Mercedes-Benz L-2635 e LS-2635 – 1993

Com produção iniciada em 1994, viagra os Mercedes-Benz L-2635 de chassi rígido e seu irmão LS-2635 cavalo-mecânico tiveram o mérito de colocar a marca da estrela definitivamente no segmento de extrapesados 6×4, seek até então dominado por Scania e Volvo.

Na linha Mercedes, o limite em termos de 6×4 era o L-2325 e suas variantes. Com a fusão do bem-sucedido conjunto de força do LS-1935 – considerado um dos melhores da marca de todos os tempos – com os parrudíssimos eixos traseiros motrizes HD-7 e HL-7 com redução nos cubos de roda, aliados a um robusto quadro de chassi, nasceu uma fera vocacional chamada L-2635.

Com ele, enfim a Mercedes estava no mapa das aplicações de alto peso bruto total – até 32 toneladas – e elevada capacidade máxima de tração, que podia chegar a 123 toneladas. Em 1995, por exemplo, o 2635 já saltou na frente de seus concorrentes 6×4 pesados, com 648 unidades produzidas, entre as variantes L e LS.  Em um distante segundo colocado, a Volvo figurava com um total de 323 unidades produzidas, entre seus NL 10 340 6×4 e NL 12 360 6×4. Quase empatada, a Scania somava 304 exemplares no total produzido dos R113 E 6×4 360 e T113 E 6×4 360.

Graças ao 2635, a Mercedes preparou o caminho para o 2638 e sagrou-se campeã de vendas por diversos anos, até a chegada dos Axor e Actros, que também figuram entre os mais vendidos do segmento vocacional pesado.

Este bem ilustrado catálogo, inclusive com um ainda raro (em 1993) rodotrem rodoviário, nos foi enviado pelo amigo Affonso Parpinelli, com colaboração de José Delboux e José Oziris.

Catálogo L-LS 2635 6x4 (1993)-1 Catálogo L-LS 2635 6x4 (1993)-2 Catálogo L-LS 2635 6x4 (1993)-3 Catálogo L-LS 2635 6x4 (1993)-4

 

9 ideias sobre “Mercedes-Benz L-2635 e LS-2635 – 1993

  1. UMA BOA TARDE…

    O 2635 É DE VERDADE UM CAMINHÃO ROBUSTO, E DE POUCA MANUTENÇÃO, ATÉ MESMO NOS DIAS DE HOJE, COM A ERA DA ELETRONICA EMBARCADA, ELE TEM UM ENORME RESPEITO NO CAMPO FORA DE ESTRADA, UM TREM DE FORÇA QUE AGUENTA UM ENORME ESFORÇO DE TRABALHO , E TAMBEM UM CAMINHAO SIMPLES, COM POUCA COISA PRA DAR TRABALHO..

    LEGAL ESSA VERSÃO LS COM CABINE LEITO, VI ESSA FOTO VARIAS VEZES, MAS NUNCA VI UM ASSIM PESSOALMENTE, FICOU BONITO NESSA CONFIGURAÇÃO….

    • Amigo Reginaldo, realmente esta versão LS rodoviária é muito rara, num tempo em que as CVCs – Combinações de Veículos de Carga – tipo bitrem, rodotrem e afins ainda estavam engatinhando. Obrigado por sua sempre valiosa contribuição!

  2. evandro considerando os avanços ao longo do tempo em 1997 nova calibragem do motor, em 1999 L LS 2638, em 2006 axor em 2012 motor euro cambio semi automatico com overdrive e outras mais, sendo que a cada atualizaçao a montadora promete menor consumo de combustivel e melhor velocidade media, seria praticamente inviavel rodar com um desses nos dias de hoje mesmo em boas condiçoes?

    • Ivo, não sei de entendi sua pergunta mas vamos a alguns comentários. Tudo depende da equação de custos e de remuneração do frete. Haja visto a grande quantidade de caminhões antigos ainda em operação. Caso não fossem economicamente viáveis, não estariam mais trabalhando para seus donos. Em tempo, na verdade, quanto mais “limpo” o motor em termos de emissões, em geral, o consumo tende a ser maior que seu antecessor menos “limpo”. Por exemplo, via de regra, um motor Euro 2 consome menos que a mesma versão Euro 3. Um abraço.

  3. Esses MBB traçados foram os primeiros que eu vi romper a barreira dos 100km/h! Era assustador ser passado por um desses na SP-225, eu dirigindo, carta fresquinha e um monstro desses com julieta dando farol!

    o L-2325 em menor escala também andava pra caramba!

  4. UM OLA A TODOS….

    SO PRA LEMBRA AMIGO EVANDRO, UM DETALHE DAS 2635 ERA A TRANSMISSÃO, MESMO O CAMINHÃO APROVEITANDO TODO O CONJUNTO DA 1935, ERA VISIVEL A DIFERENÇA NOS EIXOS TRASEIROS, NO ENTANTO A MUDANÇA FICAVA MAIS PROXIMO AO MOTOR, A EMBREAGEM NOS 2635 ERA SEMPRE A BI-DISCO GF2 380, E NA 1935 PODIA TER COMO OPÇÃO A GMF 420 (isso depois de algo entre 1993 e 1994) ESSA A MESMA QUE EQUIPAVA OS 1630 E O-400, E NÃO PARAM AI, NAS 1935 SEMPRE RODARAM AS CAIXAS ZF 16S 130, COM 1300NM DE TORQUE DE ENTRADA, E NOS 2635 VINHAM COM A ZF 16S 160, ESSA PARA 1600NM DE ENTRADA, ESSE MODELO DE CAIXA SAIU SOMENTE NOS FORA DE ESTRADA DESSA EPOCA, TENDO QUE AS 1941 RODARAM COM AS 16S 190, DEVIDO AO TORQUE ELEVADO DO MOTOR, NOS 2635 PROPORCIONAVAM, JUNTO COM A EMBREAGEM DE DOIS DISCOS, UM CONJUNTO MAIS ROBUSTO, DANDO MAIS DURABILIDADE

    A ZF 16S 160 ERA MAIS COMUM DE APARECER NOS VOLVO, COMO O NL12 400, NA MERCEDES ELA APARECE COM MAIS FREQUANCIA NOS PRIMEIROS LS 1938, MAS COM ALGUMAS MUDANÇAS E ATENDENDO PELO NOME DE ZF 16S 1650, ATE SEREM SUBSTITUIDAS PELA G 210-16, FABRICADAS PELA PROPRIA MARCA…

    • Amigo Reginaldo, grato pelos esclarecimentos e pelas correções. Realmente, acredito que não notei estas importantes diferenças entre o 1935 e o 2635. Ficam aqui anotados seus valiosos apontamentos. Abraço.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Complete a conta. *