Uma das principais carroçarias rodoviárias dos anos oitenta foi sem dúvidas a Marcopolo III, diagnosis produzida em grandes quantidades pelo fabricante de Caxias do Sul, RS. Sua principal concorrente era a Diplomata da catarinense Nielson, com a qual disputava em qualidade e elegância.
Além dos Mercedes O-364, Scania B111 e BR116 era comum encontrar o Marcopolo III com chassi Volvo B58, de motor central. O exagerado balanço dianteiro dos primeiros chassis da marca de Curitiba rendia um visual inusitado para o Marcopolo III, aqui ilustrado em folheto de nosso acervo, colhido na própria fábrica ao redor de 1983.


Eu até acho que o Diplomata era mais bonito que o Marcopolo III, mas da 5a geração em diante a Marcopolo começou a dar um baile em design.
Daniel, tem toda razão, mas na época já éramos fãs incondicionais da Marcopolo, até por termos um Júnior 1977 na família. Transformado em motor-home, ele nos deu muitos momentos de felicidade e várias provas de resistência e durabilidade ao enfrentar a Ruta 40 na Patagônia Argentina, nos idos de 1983 ainda não pavimentada em quase toda sua extensão. A carroçaria trepidava o dia todo, ao sabor das costelas de vaca e do “ripio” intermináveis. Depois fizemos outras aventuras pela América do Sul, sem nunca ter qualquer problema estrutural, de corrosão, ou de infiltrações. Embora pesada para o Mercedinho, uma baita carroçaria!!! Grato por comentar.
Eu também prefiro a Marcopolo pela qualidade e pela fabricação gaúcha, mas não deixo de reconhecer que a Nielson era mais acertada com o design.
AINDA ME LEMBRO QUANDO OS PRIMEIROS VOLVO COMEÇARAM A RODAR EM DEFINITIVO NAS VIAS EXPRESSAS DAQUI DA CIDADE DE CURITIBA, CLARO QUE ERA A VERSÃO URBANA,NÃO DEMOROU PARA APARECER O ARTICULADO, POR AQUI CHAMADO DE “EXPRESSO”, DEVIDO AO SERVIÇO QUE ELES EXECUTAVAM, LOGO FOI POPULARMENTE APELIDADO DE “MINHOCÃO”
SEMPRE ACHEI ENGRAÇADO ESSA HISTÓRIA DE OS PRIMEIROS VOLVO USAREM O VOLANTE DO MERCEDES….
Quanto ao volante, verdade! Acho que resolveram economizar no ferramental, usando somente a tampa com emblema Volvo. Foi a mesma sensação que tivemos ao ver os Ford Cargo Euro 3 com lanternas traseiras de Mercedes, no caso dos modelos 24 Volts. Engraçado… Abraço.
PRA NÃO FUGIR DO ASSUNTO….
NESSA ÉPOCA SEMPRE ME AGRADEI MAIS COM A DIPLOMATA, PASSAVA UM AR MAIS ELEGANTE ,POREM FORAM BONS TEMPOS DA NIELSON, ONDE DEPOIS DE VIRAR BUSSCAR ,AOS POUCOS FOI PERDENDO ESSE MISTICISMO DOS ACABAMENTOS EM MARROM E AS POLTRONAS ACONCHEGANTES, COISAS QUE AGRADAVAM UMA VIAGEM A NOITE ,DANDO AQUELE AR DE NOSTALGIA, MUITO AINDA SE VIA NOS PRIMEIROS JUM BUSS, MAS AOS POUCOS FOI FICANDO PRA TRAS, E ASSIM FOI APARECENDO CADA VEZ MAIS O AGRADAVEL “ACABAMENTO FUNCIONAL”, E APARENCIA CAPRICHADA NOS DETALHES DAS MARCOPOLO, QUE NA MINHA OPNIÃO ATINGIU UMA PERFEITA ARMONIA ENTRE FUNCIONALIDADE E CONFORTO NOS TEMPOS DA VIAGGIO E PARADISO GV, ESSA PRA MIM FOI O MELHOR MOMENTO DA CARROCERIA, CLARO QUE ATÉ HOJE A MARCOPOLO SE APRESENTA COMO UM “ICONE ” NO ASSUNTO
MAS AINDA DA A SAUDADE DE VER OS LENDARIOS CMA, DIPLOMATA ,MARCOPLOLO III, O-371, TECNOBUS II, CARROS QUE MARCARAM UM TEMPO DO ROMANTISMO E AQUELA PONTINHA DE MEDO ,DE UMA VAIGEM DE ONIBUS….
Muito bacana seu relato, Reginaldo. Realmente, os carros citados marcaram muito aquela época. Espero poder incluí-los nestas páginas. Grato por comentar.