Mercedes-Benz LS-1924 – 1974

1974.8

Nosso amigo Igor Akopov do Cazaquistão nos foi gentil o bastante para enviar uma coletânea de literaturas e peças de publicidade da Mercedes de épocas variadas, hospital uma das quais postamos aqui, prescription na forma deste anúncio para o Salão do Automóvel de 1974.

Depois do baque da Crise do Petróleo de 1973, o mundo estava assustado com o futuro sombrio do precioso líquido negro. A segurança também começava a ser lembrada nesta peça que usava o LS-1924, o “flagship” da frota Mercedes da época, como sustentáculo. O 1924 se movia por conta de um motor OM-355/6 de 240 cv, capaz de tracionar 40 toneladas combinadas, sem pressa. A excelente cabina leito e seu parrudo eixo traseiro HL-7 com redução nos cubos eram destaques.

12 ideias sobre “Mercedes-Benz LS-1924 – 1974

  1. E dizer que hoje um Cummins ISB de 6 cilindros atinge essa potencia facilmente…E com durabilidade senão igual, maior!

    Faz tempo que não vejo um 1924. Os ultimos que vi estavam na caçamba.

    Grande Abraço

    • De fato, incrível a evolução em relativamente pouco tempo. Por outro lado, mantém o mesmo centenário conceito de massas alternativas, com pistões, bielas e cia. limitada… Será que a tecnologia não vai criar nada mais eficiente e flexível que o motor de combustão interna, algo que não desperdice quase 60% da energia que entra? Meu finado pai, com razão, não se conformava com isso, apesar de sermos todos fãs de motores, com “diesel nas veias”, como se costuma dizer.

      Em tempo, se no interior os 1924 já sumiram, que dirá na capital, onde normalmente as antiguidades evaporam com mais facilidade.

      Abraço.

      • Também sempre penso nisso, na questão do motor de combustão interna e seu anacronismo e peças móveis cujo principio, se você pensar vem desde o tempo do James Watt e sua máquina a vapor.

        Ao mesmo tempo ao longo da historia, tentou-se muito mas nada foi, efetivamente, concretizado em termos de criar uma outra forma de transformar energia em movimento de maneira satisfatória. Os Wankel, Atkinson bem que tentaram, e eu vejo que, por isso, o ciclo diesel ainda é racionalmente a solução mais adequada em termos de aproveitamento energético (50% não é isso?).

        Essa questão energética que me faz crer (ainda) no Petroleo e no gás. A dependência do petroleo na produção do etanol, aliado ao uso indiscriminado de terras de primeira linha para a produção de etanol a ser distribuido em rincões deste país eu honestamente acho um crime.

        Nesse sentido eu acho o ciclo diesel e o biodiesel a melhor solução mais sustentável, do ponto de vista ambiental.

  2. Acredito que exista um forte lobby para manter essa tecnologia ainda, pois mesmo as turbinas a gás são mais eficientes, mas sem nenhum motivo aparente foram descontinuadas pela Chrysler, que lançou alguns modelos. Com a tecnologia híbrida de hoje, acho que seriam muito mais eficientes.

    Abraço

    • Lucas, você está correto. Se me recordo, um dos desafios da turbina a gás era a necessidade de operar em rotações variadas o que dizimava sua eficiência, fazendo o consumo disparar. A GM também chegou a testar em caminhões pesados, assim como a Kenworth e outras, todas sem êxito. Lembremos que tanto em aplicações aeronáuticas, como navais e em grupos geradores os motores à reação trabalham em regime constante. Grato por comentar.

      • Evandro,

        acho que foram pouco desenvolvidas, pois tiveram experiências interessantes na F-1 e F Indy com um Lotus 56B movido a turbina, (uma variante do P&W PT6). O Emerson mesmo pilotou durante a temporada de 71. Falava que a arranca era espetacular, mas o carro tinha pouca aderência, acho que o problema era o excesso de potência nas saídas de curvas, o que tornava o carro meio incontrolável. Mas isso foi há 40 anos, imagine hoje essa tecnologia com todo aparato eletrônico!

        Outro fator que viabilizaria elas hoje, seria o fato de poderem trabalhar em regime constante num veículo híbrido, tal como ocorre em locomotivas americanas, que inclusive usam muito o motor PT6.

        Repare nesse vídeo a arrancada impressionante de Emmo com a turbina, e mais interessante ainda foi a chegada da corrida! Bons tempos de F-1!
        http://www.youtube.com/watch?v=n3TrU4xe_ic

        Abraço

    • E olha que turbinas não precisam funcionar só com gás, podem usar também querosene e, em último caso, até biodiesel. A Boeing anda envolvida num projeto para homologar o biodiesel como combustível aeronáutico.

      • Daniel, de fato, a GOL Linhas Aéreas está operando um Boeing B738 equipado com motores CFM-56-7 com biodiesel em nível experimental. O primeiro voo foi comemorado recentemente, como um fato histórico na aviação brasileira. Grato.

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