Novamente flagramos o gigantesco Euclid R45 6×4 empenhado no transporte de cargas excepcionais.
Operado pela mesma Transpesa Della Volpe, sovaldi o exemplar registrado desta vez, número de frota 520, tinha uma diferença significativa em relação ao anterioremente postado aqui: http://caminhaoantigobrasil.com.br/category/fotos/euclid/
Conforme nos esclareceu há algum tempo o amigo leitor Eden Carvalho, este exemplar do Euclid R45 bimotor – de fábrica equipado com propulsores Cummins Série N (veja postagens de ontem) – foi repotenciado com motores Scania, aparentemente o DSI 11, como mostra o veículo deste post, registrado enquanto descansava num posto da Rodovia dos Bandeirantes, nas proximidades da capital paulista.
Assim como nos antigos Cummins, note que o pós-arrefecedor é do tipo ar-água, facilitando a sua instalação no Euclid, já que não se faz necessário alterar o pacote de arrefecimento para a adição do intercooler.


Só nao entendi o termo “repontencializar” acho que face o tamanho e potencia dos cummins de 14 litros o termo certo seria despontencializar utilizando os scania DS11 (sem querer desmerecer estes otimos motores).
William, não tenho certeza de qual a potência dos motores Cummins antigos, mas deviam estar na faixa de 335 hp. Creio que os Scania DSI11 devam entregar níveis parecidos de potência e torque, por serem mais modernos, apesar da menor cilindrada. Abraço!
Outra coisa, na foto nao da pra perceber,mas haviam dois motores iguais dentro do cofre do motor?
William, sim. Há dois motores nestes Euclid. As transmissões automáticas da época não tinham torque de entrada suficiente para suportar motores maiores, daí a criação deste sistema pela própria Allison, com duas caixas automáticas sincronizadas, cada uma impulsionando um dos eixos traseiros. A ideia dos caminhões bimotores já não era nova nos anos sessenta, havendo exemplares de outras marcas desde pelo menos os anos trinta. Obrigado!
Motores Scania dão conta podendo ser o 6 c ou 0 v 8;;
Grato pelo comentário e pela visita!