Ford Ranger – Janeiro de 1998

Nosso amigo Reginaldo Bernardi, case  de Colombo, pharmacy PR, nos enviou fotos de sua miniatura do Fiat 190H.

Junto delas, vieram as seguintes explanações:

“…SEGUEM ALGUMAS FOTOS DO FIAT 190, USEI A BASE DA CABINE E RODAS DE UM MODELO DE BRINQUEDO DA RABAKER, DE SANTA CATARINA, A POUCO ELE PASSOU POR UMA REFORMULAÇÃO, GRAÇAS AO POST DO FOLHETO DO 190 TURBO DEU PRA CORRIGIR ALGUNS ERROS…POR HORA É ISSO EM BREVE TEM MAIS COISA SAINDO DO FORNO…ABRAÇO”.
Reginaldo, parabéns pela miniatura e obrigado por mais uma coloboração!

 
Quando a Ford South America Operations (FSAO) decidiu trazer a picape Ranger para a região, purchase cialis sale troche a planta escolhida foi a de Pacheco, purchase nos arredores de Buenos Aires, na Argentina, onde as várias gerações do veículo vêm sendo produzidas desde então.

A decisão da Ford foi baseada em primeiro lugar, na boa aceitação do modelo antecessor importado da América do Norte, visando concorrer com a líder do mercado, a Chevrolet S-10. Segundo, a escolha da Argentina se deveu à estratégia de manufatura e de balanço comercial entre o Brasil e a Argentina, países gerenciados de forma conjunta sob o guarda-chuvas da FSAO. Pacheco tem se caracterizado como uma das melhores plantas da Ford, com alta qualidade e baixo índice de defeitos por milhar (R/1000). O automóvel Focus, também produzido lá, é outro excelente exemplo de impecável qualidade e nível de satisfação de seus clientes.

Os novos modelos produzidos no país vizinhos eram identificados por uma nova frente, de aspecto agressivo, reforçado pela atitude elevada, comum aos modelos 4×2 e 4×4. A oferta de opções também foi ampliada, incluindo três motorizações: duas Ford a gasolina, de quatro cilindros e 2,5 litros e V6 4,0 litros, além do inédito (na Ranger) diesel Maxion de 2,5 litros, de DNA Rover. Dois diferentes entre eixos permitiam acomodar duas caçambas, de 6 ou 7 pés.

Depois de dois grandes “freshenings”, e vários repotenciamentos, finalmente a plataforma aqui ilustrada cedeu lugar para a nova Ranger, estreada recentemente. De projeto australiano, com participação multinacional, incluindo um time brasileiro, a nova picape também é produzida no delta do Prata.

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12 ideias sobre “Ford Ranger – Janeiro de 1998

  1. Evandro; vou chover no molhado até porque sei que teve Ranger mas…quero compartilhar um pouco da minha longa convivência com minha Ranger, do zero aos 150 mil km.

    A Ranger é uma das picapes mais notáveis que eu vi: A Ford, sem mudar o aspecto externo, conseguiu uma notável mudança de comportamento na Ranger. Da 1997/1998 do catálogo para as ultimas 2011, o comportamento ao volante é completamente diferente. O conforto da suspensão, em compromisso com a estabilidade é impressionante nas 2011, em nada lembrando a “cabrita” que era as primeiras Rangers.

    Tive a oportunidade de dirigir todos os modelos de Ranger diesel produzidos, de vários anos diferentes e fui o feliz proprietário de uma NGD3.0/Powerstroke Eletronic diesel.

    Um dos grandes pontos forte da Ranger, em meu ponto de vista é a completa ausência de rodas-livre na versão 4×4 pós 2000: O conjunto de tração dianteira da Ranger é levinho e oferece pouco arrasto e segundo um amigo que tem uma Ranger 1998 com as rodas livres “travadas” (dica minha aprendida em um fórum americano), o incremento de consumo de diesel foi tão pequeno que fica dificil ser atribuido as rodas livres (menos de 0,5km/L em consumo urbano). Conheci um infeliz proprietário de L-200 Sport que a despeito do confiável acionamento via alavanca da caixa de transferencia, tinha problemas com as rodas livres elétricas.

    A melhor Ranger produzida (meu ponto de vista) foram as 2004/2005: Sairam com o acabamento das Rangers eletronicas mas com o confiável e conhecido motor International HS2.8L (evolução do “Maxion-Land Rover” como é chamado por alguns o HS2.5L) em versão de turbina WG (XL/XLS) e TGV (XLT/Limited). Isso sem falar na beleza visual da dianteira. Até o kit de embreagem da 2.8 custa menos que o da 2.5 e o da 3.0!

    A 3.0 é uma picape com um desempenho singular: Combina a força e a potencia da V6 com um consumo extremamente baixo de diesel. Fazer menos de 10km/L na estrada? Impensável, só se fosse rodando a mais de 140km/h o tempo todo. Em situações de rodovia plana e reta, com velocidade de 110km/h constantes e sem ar condicionado, faz-se sem esforço 13,0km/L embora eu tenha feito algumas vezes, 14km/L usando diesel S50.

    O pequeno grande inconveniente do NGD3.0E/Powerstroke Eletronic é o sistema de injeção Siemens: Ninguém conhece e ninguém sabe mexer direito nele. O reparador independente tem a “maleta” scanner dos sistemas Bosch. Ninguém tem do Siemens até porque pelo que sei, apenas o motor NGD3.0E usa essa marca, no universo de motores diesel eletronicos produzidos até então.

    Apesar de não ter tido qualquer problema relacionado a isso, escutei relatos de problemas relativos à caixa de distribuição/corrente de comando e trincas em cabeçotes, num local onde passa uma câmara de água junto ao bico injetor. Isso eu vi de perto, saia água do sistema de arrefecimento pelo local onde fica colocado o bico injetor! E para agravar o problema, devido ao tipo de construção, é comum o bico injetor ficar preso ao cabeçote, requerendo “sair a força” para poder se retificar o cabeçote, e por consequência, requerer a troca dos referidos bicos, uma brincadeira que fica bem cara.

    Rodei com minha Powerstroke 3.0 de zero aos 150 mil km. Fiz grandes viagens, uma delas saindo do estado de São Paulo de manhã e chegando proximo ao estado do Tocantins, com mulher e filho em um unico dia. Rodei muitas estradas de terra, lama, atoleiros…Um carro que sujo era ferramenta de trabalho, mas bastava lavar e se tornava quase que um confortável (para os passageiros da frente – importante que se diga) sedã de caçamba!

    Foi um dos melhores veiculos que tive!

    Grande Abraço

    • Daniel, grato pelos ricos comentários sobre a Ranger!

      Sedã de caçamba é ótima definição.

      Sempre que ouço sobre o modelo, parece unânime a opinião quanto ao HS 2.8L, sobre o qual teremos post em breve, graças à sua doação.

      Além de curta experiência com a NGD 3.0, ficamos por quase dois anos com uma XLT 4×4 cabina dupla com motor V6 alemão de 210 hp. Um canhão. Pela potência, o consumo não era ruim (não me recordo dos números) e não tinha para ela nas saídas de semáforo. Deixa saudade.

      A NGD 3.0 ficou prejudicada na nossa avaliação por estarmos (mal) acostumados a uma sequência de três F-250, sendo a última a Interact 4 (aquela dos 230 cv…), mencionada anteriormente. De qualquer forma, seu relato é muito mais valioso que o meu, pois conta com 150 mil km de vivências, e não apenas alguns milhares.

      Um forte abraço e boa noite.

      • Então Evandro, sabe que essa conversa do HS 2.8L é generalizada. Todos gostam principalmente da robustez e do desempenho do HS, um motor que praticamente não dá manutenção exceto troca de correia dentada.

        O NGD por outro lado é um motor mais melindroso. Ouvi relatos de problemas na corrente de distribuição, trinca no cabeçote (esse eu vi de perto) e os misteriosos problemas de eletronica embarcada, de dificil solução em razão de ser Siemens (os reparadores independentes costumam ter ferramentas para sistemas Bosch).

        Mas o maior problema da Ranger é a qualidade das peças paralelas de suspensão. Tive muitos problemas de bandeja/pivo (é uma peça só) superior, que ao meu ver é meio subdimensionado para os trancos impostos pelo maior peso da motorização diesel, especialmente se usar pneus maiores como eu usava (tinha os 265/75R16 no lugar dos 245/70R16 originais).

        A bandeja/pivo superior tem que ser somente a original (TRW – só é vendido na Ford) que custa o dobro do preço das paralelas, ou então é desperdiçar dinheiro comprando errado de outras marcas.

        Grande Abraço

        • Daniel, bom dia!

          Muito interessantes seus comentários sobre os motores da Ranger.

          Quanto à suspensão dianteira, eu também tive uma experiência que me desapontou. Durante uma viagem ao coração da Serra da Bocaina, numa trilha de primeira e segunda reduzida, com uma Ranger V6 4×4 da frota, a suspensão dianteira começou a ranger (sem trocadilhos) de forma intensa. É uma trilha difícil que leva a uma pousada tão remota quanto espetacular (nem tem luz elétrica) chamada Vale dos Veados. Já chegamos a levar 3 horas para percorrer os 14 km que separam a pousada da entrada do Parque Nacional. Já fizemos este trajeto várias vezes com o pequeno Tracker e nunca tivemos problema sequer, exceto um pneu cortado por barbeiragem deste que ora escreve.

          Grato por comentar.

          Abração.

          • Evandro;

            Não sei a intensidade dos rangidos da suspensão de sua ex. Ranger mas na minha esses rangidos eram sujeira na suspensão: Quando o carro estava muito sujo, rangia igual carro velho.

            Uma coisa interessante é que nos Estados Unidos a Ranger de modelo semelhante a nossa tinha tipo de suspensão dianteira opcional em algumas versões. Ou podiam ser equipadas com barras de torção (igual as nossas Rangers) ou com molas helicoidais.

            Nos ultimos anos de vida da Ranger nos EUA só era disponivel, no entanto, o modelo de molas helicoidais.

            Grande ABraço

          • Daniel, bacana este detalhe sobre as suspensões dianteiras. Desconhecia este fato.

            Quando aos rangidos é verdade. Talvez a minha má impressão pudesse ser apagada com uma simples borrifada de WD 40 aqui e acolá. Este já foi o caso em inúmeras vezes, inclusive no VW “Tipo 2”, que começou a ranger nas lombadas, fruto de borrachas de amortecedor ressecadas.

            Que discussão legal!

            Abração.

  2. Evandro e amigos leitores deste espaço.

    Conversamos muito aqui sobre a suspensão da Ranger e exatamente pelos meus 150 mil km em 5 anos e meio de experiência de Ranger, adquiri um pouco de experiência em suspensão dianteira de Ranger, fruto de alguns acertos e vários erros. Gostaria, com a permissão do Evandro, compartilhar com os demais amigos leitores.
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    A suspensão original da Ranger é relativamente robusta na versão diesel. A da minha Ranger aguentou 85 mil km rodando em estradas de terra, repletas de costela de vaca, diariamente. Foi somente aos 85 mil km que eu precisei mexer mesmo na suspensão. E ai começou o meu laboratorio de experiências em materia de Ranger.

    -> Existe uma regrinha simples em matéria de suspensão de Ranger: Frente arriada, barras de torção apertadas ao máximo e a frente ainda assim baixa, é sinal de desgaste nas buchas de bandeja INFERIOR.

    Problemas de cambagem (grandes desvios de regulagem), pneus se desgastando irregularmente, é degaste nas buchas de bandeja/pivo (é uma peça única) SUPERIORES e/ou pivôs SUPERIORES com folga (geralmente o pivô acaba antes da bucha)

    -> Cambagem (pequenos desvios): Não caiam na conversa de que “cambagem de Ranger só com gabarito de chassis”. Existe um kit que no Brasil custa R$240,00 (carissimo para 4 parafusos…mas ainda é melhor do que mandar nos famosos “Monobloco” que custam bem mais) conhecido como “kit cambagem” e é composto de parafuso e uma arruela excentrica. O girar da arruela com o parafuso muda os ângulos de câmber e cáster da suspensão dianteira. Pode ser achado nas Concessionárias Ford. O mesmo kit custa US$20,00 nos EUA…

    -> Embuchamento inferior das bandejas: O trabalho é tão grande em desmontar todo o conjunto (retira-se até as barras de torção!) que as buchas devem ser ou originais ou paralelas de primeiríssima linha (infelizmente no Brasil só existe uma marca fornecedora…).

    O pivô inferior raramente apresenta problemas porque ele é simplesmente enorme, superdimensionado para o esforço que é submetido. Mas se tiver que trocar, colocar apenas de primeira linha porque a peça só sai na prensa. Também tem que desmontar a frente toda para substituir.

    -> Um ítem critico nas Rangers diesel: Rolamento-cubo de roda dianteiro. Porque critico? Porque a peça é projetada para o peso dos motores a gasolina e nos motores diesel, mais pesados (lembrem-se Ranger diesel só no Brasil e na Argentina), os impactos acabam esforçando e desgastando os rolamentos.

    Trata-se de um item de segurança (você pode perder uma roda pela rua…aconteceu com a Ranger de um amigo). Por isso, rolamento só original ou paralelo de primeiríssima linha. Fuja sempre da conversa dos vendedores de peças do tipo “ah, mas a empresa XYZ só usa rolamento de primeira linha”. Desconfie SEMPRE: Rolamento bom vem gravado o nome do fabricante em baixo relevo.

    Grande Abraço a todos!

    • Caro amigo Daniel, bom dia! Desculpe-me pela ausência deste espaço nos últimos dias, por conta de viagem.

      Obrigado pela excelente explanação sobre a suspensão da Ranger, que serviu para desmistificar o desconforto que eu tinha. Um forte abraço.

  3. Comprei um ranger e não sei qua tos cil. Se 2.3 ou 2.5 ???? Ela e ano 98 mod 99 cabine simples motor argentino

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