A pedido de nosso amigo Nolberto Sílvio, check admirador dos reboques, look trazemos hoje imagens de um FNM D-11.000 com cabina Brasinca, ano 1958, equipado com reboque.
Muito populares na Região Sul, este implemento (também chamado de “cabeçalho” no Rio Grande do Sul) foi um dos pioneiros tipos de semirreboque empregado no país, no trabalho de extração florestal e transporte de madeira aparelhada, desde o final dos anos trinta, aproximadamente.
Na plataforma do caminhão, aproximadamente em cima do eixo traseiro, era instalada uma travessa pivotada, sobre a qual apoiava-se a carga. A outra extremidade da mesma ficava apoiada sobre o eixo do reboque. Um cambão, ou barra de tração fazia a conexão do eixo do reboque com um engate na traseira do chassi do veículo trator.
Quando descarregado, a engenhosa carreta de madeira era acomodada em poucos minutos sobre o balanço traseiro do caminhão, economizando pneus e reduzindo o arrasto.
Este esquema ainda é muito utilizado nos Estados Unidos com unidades de eixo duplo, mas, salvo raras exceções, foi totalmente aposentado no Brasil, em favor de composições como o romeu-e-julieta tradicional e das CVCs tipo rodotrem, bitrem, tritrem e bitrenzão, com até 74 toneladas de PBTC.


Fantástico.
obrigado pelas fotos
Nolberto
Amigo Nolberto, é um prazer ajudar.
Em breve teremos mais. Desculpe pela demora para atendê-lo!
Obrigado e um abraço.
A última referência que eu vi ao uso desses reboques “dolly” no Brasil foi durante a construção do gasoduto Brasil-Bolívia.
Daniel, tem razão! Para tubos e vigas muito longas ainda se usa este conceito, mas com reboques de 2 eixos metálicos. Os de madeira realmente estão apenas em acervos, creio. Abraço.
Dolly de madeira eu nunca cheguei a ver nem em museu.
Grato por comentar. Abraço.
clássico mesmo parabéns..
Obrigado por comentar. Grande abraço!
olá gostaria de saber mais a respeito da “Terezona” L-1924 teria o catalogo de introdução como este aqui http://spf.fotolog.com/photo/63/8/39/automotivado/1274420476027_f.jpg
Ok, aguarde! Grato por comentar. Abraço.
Brasincão 58 arrumado, meu pai dirigiu muitos Alfas na vida, inclusive reboques e fazia tempo que não via um reboque bonito como esse.
Meu primeiro emprego foi em uma fábrica de carrocerias em Curitiba e volta e meia aparaecia um desses para algum concerto.
Parabéns pela foto e para o dono.
Caro Wilson, grato por comentar. Este carro estava numa coleção em Itajaí, SC. Um abraço.
Meu pai tinha serraria, e na década de 70 vinha muitos reboques carregar madeira serrada pra outros lugares, tinha muitos Ford F600 a gasolina, eu lembro como se fosse hoje, e morro de saudades…
Caro José, tem razão. Os nostálgicos reboques desapareceram junto com as serrarias… Grato por comentar.