CBT 2105 – Maio de 1987

Fabricado entre o final dos anos oitenta até cerca de 1994, purchase o Javali foi uma iniciativa da MPL Motores de São Carlos, cialis uma divisão da CBT, mind tradicional e extinto fabricante de tratores.

O Javali era um exemplo de despojamento e verticalização, tendo grande maioria de seus componentes produzidos pela própria MPL, incluindo o motor e seus componentes.

Havia uma criticada versão de 3 cilindros com 2,94 litros, turboalimentada e capaz de desenvolver 84 cv a 3.000 rpm e torque de 250 Nm a 1.600 rpm. A outra versão, aqui ilustrada, vinha com motor de 4 cilindros e 3,922 litros (a mesma cilindrada do MWM D-229/4…) aspirado, de 78 cv a 2.800 rpm, segundo consta mais confiável e dócil nas vibrações.

Hoje os sobreviventes se encontram nas mãos de jipeiros, em muitos casos, com motores Perkins ou MWM e adaptados para uso nas trilhas.

 
Fabricado entre o final dos anos oitenta até cerca de 1994, nurse o Javali foi uma iniciativa da MPL Motores de São Carlos, uma divisão da CBT, tradicional e extinto fabricante de tratores.

O polêmico jipe era um exemplo de despojamento e verticalização, tendo grande maioria de seus componentes produzidos pela própria MPL, incluindo o motor e seus componentes.

Havia uma criticada versão de 3 cilindros com 2,94 litros, turboalimentada e capaz de desenvolver 84 cv a 3.000 rpm e torque de 250 Nm a 1.600 rpm. A outra versão, aqui ilustrada, vinha com motor de 4 cilindros e 3,922 litros (a mesma cilindrada do MWM D-229/4…) aspirado, de 78 cv a 2.800 rpm, segundo consta mais confiável e dócil nas vibrações.

Hoje os sobreviventes se encontram nas mãos de jipeiros, em muitos casos, com motores Perkins ou MWM e adaptados para uso nas trilhas.

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Inaugurando nossos posts sobre tratores agrícolas, discount trazemos o CBT 2105, pharm um típico representante da linhagem de máquinas construídas em São Carlos, and no interior paulista.

O 2105 era caracterizado pelo venerável motor Mercedes-Benz OM-352 de 5,7 litros ajustado para desenvolver apenas 110 cv em reduzidas 2.200 rpm, como convém no uso agrícola. Isso ajudava a protegê-lo do alto fator de carga, quando subtmetido ao reboque de pesados implementos de arrasto, a tarefa mais típica desempenhada pelo CBT, que como na sua maioria, era desprovido de engate três pontos. Em seu lugar, apenas a parruda barra de tração.

Como o motor não tinha cárter estrutural, um robusto chassi se encarregava de mantê-lo em posição, bom como suportava o eixo dianteiro oscilante, num desenho tradicional da escola CBT.

Sua transmissão de 6 marchas permitia velocidades entre 5,4 e 28,3 km/h, considerando os pneus de série.

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32 ideias sobre “CBT 2105 – Maio de 1987

  1. Evandro, tudo bem?

    Bom no CBT era colocar plaina dianteira. Meu avô abriu uma Fazenda no Mato Grosso usando correntão, um CBT 2015 e um Ford 6600.

    E falando em CBT…algum tempo atrás vi um livro de fotos sobre a abertura do bairro Alphaville. Nesse livro tinha a foto da terraplanagem sendo feita usando…CBT 1105 e raspadeiras agricolas (scrapers). Era uma frota enorme de maquinas e scrapers movimentando terra!

    • Daniel, pelo pouco que sei sobre tratores, os CBT sempre me pareceram muito parrudos. Temos bastante material sobre os mesmo para postagens futuras, inclusive de um scraper CBT! Abraço. Evandro.

  2. Tenho minhas duvidas se este motor OM 352 se dava bem para linha agrícola que sempre foi um forte dos perkins por disporem de elevado torque em baixa rotação (já a 1300rpm) ao contrario dos mercedes que precisavam atingir de 1600 a 1800 rpm. Também ouvi dizer que alguns CBTs usavam motor Detroit 4-53, sera verdade ou so adaptação?

    • William, o amigo Daniel talvez possa nos falar. Ele tem bastante experiência com tratores, inclusive o CBT. Você tem razão nos seus comentários. O OM-352 se dava bem na aplicação rodoviária, mas não era o destaque do fora-de-estrada, mesmo nos caminhões aspirados, cuja calibração oferecia torque máximo a exagerados 2.000 rpm, ante rotações bem mais baixas dos Perkins e MWM. Acredito ser esta uma das razões da preponderância de basculantes Ford, Chevrolet e Dodge nos anos setenta, enquanto que os Mercedes dominavam as estradas. Obrigado por comentar. Abraços. Evandro.

      • Evandro e Willian;

        Saiu uma pequena linha de CBT´s com motor Detroit 4.53. Era o 2400. E vale a menção também do CBT 3000 com motor Dodge V8 a álcool. Eu nunca vi ao vivo um CBT Detroit. Apenas fotos de alguns sucateados. A maioria dos CBT´s que eu vi até hoje ou eram Mercedes (1105/2105) ou MWM (8440), embora saiba que a Mercedes usou também motores Perkins.

        Sobre isso posso estar errado mas a CBT usou muitas marcas de motores porque a empresa não tinha exclusividade com nenhum fabricante: A Perkins era dona da Massey Ferguson, a Valmet era exclusivamente MWM (exclusividade que acabou apenas em meados da década de 90 com a introdução dos motores Sisu), a Ford, embora tenha usado o Perkins, depois começou a usar motor proprio (por sinal os mais adequados a aplicações agricolas – os famosos Ford Diesel 3.201, 4.256, 4.268, motores bastante robustos, potentes e beberrões também)!

        Apenas complementando, na linha agricola, os motores Mercedes tiveram aplicação no CBT (OM314 e OM352), as colheitadeiras de grãos SLC (algumas vieram com o OM366) e tratores de esteira Komatsu D50 (OM352).

        • Daniel, obrigado por mais esta pequena aula sobre tratores! Muitíssimo interessante. Vou procurar no acervo os modelos mencionados para futuros posts. Abraço, Evandro.

  3. Amigos boa noite!
    Falando em CBT com motores perkins, meu pai teve dois em momentos distintos com motores perkins, sendo eles um CBT 2500, que adotava o 6358-6 aspirado, sendo excelente, fomos felizes proprietários também de um CBT 8260 4×4, que adotava o famoso 6354-6 ou Q20B6, o mesmo do meu chevrolet D-70 traçado, porém calibrado para linha agrícola. Tivemos ainda, alguns CBT 8440, todos com o gabaritado MWM 229-4, bem como um CBT 8060 4×4, este com o mercedes OM 352. Meu primo tinha um CBT 8240 com motor perkins Q20B4, dois CBT com laminas, sendo um 1090 por sua vez com o perkins 6357-6 e um 1105, que também utilizava o mercedes OM 352.

    Com esta vasta “experiência” em CBTs, a pergunta que não se cala: Qual a melhor motorização para agricultura?

    Motores perkins Q20B, seja 4 ou 6 cc, sendo o mais resitente, os que equipam os tratores ford, sejam 3, 4 ou 6cc, já liderando em economia, mas um tanto fracos, são os MWM.

    Por isso, não é atoa que a lider por décadas na linha agrícola, a Massey Ferguson, sempre utilizou os motores perkins.

    Por falar em perkins, alguém ai se lembra das lendárias D-10 e D-20, que sempre utilizaram motores perkins, bem como os modernos maxion, que nada mais é que um perkins melhorado…

    • Wilson, obrigado por seu comentários interessantes que muito acrescentam. E o Mercedes OM-352, como se sai na lavoura? Abraço, Evandro.

  4. Wilson e todos os amigos!

    Já que “levantou a bola”, tive a oportunidade de trabalhar com as tres marcas de motores que citou (Perkins, nos MF, Ford e MWM) além da Navistar (O Maxion S4) e a Genesis inglesa na linha New Holland/Ford serie 30, assim gostaria de compartilhar a minha percepção deste fascinante tema.

    Como binômio desempenho x economia para 4 cilindros, eu sou fã da linha Perkins com injeção direta. Os Massey 265/275 e 290 (sendo este ultimo a partir da série 300.000 e “três câmbios” – aliás, a melhor máquina da faixa dos 86cv). O unico incomodo são os vazamentos…

    Os MWM, na sua versão seis cilindros são imbatíveis em potência e economia. Os Valmet´s 118/128/138 e 148 jutamente com os 1280/1580 e 1780 fizeram fama por esse binômio desempenho com economia. Já os 4 cilindros deixam a desejar no desempenho uma vez que eles gostam de rotação e tem o mal hábito de “engolir o ronco” quando exigidos. Certa vez, para melhorar um pouco a potencia dos meus Valmets 785 tracionadores de colheitadeira de arrasto de café, quando mandei fazer a bomba injetora, mandei abrir a rotação (de 2200 rpms para 2800rpms). Melhorou um pouco mas longe de ficar “agricola” de verdade. Isso sem falar que depois das 5 mil horas de uso (3 mil horas se for turbo), todos os MWM 229 assopram bastante pelo respiro do cárter.

    Já os Ford´s são um caso a parte: Com um diametro/curso incomum de 112mmx112mm em todas as versões (Ford 3,3L, 4,4L e 6,6L) bebem um diesel que chega a dar medo de ver. Em contrapartida oferecem uma potência em amplas faixas de rotações acima da média. A durabilidade deles era bem boa, tive alguns que trabalharam 10 mil horas antes de começarem a bater. e a disponibilidade de peças era grande devido ao fato de serem os mesmos motores da série 600 e 610, de longa historia no mercado.

    Os Genesis eram uma evolução da linha Ford diesel e equipou a série 30 (chamada de Superforça): Aperfeiçoaram os motores Ford e em alguns casos (no 6630/7630 e 8030) aumentaram o curso dos pistões numa relação de D/C de 112mm por 127mm ficando em 5,0L (4 cilindros) e 7,5L (6 cilindros). Tinham um desempenho mais diferenciado ainda mas o consumo em contrapartida…dava mais medo ainda de ver. O desempenho do 7630 era tão bom que mesmo tendo 105cv, alguns insistem em dizer que o 7630 tem 115cv tamanha era a força da máquina. Já ouvi relatos de 7630 com mais de 14 mil horas de uso com motorização original, mas não posso comprovar. 11 mil hortas eu não só ja vi como tive um 4630 3 cilindros trabalhou todo esse tempo.

    O inconveniente desses motores Gênesis era disponibilidade de peças: Só existe kit´s originais nas revendas New Holland. Nada de K&S, Mahle, Metal Leve, e outros, diferentemente da série Ford diesel que voce pode escolher a marca que bem entender.

    Tive também um trator MF 275 da ultima série com motor International MWM MS4.1A (ou A4.1) que nada mais é que o Maxion S4 agricola. Em minha humilde opinião embora com bstante potência numa ampla gama de rotações, o A4.1 bebia em demasia, 20% a mais que o MWM D229 num mesmo serviço (9,5L contra 8L do D229)

    Agora a Navistar/International está trabalhando num motor denominado Maxxforce 3.1A/4.2A e 6.3A de 3,4 e 6 cilindros respectivamente, com base no Maxxforce 4.1A (ou MS4.1 Maxion S4 mesmo). Segundo o catálogo, vai ter desempenho superior e emissões controladas. Vamos ver no que vai resultar e quem vai usar, até porque as máquinas Valmet e Massey pertencem ao mesmo grupo (AGCO) e tendem a usar a mesma motorização. E a New Holand, além da linha Genesis, também tem participação na IVECO.

    • Complementando…

      Os Mercedes em tratores CBT eram bem queridos também. Não eram ruins, mas o MWM D229/6 era melhor e o Valmet oferecia uma combinação de marchas melhor, bem como serem 4×4. Por isso, mesmo não tendo lá o cambio dos mais resistentes, para trabalho na terra propriamente dito, o Valmet era melhor.

      Assim, o CBT devido a sua rusticidade, (e por serem a maioria 4×2) acabou mais restrito a aplicações mais brutas, como arrasto de implementos pesados (scrapers e roçadeiras de arrasto feita com diferencial de caminhão), plaina dianteira, tudo isso para quebra de cerrado.

      Tanto assim que a grande popularidade do CBT é no Centro Oeste, no cerrado. No sul, e sudeste, sempre predominou tratores mais voltados para o trabalho com a terra já desbravada, como os Ford´s Valmet´s e Massey.

      • Verdade! Nas minhas andanças, sempre que via um CBT, este estava desempenhando as tarefas que tão bem você descreve. Obrigado mais uma vez por sua atenção. Evandro.

    • Muito, mas muito bom o seu relato, amigo Daniel!

      Mais uma aula sobre tratores e motores que precisa ficar registrada para quem precisar destas úteis informações.

      Agradeço a graciosa consultoria!

      Forte abraço, Evandro.

      • Evandro;

        FIco contente que tenha gostado do texto! Se quiser colocar ele como fez com o do Massey Ferguson 85x, fica a vontade!

        Forte Abraço!

        PS: Estou lhe escrevendo na forma de comentário pois estou fora de casa e estou sem seu email de cabeça!

  5. Boa tarde!

    Procuro um manual de operador do CBT 2105 duas alavancas para ensinar um operador. Com figuras e o câmbio numerado fica bem mais fácil para ele aprender. Agradeço enormemente se tiverem ou se indicarem com quem posso falar.
    Grata,
    Renata

    • Cara Renata, este do CBT não temos. Sugiro procurar o Sebo Trem das Sete em Atibaia, SP, ou a Autobook (autobook@uol.com.br). Boa sorte e abraço.

  6. Tenho um 1105 (4×2), com lataria de 2105, Motor OM 352-A (mas sem turbina de um caminhão 15×16). Equipado com lâmina, tomada de força, levante hidráulico, direção hidrostática, freios que arrastam e saída para controle remoto. Na fazenda é o faz tudo: silagem, plantação (Semeato 10 linhas), gradeia (20×26), aração (4×32), pulverização (antes de plantar) etc tudo em terceira ou primeira simples, sem a temperatura passar dos 80ºC. Consome de 10 a 12 litros horas, a depender do equipamento É a melhor relação custo benefício que uma fazenda pode ter em relação a trator. Enquanto achar peças não troco e não vendo.

    • Caro Leonardo, bom dia! Obrigado pelo excelente relato, que certamente ajuda os colegas que estão à procura de um trator econômico e durável para trabalhar. Abraço e grato pela visita!

  7. Alo Daniel
    Para voce que nao conhece um CBT2400 , estamos expondo a partir de 17 / 12 / 14
    Um deles completamente restaurado com Motor Detroit e pronto para o trabalho no MuseuTam em SãoCarlos e na casa onde nasceu.
    Vale a pena visitar o museu. Não duvide

    • Caro João, grato pela honra de sua visita!

      Certamente o Daniel ficará feliz em saber. Por absurda coincidência e sintonia, hoje pela manhã o Daniel me enviou um vídeo sobre o CBT com motor Detroit que ele havia encontrado no YouTube.

      Com respeito ao Museu, estive por lá em 2006 e fiquei maravilhado. Tenho sido aconselhado a voltar, pois desde então muitas preciosidades já foram adicionadas à coleção.

      Em todo caso, trata-se um acervo espetacular e o Brasil deve muito a você e à TAM por este trabalho obstinado de recuperação e manutenção destas joias.

      Um forte abraço!

    • João F. Amaro!

      Fiquei arrepiado! Mais do que o CBT, ontem (14/12) mandei o video de um 2400 para o Evandro!!!

      Sou seu fã João, pelo seu trabalho junto ao Museu, enfim, pela sua lealdade a figura do Cmte Rolim! Quero lhe apertar a mão algum dia desses!

      E além de motores diesel, aviação é uma das minhas grandes paixões de infãncia! Pode ter certeza que irei a São Carlos sim!

      Um fortissimo Abraço!

      • PS: João. Uma das maiores reliquias que vocês tem no Museu (minha opinião), mais até do que o Constellation é o EAY 201 Ypiranga de motor Salmson AD9 que vocês adquiriram da residência do Pignatari.

  8. Evandro, eu nunca vi um cbt de perto, mas a maioria dos tratores cbts que vi em fotos,sites de venda de tratores usados,videos neles em vez de entrar pelos lados, entravam por pela traseira deles , poucos cbts acho que entravam pelos lados, alem dos cbts , vi apenas um ford que trambem era assim.Poderia explicar isso.

    • Caro Lucas, trata-se de uma questão de projeto, do lay-out dos componentes do CBT, que resultava no acesso pela traseira. Grato.

  9. Evandro , a maioria desses tratores cbts como da foto tambem nao tinham levante hidraulico e tomada de força, com iriam trabalhar com guincho , sulcador , roçadeira(que precisa dos dois),etc.

  10. Bom dia amigo! Parabéns pela página, espetacular! Tratores robustos e confiáveis apenas da idade! Não perdem em nada para os novos, eu diria até que ganham deles em função da ausência de eletrônica tão prejudicial para serviços pesados! Temos diversos CBT, sendo o maior deles o 8060. Compramos ele maçarico e turbinamos! Ficou espetacular. Gostaria agora de tentar esclarecer uma dúvida que sempre tive, este motor mercedes 352 maçarico desenvolve 110cv, mas não sei qual sua potência depois de termos turbinado (não tenho informações sobre qual foi a regulagem da bomba). O amigo poderia, por gentileza, estimar a potência deste trator com a turbina e me informar qual a possível regulagem da bomba? Além disso, depois do turbo o trator começou a esquentar demais, talvez se fizesse necessário a troca do radiador e/ou da bomba d’água, não encontramos nenhum radiador maior que coubesse no 8060. Poderia me orientar sobre como proceder por gentileza?
    Desde já agradeço! Um agrade abraço

  11. tenho massey, john deere e valtra mas os mais robostos e que nao quebram sao os dois CBTs 2105

  12. Senhores boa noite,

    Estou pesquisando em vários sites pois preciso adquirir um trator 4×2, apenas para arrastar carretinha de 3 ou 4 TON em lavoura de café de montanha em MG. Preciso de um trator dentro do meu orçamento atual (até R$20.000,00) que seja de fácil reposição de peças, tenha uma boa potência e um consumo baixo. Estou pesquisando entre Ford 4600, CBT 1105 e outros, valmet 65,68,80,85, MF 65x, 235 e o 265, que é top mas o preço tá em média acima do meu orçamento. Alguém poderia me ajudar qual seria o melhor para mim?

    Att,

    Frederico.

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