Fiat 120 N3

Lançado em 1979, o Fiat 120 representava uma nova opção da Fiat Diesel no mercado de médios, em adição ao Fiat 140, melhor posicionando a marca frente a concorrentes como o Mercedes L-1113.

A versão N3 ilustrada tinha entre eixos normal (daí o “N”), de 4.500 mm, e vinha equipada com terceiro eixo de fábrica (“3″), com PBT de 19 toneladas.

Assim como o Mercedes trucado de fábrica da época, o L-2013, o caminhão Fiat também padecia por não oferecer um eixo traseiro com reduzida, o que lhe garantia um desempenho limitado em rampas, com apenas 20% de capacidade, considerando o eixo mais reduzido, com o qual a velocidade máxima chegava a somente 76 km/h.

A cabina avançada com para-brisa amplo, com três limpadores, não era basculável, de modo que o acesso ao motor era assegurado por tampa removível no interior da mesma. Aliás, seu propulsor era um de seus destaques. Com nada menos que 8,1 litros, o Fiat 8.360 de 8,1 litros, tinha  a mesma potência que os Mercedes OM-352, de 130 cv, mas com a vantagem da rotação governada de 2.400 rpm, 400 a menos que o concorrente de 5,7 litros. No torque, graças à cilindrada, o Fiat também vencia o Mercedes com galhardia, oferecendo 41 mkgf a apenas 1.400 rpm, contra 37 mkgf a 2.000 rpm.

Infelizmente, o Fiat 120 foi mal compreendido pelo mercado, e padeceu sem ao menos ameaçar a liderança da Mercedes. Em 1983, a Iveco, sucessora da Fiat Diesel, abandonava o mercado, para voltar somente em 1997.

FIAT 120 1 FIAT 120 2

16 thoughts on “Fiat 120 N3

  1. AINDA TRAGO LEMBRANÇAS DOS TEMPOS QUE PASSEI AJOELHADO NO ASSOALHO DESSAS CABINES,DE PONTA CABEÇA NO MOTOR (geralmente com um vergonhoso cofrinho a mostra…),O QUE FACILITAVA UM POUCOERQA A FACILIDADE DE REMOÇÃO DO CAPO INTERNO,QUE ERA SOMENTE ENCAIXADO,E A OPORTUNIDADE DE DESTRAVAR E VIRAR TOTALMENTE AS PORTAS PRA FRENTE,DEIXANDO AS COM UMA ABERTURA DE QUASE 90°…

    VELHOS TEMPOS A PARTE, TENHO COMIGO MUITOS ELOGIOS AOS CAMINHOES DA MARCA,POREM OS FIAT SEMPRE TIVERAM UMA MECANICA MAIS “DETALHISTA” QUE OS OUTROS DA ÉPOCA,O QUE EXIGIA UMA MÃO DE OBRA MAIS,VAMOS DIZER…CUIDADOSA,O QUE NUMA EPOCA DE MERCEDES E SCANIA,ERA MEIO COMPLICADO,E ACABAVA DEIXANDO CARO,ACREDITO QUE PELO MESMO MOTIVO O MOTOR DETROIT SOFREU QUANDO ESTEVE POR AQUI…

    • Reginaldo, caramba! Até com Fiat você já trabalhou!?

      Que bela experiência, hein, amigo!

      Eu concordo com seus comentários sobre o preparo da mão de obra. É a única explicação. Pois estes modelos eram muito populares na Argentina por exemplo, assim como os Detroit o eram em inúmeros países da América Latina, de condições similares ou piores que as nossas.

      Bom domingo.

      • Uma vez vi algo que acho que nunca mais verei na vida: Um Chevrolet C-60 repotenciado…com motor Deutz refrigerado a ar!

        Era estranhissimo abrir o capô do Chevrolet e não ver o radiador, apenas a abertura do ventilador axial, lembrando um pouco os Gol’s arrefecidos a ar!

        Abraços!

        • Daniel, muito peculiar um Chevrolet com motor Deutz! Na Argentina tem muitos motores Deutz em picapes Ford, caminhões Dodge, Agrale, Fiat, etc. Esta mesma visão que você descreve é típica dos caminhões Magirus Deutz que equiparam tantos Corpos de Bombeiros Brasil afora e que hoje descansam nos acervos de viaturas históricas destas organizações. Nosso livro terá capítulo especial dedicado a esta clássica marca de caminhões, ônibus e motores que também já esteve presente no Brasil. Abraço e grato por comentar.

          • Já vi uns Maggies doados por corporações de bombeiros da Alemanha para cá para o Rio Grande do Sul, até já te mandei umas fotos pelo que eu me lembre

          • Daniel, é verdade. Tem muitos Magirus espalhados pelo Brasil, em especial nos acervos dos Bombeiros. Desde o Rio Grande, passando por São Paulo e até na Bahia. Pena que estão apenas nos acervos históricos e os civis praticamente sumiram do mapa. Grato por comentar. Abraço.

  2. POIS É AMIGO EVANDRO,JA BAIXEI NESSE TERRERO TAMBÉM,AINDA TAVA COMEÇANDO NA AREA,MAS JA CONSEGUIA FAZER UMAS EMBREAGEM,INCLUSIVE NAS ULTIMAS SEMANAS QUE TRABALHEI NA CONCESSIONARIA,TRABALHEI EM UM 140,POREM JA ESTAVA REPOTENCIADO COM UM OM-366,TIVE MAIS OPORTUNIDADE COM OS MERCEDES ,MAS NOS TEMPOS EM QUE O FALECIDO PAI TEVE A OFICINA AQUI EM COLOMBO TRABALHAVAMOS MUITO COM FIAT,MEU VELHO INCLUSIVE ERA UMA REFERENCIA NESSES CAMINHOES AQUI NA REGIÃO,EU AINDA DIVIDIA O TEMPO ENTRE O COLÉGIO E A OFICINA MAS EM MEADOS DA DECADA DE 90,REFORMAMOS ALGUNS 70, 80S 120,130 E ATE UNS 190…

    E COMO FOI COMENTADO POR VOCE E O AMIGO DANIEL,NA ARGENTINA, OS CAMINHÕES DA MARCA SÃO MUITO RESPEITADOS,ATÉ HOJE É COMUM VER TRABALHANDO OS 619,QUE POR AQUI FOI MAIS CONHECIDO COMO 190H,GERALMENTE AINDA COM MECANICA ORIGINAL PUXANDO JULIETAS DE TRES EIXOS,

    EXISTE A EXPRESSO EL AQUILUCHO DE ROSARIO NA ARGENTINA,QUE INCLUSIVE OPERA NO BRASIL,COM BASE DE APOIO EM URUGUAIANA-RS E SÃO PAULO,E TAMBÉM SÃO REPRESENTANTES DA IVECO NO PAIS,QUE SÃO FIÉIS A MARCA DESDE CHEGARAM POR LA,RODARAM MUITO POR AQUI COM OS TURBOSTAR,E HOJE DÃO AS CARAS COM OS STRALIS,ATÉ MESMO COM ALGUMAS VERSÕES DE 520cv…

    • Reginaldo, que interessante! Um 140 com motor 366… Caminhão é como trator, se bem cuidado não acaba nunca, mesmo que isso demande atualizações como a citada.

      O Expreso El Aguilucho é mesmo bem tradicional no transporte internacional entre o Brasil e a Argentina. A Iveco é muito forte na Argentina pois nunca saiu do mercado (como aqui) e talvez permaneça o único fabricante de caminhões na Argentina, mesmo num tempo em que toda a produção daquele país foi toda transferida para o Brasil.

      Grato por comentar!

  3. De fato acho que o N120 e 140 tinha o mesmo problema dos 190H e 190 turbo pecavam por um sistema de transmissao (caixa/diferencial incompativeis com a proposta do motor) . Ou seja os disponiveis na epoca nao estavam adaptados para estes tipos de motores mas sim para os motores de menor cilindrada e com maior regime de rotaçoes de maneira que a velocidade final ficava pequena mesmo quando tambem utilizavam diferencial de duas velocidades no caso dos N140

    • Amigo William, tem toda razão no seu comentário. Se bem que em seu tempo, as velocidades máximas não passavam muito de 80 km/h na maioria dos caminhões. E olha que já era uma grande evolução. Vinte anos antes, as velocidades ficavam na faixa de 60 a 70 km/h no máximo. Grande abraço e grato por comentar.

  4. muito andei dentro da boléa de um fiat 130 com meu pai,hj em dia ele é reliquia,com toda a mecânica original esta guardado só para passeio!!!

    • Caro Ivan, obrigado por comentar. O Fiat 130 em bom estado e com mecânica original é uma verdadeira preciosidade. Estamos escrevendo um livro sobre a história do caminhão no Brasil e seria muito interessante termos fotos em alta resolução deste caminhão. Seria possível Aguardo contato. Agradeço a ajuda. Um abraço.

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