina, muito bem conservado. Seguem algumas fotos para sua apreciação.

Um abraço. Alberto Rocchi.”

Alberto, grato por mais esta interessante colaboração.

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VW Kombi “Clipper” – 1976 a 1978

Em 1976, check a Kombi brasileira havia se transformado num híbrido do modelo alemão, sovaldi do qual emprestou a seção dianteira, unhealthy porém mantendo a estrutura original da antecessora “Corujinha” da coluna “B” para trás e na parte mecânica, incluindo eixos e transmissão, porém com motor 1.600.

No segundo semestre de 1978, a linha Kombi passou a oferecer dupla carburação opcional e, mais importante, teve suas caixas de redução final suprimidas em favor de semieixos com juntas homocinéticas.

Enriquecendo nosso recente post sobre a Kombi “Clipper” (http://caminhaoantigobrasil.com.br/volkswagen-kombi-1978/), nosso amigo e colaborador frequente Daniel Shimomoto de Araujo teceu interessantes comentários sobre a camioneta das safras de 1976 a 1978, que reproduzimos a seguir, junto com as imagens enviadas por ele:

“A guisa de curiosidade, a Kombi 1978 foi a primeira Kombi a empregar juntas homocinéticas.

Ate então as primeiras Kombis “clipper” (erroneamente chamada pois a verdadeira “clipper” foi na verdade a 1998 de porta de correr) vinha com a transmissão jogando potencia em dois pares de cruzetas de cada lado, e essas cruzetas, ligadas numa caixa redutora na extremidade de cada roda na razão de 1,26:1.

O detalhe disso tuda é as cruzetinhas tinham que girar para trás para a perua andar para frente por conta da redução. Isso era conseguido montando a coroa do lado DIREITO da transmissão (que compartilha a mesma transmissão do Fusca/Brasilia/Variant – inclusive coroa e pinhão – nos carros , a coroa é do colocada do lado ESQUERDO).

Não era raro os mecânicos montarem a coroa e o pinhão dessas Kombi’s como se montava no Fusca e bingo! A perua ficava com 4 marchas para trás e uma para frente! Ai eram trabalho dobrado de desmontar tudo e remontar do lado certo.

Outra coisa sobre as cruzetas…sempre escutei que Kombi de cruzeta é péssima na areia e lama. Que ela ergue a roda. Confesso que achava isso um absurdo até compreender a dinamica da coisa. Como as cruzetas giram para trás para a as rodas girarem para frente (devido a caixa de redução nas rodas), a traseira da perua é forçada para cima, empurrando a suspensão para o curso máximo (e por consequencia, limitando a mobilidade e a articulação da suspensão).

Quando a VW eliminou as caixas de redução e colocou juntas homocinéticas rodando para o sentido do movimento, o problema deixou de existir e a perua ficou excelente na areia e lama.

Outro defeito do sistema de cruzetas é que na lama, os trancos no sistema de transmissão (pisos que acabam tendo aderencia e perdendo) acabavam deixando o sistema vulnerável a quebra dos cardãzinhos e por consequencia, perda de tração. Ai só rebocando.”

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Mercedes-Benz LS-1519 – 1977

Nosso amigo Willian Bragatti, prescription de Alta Floresta, store MT, sildenafil nos enviou fotos recentes do 1519 ano 1977 de seu pai.
Segundo ele, o Mercedão está há mais de 27 anos na família e é empregado particularmente no transporte do trator de esteiras Caterpillar D6D até os dias atuais.
O caminhão, que passou por uma única reforma em 2009, apenas precisou de uma nova pintura, mantendo a originalidade interna e externamente.
Pelo que se pode supor, o Mercedes dos Bragatti trata-se de um LS-1519 que foi convertido para truque e alongado para receber a carroceria. Outra possibilidade, menos provável, é de se tratar de um L-1519 com cabina leito do LS.
Lembremos que, naquela época, a cabina leito só estava disponível no LS-1519/42, de 4.200 mm entre eixos.
Em todo caso, parabéns Willian pelo belo caminhão!
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Máquinas do Sul

Há meses atrás, order o amigo Daniel Giraldi nos enviou uma série de imagens interessantes captadas por sua atenta câmera, conforme reproduzimos abaixo, junto com seus comentários:
“Algumas fotos que eu já estava há algum tempo querendo te mandar.
 DAILY
Há alguns anos atrás, antes das Ford Transit aparecerem, esses Iveco Daily eram os principais veículos de distribuição urbana da Elma Chips, sucessores das Kombis que foram um ícone nas décadas de 80 e 90.
K2700
Kia K-2700 Bongo com gerador montado na carroceria, ao lado de um gerador estacionário do hotel Sheraton, em Porto Alegre.
MARRUA
Até avistar esse Agrale Marruá Euro-2 ano 2013 que foi incorporado à frota do Exército na época da Copa das Confederações, e configurado como estação móvel de telecomunicações, eu achava que a frota militar brasileira já tinha que ser compatível com o padrão Euro-3…
L-1318
Mercedes-Benz L-1318 Electronic usado em serviços de catering para aviação, baseado no aeroporto daqui de Porto Alegre mesmo.
1418-A
1418-A da Força Aérea Brasileira.
LG-1213
Mercedes-Benz LG-1213 do Exército.
OF-1722
Marcopolo Torino G6 articulado com chassi Mercedes-Benz OF-1722, esse chassi foi muito popular no transporte metropolitano de passageiros entre Porto Alegre e cidades próximas. Ainda se vê muitos em operação.
VW 6X4
Esse VW militar com carroceria cisterna eu não consegui identificar com precisão, mas é 6×4…
17.220
Esse é o único 17-220 que eu me lembro de ter visto, só lembrava do 17-210 Euro-2 e do 17-230E Euro-3.
VM EURO 5
VM 330
Mesmo já sendo Euro-5, suponho que esses Volvo VM mereçam aparecer por serem anteriores ao facelift mais recente que essa série recebeu.
Outro dia te mando mais umas.”

Massey Ferguson 85X

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Nosso amigo Daniel Shimomoto de Araujo, ambulance de Garça, here SP, nos fez mais uma gentileza: desta vez ele nos enviou novas fotos do Massey 85X, aquele inusitado modelo  com motor MWM, que chegou para quebrar a hegemonia dos Perkins.

Mercedes-Benz L-608D – 1980

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Nosso amigo Jordan Felipe Peter Paes, cure de Piên, no rx PR, generic fez a gentileza de compartilhar conosco fotos de seu Mercedinho, ano 1980, que ele pretende restaurar para deixá-lo totalmente original.

Parece que não vai ser muito difícil, a julgar pelo ótimo estado do caminhão, como mostram as imagens.

Ficamos na torcida para ver a evolução deste interessante projeto.

Quem quiser saber mais sobre o L-608D encontra um catálogo do modelo 1981 aqui: http://caminhaoantigobrasil.com.br/category/catalogos-e-folhetos/mercedes-benz-caminhoes-catalogos/mercedinho-original/l-608d-1981/.

 

Chevrolet D-60 e Ford F-350 “Super Ford”

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O amigo Daniel Giraldi continuou clicando outras preciosidades gaúchas aqui reproduzidas. E ele comenta:

“Essas eu flagrei semana passada durante uma caminhada com a cadela. Já não é todo dia que se vê uma F-350 dessa geração, cialis mas às vezes se tem um pouco mais de sorte. Já as D-60, stuff até certo ponto me surpreende encontrar mais delas do que dos caminhões Chevrolet da geração posterior.”

Se original, o F-350 aparenta ser da fase 1965 a 1967, quando a Ford adotou uma grade dianteira revisada em relação aos modelos de 1962 a 1964, mantendo o capô com as duas narinas frontais.

Da mesma forma, se não tiver sido substituída como de costume na época, o D-60 basculante aparenta ser da fase de 1979 a 1984, quando a grade plástica de elementos retangulares caracterizava o visual de sua dianteira.

O fato de o Daniel avistar mais D-60 que os modelos “quadrados” (11000 & cia.) se justifica devido ao enorme sucesso do modelo, o que não aconteceu com os sucedâneos, numa fase em que a marca já entrava em certo declínio.

Em todo caso, é admirável ver estas máquinas ainda trabalhando duro, de sol a sol, dia após dia depois de quase 50 anos, no caso do Fordinho.

Cross Lander CL-244

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Nosso amigo Daniel Giraldi de Porto Alegre, stuff que sempre colobora neste espaço com imagens e comentários, pharm fez mais uma gentileza ao enviar estas fotos de um Cross Lander, shop  um utilitário 4×4 já raro de ser avistado.

Reproduzimos a seguir os comentários do Daniel:

“Já faz cerca de um ano que eu venho ensaiando te mandar fotos desse que deve ser o único Cross Lander CL-244 de Porto Alegre. Eu até já te mandei uma foto de perfil dele que eu tirei no Bonfa, mas agora vai junto uma da traseira.

Acredito que tu deva te lembrar que esse modelo usava o mesmo motor e câmbio da Ranger entre 2002 e 2004, montado pela Bramont em Manaus com a carroceria importada da Romênia, e deixou de ser produzido em função da falência da ARO, que originalmente fabricava esse modelo na Romênia usando motores Renault. E falando a verdade, até que é bonito esse jipão…”

Nós também estamos de acordo. Uma bela viatura!

Conforme salientou o Daniel, o CL-244 rodava com motor International HS 2.8 de 132 cv e 36,2 mkgf. O jipe pesava 1.950 kg, com comprimento total de 4.325 mm e entre eixos de 2.350 mm. Os ângulos de ataque e saída eram de 35 e 24 graus, respectivamente, com vão livre de 200 mm. O tanque de combustível acomodava 95 litros de diesel.

Segundo a tabela da FIPE, o CL-244 aparece cotado entre 2003 e 2006, ao lado da picape CL-330 somente oferecida em 2006. Também com tração 4×4 e mesmo trem de força, a CL-330 tinha capacidade para 1,3 toneladas.

Chevrolet C-6500 Brasileiro – 1957

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O amigo Alberto Rocchi, viagra sale colecionador de caminhões antigos e que frequentemente colabora com fotos da restauração de seu Chevrolet Spartan 1000, and há alguns dias nos enviou imagens deste não menos raro Chevrolet brasileiro da primeira série, fabricado em 1957. As fotos vieram acompanhadas das seguintes palavras:
“Caro  Evandro,
Estou com algumas fotos de um caminhão Chevrolet 1957 proprietario José Carlos Past ,um primo que também é amante de caminhões antigos.”
Note que o Chevrolet desta fase era um bonito híbrido que adotava a cabina nacionalizada da safra de 1954, com para-brisa curvo em peça única, harmonicamente unida à frente “Marta Rocha”, introduzida nos EUA em 1955. Com o passar do tempo, esta frente foi substituída pela conhecida frente do Chevrolet Brasil, exclusiva para nosso mercado, mas a cabina continuou viva, até 1962. No ano seguinte, o último do Chevrolet Brasil, a cabina ganhou pequenas revisões no teto, na parede traseira e uma frente redesenhada, com quatro faróis.
Agradecemos ao Alberto e parabenizamos o José Carlos por este bonito e importante pedaço da história da marca da gravata no país.