A picape Dodge D-100 foi introduzida pela Chrysler brasileira em fins de 1969, sovaldi depois do caminhão médio D-700 e do leve D-400. As últimas 8 unidades foram produzidas ao longo de 1976, capsule a partir de quando sua fabricação continuou apenas na forma de CKD para a exportação.
Sem jamais desafiar a liderança da Chevrolet C-10 e da Ford F-100, a Dodge oferecia como vantagem a robustez e a potência abundante do respeitado motor Dodge V8 318, de 5,2 litros. Seu trem de força era parecido em conceito ao do automóvel Dodge Dart, porém a transmissão de três velocidades tinha a primeira mais curta, de 3,17:1 (contra 2,67:1 do automóvel) e o eixo traseiro também mais reduzido, com relação de 3,90:1 (ante 3,15:1 do Dart e de seus primos mais sofisticados).
Ao contrário da versão “trabalho”, a de luxo (ilustrada) exibia grade dianteira e para-choques cromados, calotas idem, retrovisor em ambos os lados, painel estofado com rádio, acendedor de cigarros e volante do Dart.
Chamava a atenção sua suspensão dianteira com eixo rígido e feixes de mola semi-elípticas, num tempo em que a concorrência já adotava suspensão independente. Seus principais diferenciais, descritos no topo da página de especificações, embora incontestáveis, não atraíram público suficiente, resultando em vendas modestas. Como decorrência, na atualidade o modelo é bastante raro.


A única D-100 que eu vi na minha vida foi uma amarela de um senhor que era sócio de uma metalúrgica aqui em Sapiranga; era amarela com rodas Mangels ou outra marca, o resto era original.
Caro Geremias, tem razão. Estas picapes são bem raras. No encontro de Aguas de Lindoia deste ano fomos agraciados com um raríssimo exemplar de uma D-100 cabina dupla original de fabrica do nosso amigo colecionador Alexandre Badolato, do Museu do Dodge. Veja aqui: http://caminhaoantigobrasil.com.br/wp-content/uploads/2013/06/Dodge-D-100.jpg
Grande abraço e grato por comentar.
Acho que já cheguei a ver essa mesma D-100 em 2007.
Daniel, que sorte! O modelo é bem raro. Abraço.
Tenho pelo menos duas fotos duma D-100 com carroceria step-side que eu tirei em 2007 passando por Viamão durante uma viagem com o meu pai e um tio meu. Depois tenho que te enviar.
OLA , BOA TARDE GOSTARIA DE SABER C ESTE MODELO DE CAMINHONETE TEVE A DIESEL E DE ONDE VINHA AS PEÇAS E CKD ???
Caro Cássio, bom dia! Desconhecemos que tenha havido uma versão diesel no Brasil. A D-100 era fabricada no Brasil, na fábrica da Chrysler na Via Anchieta, em São Bernardo do Campo, SP. O modelo também era exportado desmontado (CKD), do Brasil para outros países. Obrigado. Abraço.
Já vi umas D-100 rodando no diesel, mas eram todas adaptação, normalmente com motor Perkins mas já cheguei a ver uma com motor Mercedes-Benz OM314 e caixa de 4 marchas.
Daniel, boa noite! Também já vi D-100 diesel, que pelo ronco e pelo “aroma” do escape, parecia ter um Perkins na casa de máquinas. Por falar em OM-314, fizeste me lembrar de uma F-100 com tal motor, emprestada nos tempos de faculdade para transportar uma cama redonda de motel, comprada por um colega de república num brechó local! Depois de inúmeros encavalamentos de marcha (do câmbio na coluna), solucionados com suor e graxa, a cama resolveu “saltar” da caçamba da F-100 para sair rolando em plena via expressa da Avenida do Estado, aqui na capital paulista… Sorte não ter ninguém nos seguindo, já que o último semáforo havia fechado logo após passarmos por ele… Caso contrário, alguém teria sido atropelado por uma cama de motel em plena luz do dia… Abraço.
Oi bom dia , gostaria de tirar u dúvida a respeito de uma matéria que vi num site americano ( http://www.dieselpowermag.com/tech/1307_july_2013_basic_training_water_methanol_injection/ ) que fala sobre a injeção de agua + metanol ou etanol no motor a diesel , gostaria de saber de vcs c tal recurso pode trazer algum ganho de potencia ao motor (será que danifica o motor ) desde já fico grato ….. bom fim de domingo abraços .
Cassio, tudo bem? Não temos informação a respeito e não nos sentimos capacitados para comentar sobre este tema. Desculpe não poder ajuda-lo. Obrigado pelo comentário. Abraço.
Injeção de água com metanol age basicamente como um intercooler químico. Eu sou favorável, considerando também que promove uma combustão mais limpa e evita incrustações no coletor de admissão.
No momento não me lembro onde eu li, se numa revista “Transporte Moderno” ou “O Carreteiro”, que a produção total no Brasil da D-100 de 69 a 76 foi de 2.621 unidades.
Acho que o que a fez preterida em favor da C-14 ou da F-100 era o consumo do V-8 e a dificuldade em pará-la, pois os freios a tambor não davam conta do peso.
Bem lembrado. Grato por comentar. Abraço!
A suspensão com eixo rígido também na dianteira foi outro aspecto que pesou contra, diante do maior conforto das C-10/C-14 e posteriormente da série 20, além da F-100 e da F-1000 também.
Domingo vi uma D-100 laranja no Largo da Epatur, com motor Perkins.
Adquiri uma D-100 72 amarela e a estou restaurando.
Gostaria de saber como se decifra o número de chassi para saber data de fabricação e ordem de saída da linha de montagem, alguém saberia ?
Áh,… o nome dela é “Febre amarela”
Caro amigo, parabéns pela D-100! Sugiro entrar em contato com especialistas como o Alexandre Badolato, do Museu do Dodge (http://museudodge.blogspot.com.br/). Acho que ele, como um dos maiores especialistas em Dodge do país, poderá ajudar. Grande abraço.