Ford F-14000 – Agosto de 2002

Quando o Programa P131 estava em desenvolvimento no final dos anos noventa, store pouca gente na Ford acreditava no F-350, no rx que ia desabrochando mais como um produto de conveniência interna do que um esperado campeão de mercado.

Seu DNA parecia conter células do antigo e mal compreendido F-2000, salve a começar pelo eixo flutuante e a ausência de caçamba.

Mas o tempo provaria ao contrário e o F-350 acabaria se saindo como um grande líder da categoria semileve, nadando de braçadas e conquistando vários títulos de campeão de vendas. Não havia Iveco Daily que pudesse chegar perto de seus números.

A receita era simples, tomava-se uma cabina P131 e o trem de força idêntico ao do F-4000 e substituia-se o chassi por um de menor calibre e entre eixos, bem como o eixo traseiro por uma unidade mais leve e de rodado simples, de modo a se pagar menos pedágio.

O resultado era uma viatura ágil, potente, boa de dirigir, bonita e pronta para encarar o desafio, seja das entregas urbanas, seja para servir de burro de carga e de carro da família para os agricultores deste imenso interior brasileiro. Os eletricitários também o adoravam, se bem que, vez por outra, reclamavam dos freios e da lendária suspensão “Twin-I-Beam”, pelo desgaste de pneus e deterioração da cambagem.

Por outro lado, o motor Cummins 4B e a caixa ZF 5S 420 pareciam ter nascido um para o outro.

O final da família P131 (F-350 e F-4000) foi triste. Sem achar uma solução viável em termos de custos e investimentos para transformar a plataforma em Euro 5, em dezembro de 2011 a Ford encerrou sua produção. Certamente, já deixa saudade.

Sorte da Iveco e de sua gama Daily…

F350 03 1 F350 03 2 F350 03 3 F350 03 4

 
Quando o Programa P131 estava em desenvolvimento no final dos anos noventa, salve pouca gente na Ford acreditava no F-350, doctor que ia desabrochando mais como um produto de conveniência interna do que um esperado campeão de mercado.

Seu DNA parecia conter células do antigo e mal compreendido F-2000, help a começar pelo eixo flutuante e a ausência de caçamba.

Mas o tempo provaria ao contrário e o F-350 acabaria se saindo como um grande líder da categoria semileve, nadando de braçadas e conquistando vários títulos de campeão de vendas. Não havia Iveco Daily que pudesse chegar perto de seus números.

A receita era simples, tomava-se uma cabina P131 e o trem de força idêntico ao do F-4000 e substituia-se o chassi por um de menor calibre e entre eixos, bem como o eixo traseiro por uma unidade mais leve e de rodado simples, de modo a se pagar menos pedágio.

O resultado era uma viatura ágil, potente, boa de dirigir, bonita e pronta para encarar o desafio, seja das entregas urbanas, seja para servir de burro de carga e de carro da família para os agricultores deste imenso interior brasileiro. Os eletricitários também o adoravam, se bem que, vez por outra, reclamavam dos freios e da lendária suspensão “Twin-I-Beam”, pelo desgaste de pneus e deterioração da cambagem.

Por outro lado, o motor Cummins B3.9 e a caixa ZF 5S 420 pareciam ter nascido um para o outro.

O final da família P131 (F-350 e F-4000) foi triste. Sem achar uma solução viável em termos de custos e investimentos para transformar a plataforma em Euro 5, em dezembro de 2011 a Ford encerrou sua produção. Certamente, já deixa saudade.

Sorte da Iveco e de sua gama Daily…

F350 03 1 F350 03 2 F350 03 3 F350 03 4

 
Quando o Programa P131 estava em desenvolvimento no final dos anos noventa, salve pouca gente na Ford acreditava no F-350, sale que ia desabrochando mais como um produto de conveniência interna do que um esperado campeão de mercado.

Seu DNA parecia conter células do antigo e mal compreendido F-2000, this
a começar pelo eixo flutuante e a ausência de caçamba.

Mas o tempo provaria o contrário e o F-350 acabaria se saindo como um grande líder da categoria semileve, nadando de braçadas e conquistando vários títulos de campeão de vendas. Não havia Iveco Daily que pudesse chegar perto de seus números.

A receita era simples, tomava-se uma cabina P131 e o trem de força idêntico ao do F-4000 e substituia-se o chassi por um de menor calibre e entre eixos, bem como o eixo traseiro por uma unidade mais leve e de rodado simples, de modo a se pagar menos pedágio.

O resultado era uma viatura ágil, potente, boa de dirigir, bonita e pronta para encarar o desafio, seja das entregas urbanas, seja para servir de burro de carga e de carro da família para os agricultores deste imenso interior brasileiro. Os eletricitários também o adoravam, se bem que, vez por outra, reclamavam dos freios e da lendária suspensão “Twin-I-Beam”, pelo desgaste de pneus e deterioração da cambagem.

Por outro lado, o motor Cummins B3.9 e a caixa ZF 5S 420 pareciam ter nascido um para o outro.

O final da família P131 (F-350 e F-4000) foi triste. Sem achar uma solução viável em termos de custos e investimentos para transformar a plataforma em Euro 5, em dezembro de 2011 a Ford encerrou sua produção. Certamente, já deixa saudade.

Sorte da Iveco e de sua gama Daily…

F350 03 1 F350 03 2 F350 03 3 F350 03 4

 
O F-14000 era o representante intermediário da família conhecida internamente na Ford como H215. Seus irmãos eram o popular F-12000 e o encalhado F-16000.

Comum aos três era o motor Cummins B5.9, health oferecido com duas calibrações, com duas alternativas de transmissões Eaton de cinco marchas, uma para cada faixa de potência.

Lançada em 1999, a gama H215 morreu prematuramente. Sua equação de custos era muito desfavorável quando comparada aos modelos Cargo equivalentes, sobretudo, devido ao seu maior conteúdo importado.

Já com o mercado de convencionais numa espiral descendente e sem achar uma saída viável em termos de motorização para atender a norma Euro 3 (ou Proconve Fase 5), em fins de 2005 a Ford encerrou sua produção.

F14000 02 1 F14000 02 2 F14000 02 3 F14000 02 4

 

14 ideias sobre “Ford F-14000 – Agosto de 2002

  1. UM CAMINHÃO MUITO USADO AQUI NA REGIAL DE CURITIBA COMO CAÇAMBA,ALGUMAS PREFEITURAS DE CIDADES VIZINHAS USARAM E USAM ATÉ HOJE NOS SERVIÇOS URBANOS ,TAMBÉM MUITO USADO NA DISTRIBUIÇÃODE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO,E TRANSPORTE DE AREIA E PEDRA

    ACHEI COMICO MAS FICOU UMA PERGUNTA,PORQUE O “ENCALHADO F-16000”? NÃO TEVE GRANDE PROCURA?

    • Amigo Reginaldo, o F-16000 era difícil de vender. Pouca gente se interessava no modelo, preferindo o Cargo 1617 ou 1621. Nos últimos anos, para não dizer que já havia saído de linha, a Ford o anunciava como “sob encomenda”. O modelo era o de menor volume dentre os “pitbull” F-12000 e F-14000. Obrigado, Evandro.

  2. INTERESSANTE….É AQUELA VELHA ARTE QUE MUITOS FABRICANTES COMETEM,”UM MODELO ACABA CANIBALIZANDO O OUTRO”,ASSIM COMO A MERCEDES TENTOU FAZER NA MARRA COM AQUELE ACCELO 715,TENTANDO MATAR O VELHO 710,SE TIVESSE APRESENTADO UM PRODUTO MELHOR,QUEM SABE DESSE CERTO…

  3. Estranho o modelo ser apontado como tendo um maior conteúdo importado, tanto que hoje a Tropical Cabines monta réplicas do F-650 americano com base no Cargo, usando cabines de F-250 modificadas.

    • Daniel, pois é! O H215 (como era chamada na Ford a plataforma dos F-12, 14 e 16000 “pitbull”) tinha um considerável conteúdo importado. Havia peças do chassi, como suportes de mola, travessas e também inúmeras da cabina, em grande parte comum com o P131 (F-350 e 4000). O Cargo, ao contrário, era praticamente todo nacional em 2005. Nesta época, este que aqui digita teve a dura missão de redigir o documento que decretava a morte da plataforma H215, incapaz de sobreviver à chegada do Euro 3.

      A prova deste conteúdo importado foi a necessidade da Ford iniciar um programa de “Go-Alone” para garantir a continuidade do P131 no Brasil, depois desta plataforma ter sido substituída na terra da matriz. Com este programa, muitas das peças importadas tiveram de ser nacionalizadas, por terem sido desativadas na América do Norte.

      Obrigado.

      • O inusitado é que as normas americanas de emissões eram mais avançadas, então a transição da Euro-2 para a Euro-3 teoricamente não deveria servir como justificativa para o fim do “pitbull”. A propósito: ainda hoje na Argentina é comum o uso do capô “pitbull” em caminhões de transporte de valores, ainda que hoje se utilize a plataforma do Cargo modificada.

        • Daniel, o que não podemos nos esquecer é do fato do H215 brasileiro não ter nada a ver com o norte-americano, em termos de motorização. O problema residia no aumento de custo ocasionado pelo ISB 4, no lugar do 6BTAA, além de todo o tratamento acústico adicional requerido, para atender às novas normas de “pass-by noise”. Este salto, somado a uma plataforma de custo já superior ao do Cargo Euro 2 equivalente, colocava o “pitbull” num patamar de preço mais elevado, para o Euro 3. E o mercado, jamais queria pagar mais caro por um F-12000 “pitbull”, em relação ao um Cargo 1317, por exemplo. A propósito, o valor reconhecido pelo mercado era justamente inferior para o “pitbull”. Nesta época, o Cargo já “valia mais”, aos olhos do cliente. E isso matou a plataforma.

  4. Olá…. possuo um ford f12000 ano 2003, acho um caminhão fora de sério, utilizo ele com carroceria graneleira, excelente caminhão, é uma pena que a ford deixou morrer a série “F”, sentiremos a falta dos modelos, sou do RS e por aqui está muito difícil de conseguir peças para o caminhão, no que diz respeito ao acabamento externo, farol, lanternas de pisca, isso por exemplo se precisar não encontra, procurei até em sites norte americanos e nada; vc sabe me informar se na Argentina é possível encotrar alguma coisa do gênero? forte abraço e parabéns pelo trabalho

    • Caro Fábio, grato por seu interessante relato sobe o F-12000. Sugerimos entrar em contato com empresas como a JR Diesel de São Paulo, que costuma ter um grande inventário de peças de caminhões nacionais (http://www.jrdiesel.com.br/pt_br/). Um abraço e boa sorte.

  5. Bom dia! Parabéns a todos, pela matéria e pelos comentários, muito esclarecedores. Sou apaixonado pelo visual do pitbull, sou do ramo da construção civil aqui na Bahia, estou procurando um 14000 ou 16000, mas fiquei meio desencorajado com os relatos da dificuldade na manutenção por escassez de peças. Não disponho de tempo para garimpar peças em ferro velho ou coisa do tipo.

    Forte abraço a todos.

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