Mercedes-Benz L/LK 1513 e 1516 – Agosto de 1982

A pedido de um de nossos leitores, seek estamos adicionando um novo post sobre os Mercedes de 15 toneladas, com motorização OM-352 e OM-352 A.

Durante décadas, a faixa de 15 toneladas era o topo da categoria dos caminhões 4×2, ou “toco”.  A partir de 1990, este segmento seria gradativamente substituído pelo de 16 toneladas, graças à mudança na legislação, que passava a permitir 6 toneladas no eixo dianteiro, em lugar das tradicionais 5 toneladas. Em geral, os modelos de cabina avançada foram imediatamente beneficiados e os de cabina convencional evoluíram para acomodar maior tonelagem na dianteira.

Grande parte da frota de L-1513 e L-1516 recebeu terceiro eixo, instalado por implementadores, para poder rodar com 22 toneladas de PBT. Os clientes da marca viam vantagem nesta transformação, já que, ao contrário do L-2013 com terceiro eixo de fábrica, estes contavam com opção de eixo traseiro com reduzida e a versão turboalimentada, melhorando consideravelmente o desempenho rodoviário.

As versões LK (o “K” era de “Kipper”, ou báscula em alemão) ofereciam a facilidade da tomada de força na transmissão, instalada  de fábrica como equipamento original.

1 - L-LK-1513 E 1516 2 - L-LK-1513 E 1516 3 - L-LK-1513 E 1516 4 - L-LK-1513 E 1516 5 - L-LK- 1513 E 1516 6 - L-LK-513 E 1516 7 - L-LK-1513 8 - L-LK-1516 9- L-LK-1513 E 1516

15 ideias sobre “Mercedes-Benz L/LK 1513 e 1516 – Agosto de 1982

  1. Evandro;

    Você fez uma observação extremamente interessante e que eu vou endossar com uma vinheta pessoal que me veio a mente imediatamente quando li seu texto: Muitos adquiriam o 1513 e o 1516 em decorrência de serem mais adequados a colocação do terceiro eixo, seja em decorrência da turboalimentação, seja em decorrência de se levantar o terceiro eixo.

    Na época que meu pai e meus tios adquiriram o L-2014 para a firma (e que quase sempre fazia serviço transportando fertilizantes e gado nas Fazendas do meu avô), o comentário geral é que apesar de lindo, o 2014 não erguia o terceiro eixo e por isso pagava pedágio integral, vazio ou não.

    E trafegar em condições de estradas de terra vazio, devido ao sistema de molejo invertido (e de não levantar o terceiro eixo), só era possivel com um trator na frente arrastando o caminhão.

    Forte Abraço

    • Daniel,

      A impressão que dava é que havia um pacto da MBB com os implementadores de terceiro eixo, somente para não matá-los, já que eles eram necessários, naqueles tempos em que os cavalos mecânicos saíam sem quinta roda de fábrica. Era o que eu imaginava. Tecnicamente, os L-2013 e L-2014 não faziam muito sentido, ao meu ver, a não ser pelo fato de ser um produto de conveniência para a montadora. Ou seja, havia todos os componentes ali à mão para produzi-lo. Eu nunca entendia porque alguém compraria um L-2013 ao invés de um belo L-1516 reduzido com um truque Randon, Rodoviária, ou mesmo Iderol (lembra-se?). Mesmo que o terceiro eixo só fosse suspenso com corrente…(lembra-se parte II?) Além de tudo, pode-se apostar que o L-2013 era mais pesado a vazio. Abração! Evandro.

      • Evandro;
        Muito bem lembrado dos terceiros eixos suspensos por correntes. Não tinha uns que eram “pinados” (colocava-se o caminhão de forma a levantar o terceiro eixo no solo e punha um pino travando)?
        Já que tocou no assunto 2014, o 2014 (na época aspiração natural) da firma certa vez foi buscar cimento para levar a uma obra e foi tudo em peso máximo. O motorista (que trabalhou para a firma e depois Fazenda entre 1977 e 2010) contava sempre que para economizar em pedágio, resolveu subir a serra de Botucatu pela Marechal Rondon. Não conseguiu. Precisou ser arrastado por um basculante 1516 reduzido.
        E já que o assunto é terceiro eixo, uma moda que andou tendo recentemente foram os L/LB/LK 2213/2216 de duplo eixo cardã (pré cara preta) denominado “capão” (ou “capado” por alguns): Veiculos adquiridos a baixos preços que tem seu um de seus eixo motriz removido e em seu lugar colocado um terceiro eixo convencional. Já vi alguns desses veiculos nas estradas e inclusive na cidade onde moro tem 1 desses rodando.

          • Daniel, acho que parte e/ou pessoas da Iderol acabaram sendo vertidas para a atual Rossetti, conterrânea de Guarulhos, pelo menos até que Cumbica se emancipe como municípío… Grato por comentar. Evandro.

        • Daniel, boa tarde!

          Já ouvi dizer mesmo sobre o terceiro eixo pinado… Tinha também o chamado “cadelinha” que era um terceiro eixo com rodado menor que o orginal, tipo 8.25 x 20 ou 7.50 x 20, ante os 11.00 x 22 dos FNM da época. Alguns, nem freio tinham… Depois esta prática foi proibida por lei e a “cadelinha” entrou para a história. O excelente site http://alfafnm.com/ tem várias fotos de “Alfa” com “cadelinha”…

          Quanto ao L-2014, andei verificando, ele tinha apavorantes 12 a 16% de capacidade de subida com PBT, dependendo da combinação de caixa, G-50 ou G-60, e eixo 6,14 ou 6,86:1.
          Realmente muito crítico. Nas montadoras em que trabalhei, certamente ele não atingiria a o requisito mínimo para obter “sign off” (aprovação da Engenharia) neste quesito.

          Abraço, Evandro.

  2. Já vi vários L/LK/LB 2213/2214/2215/2216/2217/2218/2219/2220/2224/2225 capados, com o segundo eixo motriz sendo removido e no lugar um terceiro eixo Randon, Facchini, Guerra, Iderol…

    Quanto aos L/LK 1513/1516, não eram apenas estes que eram implementados com terceiro eixo das já referidas marcas: também os L-1113/1116 e os L/LK-1313/1316 e, em menor escala, os LK-1113/1116

    • Geremias, tem razão. Falamos dos 1513 e 1516, pois a discussão girava em torno dos caminhões de 22 toneladas de PBT da Mercedes. Grato por comentar. Abraço.

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