Dando sequência à postagem do rico material enviado pelo amigo Alfredo Rodrigues, patient do Rio Grande do Sul, pharm estamos adicionando este bonito anúncio da FNM, que trazia como destaque a nova linha de caminhões da “Nova Geração”, representados pelos FNM 180 e 210, introduzidos após a aposentadoria do lendário D-11000.

Esse 210 devia subir serras a passo de tartaruga com 40 toneladas de peso bruto total, uma viagem de longa distancia com um destes devia ser uma aventura.
William, bem notado. Aliás, durante décadas, a velocidade média dos caminhões no plano ficava entre 40 e 60 km/h na maioria dos casos, como revelou nossa pesquisa histórica. A expansão da velocidade só começou mesmo a ser vista a partir dos anos 70, com a chegada dos motores turbo e a consequente ampliação da relação potência/peso. Obrigado pela contribuição!
Sentia medo do ronco dos FNM quando criança…
Caramba! Eu também! A combinação da cara de mal com o ronco era mesmo assustadora para as crianças…rss. Grato pela ótima lembrança.
Eu era bem pequeno quando fui morar na Amazônia, e lá eu não via FNM. Só aos 6 anos, quando voltei a morar na região Sul, que passei a reparar nos FNM que já começavam a ficar raros e sofrer com a manutenção precária.
Daniel, curioso. Eu não fazia ideia de que os FNM eram raros por lá. Só para me situar, isso foi em que época?
Morei em Manaus de ’91 a ’96, e lá eu simplesmente não via nenhum FNM, só um ou outro Fiat 130 ou bem raramente algum 190 de cabine antiga.
Até hoje me lembro de quando era criança, estava com meu pai no porto de Santos e via um cavalo mecânico FNM/Fiat com uma cabine modificada (marca Bruttus, que desconheço qualquer historia a respeito). Era um caminhão tão imponente e tinha um ronco assustador, sempre me escondia na janela do 113H que meu pai dirigia na época.
Bom dia, Felipe! Puxa, esta cabina “Bruttus” nunca ouvi falar. Seria bom se alguém pudesse iluminar minha ignorância no assunto. Grato pela visita e por comentar. Abraço.
apesar dos 215cv quando criança cheguei a ver[ FENEMES] 210 na versão 6 x 2 com carreta de 3 eixos
Ivo, na rampa chorava na certa! Outros tempos. Velocidade não tina a importância que tem hoje. Subir serra 20 km/h era normnal.Abraço.
Caros,
Acho que encontrei algo que possa dar uma iluminada sobre a questão da cabine “Brutus”. No primeiro post digitei o nome errado, é apenas com um “t”.
Lembro-me que a cabine do referido modelo era idêntica a do modelo 190H, porém com uma frente bem modificada. Dei uma pesquisada rápida na internet e encontrei uma reformadora de cabines chamada Brutus, situada em Carapicuíba – SP.
Agora que relembrei esse fato, estou curioso pra saber de onde veio aquele FNM que me botava medo quando criança.
Grato, Felipe, pela contribuição. Um abraço.
olhando no outro catalogo do site vi que o fnm 210 atingia ate 90 km por hora e cambio ZF 12 marchas com Overdrive muito bom para 1972
Verdade, mas para puxar 40 ton com um mínimo desempenho em rampa, certamente este não era a combinação ideal (muito longo). Pode-se garantir que a “overdrive” só via uso na descida.
meu pai trabalhava nos anos 70 em mercedes 1113 130cv e subia as serras entre 12 e 15 km/h de 2 marcha e 18.5 t de pbt mais ou menos igual ao fnm 210 com 40t de pbt
Ivo, grato pelo comentário. Hoje são os bitrenzões e rodotrens que se arrastam ladeira acima, carentes de maior potência. Para ter uma velocidade compatível com os caminhões mais leves, as combinações atuais de 74 toneladas deveriam ter entre 700 e 800 cv, com mais de 3.000 Nm de torque. Um dia a gente chega lá… Abraço.