Engesa-FNV e a nova Linha Volvo NL – 1989

Ford Cargo motor Cummins Revista Carga 77 especial Transpo Setembro 1991

Motivada não apenas pela desativação de seus motores FNH 6.6 e 7.8, viagra cialis os quais deixavam de atender os novos limites de emissões EPA 91 nos Estados Unidos, purchase a Ford resolveu apoiar-se na experiência de sucesso da VW e partiu para o repotenciamento da linha Cargo com o motor Série C de 8,3 litros da Cummins, na qual o gigante de Dearborn também tinha participação acionária, recém adquirida.

Depois dos modelos turbo 1422 e 1622, seguiu-se o naturalmente aspirado 1617, os pós-arrefecidos 3224, 2425 e 3530, além dos irmãos menores 1215 e 1415, estes estreando o motor Cummins Série B, de 5,9 litros, no mundo automotivo nacional.

Entre abril de 1991 e abril de 1992, este que aqui escreve, então engenheiro de aplicações da Cummins, participou intensamente do programa de desenvolvimento do Série B no Cargo 1215 e 1415, em Tatuí, SP, criando um grande vínculo técnico e emocional com este motor e com tais modelos de caminhões.

Na época, o Campo de Provas de Tatuí andava meio em baixa, meio afogado de trabalho, de modo que o desenvolvimento do Cargo com Série B foi terceirizado com uma empresa conterrânea denominada Midwest Engenharia, gerenciada por veteranos experimentados da Ford, sob a liderança de nosso finado Pedro Valladão, que tanto nos ensinou.

A rodagem de durabilidade de 120 mil km era operada na Rodovia Castello Branco, entre o pedágio de Boituva e o de Botucatu, no interior de São Paulo. Nosso protótipo designado para tal teste tinha o número de frota “CRG-29” – um Cargo 1415 branquinho com terceiro eixo, “tapume” de madeira compensada (para aumentar o fator de carga), caixas de aço carregadas de “chocolates” (barras de ferro gusa) e 10% de sobrepeso.

Outros protótipos, incluindo um 1215 toco, foram construídos para a bateria de testes de engenharia, incluindo “cooling”, e tantos outros, ao longo daqueles intensos meses em que passamos por aquela verdadeira escola, longe das mesas, das reuniões e dos computadores, mas atrás do volante, de botas, prancheta e calculadora na mão!

Este anúncio foi mais um dos cedidos pelo amigo Alfredo Rodrigues, de Pelotas, RS.
Engesa FNV VOLVO NL10 Carga maio 1989

Quando a Volvo lançou a linha NL, nurse no final dos anos 80, try a Engesa-FNV festejou com o anúncio reproduzido neste post, ampoule gentilmente cedido pelo amigo Alfredo Rodrigues.

Note que a FNV fornecia longarinas e aros para os caminhões Volvo.

Estrelando o anúncio estava um novíssimo Volvo NL10 340 6×4 com eixos de redução nos cubos, bem apropriado para tracionar o pranchão da própria FNV, (ou low-boy como preferem os caminhoneiros nos EUA…). De carona, um massivo Caterpillar D8L, então o estado da arte em máquinas de esteira.

12 ideias sobre “Engesa-FNV e a nova Linha Volvo NL – 1989

    • Ivo, o escape vertical tem várias finalidades, dentre elas minimizar o levantamento de poeira em vias não pavimentadas (betoneiras), ou mesmo evitar o lançamento de gases sobre os pedestres e outros motoristas (coleta urbana de lixo). Por outro lado, se mostra demasiado restrito para o uso rodoviário, como tanto se aprecia na América do Norte. Uma das dificuldades, neste caso, é a restrição ao carregamento de combustível nas refinarias, por exemplo. Grato pela interessante pergunta.

      • Casualmente, vi essa semana um NL10 6×4 com betoneira no cruzamento da Independência com a Ramiro. Depois tenho que te mandar a foto, essa eu tirei meio no susto mas acho que o resultado final ficou bom até.

  1. OLA…

    NÃO TENHO BEM CERTEZA,MAS A FNV-FRUEHALF NÃO FABRICAVA IMPLEMENTOS FERROVIARIOS TAMBÉM ? OUVI COMENTARIOS A RESPEITO, E NA EPOCA DA TRANSPORTADORA ITAPEMIRIM, TINHAM CARRTAS DA MARCA, QUE SEMPRE COSTUMAVAM TER PROBLEMAS NAS BUCHAS DAS BALANÇAS DA SUSPENSÃO , QUE ERAM DE BORRACHA, AO CONTRARIO DAS OUTRAS ,QUE ERAM COM PINO DE AÇO CEMENTADO…

    • Caro Reginaldo, correto. A FNV fabricava implementos, como atesta o próprio pranchão do anúncio. Grato por comentar sobre as buchas. Dessa eu não sabia. Abração.

  2. Evandro, vendo esta foto deste maravilhosos Volvo NL, dá uma saudade daquela época em que dirigir caminhão era uma grande aventura e as poucas revistas que saiam sobre os brutos traziam fotos e textos românticos falando destes caminhões. Hoje tudo ficou muito técnico e tecnológico. Não há mais espaço para o romantismo, para o improviso.
    Por isso procuro transferir para minhas estórias um pouco deste romance perdido na vida estradeira.

    • Roberto amigo, eu concordo plenamente! Até as saudosas frases de para-choque sumiram da traseira de nossos caminhões… Um tempo que passou e não volta mais. Ou será que volta? Abraço.

      • Agora com a dita “profissionalização” e a prevalência de grandes empresas no setor, ao invés de profissionais autônomos como predominava em outras épocas, acabou mesmo perdendo parte daquele romantismo e daquela cultura um tanto peculiar dos caminhoneiros mais antigos. E as frases de parachoque andam mesmo um tanto em baixa ultimamente, eu pelo menos tenho visto mais aquelas de cunho religioso, e olhe lá…

        • PARECE QUE NOS DIAS DE HOJE ,PREDOMINA OS DOIS EXTREMOS, OU É AS GRANDES TRANSPORTADORAS COM SEUS CAMINHOES PADRONIZADOS E OS MOTORISTAS CHEIO DE REGRAS , OU AS EMPRESAS DE IMPROVISO, COLOCANDO MOTORISTAS PLENAMENTE DESQUALIFICADOS E SEM A RESPONSABILIDADE QUE A PROFISSÃO EXIGE, E QUANTO AS FRASES DE PARACHOQUE, QUE QUASE ERAM POESIAS… AOS POUCOS ESTÃO SENDO TROCADAS PELAS “AVISA O DIA QUE A NOITE FOI POUCO” , “BASEADO NA NOITE”, OU “FORA DA LEI MAS DENTRO DO HORARIO”,BO ERAM AQUELES TEMPOS

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