Mercedes-Benz 407 D “Dusseldorfer”

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Com sua câmera sempre atenta, nosso amigo Daniel Giraldi flagrou este raríssimo exemplar de furgão Mercedes-Benz 407 D, parte da família conhecida na terra natal como “Dusseldorfer”, em alusão à cidade onde eram construídos às centenas de milhares, desde os anos setenta. Pode-se apostar que a placa de Florianópolis, SC, com numeral “1979″, denota seu ano de fabricação. A semelhança com os nossos Mercedinhos não é mero acaso, já que a genética é precisamente a mesma.

O modelo das poses trazia o “facelift” da dianteira, que não teve oportunidade de aportar em “terras brasilis”, com a plataforma 708 E de cara “antiga” substituída diretamente pela nova gama LN-2, em 1988. Naquela oportunidade, os tradicionais Mercedinhos de primeira geração davam lugar aos novos 709 e 912 de visual totalmente renovado, com formas angulosas.

Em tempo, note que, a julgar pelo adesivo na porta traseira, o Mercedinho alemão já se enveredou pela mítica e espetacular “Ruta 40″, na nossa vizinha Argentina.

Quem souber mais sobre a saga deste que talvez seja o único 407 no Brasil está convidado a matar nossa curiosidade, que, diga-se, não é pouca…

 

 

Ford F-4000 com motor FTO 4.4

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Com olhar atento às máquinas curiosas de suas redondezas, nosso amigo Daniel Shimomoto de Araujo, de Garça, SP, flagrou este conservado F-4000 com o não tão comum motor da casa do oval azul, no caso o FTO (ou FNH) 4.4, como costumava ser chamado este propulsor derivado de sua aplicação nos tratores Ford.

Oferecido como alternativa ao tradicional MWM, tanto no F-4000 como no F-2000, e produzido na finada planta de motores de São Bernardo do Campo, SP, em duas cilindradas, o quatro cilindros Ford também era acompanhado na linha de montagem por seu irmão tricilíndrico, bem como pelos “seis” de 6.6 e 7.8 litros, de usos diversos, incluindo sua aplicação mais famosa, sob a cabina de vários modelos do Ford Cargo.

Acompanhando as imagens, o Daniel enviou os seguintes comentários:

“Fotos de uma F-4000 com motor FTO 4.4 fazendo manutenção na bomba injetora.

Algumas coisas me saltaram a vista: O tamanho mais compacto do FTO
(atente como sobra espaço, desde a corcova junto a parede de fogo até o
radiador que é ligeriamente mais recuado em relação ao D-229 e a outra
coisa (essa ficou sem fotografia) é como o FTO é um motor “quente”.

Os MWM geralmente não apresentam saia no radiador e um D-229 funcionando
sem válvula termostática simplesmente não esquenta. Meu F-11000 não
tinha nada em termos de saia no radiador. Essas F-4000 motor Ford, o
radiador é totalmente com saia, com saida apenas pela hélice, para
forçar mesmo a passagem de ar fresco. Como meus antigos tratores Ford
que trabalhavam quente.

Em anexo, as fotos!

Grande Abraço,

Daniel.”

 

Volkswagen 8.140

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As imagens deste curioso Volkswagen 8.140 nos foram enviadas pelo amigo Daniel Giraldi, de Porto Alegre, com a seguinte resenha:

“…Casualmente, uma das proprietárias de um colégio onde eu estudei da 1ª até a 5ª série é casada com um oficial da PMSC, então de vez em quando haviam eventos alusivos à PM no colégio. O caminhão dessas fotos, um 8-140, provavelmente ano ’98, era usado naquela época pelo canil, mas na véspera de Natal desse ano eu o vi estacionado próximo a um mini-mercado em Itapema, cidade do litoral norte catarinense, carregado de garrafões de água. Até achei que já tivesse sido leiloado, a exemplo dos antigos caminhões-guincho Agrale 1600D (cheguei a ver um numa revenda de caminhões usados em Viamão, com a cabine marrom e portas brancas onde se via vestígios dos antigos emblemas da PM), por não ter mais nenhum emblema da PM nem número de frota, mas ainda está com placas oficiais, e provavelmente servindo para suporte logístico. A propósito: repara no snorkel mais elevado que o dos modelos atuais, é de se lamentar que hoje usem um snorkel mais baixinho até mesmo nos 17-210 4×4.”

Volkswagen 11.140

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De câmera em punho, o amigo Daniel Shimomoto de Araujo e seu olhar atento foram responsáveis por capturar este interessante Volkswagen dos anos oitenta. Note que o baú traz as inscrições da tradicional marca de farinha de mandioca tipo biju “Deusa”. Alguns comentários do autor acompanharam as imagens, como seguem:

“Aqui vão algumas fotos. Um 11-140, cabine estilo Kenworth, roda de 8
furos e motor MWM D-229/6.

Aqui já vi bastante desses modelos. Só na cidade e que eu me lembre tem
esse que está a venda e um fazendeiro que tem um amarelinho.

Grande Abraço,

Daniel.”

Valmet 148 4×4 e Ford 6600

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Nosso amigo e colaborador frequente Daniel Shimomoto de Araujo nos fez a gentileza de enviar imagens de alguns dos tratores que operaram na fazenda de sua família, na região de Garça, SP. Junto das fotos, o Daniel nos enviou as seguintes palavras de apresentação:

“Revendo meus arquivos, envio duas fotos de dois tratores bem
interessantes que tive, um Valmet 148 e um Ford 6600 (esse era o meu
“queridinho”- tinha uma força tão grande e um motor bem amaciado que
parecia ter mais que os 86cv declarados!)

Grande Abraço,

Daniel”

GMC 760 – 1952

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Nosso amigo Douglas Antunes Pacheco nos fez a gentileza de digitalizar uma excelente reportagem sobre o GMC 760 e o “antigocaminhonismo”, fenômeno que parecia alastrar-se, já nos anos oitenta. Assinado pelo competente jornalista Oscar Nelson Kuntz, o artigo parece tão atual, apesar de ter quase trinta anos.

Junto do material, o Douglas nos enviou a seguinte mensagem de apoio:

“Prezados,
Em primeiro lugar, devo parabenizá-los pela iniciativa de criar o site. Ele é sensacional, os arquivos e as informações técnicas são fascinantes. Sempre fui, desde garoto, fã dos carros. Mas os caminhões sempre me encantaram também.
Assim, como forma de agradecer as incontáveis informações que aprendi no site, compartilho este modesto material, extraído da saudosa revista Motor 3 (edição de Janeiro de 1986 – nº 67), com as impressões sobre o clássico GMC 760 de 1952, inclusive com algumas informações técnicas e fotos em cores.
Tenho também algum material fotografado de jornais antigos de Florianópolis. Se for do interesse de vocês, posso enviá-los.
Mais uma vez parabéns pelo site e deixo meus votos de sucesso nesta maravilhosa empreitada.
Grande abraço.”
Obrigado, Douglas! Conte conosco também.

Scania L75 – 1960

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Nosso amigo e colaborador deste espaço Fernando Luiz de Araújo não só nos presenteou com um enorme acervo de catálogos e folhetos, como também com uma coleção de fotos de um lindo Scania L75, ano 1960, do qual é proprietário!

Junto com as fotos, o Fernando nos enviou esta interessantíssima resenha sobre o caminhão:

“A história desse Scania é bastante interessante; pertenceu ao DER/PR e sou o 2º dono, como segue:

Conheci esse caminhão em 1987 em Londrina-PR, onde meu pai era Engenheiro Chefe da regional do DER, e na época este Scania atuava no DER de Apucarana –PR no transporte de máquinas, na época foi substituído por veiculo mais novo, e então meu pai decidiu reformá-lo, motivado pela raridade do veiculo já naquela época, e também por ter começado a carreira de Engenheiro na década de 70 em empresa que possuía muitos desses veículos. A reforma demorou uns três anos, e nesse período aprendi muito sobre o modelo; quando ficou pronto andei algumas vezes com ele (de carona, tinha uns 11 anos na época!).

No inicio dos anos 90, meu pai veio atuar no DER de Guarapuava-PR, e o caminhão veio trabalhar aqui.

Lá por 1995, meu pai foi trabalhar na região de Ponta Grossa-PR, e após esse ano não vi mais o Scania por aqui.

Pois bem, em 2009, passado uns 14 anos, por força de destino, encontrei-o em um leilão do DER em Curitiba, e mais que rápido fui vê-lo; lá estava o Vabis!  Um pouco deteriorado, porém o  responsável da central das oficinas do órgão me disse que o caminhão era o único que ficou mais de dez anos guardado dentro do barracão, diferente dos outros em leilão, e que recém tinha tirado para fora por causa da venda.

Naquele dia não tinha nenhuma dúvida que deveria comprar o caminhão, ainda mais em memória do meu pai que já havia falecido, e então contei essa história ao meu primo, que é proprietário da empresa de engenharia que trabalho, e ele não só me presenteou o Scania, como cedeu a reforma na oficina da empresa.

Ate hoje encontro pessoas do DER que conheceram o caminhão, e ate historias dele me contam; outros vão lá olhar de perto, outros me pedem para dirigir quando pronto.

Por toda essa historia, fico muito orgulhoso de possui-lo, e quando estiver reformado será um dos poucos que se vê por ai!

Obs: no momento o veiculo esta sendo reformado, a mecânica é toda original, incluindo motor 10 litros, caixa montanha e freio de mão de catraca, foi pintado em azul buscando a cor original.

Estou com dificuldades em achar as maçanetas internas e externas das portas, e também os botões do painel, se souber de algum lugar que eu possa achar por favor me indique.

Descrição:

Scania Vabis L75 ano 1960

Motor: 10 litros, 165 HP

Chassi: 401768

Placa anterior: CE-5136

Outras informações:

3º eixo: de época, oficina Picollino – Curitiba –PR

Prefixo do DER/PR: 2CC-382, depois renumerado 2CC-15681

Veículo foi um dos últimos montados pela Vemag, pois no mesmo ano passou a ser montado pela própria Scania.

 

Seguem fotos: Cor Branca, quando estava no leilão.

Cor Azul, já em reforma aqui em Guarapuava.

 

Grande abraco,

 

Fernando.”

Estamos na torcida para, em breve, ver fotos do L75 “João de Barro” rodando de novo.

 

Volkswagen 15.210 4×4

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Nosso amigo Guybor Jan-Maurício Brasil Kun de Porto Alegre, RS, nos fez a gentileza de enviar imagens de um Volkswagen 15.210 4×4 novo em folha, em vias de ser entregue em seu novo lar, possivelmente em alguma divisão do Exército Brasileiro no Sul do país.

Apesar deste site por critério só incluir material sobre caminhões fora de linha, o 15.210 mereceu uma exceção, por se tratar de um “antigo” modelo Euro 2, que continua em plena produção, mesmo com os rigores do Proconve P7, aplicáveis aos caminhões civis desde 2012.

Como discutido neste espaço nos últimos dias, os caminhões militares podem ser isentos da necessidade de atender os limites do Proconve P7, como sugere o Artigo No. 25, da Resolução 315/02 do Conama, que originalmente estabelecia as datas para a natimorta fase P6, substituída pelo TAC – Termo de Ajuste de Conduta, de outubro de 2008 e, mais tarde, pela Resolução 403/08, que enfim fincava os parâmetros e as datas da fase P7, implementada em janeiro de 2012.

As vantagens dos motores mecânicos Euro 2 em veículos militares são diversas, como a maior robustez do motor face aos combustíveis de alto teor de enxofre, possíveis de ser encontrados em situações remotas, extremadas e/ou de conflitos, sem falar da menor chance de interferências eletromagnéticas, as quais podem vitimar os motores eletrônicos. Outra vantagem é comercial, pois possibilita a exportação destas viaturas para países que ainda não contam com diesel de baixo enxofre, ou estão num patamar de emissões anterior ao Euro 5.

O caminhão 15.210 flagrado pelo amigo Guybor é a prova deste fato. Apesar de ser novo, o veículo atende a norma Euro 2, com seu motor MWM 6.10TCA, de 6,45 litros, 206 cv e 657 Nm. Também fazem parte de seu trem de força a transmissão Eaton FS-5406A, de seis marchas e 9,0:1 de redução, a caixa de transferência Marmon-Herrington MVG 750, de duas velocidades (1,0 e 2,0:1), o eixo dianteiro da mesma tradicional marca, modelo MT-11, e o traseiro Meritor MS 23-145 com diferencial blocante, ambos com relação de 5,29:1.

Apoiado em pneus militares 12.00 x 20, o 15.210 tem peso em ordem de marcha estimado em 5.200 kg e PBT de 15.000 kg.

Observe a lanterna traseira com o novo estilo estreado junto com a linha Euro 5 da Volkswagen.

Extra: um Mercedes-Benz LS-1933 AGL de Cabina Simples

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Nosso amigo André Giori do Espírito Santo foi assertivo ao capturar estas ótimas imagens de um inusitado e intrigante Mercedes LS-1933 AGL “cara preta” de cabina simples.

O caminhão suscita inúmera hipóteses. Seria um veículo especial? Seria um pedido específico das forças armadas? Seria um LS-1924 de cabina simples travestido de LS-1933, com direito a “cara-preta” e tudo mais? Lembrando que o LS-1933 só aparecia na literatura de sua época com 4.200 mm entre eixos e cabina leito. O entre eixos parece ter sido alongado, como ocorre em muitos cavalos “idosos”, mas a cabina é realmente “mosca branca”. Note os para-lamas, com desenho específico, talvez parte do suposto pedido especial.

Se algum leitor tiver maiores informações sobre este curioso Mercedes, por favor, entre em contato conosco.

 

Chevrolet Spartan Série 100 – 1958

Nosso amigo Alberto Rocchi nos tem mantido atualizados sobre os passos da completa reforma por que passa seu raro Chevrolet 100 Spartan 6×4, ano 1958, já mostrado aqui e também aqui anteriormente.

Como é possível observar, o coração do “Chevy” será um lendário Mercedes OM-352.

Obrigado, Alberto, por compartilhar imagens desta bela restauração. Parabéns pelo progresso!

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