Cummins RC-AR 210 e RCL-210 – 1974 e 1975

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Com a compra da Otto-Deutz pela norte-americana Cummins em 1971, ailment esta herdou a Ianor, a operação de ônibus da Magirus-Deutz, fincada no distrito industrial baiano de Aratu, onde passou a produzir chassi de ônibus repotenciados com motor V8 traseiro, de 8,3 litros, a partir do ano seguinte.

A produção da chamada Cummins Nordeste seguiu-se até ao redor de 1976, não tendo obtido o êxito esperado, entre outros, graças a problemas com o próprio motor V8 504, que havia sido adotado para substituir o igualmente pouco acreditado (no Brasil) Deutz arrefecido a ar de 8,7 litros de 150 hp aspirado, ou 180 hp turbocomprimido, oferecidos pela Deutz entre 1967 e 1972.

Este interessantes anúncios nos foram doados pelo amigo Alfredo Rodrigues.

 

12 ideias sobre “Cummins RC-AR 210 e RCL-210 – 1974 e 1975

  1. Chega a ser irônico que o Brasil não tenha sido um mercado tão receptivo aos motores Deutz refrigerados a ar, considerando a popularidade que o Fusca alcançou tendo como mote publicitário a alegação de que “o ar não ferve nem congela”.

  2. Nunca tive o prazer de ver este motor V8, afinal era um motor cummins ou deutz? Qual o problema afinal deste motor? Por acaso era fundido no Brasil ou era importadO? Os onibus da Mafersa por acaso eram equipados com este motor ou com o cummins 6 cilindros que viria depois?

    • Caro William, estes ônibus usavam motores Deutz arrefecidos a ar na fase Ianor (Magirus-Deutz) e depois foram repotenciados com os V8 504 britânicos, na fase Cummins Nordeste. Estes motores nunca foram nacionalizados, pois na época a fábrica de Guarulhos estava entretida na nacionalização do motor N855, para aplicação no natimorto caminhão pesado L-9000 da Ford.

      Apesar da cilindrada idêntica, estes V8 não tinham nada a ver com o moderno Série C seis-em-linha dos anos 80, empregado no Mafersa M210 e M240. Pelo que consta, os problemas eram em sua maioria relativos à aplicação do motor no chassi, tais como na admissão de ar (ingestão de poeira), rotação governada aparentemente excessiva, e mesmo de imagem. Estes chassis mancharam a marca no mercado de ônibus. Somente décadas depois é que a Cummins conseguiu dissolver o mito e agora ocupa uma destacada posição neste importante filão.

      Em tempo: boa parte destes chassis eram vestidos com carroçarias Marcopolo II e Marcopolo III, com o logo Cummins aplicado no para-choque traseiro.

      Grato por suas sempre interessantes e inteligentes perguntas.

  3. Evandro, esses motores diesel 8.7L da Deutz arrefecido a ar era o motor que o pessoal chamava de “Deutão” de 6 cilindros (compartilhava as mesmas peças como pistão, bronzinas válvulas do 3 cilindros do trator)?

    Pergunto isso porque uma vez vi a mais esquisita adaptação: Havia um Pastor que mantinha uma especie de reformatorio aqui em Garça para crianças contraventoras. E ele aproveitava dessa mão de obra e fazia serviços mecanicos em maquinas e motores que ele comprava por ai e depois revendia no Amazonas.

    E uma dessas adaptações malucas (que envolvia até colocar motor Perkins A3.152 em Rural Willys 4×4 – já é fraquinha com 90cv, imagina com Perkinho) ele colocou um Deutz 6 cilindros arrefecido a ar em um Chevrolet C-60!

    O ruido do ChevroDeutz lembrava o de um OM352 aspirado e era entranhissimo abrir o capô do C-60 e não ver radiador. Apenas a boca de admissão de ar estilo VW Gol BX.

    Quem dirigiu o caminhão disse que a máquina ficou uma usina de força, que tinha mais força de tração do que o caminhão suportava carregar, mas como toda adaptação, fica um engenho esquisito…

    Esse caminhão hoje, se existir, deve estar na Amazonia, puxando madeira pois foi levado rodando com um Massey Ferguson 95X (Perkins 6.357) na carroceria.

    • Amigo Daniel, talvez seja a mesma família de motores mesmo. Precisaria comparar diâmetro e curso, como você bem sabe.

      Muito curioso seu relato.

      Quanto à Rural, chegaram a experimentar o Perkins 4.203 nos anos sessenta, se minha memória não me trai.

      Quanto ao C-60 com Deutz, me faz lembrar das picapes F-100 argentinas repotenciadas com tais motores de 4 cilindros. Tinha também os caminhões Magirus-Deutz com os mesmos “air-cooled”, muito populares nos Corpos de Bombeiro Brasil afora. Era curioso abrir o capô e ver aquela turbinona a te olhar!

      Grato por comentar.

      • Esse motor Deutz de 8.7L deve ser da série 443, também usada nuns caminhões de bombeiros Magirus-Deutz como os que eu já vi aqui no Rio Grande do Sul. O motor usado nos tratores devia ser o 912w, 912 ou 913. Diga-se de passagem, o 913 é feito até hoje na Argentina e ainda muito usado em repotenciamentos.

  4. Ando por Chile, Argentina e vejo los Agrales por aca na distribuicao de mercadorias, e muitos micro onibus em uso,falando com os motoristas primeiro elogiam a qualidade e durabilidade dos agrales, e o curioso que quando vi a tapa abierta dun micro, vi nele um motor Deutz 4 a AIRE Argentino, resolvi conferir, e todos Agrales saem com motores a aire de 3/4 o 6 cilindros este 6 em versao turbo e posresfriado, ai posto o link da Deutz ar: http://www.deutz.com.ar/MotoresNacionales_913.aspx

    Depois de viajar num onibus Agrale modelo 2012, por 300 km com motor Deutz, a aire, creio que a Deutz teve foi muito azar no Brasil. Jung

  5. Quando cheguei em Curitiba em 1975, tive a surpresa e o prazer de conhecer o EXPRESSO (hoje BRT) que eram ônibus Marcopolo Veneza, com este motor Cummins. Fiquei impressionado, primeiro com o ronco, depois com o torque dele na arrancada. Comparado com os LP-1113 da época, era muito mais vigoroso.
    Viajei, uma vez, num Marcopolo II com este motor. Em Curitiba, aos poucos foram sendo substituídos por Mercedes Benz OH-1417 (motor O-355/5). Hoje, o único exemplar de Expresso original tem outro motor, que nem de longe lembra a o V8 504.

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