Dodge E-13

Desenvolvido ao longo de 1980, decease com o primeiro veículo produzido em novembro daquele ano, o Dodge E-13 deslanchou mesmo a partir de 1981, já sob a égide da Volkswagen Caminhões, que acabara de assumir o controle das operações da Chrysler no Brasil.

Montado na antiga Fábrica 4, às margens da Via Anchieta, bem defronte à colossal Fábrica 1 da VW, em São Bernardo do Campo, SP, o Dodge E-13 foi, junto de seu irmão 6×4 – o E-21, um dos caminhões a etanol de maior êxito, permanecendo em produção até 1985.

A proposta do E-13 era de servir nas tarefas de apoio na indústria sucroalcooleira, em complemento ao E-21, usado colheita da safra.

Este post junta-se ao do Dodge E-11, seu irmão menor, agora melhorado, a pedido de um de nossos leitores.

 

 

20 ideias sobre “Dodge E-13

  1. Legal muito boa a reportagem so falta agora o grande E21, acho que este modelo era tracado. Tambem seria interessante algumas informacoes da epoca de como foi desenvolvido este motor dodge 318 que era originalmente a gasolina para o etanol, quais foram as dificuldades e tecnicas empregadas na epoca para torna-lo o maior motor V8 (creio que do mundoo) convertido a alcool por tecnicos e engenheiros brasileiros. Tambem seria interessante se houvessem testes de epoca destes caminhoes de como se comportavam realmente na lida alcooleira ou no trabalho em geral, dados de desempenho, consumo entre outras quando comparados com equivalentes Diesel, mas acho que quase nao existem publicacoes sobre o assunto. Abraco

    • William, bom dia! Temos à mão o folheto do Dodge E-21, para completar o trio de “Dojões etílicos”. Vamos buscar reportagens de época para tentar sanar suas interessantes considerações. Um abraço e obrigado pela colaboração, Evandro.

    • Tenho em minha estante estudos de evolução do motor a álcool bem como plantil da cana, produção e história do álcool. Motor de ônibus e caminhão a álcool é uma raridade. Se poder informar mais referencias sobre motores de caminhão e ônibus a álcool de fábrica seria muito construtivo.

      • Caro Queiroz, estamos preparando um capítulo sobre os caminhões a etanol no Brasil, que vai figurar no livro que estamos redigindo, sobre a história do caminhão no país. Se tiver algum material que queira ver publicado no referido livro, sobre o etanol e outros, por favor entre em contato conosco. Vai ser uma honra incluir parte de seu acervo e deixa-lo registrado para a posteridade. Abraço e grato por comentar.

    • Fábio, boa tarde! Um Cummins 6BT ficaria muito bom, mas possivelmente a transmissão ficaria exposta a um torque de entrada maior que o de projeto. Talvez um Cummins 4BT seria mais adequado, para não mexer na caixa. Obrigado pela visita. Abraço, Evandro.

  2. Amigo Evandro,conversando com meu pai sobre os dodges,ele me disse que chegou a trabalhar na Chrysler do Brasil,vendo de perto o desenvolvimento do 318 para o alcool.Ele me disse que a grande diferença estão nos pistões,que são mais altos,no tratamento das sedes das válvulas e no carburador,que era niquelado.Lá em Campos dos Goytacazes,fizeram vários testes com esses carros na plantação,e eles apresentaram um bom desempenho.Os grandes problemas eram 2:O consumo era exessivamente alto,coisa de 1,3 km/l de media,e o eixo do motor não aguentava a taxa de compressão alta,e partia perto da polia.Esse caso do virabrequim tambem acontecia com o ford 302 a alcool.Lembro do Landau do meu avo,que era a alcool e quebrou o eixo em 1998,com 53000 km rodados.Espero que tenha ajudado.

    Um forte abraço,
    Ramiro Crespo

    • Ramiro, puxa que bacana a experiência de seu pai! Se tiver imagens da época que queira dividir conosco, será uma honra! Muito agradecido. Evandro.

    • 1,3km/l chega a soar otimista perto de comentários sobre consumo na faixa de 800 metros por litro de etanol que eu já ouvi anteriormente. Não é à toa que mesmo no auge do ProÁlcool o transporte pesado acabou consolidado para cima do diesel mesmo…

      • Daniel, e olha que os Dodge foram os que mais duraram em produção. Os Mercedes 610, 1115 e 2215, assim como os Ford F-13000 e F-22000 foram produzidos apenas em quantidades homeopáticas. Quanto às cifras citadas, de fato, ouvi algo similar! Abraço.

  3. leia o anuncio com atenção !!!
    Vendo motor 318 Dodge a álcool zerado !!!! 225 hp !!!! o motor era de um caminhão Dodge que saiu da concessionaria e já foi colocar a mecânica a diesel … não funciono nem 1 km direito e esta guardado desde então … possui todas as marcações de tinta de fabrica não foi alterado nada!!! possui o motor de partida no lugar o de fabrica ….no motor esta faltando o carburador o volante e a polia do vira … o motor tem a marcação do logo da VW na parte superior dele … o motor ta virando na mão !!!! os cabos de velas são os de fabrica !!!
    estudo ofertas
    R$ 6.500,00
    Anderson Nunes Ferreira
    segue fotos do cabeçote , olhem bem … neste estado é raro !!!
    e sem contar o lacre do distribuidor !!!!!!!!!!
    estou localizado em São Paulo – Diadema
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    690*28113 – ID NEXTEL
    7006 3609 – NEXTEL
    9 5334 6092 – TIM / WHATS

  4. Bom dia,
    Tenho uma lancha com motor dodge 318, rodando com gasolina.
    Gostaria de obter esclarecimentos sobre um emblema da vw no coletor de admissão.
    significa que o motor e pra alcool?
    se for, tem algum problema de estar rodando com gasolina, ja que a taxa de compressão deve ser maior…..??

    • Caro Alceu,
      Desculpe-me pela demora para responder. Embora a VW tenha produzido o 318 a gasolina para modelos de exportação, é muito provável que seu motor tenha nascido para rodar com etanol, o chamado 318-3E, com taxa de compressão 9,5:1. Das duas uma: ou seu motor foi convertido de volta para gasolina, ou ele está encarando bem nossa gasolina misturada com álcool, já que a taxa não é tão alta assim. Grato pela visita.
      Um abraço.

  5. tenho um e21 diesel trabalho todo dia com ele na extraçao de areia estou acostumado a explanar areia atravessando um rio de 15 metros de comprimento com 15 toneladas de areia em 2 reduzida sem problemas sem forçar o motor adoro ele….

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