Berna Série U à venda

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Este raríssimo e original caminhão Berna da Série U dos anos 30 ou 40 foi colocado à venda pelo proprietário em Cambuí, MG.

A Berna foi uma marca suíça adquirida em 1929 pela concorrente e conterrânea Saurer. A partir de então, os modelos de ambas passaram a ter crescente comunização de conteúdo, incluindo os principais agregados mecânicos.

Aparentando ser da faixa de 3,5 toneladas de capacidade, o modelo das fotos é muito similar ao outro único Berna conhecido no Brasil, residente no Acre. Tanto um como outro farão parte do livro De Caminhão pelo Brasil, de nossa autoria.  Além da Berna, o livro contará com a história de outras 103 marcas que já estiveram, ou ainda estão operando em solo brasileiro.

O motor das fotos parece ser a unidade diesel original de 5,8 litros e 65 cv, ligado a uma transmissão de 5 marchas.

Para maiores informações, sobre as condições da venda, entre em contato com o amigo José Higino, no fone 35-9961-4747, ou pelo anúncio, conforme abaixo:

http://mg.bomnegocio.com/regiao-de-pocos-de-caldas-e-varginha/veiculos/caminhoes-onibus-e-vans/caminhao-berna-1910-olsten-suica-europa-43572070

 

 

Jóias do Paraná

4¨EIXO CAIO GABRIELA JUBILEUM

Nosso amigo Reginaldo Bernardi, que tanto nos ajuda na construção deste espaço, sobretudo quando o tema é Mercedes-Benz, nos enviou há tempos atrás estas imagens que flagrou em suas andanças. Por um lapso nosso, as imagens e a mensagem aqui reproduzidas jaziam esquecidas em nossa caixa de entrada.

Eis as palavras do Reginaldo:

“OLÁ AMIGO, BOA NOITE. ANDEI REVIRANDO MEUS ARQUIVOS E ENCONTREI ALGUMAS FOTOS NAS ANDANÇAS POR AÍ. NÃO POSSO GARANTIR MUITO A QUALIDADE, MAS O CONTEÚDO É ATÉ INTERESSANTE….A PRIMEIRA É DE UM FNM 210 QUE ANDA ATÉ HOJE POR AQUI, ESTÁ COM A MECÂNICA DO VOLVO, MAS A CONSERVAÇÃO DO BUTO É BEM CUIDADA…A SEGUNDA É UM CAIO GABRIELA, ESSA FOTO JÁ TEM SEUS 4 OU 5 ANOS, MAS O ÔNIBUS AINDA TRABALHA NA CIDADE DE CAMPINA GRANDE DO SUL, NO TRANSPORTE ESCOLAR, NO INTERIOR DA CIDADE, ESTÁ BEM CUIDADO, E A MANUTENÇÃO SEMPRE EM ORDEM…A TERCEIRA É DA LENDÁRIA SCANIA JUBILEUM, ESSA EU FLAGREI NA CONCESSIONÁRIA RANDON AQUI DE CURITIBA, ESTAVA SENDO REVISADA PRA VENDA, JÁ TEM UNS 2 ANOS ESSA FOTO…”

Chevrolet Veraneio com chassi argentino

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Nosso amigo Daniel Giraldi, de Porto Alegre, sempre atento a curiosidades automotivas, há algumas semanas nos enviou este interessante relato sobre as últimas Veraneios produzidas pela GM:
“Essa eu vi semana passada já perto do final da Rua da Praia, e acho que tu vai gostar.
Uma legítima Veraneio M, daquelas que eram finalizadas na Envemo com base numa D-20 argentina. Como tu provavelmente te lembre, em 94 a produção da D-20 e da C-20 foi movida para Córdoba (desconheço as razões para os caminhões terem permanecido em produção do lado de cá da fronteira e as pick-ups terem ido para a Argentina), e para simplificar a escala passaram a ser feitas só com cabine simples e o chassi curto, e assim a Veraneio longa acabou sendo descartada. Mas como a Blazer só viria em 95, foi necessário preencher a lacuna para continuar atendendo ao segmento das viaturas de polícia, então o jeito foi desenvolver essa adaptação em parceria com a Envemo, mas mantendo as garantias de fábrica.
É quase impossível achar uma Veraneio M a diesel, já que a grande maioria foi feita com o motor de 6 cilindros a gasolina, já injetado e compartilhado com o Omega (pelo que eu me lembre mudava só o comando de válvulas), e atendia principalmente à Polícia Rodoviária Federal.
Eu até me lembro de uma vez em 2002 que estávamos eu, minha mãe e meu avô materno passando pela ponte Colombo Salles, em Florianópolis, e ao avistar uma Veraneio da PM o meu avô começa a tecer elogios à barca, e comenta que era um carro tão bom que a Chevrolet teve que manter a produção na Argentina até 97 para atender à Polícia Federal. Ele acabou se perdendo em alguns detalhes, como o chassi mais curto e parte da carroceria ser feita em fibra, além de ser mais direcionada à PRF que à PF…
De qualquer jeito, esse não é um modelo muito facilmente visto hoje em dia, tanto por uma grande parte ter sido sucateada quanto pela competição interna tanto com a Blazer quanto com a Omega Suprema no varejo, além da Ipanema ter absorvido parte da demanda das polícias estaduais no meio-tempo entre o fim da produção da Veraneio e o lançamento da Blazer.”

Mercedes-Benz LG-1819 6×6 – Mais fotos!

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Direto de Venda Nova, ES, nosso grande amigo André Giori nos enviou novas (e ainda melhores) imagens do “misterioso” Mercedes 1819 6×6 empregado na exploração florestal.

Apesar de não ter a emoção do movimento das fotos anteriores, capturadas em plena atividade do Mercedão capixaba, estas novas imagens permitem ver detalhes inéditos deste interessante caminhão.

Ficaríamos felizes se algum leitor da região pudesse compartilhar conosco maiores detalhes sobre estes raros caminhões 6×6 civis.

Chevrolet Modelo T – 1921 – Vende-se

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Este belíssimo caminhão Chevrolet Modelo T de 1 tonelada de capacidade está em busca de um novo lar, que cuide tão bem dele quanto nosso amigo Ivaldo Lopes tem cuidado. Junto das fotos, o Ivaldo enviou o seguinte descritivo:
“Vendo Chevrolet;
Ano 1921;
Cor Verde;
Documentação em ordem, licenciado;
Rodas de madeira;
Pneus importados novos (02 jogos);
Combustível: Gasolina;
6 Volts;
Em excelente estado, nada para fazer, tudo funcionando;
Valor R$ 90.000,00;
Exemplar único no Brasil à venda.
Tratar com:
Ivaldo – (16) 99618-0625.”
Para a temporada de 1921, o Chevrolet Modelo T, derivado do automóvel Modelo FA, rodava por cortesia de um motor de quatro cilindros OHV de 224 polegadas cúbicas, ou cerca de 3,67 litros, capaz de entregar 37 cv. Comparado com o líder de mercado, o Ford Modelo TT, de mesma capacidade, o Chevy orgulhava-se de sua transmissão convencional de engrenagens deslizantes, mais simples e confiável que a engenhosa transmissão planetária de 2 velocidades do Ford.
Há grandes chances de o caminhão ilustrado ter sido comercializado pela firma Mestre et Blatgé (posteriormente conhecida como Mesbla), a principal representante da marca da gravata no país, antes mesmo de sua instalação em São Paulo, em 1925.
Entre as características proeminentes das fotos enviadas pelo Ivaldo destacam-se a cabina tipo “meia-lua” feita artesanalmente – num tempo em que os caminhões eram vendidos somente com o “torpedo” (chassi curvão) – e os freios somente nas rodas traseiras.
Nota: por alguma razão desconhecida por este que aqui escreve, o limitadíssimo editor de texto do WordPress (a plataforma deste espaço) não está permitindo uma melhor edição destas linhas, com o devido espaçamento entre elas, de modo a facilitar sua leitura. Portanto, pedimos desculpas pela disposição “tumultuada” deste post…!

Mercedes-Benz LP-1520 (LPS…?)

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Nosso amigo Roberto Dias Alvares que sempre nos ajuda na construção deste espaço enviou estas imagens de um já raro Mercedes LP-1520 (ou seria um LPS?), com a seguinte mensagem sobre sua interessante saga:

“Evandro, boa noite.

Hoje me ocorreu algo que vi na internet há algum tempo e que fiz parte da história em 2003.
As fotos que te envio são do mesmo caminhão.
As da versão basculante, eu tirei em um posto de gasolina na cidade de Castro-PR.
As fotos ficaram com baixa qualidade porque foram tiradas por um celular e na época o proprietário disse-me que queria transformá-lo em um cavalo mecânico.
Há algum tempo vi esta versão de MB 1520 no formato de cavalo mecânico e não me atinei que era o mesmo caminhão. A ficha só caiu hoje.
Ficou muito bonito.
Grande abraço,
Roberto.”

Desfile de Kombis

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Sabendo que este espaço está sempre aberto às “gorduchinhas”, nosso amigo gaúcho Daniel Giraldi nos enviou uma belíssima coletânea de “Kombosas” do Sul do país, clicadas sobretudo entre Porto Alegre e Florianópolis:
“Fazia algum tempo que eu não te mandava nenhuma foto, então segue aí algumas Kombis.”
Infelizmente, o limitadíssimo editor de texto da WordPress (plataforma deste site) não nos permite colocar as fotos junto das interessantes legendas que o Daniel forneceu.

Ford Modelo 51 – 1936

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Nosso amigo Ronald Andrioli enviou fotos de seu raro caminhão Ford Modelo 51 de 1936. Lançado no ano anterior, o caminhão da classe de 1 1/2 toneladas longas era animado por um motor Ford V8 221, de 3,6 litros e 81 cv, casado a uma transmissão de quatro marchas sem sincronização. Parar ficava a cargo dos freios a tambor com acionamento mecânico.
O modelo era disponível com dois entre eixos: 131,5 e 157 polegadas (3.340 e 3.989 mm) e opção de rodado duplo ou simples, como neste caso.
Uma prática comum na época era o fabricante fornecer apenas o “torpedo”, também chamado de chassi-curvão, com ou sem para-brisa. O caminhão do Ronald se encaixa na primeira alternativa, como denota o para-brisa original e a cabina artesanal feita da então abundante madeira que ora se escasseia.
Parabéns, Ronald, pelo belíssimo caminhão!

Ford B-700 – 1987

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Nosso amigo e frequente colaborador deste espaço Daniel Girald fez uma inusitada descoberta, enriquecida por uma abordagem pessoal e registro fotográfico, conforme ele mesmo nos descreve:

“Dá só uma conferida nessa preciosidade que eu vi ontem aqui em Porto Alegre, mais especificamente no Sítio do Laçador.

Um daqueles muitos Ford B-700 doados por igrejas americanas para prefeituras e ONGs em diversas cidades brasileiras, principalmente no Nordeste mas também em Santa Catarina onde normalmente serviam às APAEs e às escolinhas de esportes da ASTEL (Associação dos Servidores da TELESC).

Esse exemplar especificamente é do ano ’87 e tem câmbio automático Allison de 4 marchas, carroceria canadense Thomas Built Buses e motor FNH 6.6 brasileiro. Não sei se o primeiro operador dele no Brasil foi a ASTEL ou alguma APAE, mas veio de Blumenau para o Rio Grande do Sul, onde é operado pela empresa de turismo Ativa.

O motorista que me mostrou a nave comentou que as únicas alterações foram os faróis de Fiat 147, cintos de segurança sub-abdominais, e a troca dos freios hidráulicos por pneumáticos sob alegação de uma menor tendência ao fading.”

Observe que o ônibus encontra-se em excelente estado, considerando seu ano de fabricação. Até a placa escamoteável de “Stop” ainda está em seu lugar. Na América do Norte, em operação normal, ela se abre durante o embarque e o desembarque, ditando que todos os veículos à volta do coletivo devem se manter imóveis. A transgressão dessa regra é encrenca na certa…