Fiat Ducato – 1998

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Nosso amigo e colaborador frequente Lucas Vieira, try de Minas Gerais, viagra nos fez a gentileza de enviar um interessante material sobre o Fiat Ducato em sua primeira versão apresentada no Brasil. Além dos folhetos, Lucas também deu uma aula sobre Ducato, a qual reproduzimos a seguir:

“Olá, Evandro,

Estou enviando anexado ao e-mail, alguns folhetos sobre o lançamento do Fiat Ducato no Brasil, em 1998, ainda importados da Itália em com motor 2.5 aspirado. Em 2000 a produção foi nacionalizada na Fábrica de Sete Lagoas da Iveco, e o modelo passou a utilizar o motor Iveco/Sofim 2.8, nas versões aspirada (89 cv), Turbo (103 cv) e Turbo Intercooler (122 cv), as mesmas do Iveco Daily. Em 2006 a primeira atualização da carroceria, com o modelo 244 (o do catálogo é a versão 230) e o motor passou a contar com gerenciamento eletrônico e 127 cv. Em 2009 o motor foi trocado pelo Multijet F1A, com 2.3 L e a mesma potência, de 127 cv, e em 2012 foi trocado novamente de motor, pelo F1A Euro 5, com EGR e a mesma potência de 127 cv.

Sou feliz proprietário de 2 modelos, um 230 turbo 2004 e um 244 Multijet 2011, ambos rodando todos os dias no transporte de universitários em Belo Horizonte. São veículos bem valentes, sobretudo o motor 2.8, que dizem ultrapassar facilmente os 1 milhão de km, o meu está com 300.000 km, mas sem fumaça e consumo 0 de óleo lubrificante, acho que vai longe! O Multijet ainda com apenas 140.000 km, mas funcionando como novo.

O destaque negativo desses veículos em minha opinião, apenas a suspensão dianteira, bastante frágil, exigindo constante substituição das buchas, coxins e pivôs, correia dentada, que exige atenção constante e acabamento, a portas traseiras a laterais se desregulam com frequência e a bateção chega a incomodar. O resto é só alegria, principalmente o consumo de combustível, média de 10 km/l na cidade e 12 na estrada! Pneus dianteiras, simples alinhamento constante e excessos na arrancada, evitam o desgaste.

Abraço!”

Obrigado, amigo Lucas, pelo excelente relato.

14 ideias sobre “Fiat Ducato – 1998

  1. Por mais que seja um capítulo relativamente decente da história automobilística brasileira, não há dúvidas de que o Fiat Ducato já tenha conquistado um respeito que antes era mais reservado à Kombi…

    Na época desse anúncio eu tinha uns 8 anos, mas já conhecia o Ducato por ter visto alguns que eram usados por turistas argentinos em Florianópolis, além de ter visto uma foto na revista Quatro Rodas enquanto ainda estava em testes de “tropicalização”. Só lamento que as versões de chassi-e-cabine nunca tenham sido disponibilizadas oficialmente no mercado brasileiro embora fosse oferecido na Argentina até 2000.

  2. Daniel, na fábrica em Sete Lagoas, há vários modelos chassi-cabine, alguns inclusive carregando peças e componentes pelo chão de fábrica. Segundo fontes não oficiais lá de dentro, ouve um certo receio de lançar essa versão devido ao preconceito pela tração dianteira (talvez uma decisão acertada, visto que a Renault até agora não conseguiu emplacar a Master chassi-cabine), e uma concorrência com o Daily de 3.500kg, produto da própria casa. Em 2008 chegaram a pensar em lançar um Daily mais leve e barato para concorrer com o HR, mas o projeto não foi aprovado pela PSA, deixando assim o mercado livre para o HR e Kia Bongo. Dizem que o HR é uma pedra no sapato deles no mundo inteiro, pois mesmo com tração traseira consegue ser mais barato que o Ducato.

    Quanto a nova geração, a atual fabricada na Italia desde 2006 não será fabricada aqui, dizem que uma nova versão será fabricada aqui e lá, assim como fizeram com o Daily em 2006. Vamos esperar pra ver.

    Abraços

      • Daniel, seu comentário me fez lembrar dos intensos debates sobre a configuração da Transit, nos idos de 2007. A Transit é única em sua categoria ao permitir a instalalação do trem de força norte-sul para tração traseira, ou leste-oeste para tração dianteira. Dizem seus criadores no Reino Unido que a mudança pode ser feita em poucas horas. Na época, aqui no Brasil, a corrente que defendia FWD acabou perdendo para a turma RWD, da qual eu fazia parte. Mas, você tem razão no seu comentário. Hoje, as vantagens da RWD parecem cada vez mais sutil, em nosso mundo quase todo pavimentado… Abraço.

        • O irônico é que no México a Transit era vendida com tração dianteira, mas depois que as versões de tração dianteira ganharam uma nova geração perdeu-se o modelo de chassi-e-cabine, que agora é restrito à tração traseira ou integral em alguns mercados. Eu avalio isso como um grande erro por parte da Ford, já que a tração dianteira é particularmente apreciada em algumas aplicações especiais como nas ambulâncias, em virtude da menor altura da plataforma de embarque e maior facilidade em promover diferentes ajustes de suspensão.

          http://cripplerooster.blogspot.com/2010/03/divagacoes-sobre-sistemas-de-tracao-em.html

          • A despeito de seu comentário sobre a Courier, o mesmo me fez lembrar da Pampa que meu finado pai tinha. Ano 1991, com motor AP800 e catalisador, a picape era impressionante no barro. Parecia ter tração total, apesar de ser 4×2. Era inacreditável seu desempenho na lama. Uma antítese da F-1000 1989 que, apesar de espetacular em todos os sentidos, era uma bailarina na estrada que nos conduzia ao sítio em Piumhi-MG na época das chuvas. Tão decepcionante que tivemos de vendê-la com dor no peito. Abraço.

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