Iveco EuroTech 450 E 37T – 2002

 

A.finalfolheto EuroTech 450 A.finalfolheto EuroTech 450

Onze anos depois suspender suas operações no mercado brasileiro em meados de 1985, health a Iveco planejava retomar a comercialização de veículos no país, physician inicialmente com unidades importadas.

Voltado ao mercado vocacional, unhealthy em 1997 chegou o primeiro caminhão pesado, o EuroTrakker, seguido do EuroTech no ano seguinte, ambos 4×2. Destinado a desbravar o competitivo segmento rodoviário de longa distância, o modelo 450 E 37T de estreia era proveniente da fábrica de Barajas, nas cercanias de Madrid, na Espanha.

Resultante de uma agressiva política de preços da montadora que o colocava sempre como a alternativa mais barata do mercado, o EuroTech ganhou uma injusta reputação de caminhão de categoria inferior, invariavelmente representando a terceira ou quarta opção dos frotistas, depois de Scania, Volvo, Mercedes e em alguns casos até mesmo dos International que também faziam seu debut no Brasil em 1998.

Sua espaçosa cabina tinha origem no EuroCargo, o substituto europeu do Ford Cargo, depois que a Iveco assumiu as operações de caminhões da Ford no Velho Mundo. Com a desejável característica de ser basculável, pela primeira vez num caminhão da marca em solo brasileiro, a cabina do EuroTech escondia o venerável motor Fiat 8210, ajustado para render 370 cv e 1.720 Nm a partir de seus 14 litros, respirando com turbo e intercooler.

Admirado pelos fãs da marca em todo o mundo, o 8210 era um velho conhecido por aqui, tendo iniciado sua jornada no Brasil como força motriz dos Fiat 190. Rendendo 270 cv, o 8210 foi o mais poderoso motor aspirado a equipar um caminhão nacional. Há relatos que sua durabilidade chegava mesmo a ser superior à dos líderes do mercado.

Uma caixa ZF de 16 marchas e um eixo Meritor U180 completavam o trem de força. Um parrudíssimo eixo dianteiro de 8 toneladas somado à ponte traseira de 13 toneladas perfaziam um PBT de dar inveja.

Em meados dos anos 2000, a linha pesada Iveco recebeu uma importante adição com a chegada do primeiro EuroTech  6×4 rodoviário, o 740 E 42TZ, com o motor 8210 mais potente que o Brasil já experimentou, capaz de entregar 420 cv. O modelo mirava no crescente mercado de bitrens, rodotrens e afins, com PBTC de até 74 toneladas.

A partir de 2004, o EuroTech começou a ser aposentado para dar lugar ao Stralis HD, inicialmente importado da Argentina. Seu legado vai ficar marcado na história como o primeiro caminhão pesado rodoviário da Iveco em sua segunda fase brasileira.

 

Entre outros a serem postados, este catálogo foi uma cortesia de nosso amigo Luiz Henrique Ferreira, que enviou também a seguinte mensagem:

“Olá querido amigo,

Meu nome é Luiz Ferreira e sou um apaixonado pelo seu trabalho, faço parte da equipe EAA para ETS 2 e sou apaixonado por tudo o que você faz, em diversos momentos do projeto consultamos seu site para saber determinadas informações sobre os veículos.

Assim como você me ajudou, irei te ajudar com alguns pdfs que não encontrei no site mas que tinha em meu acervo pessoal.

Obrigado por tudo,

 Luiz Ferreira.”

 

Nota: caso não o amigo leitor não conheça, EAA ETS 2 é o Euro Truck Simulator 2, muito popular entre os internautas aficionados por simuladores de caminhões.

 

21 ideias sobre “Iveco EuroTech 450 E 37T – 2002

    • Daniel, tem razão. É uma fábrica muito antiga, de onde saíam os Pegaso, tão populares no Chile. Situada ao lado do Aeroporto Madri-Barajas, a planta lidava com uma gigantesca e impressionante variedade de modelos Iveco Stralis e Trakker, de 4×2 a 6×6, quando tivemos o privilégio de visitá-la em 2006.

        • Daniel, por ter viajado algumas vezes ao Chile na infância, me encantei com os Pegaso, dos quais temos vários folhetos na coleção, pedidos diretamente nas concessionárias daquele país. Na época, os Pegaso eram espécie de “reis da estrada” no Chile. Do Barreiros, o que mais me marcou foi uma miniatura em “die cast”, composta por cavalo e carreta de 2 eixos que ainda preservamos aqui na estante, apesar de toda esbugalhada, depois dos rigores da operação infantil… Abraço.

          • A história do Eduardo Barreiros é muito interessante, eu cheguei até a baixar aquele documentário que o Marco Besas produziu sobre a vida e obra dele.

          • Amigo Daniel, boa tarde! Grato por iluminar minha ignorância no assunto Barreiros. Na verdade, graças ao livro, acabei me aprofundando mais em Hispano-Suiza, por conta de sua presença (embora tímida) por aqui, deixando de lado a saga dos Barreiros. Abraço.

          • Pois é, até onde eu saiba nunca veio nenhum Barreiros para o Brasil, embora tenham sido vendidos em muitos países fronteiriços como o Paraguai, o Uruguai e a Colômbia. Mas olha que mesmo nas minhas idas ao Uruguai onde eu já vi Ford série D teuto-holandês e alguns Commer (embora tenha vacilado e não fotografado esses modelos) eu nunca vi um Barreiros de perto.

          • Daniel, há alguns anos também estive à caça do Ford Série D e dos Commer no Uruguai para compor nosso livro. Aliás, se pudesse, passaria a vida caçando esta relíquias. O Uruguai é um sonho de lugar para quem gosta do assunto!!! Em tempo, quem tinha um belíssimo Commer era o finado Museu da Ulbra, em Canoas. Chegaste a fotografar algo por lá? Abração.

          • Eu fui uma vez só no museu da Ulbra, em 2005, quando eu ainda morava fora do Rio Grande do Sul. E a visita não foi muito proveitosa, mas eu até devo ainda ter um CD-ROM com algumas fotos de lá mas em nenhuma aparece algum caminhão.

          • Tive a sorte de visitá-lo em 2000, quando ainda morava aí. Fiquei boquiaberto! Era sensacional. Pena que deu no que deu…

  1. Na transportadora onde meus primos trabalhavam, chagou um destes e foi logo recebendo 3º eixo p/ puxar bitrem, eram 40 toneladas de cimento e o Iveco não fazia feio, estava dando muito menos manutenção do que os R124 LA 6×2 NA 360 recém lançados.

  2. Recentemente aqui perto a PRF parou um Iveco bitrem por suspeita de excesso de carga, já que os pneus estavam bem baixos e o caminhão muito lento na subida. Levaram pra balança e estava com 82t de PBTC, ou seja, 25t de sobrepeso!

  3. BOA NOITE…

    PRIMEIRAMENTE, NÃO POSSO DEIXAR DE COMENTAR O QUANTO ME INTERESSEI NO POST, PRIMEIRO PELO PROPRIO POST, AI VEM O CAMINHÃO, SEMPRE TIVE UMA QUEDA (melhor dizer um tombo…) PELOS IVECOS, PRINCIPALMENTE PELOS COM O RESPEITADO 8210, E AINDA A RETRIBUIÇÃO DE UM AMIGO QUE USA O ETS 2 ,EU MESMO SEMPRE DIRIJO NO SIMULADOR….E BASTANTE HEIN….

    AO CAMINHÃO….PRA MIM ESTA AI MAIS UM PESADO QUE TINHA TUDO PRA DAR CERTO NO BRASIL (e de certa forma deu…), UM CONJUNTO DE FORÇA DE RESPEITO, UMA CABINA MUITO CONFORTAVEL, E UM OTIMO PREÇO DE MERCADO, UMA PENA QUE O PAIS É MEDROSO A NOVIDADES, DEIXANDO DE APRECIAR NOVAS OU DIFERENTES TECNOLOGIAS

    O 8210 É UM MOTOR QUE AO LONGO DOS SEUS ANOS DE MERCADO ,FOI SE APERFEIÇOANDO, E ACOMPANHOU COM LOUVOR AS NECESSIDADES QUE O TEMPO LHE TROUXE, DESDE OS TEMPOS DO 190 F 27, IMPOS RESPEITO A CONCORRENCIA, NOSSOS HERMANOS ARGENTINOS QUE O DIGAM…LA O IVECO É MUITO QUERIDO, E O 8210 ESTA SEMPRE ENTRE OS MAIS CONSIDERADOS

    MESMO COM TODA ESSE MEDO QUE O IVECO ENFRENTOU ,HOJE APOS ANOS ELE MOSTRA QUE MERECEU O REPSITO NO NOSSO MERCADO, AINDA É COMUM VER OS EURO TECH RODANDO PELAS ESTRADAS DA VIDA, E VARIOS FALAM BEM DO CAMINHÃO, MESMO COM ANOS DE ESTRDA SE MOSTRAM VALENTES , E COM POUCA MANUTENÇÃO, CLARO QUE EXISTE OS QUE PASSARAM POR MÃOS MENOS CUIDADOSAS , ESTES JA DÃO UM CERTO TRABALHO, MAS MUITOS AINDA PERDURAM

    TENHO POR AQUI UMA DUVIDA, TENDO O MESMO PROJETO, SERIA POSSIVEL USAR OS KIT’S ( camisas,embolos,anéis,juntas ) DOS EURO TECH, NOS ANTIGOS 8210 QUE FORAM USADOS NOS 190…? SERIA INTERESSANTE SE DER CERTO…

    • Reginaldo amigo, grato por seus comentários. Eles são mais um testemunho da valentia destas máquinas italianas, que como você bem disse, muitas vezes foram rebaixados a uma segunda classe, por absoluto desconhecimento do nosso público transportador e também pela desconfiança na marca, depois do final da primeira fase em 1985. Sempre fica um rancor no mercado. Nós aqui também admiramos e respeitamos muito. Na Europa, estes caminhões foram lugar comum, também muito respeitados.

      Quanto à sua boa pergunta sobre a intercambiabilidade de peças, só mesmo um especialista na marca.

      Um grande abraço.

      • POIS É AMIGO, NOS IVECO ME FALTA UM POUCO DE EXPERIENCIA ,ENTÃO É MAIS ACONSELHAVEL DEIXARMOS PRA QUEM ENTENDE, MAS CREIO QUE EM BREVE TEREMOS ESSA RESPOSTA

        ESSA PRATICA DE GUARDAR ESSE RANCOR, COMO O AMIGO MESMO DISSE, BEM QUE PODERIA MUDAR NO NOSSO POVO,A EXEMPLO, QUEM PROVOU NO MERCADO DE AUTOMOVEIS QUE ESSA PRATICA NÃO TRAZ BENEFICIOS FOI A KIA MOTORS, QUE NUMA PRIMEIRA PASSAGEM,NÃO TEVE MUITO A MOSTRAR, COM AS LENDARIAS BESTA, SPORTAGE E OS SEPHIA, PASSOU DESPERCEBIDA, E SAIU MAL FALADA, NO ENTANTO,NA SEGUNDA APARIÇÃO,TRAZ UMA LINHA QUE EM NADA DEIXA A DESEJAR AOS CONCORRENTES, LEVANDO A MARCA A OUTRO NIVEL NO PAIS COM OS CERATO, SOUL E NOVA SPORTAGE

        POR ESSES PERRENQUES TAMBÉM PASSA A INTERNATIONAL,QUE AO MEU VER TEM MUITO A OFERECER, PRINCIPALMENTE NA QUESTÃO DE CUSTO/BENEFICIO, ALÉM DA ROBUSTEZ E QUALIDADE DO PRODUTO,É UM CAMINHÃO BEM INTERESSANTE

        POR OUTRO LADO TAMBÉM EXISTE A RESTRIÇÃO DO PUBLICO A NOVIDADES, COM ISSO ESTA SOFRENDO POR EXEMPLO A MAN, NOVATA DAF, QUE AINDA TEM O PÉ ATRAS DO MERCADO, MESMO COM TODAS QUALIDADES JA MOSTRADAS…

        • Reginaldo, é exatamente isso. O brasileiro, que tem fama de arrojado, sambista, festeiro, etc., entre tantos atributos, no fundo é bastante conservador.

          Nos países vizinhos, sempre de fronteiras abertas à importação, estas barreiras ao novo são bem mais tênues, senão inexistentes.

          Isso me desperta outra reflexão. Recordo-me de um amigo da concessionária International de Santiago, no Chile, a Maco, comentando que não entendia um povo tão festeiro como o nosso ter tão poucas marcas estabelecidas (isso há alguns anos) e também de o brasileiro insistir nas cores preto e prata (agora branco…) para a maioria da frota circulante. Naquele país, assim como em outros que pudemos visitar, é notório o desfile de cores distintas, como amarelo, verde limão, laranja, vermelho, etc.
          Parece um arco íris, em contraste com nossa frota agarrada a estas cores sóbrias e teoricamente “chiques” no gosto de muitos.

          Grato por seu brilhante comentário!

      • A única diferença gritante parece ser no sistema de injeção, já que em algum momento a União Européia passou a exigir gerenciamento eletrônico compatível com a plataforma OBD-2. Mas a princípio as mesmas peças podem ser intercambiadas para manter os modelos mais antigos rodando. Esse mesmo motor, pelo que eu me lembre, ainda é feito para aplicações marítimas e estacionárias/industriais.

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