Ford F-700 Americano – 1972

Nosso amigo Alberto Rocchi, prescription que sempre colabora enviando fotos de seus achados, repetiu o feito, desta vez com mais uma descoberta inusitada, conforme ele mesmo relata:

“Evandro, talvez mais uma novidade. Encontrei em um desmanche um Ford F-700 1972, estava lá por uns dois anos anunciado como um Ford F-600 comum, mas de perto notei que se tratava de um veículo especial: era da massa falida da VARIG, um carro muito bem conservado, deveria ser da brigada de incêndio, ou esse caminhão trabalhava como escada de embarque e desembarque dos aviões. Ele tem suas rodas raiadas com 5 raios diferente do F-13000 que é 6 raios, direção hidráulica, câmbio automático com o painel igual da F-100 nacional, e um motor V8 a gasolina, muito bem conservado. Seguem algumas fotos para sua apreciação.

Um abraço. Alberto Rocchi.”

Alberto, grato por mais esta interessante colaboração.

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24 ideias sobre “Ford F-700 Americano – 1972

  1. Merece ser preservado, mas sustentar a sede do V8 não é brincadeira, principalmente se for um big-block de 460 polegadas cúbicas como eu suponho que seja. Aliás, se tiver sido usado apenas na área do aeroporto, eu não duvidaria que tenha rodado com GLP por baixo dos panos, principalmente se lembrarmos do primeiro choque do petróleo ocorrido em ’73 logo após a Guerra do Yom Kippur.

    • Daniel, creio que tem razão quanto ao motor. A julgar pelo entre-eixos parece mesmo que era um carro-escada. Mas o vermelho pode atestar o contrário. Em geral, estes equipamentos tipo escada podiam valer mais que o caminhão e o consumo não fazia a menor diferença. Alguém chegou a comentar por aqui que estes carros de aeroporto rodam poucas centenas de km por ano. Grato por comentar. Um abraço.

      • Se eu me lembro bem foi o Reginaldo Bernardi, de Curitiba, que comentou sobre a quilometragem anual baixa dos veículos aeroportuários. Mesmo assim, ainda acho que faz mais sentido que o veículo tenha sido usado pela brigada de incêndio justamente pela presença do câmbio automático eliminar perdas de tempo caso o motorista errasse uma marcha ou deixasse o bruto apagar durante um deslocamento emergencial, e a maioria dos caminhões de combate a incêndio que eu já vi em aeroportos e bases militares tinha entre-eixos curto mesmo. Acho que eu já tinha te contado que morei 12 anos em vilas da Aeronáutica.

      • O mais intrigante é a Ford estar seguindo a rota dos fabricantes europeus, com um drivetrain 100% de casa nos F-650 e F-750. Até tiraram o Cummins ISB6.7 para deixar o Powerstroke como única opção de motor a diesel.

        • Enquanto isso a International passa a oferecer o ISB 6.7 como alternativa aos engenhos da casa, por pressão do mercado, quebrando uma tradição de décadas em seus mid-range. Abraço.

          • E já não era sem tempo, afinal a preferência da grande maioria dos compradores de caminhão no mercado americano se divide entre Cummins e Detroit Diesel (que agora é exclusividade das marcas pertencentes à Daimler AG).

        • Acho que todos estão fazendo isso…a Peterbilt tá só com motores Paccar.

          Acho que o mercado não anda digerindo direito isso….pelo menos aqui no Brasil ando vendo muito Ford Cargo (Cummins) nas estradas e em frotas e poucos VW “Connie” com motor MAN Advantech EGR. A maioria dos VW novos que vejo ou são os 19-390 ou os levinhos Worker, todos Cummins

          • A bronca maior quanto aos motores MAN parece ser pela presença do EGR mesmo. Afinal, o SCR ainda tem o estorvo de precisar do ARLA-32/AdBlue/DEF mas, além de já existirem kits vendidos clandestinamente para desabilitar o SCR, não se tem tanto acúmulo de sedimentos no coletor de admissão como ocorre em motores com EGR, e ainda prejudica menos o consumo de combustível.

  2. COISAS QUE ANDAM PERDIDA PELOS CANTÕES DO BRASIL…..LEGAL ESSE ACHADO…

    COMENTANDO SOBRE OS VEICULOS DE AEROPORTO, ME FAZ LEMBRAR DE TEMPOS REMOTOSDO, NO AEROPORTO AFONSO PENA ,AQUI EM CURITIBA, DE UMA F-4000, MAIS OU MENOS 1978/79, COM OS FAROIS AINDA REDONDOS, ERA EQUIPADO COM MOTOR V-8, E NO CHASSI UMA PLATAFORMA DE ESCADA, FAZIA PARTE DA FROTA DA EXTINTA TRANS- BRASIL, JUNTO DELA TINHA UMA F-4000 OCM UM BAU ELEVAVEL DE COMISSARIA, ESSA JA COM A FRENTE COM 4 FAROIS QUADRADOS, E MOTOR DIESEL

    OUVI UMA EPOCA ,QUE PARA OS VEICULOS ESCADA ,HAVIA A PREFERENCIA DE VEICULOS A GASOLINA, POIS ESSES TINHAM QUE FICAR FUNCIONANDO NOS EMBARQUES E DESEMBARQUES, E OS A CICLO OTTO PRODUZIAM MENOS BARULHO E FUMAÇA QUE OS DIESEL, JA OS VEICULOS DE SOCORRO, SEMPRE A PREFERENCIA ERA PARA OS DIESEL, POIS ESSES PRECISAVAM SE DESLOCAR RAPIDO COM UMA CARGA SEMPRE ELEVADA,E NESSAS HORAS FUMAÇA E BARULHO É O QUE MENOS IMPORTA

    EU ACREDITO QUE O FORDÃO AI, PROVAVELMENTE ERA MESMO DA BRIGADA DE INCENDIO, SE ELE PERTENCEU A VARIG,FROTA DE PISTA DA EMPRESA SEMPRE TIVERAM AS CORES AZUL E BRANCO, E PELO TAMANHO DO CHASSI, TALVES PUXASSE UM SEMI REBOQUE COM TANQUE DE APOIO, POIS AS MOTOBOMBAS SEMPRE FORAM CAMINHOES DE GRANDE PORTE, DEVIDO A GRANDE TOMADA DE FORÇA… ME BASEIO EM HIPTESES ,NÃO TENHO CERTEZA DA APLICAÇÃO DO BRUTO AI…

    ATÉ BREVE….

    • Amigo Reginaldo, é isso mesmo. Faz sentido. Apenas um comentário sobre o “F-4000 com motor V8 a gasolina”. Na verdade, quando tinham motor V8 a gasolina, os caminhões leves da Ford eram designados F-350 ou F-400 (este último já com o chassi alongado e outras melhorias do irmão diesel, o F-4000). Grato por comentar.

      • Amigo Evandro… Verdade, erro meu, ate cheguei a cogitar mesmo os F 350, mas acabei meio ressabiado em misturar com as novas , aproveitando que o amigo comentou das F 400, acabo por acreditar que essa em questao pode mesmo ser uma desse modelo, pois ela tinha o chassi mais longo , e se não me engano ,as rodas dianteiras eram com 8 furos ,como as F 4000, não me recordobse as F 350 também eram assim…

        • Reginaldo, boa noite!

          No único catálogo (fotografado) que tenho dos F-350/F-400/F-4000, as rodas do F-400 parecem ser as mesmas do F-350, com 6 furos, ao contrário do F4000 de 8 furos. Lembrando que os F-350 e F-400 tinham motor 272 V8 a gasolina, de 163 cv e 33,5 mkgf brutos, enquanto o F-4000 rodava com o MWM D-226-4, de 98 cv e 29,2 mkgf.

          O F-400 e o F-4000 tinham PBT de 6.000 kg e entre-eixos de 4.033 mm, contra 5.500 kg e 3.424 mm do F-350, na mesma ordem.

          Em resumo, produzido entre 1975 e 1977, o raro F-400 era um híbrido entre o F-350 e o F-4000.

          • AMIGO EVANDRO, GRATO PELA EXPLANAÇÃO… ME RECORDO DA RARA F-400 APENAS EM COMENTARIOS DO MEU PAI…NUNCA VI UMA PESSOALMENTE, SE ESSA QUE OPERAVA NO AEROPORTO AFONSO PENA FOR UMA DELAS, TALVES TENHA E NÃO TENHA PERCEBIDO, NÃO ME RECORDO COM PLENA CERTEZA DO DETALHE DAS RODAS, MAS LEMBRO BEM DA FRENTE QUE ACHAVA MUITO BONITA INCLUSIVE, COM DOIS FAROIS REDONDOS E DETALHES CROMADOS,QUANTA FALTA ME FAZ UMA FOTO, DAQUELAS EM FILME QUE LEVAVA SEMANAS PRA SER REVELADA, DA VIATURA DA TRANS BRASIL… AGRADEÇO PELA ATENÇÃO ,ATÉ BREVE…

          • Amigo Reginaldo, o intuito foi apenas de deixar registradas as principais diferenças entre os modelos, antes de postar o material que temos sobre os modelos desta série. Obrigado.

  3. caro colegas ,estarei postando duas fotos do motor ,se trata de um v8 330,no momento estou com o ford fazendo freios assim que estiver rodando mandarei fotos do ford com todos os detalhes já arrumado e também novas fotos do motor.

    abraços Alberto

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