Dentre as tantas literaturas enviadas pelo amigo Fernando Luiz de Araújo no ano passado e que, troche aos poucos estamos postando neste espaço, mind encontramos este rico folheto com um resumo da linha de veículos comerciais da Chevrolet, hospital desde a picape Chevy 500 lançada em 1984 até o grande caminhão 22000, apresentado em versões 6×2 e 6×4.
Na linha de caminhões médios, note a interessante oferta de chassi-curvão, ou meia cabina (que os norte-americanos denominam de “flat back cowl”) e da cabina dupla.
Nesta época, a Chevrolet era a única marca do país a oferecer motores a gasolina, álcool ou diesel para seus caminhões.






ja em 1986 a revista quatro rodas comentava que os motores GM al/gas 2,5l, 4,1l, 4,8l eram de concepçao antiga com consumo alto fazia sentido para epoca dizer isto?
Amigo Ivo, de fato, já eram motores bastante antigos. E naquela época, já havia vários motores mais modernos, com comando no cabeçote (OHC) e componentes em alumínio, como o próprio motor do Monza. Grato por comentar.
Sempre achei que as Chevy furgão fossem adaptação. Quanto aos caminhões com chassi-curvão, acredito que tenham sido mais direcionados à exportação mesmo.
Daniel, talvez algumas Chevy tenham sido mesmo convertidas externamente. Você tem razão quando aos chassi-curvão, mas creio que alguns foram convertidos em carro-forte. Obrigado.
Já até vi fotos duns carros-fortes montados no chassi da D-40, mas eram usados no Peru.
Uma duvida que eu sempre me pergunto: Porque o Chevrolet nunca foi um caminhão bem aceito no mercado? Com o fim do D-60, simplesmente a Chevrolet caminhões morreu junto. Enquanto Ford se manteve com o quadrado, depois o Sapão e agora com os Cargos, a GM nunca mais foi expressiva.
A unica grande frota de Chevrolets que eu conhecia era da Eletropaulo em São Paulo que inclusive usava a série A movida a álcool.
Daniel, isso é bem verdade. Nos anos 80, a GM perdeu o foco em caminhões. Apostou alto nas plataformas globais, como a “J”, do Monza, que consumiu altíssimos recursos, deixando pouco para os caminhões. Depois da liderança de décadas, a Chevrolet foi sendo esquecida até dar lugar à GMC, que também sucumbiu devido à desvalorização da nossa moeda frente ao dólar. Este mesmo processo fez outra vítima, a Navistar International.
Quando olhamos as estatísticas dos anos 60 é impressionante notar a força da Chevrolet e da Ford, seguida da Mercedes em terceiro lugar. Só nos anos 70, com “1113 & Cia. Ltda.” é que a Mercedes avançou sobre a Chevrolet e assumiu a liderança do mercado brasileiro de caminhões.
Em termos globais, o mesmo se sucedeu, em princípio com a venda da divisão pesada para a Volvo-White na América do Norte no final dos anos 80.
Grande abraço.
E pra quem quer começar na área de transporte de cargas em curtas distâncias, um caminhão GM pode servir como uma luva, pois chega a custar menos da metade dos MB e é bastante resistente, muitos tendo redução no diferencial, coisa que os MB raramente tinham.
Fernando, bem interessante seu comentário, além de fazer justiça a esta linha, frequentemente desprezada no mercado de usados, o que explica o preço mais baixo em relação aos Mercedes. Obrigado por comentar.