Mercedes-Benz LPO-1113 – Agosto de 1977

Se como nós, here mind você utilizava ônibus urbano para se locomover nos anos 70 e 80, clinic então certamente você andou muito de LPO-1113.

Um verdadeiro ícone do transporte coletivo, look o LPO era construído sobre a base mecânica do caminhão L-1113, porém com diversas alterações, a começar pelos controles avançados e eixo dianteiro recuado, que resultava num amplo balanço dianteiro, perfeito para a instalação de uma porta avante do eixo.

O motor era o conhecido OM-352 de 5,7 litros e 130 cv, acoplado a uma caixa G-3/36 de cinco marchas, com a ótima redução de 8,98:1 e um abissal degrau entre primeira e segunda.

O chassi de ônibus exibia um entre eixos de 4.570 mm, que resultava em encarroçamentos com comprimento total em torno de 10 metros. Três diferentes relações de eixo traseiro visavam adequar o LPO não somente para a faina urbana, mas também para os serviços de fretamento e de transportes rodoviários de curta distância, com velocidades máximas que cobriam o espectro de 75 a 90 km/h.

Muitos LPO ainda sobrevivem, em especial no interior, ganhando a vida sobretudo no transporte de rurais e escolares.

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18 ideias sobre “Mercedes-Benz LPO-1113 – Agosto de 1977

  1. Andei muito em Veneza II com este chassi e nos Incasel Continental com chassi OF-1313; a propósito, foram fabricados chassis OH-1113 ou muitos ônibus monoblocos 0-321 e outros foram reencarroçados? Pergunto isso porque na minha cidade tinha um Veneza II com motor traseiro e rodas de 1113 mas não soube identificar o modelo do chassi.

    • Amigo Geremias, não houve um OH-1113. O que havia com rodas de 1113 era o O-352, o O-326 (se bem que rodoviário), e mesmo o Magirus Deutz (mais tarde Cummins Nordeste) U1014, todos com motor traseiro. Nesta época, digo final dos anos 60 começo dos 70, a Mercedes reportava nas estatísticas de produção apenas “Plataformas” sem especificar qual o tipo, assim não dá pra saber se as plataformas eram O-352, ou O-326, ou ambas. Grato pelo interessante comentário! Abraço.

  2. Fantástico. Por aqui ainda existe uns dos anos 70 reencarroçados nos anos 90 operando linha regular como reserva de ônibus mais novos numa empresa. Existiu LPO1113 com caixa seca? Existiu também OF-1113 mas não sei precisar a data. Mas já tinha rodas com 10 parafusos e cubo do eixo traseiro igual ao 1313. Gostaria de ver material do OF-1313 que se não me engano foi produzido até 1986, renomeado 1314 em 87. Esse se via muito tanto nas cidades como estradas. E parabéns pelo trabalho. É um material fascinante.

    • Grato, Fernando pelas palavras e por comentar. Segundo consta, o LPO-1113 sempre teve caixa sincronizada, a G-3/36 de cinco marchas. De fato existiu o OF-1113. Sugestão anotada. Breve teremos o OF-1313. Abraço!

  3. Evandro;

    Um pequeno “causo” sobre esse chassis LPO-1113/ e OF1313

    Quando eu tinha fazenda, pensei em comprar um ônibus para transporte de trabalhadores. Nessa pequisa, achei várias opções desde chassis LPO com carroceria Caio custando preço de caminhão 1113 (R$30 mil) até O-364 rodoviário por pouco mais de R$15 mil (por conta do OM355/5 que consomde diesel demais).

    Ao perguntar a um vendedor a disparidade de preços, a resposta foi direta: Um ônibus de chassis podia ser revendido para a região norte do país e lá, a carroceria ser jogada fora e o ônibus ganhar uma cabine de caminhão e virar um 1113 ou um 1313!

    Não sei de nenhum caso concreto dessa “transformação” mas já ouvi falar nisso diversas vezes depois que vivi a historia que narrei acima. Inclusive que em algumas cidades era possivel legalizar a transformação.

    Grande Abraço

    • Daniel, muito curioso!

      Este é um problema que enfrentam os empresários das grandes cidades, com as plataformas com motor traseiro. A revenda é o maior problema. Os potenciais compradores do interior só querem saber de motor frontal.

      Quanto à transformação de LPO para L-1113, acredito que tudo seja possível, mas não se trata de uma simples instalação de cabina. Lembremos do enorme balanço dianteiro do LPO, dos controles avançados e do motor rebaixado no chassi. Trabalheira garantida ou seu dinheiro de volta…!

      Abraço e obrigado por comentar.

      • Evandro;

        Então, sei que existe uma transformação envolvida. A coluna da direção, o próprio cambio que tem um pequeno trambulador, e como falou, a questão do balanço dianteiro.

        Mas o interessante da linha Mercedes Benz (e observo isso somente na linha Mercedes) é que o pessoal não se incomoda em gastar um dinheiro, muitas vezes que daria até para comprar um caminhão novo! Cito como exemplo, os L-1519 com mecanica de L-1618, já vi alguns 1113 dos anos 70 trafegando etiquetado 1313 e com rodas de 10 furos e freios a ar (isso sem falar na “cara preta” – conheci um cara que “intercoolou” o 1113 adaptando um radiador comum, mas para circular o ar da turbina) e fora os L-2213 “capão” (retirado a tração no terceiro eixo).

        Vou tentar lembrar de mais artes que o pessoal apronta nos Mercedes (e todas eu já vi) e ai posto!

        Grande Abraço

        • Daniel, muito bacana as suas informações do que se fazem com os Mercedes!

          A força da marca, a facilidade de encontrar peças, o valor de revenda, tudo isso e mais um pouco talvez sejam os ingredientes de toda esta criatividade.

          Qualquer outra lembrança sobre o tema será bem-vinda!

          Abraço e bom final de semana.

          • Evandro;

            Falando em adaptação, você já ouviu falar de uma empresa de Campinas que, nos anos 70 desenvolveu (e vendeu!) um “kit” para “traçar” caminhões com terceiro eixo?

            Pelo que escutei de um mecânico bastante antigo aqui da minha cidade, o “kit” consistia em uma roda de ferro que você descia forçada entre os pneus do eixo motriz e do terceiro eixo.

            Você já ouviu falar disso? Escutei sobre isso de duas pessoas diferentes.

            Grande Abraço!

          • Daniel, me recordo sim! Inclusive temos o folheto para ser postado. Vou procurá-lo. A empresa era de origem holandesa e, como era de se esperar ficava em Holambra, SP, próximo a Campinas. Chamava-se Imavi e o kit algo como Robson Drive, se minha memória não me trai. O princípio era este mesmo que você bem descreveu. Uma roda de cada lado, bem entre os pneus do tandem, a qual era baixada contra eles, por força hidráulica, transformando o 6×2 e um 6×4 “de pobre”… Nunca tive a sorte de ver um ao vivo.

            Obrigado por desenterrar esta preciosidade do fundo do baú!

            Abração.

  4. Olá bom dia. No meu tempo de garoto, quando ia a escola, andava de Caio Gabriela II e me lembro que havia dois modelos: um com caixa de roda quadrada e cofre do motor baixo e outro (acredito ser mais antigo) com caixa de roda arredondada e cofre do motor mais alto, este último com ronco do motor mais alto. Alguém sabe qual a motorização deles? Seria LPO-1113 o primeiro e LPO-344 o último?

  5. Aqui na região sul do RS existem as pencas ainda, só em Canguçu acredito que tenha em torno de uns 22, todos puxando linhas para colônia!

  6. Olá, tenho uma Veneza I, esta modificado para motor casa e nele quando comprei tinha a alavanca de cambio curvada, consegui trocar a alavanca para a vertical, mas isso acarretou em trocar capo do motor pq mantive o motor alto, só o problema é que o filtro de ar era a óleo e tive que substituir pelo seco para servir no novo capo, precisava deste manual, estou tentando juntar tudo da época dele.

    abraços!

  7. Tive a sorte de andar muito de LP e LPO-1113 nos anos 90, em Cruz Alta, interior do RS. Na época, a empresa que faz o transporte urbano lá tinha vários Incasel com chassis MB (Belveder em LP e Cisne em LPO). Desde então, fiquei vidrado em ônibus. Meu incentivo para acordar cedo para ir à escola era poder pegar um Incasel Belveder e ir sentado num daqueles dois bancos ao lado do motor, observando o motora dirigir. Até hoje me lembro do ronco e do cheiro forte de óleo diesel que ficava na rua quando esses ônibus passavam. Saudades! Gostaria muito de poder andar de novo num desses.

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