O menor filhote da família conhecida na Ford por P131 foi a picape F-250, drugstore desenvolvida essencialmente para uso pessoal.
Na época deste folheto, mind havia uma versão com motor a gasolina Ford V6 4.2, remedy de 205 cv, produzida em pequenas quantidades. Os leitores de São Paulo talvez se recordem das unidades amarelas operadas pela CET – a Companhia de Engenharia de Tráfego – que tem como missão coordenar o complexo trânsito da capital bandeirante. Era a maior frota de F-250 V6 do país, senão a única… Há não muito tempo avistamos uma delas em plena atividade, ganhando seu pão.
Mas, de longe, a versão mais cobiçada era a diesel, com o motor MWM Sprint 6.07, de seis cilindros, 4,2 litros, 180 cv e 51 mkgf de torque. Uma rara versão com motor Cummins 4BTAA foi logo descontinuada, depois do susto que a Ford levou com a Chevrolet Silverado, dotada do mesmo MWM 4.2.
A disponibilidade de componentes “em casa”, destinados à exportação para a Austrália, permitiu à Ford ampliar o leque de ofertas domésticas, tais como a adição da cabina dupla (post em breve) e da tração total, com baixos investimentos.
Com a chegada do Proconve Fase 5 (Euro 3), o MWM precisou ser substituído pelo Cummins Interact 4, já que os volumes de vendas não pagavam o custo de desenvolvimento de um Sprint eletrônico de seis cilindros.
A versão brasileira 4×2 ilustrada, exclusiva do Brasil e da Argentina (onde se chamava F-100), era considerada “bizarra” pelos norte-americanos, que só contavam com a versão de caçamba longa (estreada aqui apenas com a chegada do 4×4 e do Euro 3).
A caçamba curta (a mesma usada na cabina-dupla) fora concebida para a exportação e acabou dando origem à picape nacional, de entre eixos curto, de modo a atender ao gosto e ao tamanho da garagem dos brasileiros, além de acompanhar a moda desde os tempos de F-1000.


Uma legitima sucessora da F-1000 (ou na verdade a evolução da F-1000)! Uma picape espetacular, bem concebida, sem os problemas da Silverado (que tinha fama de quebradora de cambio e diferencial) e robusta ao extremo.
Tive a oportunidade de dirigir a F-250 MWM e as Cummins (4BTAA e Interact 4). Apesar do desempenho e a “tocada” mais parecida com motores de ciclo otto do MWM, as Cummins são um show a parte. A Interact 4 então é excepcional, não traz saudade alguma do MWM.
Uma pena que a Ford não tenha dado continuidade a F-250.
Forte Abraço
Amigo Daniel, uma pena mesmo. Vale notar que parte deste notável desempenho do Interact 4 na F-250 era fruto não só de sua enorme potência e torque, mas de um bem executado trabalho de “powertrain matching” que incluiu o alongamento da transmissão, antes dotada de brutais cinco e pouco para um, na primeira marcha. O MWM urrava em poucos metros depois do semáforo aberto…enquanto o Cummins saltava na frente na mesma marcha, mesmo não sendo “high-speed”! Um grande abraço e grato por comentar.
Só o que fez falta mesmo na F-250 brasileira foi a opção do câmbio automático para o mercado interno, embora fosse usado nas versões de exportação com o PowerStroke e o Triton 5.4 V8. Diga-se de passagem, as versões V8 a gasolina só eram comercializadas com o câmbio automático.
Daniel, como em toda grande montadora, a F-250 brasileira também padeceu de reduções de custo e de limitações de investimentos, refletidos na omissão das mencionadas opções, ficando apenas com um restrito quinhão do universo disponível na terra da matriz. Obrigado e um abraço.
Evandro meu amigo;
Sem duvida alguma o “casamento” motor/câmbio/eixos atingiu sua excelência na versão Cummins Interact 4.
Aliás era uma coisa meio aflitiva na F-250 MWM era exatamente a que você colocou: Uma primeira extremamente reduzida (e necessária) apenas para tirar o veiculo da imobilidade. Curta demais e ao mesmo tempo necessária pois o motor não tinha condições de permitir “sair em segunda”.
Grande Abraço
Totalmente de acordo, amigo Daniel. Mas,…seja com um motor ou com outro, já deixa saudade. O maior ponto negativo da F-250, ao meu ver, era um descabido e inoportuno inchaço do ego atrás de seu volante, de onde se tinha a equivocada e atrevida impressão de se dominar o trânsito. É exatamente o oposto do que sinto com a atual montaria, frequentemente acuada por buzinadas e “fechadas” igualmente descabidas. Grande abraço.
BOA NOITE A TODOS…
LA VEM EU COM A PERGUNTA GREGA…NÃO ENTENDI DIREITO A PARTE DO SUSTO QUE A FORD LEVOU COM A CHEVROLET SILVERADO…O QUE SERIA O CASO…
Reginaldo, boa noite! Na verdade, quando a GM lançou a Silverado com o motor MWM Sprint de 6 cilindros, a Ford acabara de desenvolver a F-250 com apenas uma opção de motor diesel, o Cummins 4BTAA, de 4 cilindros e média rotação. O susto foi grande, por imaginar que o 4BTAA não seria competitivo, frente ao MWM da Chevrolet. O susto se transformou em correria para preparar uma versão com o mesmo Sprint, ajustado para 180 cv. Em pouco tempo, esta versão suplantaria aquela original com o 4BTAA. Abraço.
Uma caminhonete muito robusta, confortável, forte e bonita. Porém, fica devendo ao modelo americano (automática, piloto automático, 4×4, sem opção de cabine estendida, e outros mimos como luzes de teto, os faróis de neblina, aqueles retrovisores de reboque, acabamento interno… Parabéns pelo post, sou fã das pick-ups Ford. Seria possível postar material da Ranger STX e Splash?
Abraços.
Giori, boa noite! Grato por comentar. Vou verificar o que temos sobre os modelos citados. De cabeça, só me recordo de ter a Ranger argentina da primeira geração, já com a suspensão levantada, modelo 1998, que será postada em breve. Grande abraço.
Cheguei a te mandar foto duma Ranger preta com cabine estendida e caçamba sport-side que eu vi na frente do meu prédio?
Daniel, estou devendo mais postagens de suas fotos. Já, já… Abraço.
Olha, tive a oportunidade de dirigir a versão com o Cummins 4BTAA e depois a versão com MWM Sprint 6.07TCA. Não tive a oportunidade de dirigir com os últimos modelos do Cummins (Interact 4).
Na minha opinião, a versão com Cummins 4BTAA é muito similar a tocada da boa e velha F-1000 com o MWM TD-229/4 ou ainda, mais próximo das com MWM Série 10.
Já a versão com o MWM Sprint 6.07TCA é outra coisa, ficou totalmente diferente do que tínhamos aqui no Brasil em matéria de pickup desse porte a Diesel. Realmente para andar “apalpando” não dá certo… canta cardã a todo instante e a primeira é muito reduzida… parece que motor + transmissão não casaram perfeitamente “em baixa”. Mas quando pode pisar a vontade, nossa, o bicho voa baixo!!! Embora a 5° marcha também seja “curta” demais…
No geral, gosto muito da F-250 com o MWM Sprint 4.2 (6.07TCA), tanto pela economia (7 km/litro em média na cidade) e principalmente pelo desempenho. Meu pai tem uma 1999/2000 há uns 10 anos e não pretende vender tão cedo…