Mercedes-Benz LS-1924 – 1974

catalogo PB Band 1990-1993a-1 catalogo PB Band 1990-1993a-2 catalogo PB Band 1990-1993a-3 catalogo PB Band 1990-1993a-4 catalogo PB Band 1990-1993a-5 catalogo PB Band 1990-1993a-6 catalogo PB Band 1990-1993a-7

Dando seguimento à postagem do material gentilmente enviado pelo amigo Lucas Vieira, find hoje temos o catálogo da linha Toyota Bandeirante da fase compreendida entre 1990 e 1993. A linha 1990 trazia várias melhorias sendo a nova frente a mais saliente aos olhos.
É com satisfação que trazemos até você a primeira obra literária deste espaço, approved
graças à simpatia e a generosidade de nosso amigo Roberto Dias Alvares, autor dedicado ao mundo dos caminhões e das estradas.

Para estrear, Roberto nos brindou com uma ótima peça dedicada ao Iveco Stralis e seu bravo motorista, na luta para pagar as prestações e driblar os escolhos do caminho.

Roberto, obrigado pelo excepcional trabalho!

Esperamos ver outras obras suas publicadas neste modesto espaço.

O CARRETEIRO E O BANCO
IVECO STRALLIS 6X4

Autor: Roberto Dias Alvares

Pela estrada, gostoso sentimento.
Um bom cavalo mecânico eu quero.
Para isso preciso fazer financiamento.
Assim consegui comprar caminhão zero.

O dia nem amanheceu
já estou firme no tranco.
O caminhão é metade meu
e a outra metade é do banco.

Trabalhando na pista de rolamento
consigo pagar o boleto.
Mais uma parcela do financiamento.
Vou feliz pelo tapete preto.

Carga boa nunca me falta.
Vontade de trabalhar também não.
Carga baixa ou carga alta
transporto qualquer uma no caminhão.

Usando toda a potência,
pé no acelerador eu sapeco.
Dirijo com paciência
meu cavalo Fiat Iveco.

A vida vou levando
na estrada cheia de surpresas.
Com meu trabalho, pagando
impostos e todas as despesas.

O IVECO é valente.
Caminhão forte por excelência.
Tem um motor potente,
eu no volante, muita experiência.

Quando surge perigos á frente
piso no freio e breco.
Chama atenção de muita gente
quando paro meu cavalo Iveco.

Trabalhando feito maluco
para não atrasar a prestação.
Mais forte, o acelerador cutuco.
Anda mais rápido o caminhão.

Meu cavalo mecânico trucado
leva carga para qualquer lugar.
Ando em piso ruim pois é traçado.
Em qualquer recanto consigo chegar.

A luta é cansativa
mas chego ao fim do dia realizado.
Com meu bruto estou na ativa
dirigindo meu possante trucado.

Os anos vão passando
eu e meu caminhão já cansados.
A prestação quase acabando
Mas não podemos ficar parados.

Afinal se houver atraso
o banco toma meu bruto.
Na minha vida, seria um arraso
Honrar compromissos, por isso luto.

Parado no posto de fiscalização,
peguei notas fiscais no porta-treco.
Também apresentei documentação,
do meu imponente Fiat IVECO.

Ando sempre dentro da lei
por isso não me preocupo.
Para evitar assaltos eu sei
é melhor andar em grupo.

Viajando com a mulher amada
sigo feliz pela rodovia.
A carga sempre muito pesada
com ela a meu lado alivia.

Após tantos anos nas estradas
sempre a mercê de desleixos.
com buracos e mal conservadas
maltratando meu cavalo três eixos.

Paguei a última prestação,
após vinte anos de volante.
Agora é só meu o caminhão.
Continuarei trabalhando bastante.

Mesmo aposentado por idade
continuo firme no trabalho.
Não quero ficar na praça da cidade
jogando dominó ou baralho.

A missão está cumprida
e os filhos bem criados.
Dediquei minha vida
para que fossem estudados.

Ambos fizeram faculdade.
Na vida bem encaminhados.
Sabem que a vida não tem facilidade
mas estão pra ela bem preparados.

Quando saio com o caminhão
seu ronco chega a fazer eco.
Viajo a trabalho e por diversão,
dirigindo meu cavalo Iveco.

Viajando por todo o país
para fazer turismo aproveito.
Com minha esposa, vou feliz
afinal divertir-me tenho direito.

Se viajo para o litoral
deixo a carga e vou a praia.
Se estou em alguma capital
vejo ponto turístico que mais me atraia.

Levo a vida numa boa
trabalhando e me divertindo.
O ronco do meu bruto ecoa
pelas estradas que vou seguindo.

Stralis - SP

 

 
1974.8

Nosso amigo Igor Akopov do Cazaquistão nos foi gentil o bastante para enviar uma coletânea de literaturas e peças de publicidade da Mercedes de épocas variadas, advice
uma das quais postamos aqui, prescription na forma deste anúncio para o Salão do Automóvel de 1974.

Depois do baque da Crise do Petróleo de 1973, o mundo estava assustado com o futuro sombrio do precioso líquido negro. A segurança também começava a ser lembrada nesta peça que usava o LS-1924, o “flagship” da frota Mercedes da época, como sustentáculo. O 1924 se movia por conta de um motor OM-355/6 de 240 cv, capaz de tracionar 40 toneladas combinadas, sem pressa. A excelente cabina leito e seu parrudo eixo traseiro HL-7 com redução nos cubos eram destaques.

12 ideias sobre “Mercedes-Benz LS-1924 – 1974

  1. E dizer que hoje um Cummins ISB de 6 cilindros atinge essa potencia facilmente…E com durabilidade senão igual, maior!

    Faz tempo que não vejo um 1924. Os ultimos que vi estavam na caçamba.

    Grande Abraço

    • De fato, incrível a evolução em relativamente pouco tempo. Por outro lado, mantém o mesmo centenário conceito de massas alternativas, com pistões, bielas e cia. limitada… Será que a tecnologia não vai criar nada mais eficiente e flexível que o motor de combustão interna, algo que não desperdice quase 60% da energia que entra? Meu finado pai, com razão, não se conformava com isso, apesar de sermos todos fãs de motores, com “diesel nas veias”, como se costuma dizer.

      Em tempo, se no interior os 1924 já sumiram, que dirá na capital, onde normalmente as antiguidades evaporam com mais facilidade.

      Abraço.

      • Também sempre penso nisso, na questão do motor de combustão interna e seu anacronismo e peças móveis cujo principio, se você pensar vem desde o tempo do James Watt e sua máquina a vapor.

        Ao mesmo tempo ao longo da historia, tentou-se muito mas nada foi, efetivamente, concretizado em termos de criar uma outra forma de transformar energia em movimento de maneira satisfatória. Os Wankel, Atkinson bem que tentaram, e eu vejo que, por isso, o ciclo diesel ainda é racionalmente a solução mais adequada em termos de aproveitamento energético (50% não é isso?).

        Essa questão energética que me faz crer (ainda) no Petroleo e no gás. A dependência do petroleo na produção do etanol, aliado ao uso indiscriminado de terras de primeira linha para a produção de etanol a ser distribuido em rincões deste país eu honestamente acho um crime.

        Nesse sentido eu acho o ciclo diesel e o biodiesel a melhor solução mais sustentável, do ponto de vista ambiental.

  2. Acredito que exista um forte lobby para manter essa tecnologia ainda, pois mesmo as turbinas a gás são mais eficientes, mas sem nenhum motivo aparente foram descontinuadas pela Chrysler, que lançou alguns modelos. Com a tecnologia híbrida de hoje, acho que seriam muito mais eficientes.

    Abraço

    • Lucas, você está correto. Se me recordo, um dos desafios da turbina a gás era a necessidade de operar em rotações variadas o que dizimava sua eficiência, fazendo o consumo disparar. A GM também chegou a testar em caminhões pesados, assim como a Kenworth e outras, todas sem êxito. Lembremos que tanto em aplicações aeronáuticas, como navais e em grupos geradores os motores à reação trabalham em regime constante. Grato por comentar.

      • Evandro,

        acho que foram pouco desenvolvidas, pois tiveram experiências interessantes na F-1 e F Indy com um Lotus 56B movido a turbina, (uma variante do P&W PT6). O Emerson mesmo pilotou durante a temporada de 71. Falava que a arranca era espetacular, mas o carro tinha pouca aderência, acho que o problema era o excesso de potência nas saídas de curvas, o que tornava o carro meio incontrolável. Mas isso foi há 40 anos, imagine hoje essa tecnologia com todo aparato eletrônico!

        Outro fator que viabilizaria elas hoje, seria o fato de poderem trabalhar em regime constante num veículo híbrido, tal como ocorre em locomotivas americanas, que inclusive usam muito o motor PT6.

        Repare nesse vídeo a arrancada impressionante de Emmo com a turbina, e mais interessante ainda foi a chegada da corrida! Bons tempos de F-1!
        http://www.youtube.com/watch?v=n3TrU4xe_ic

        Abraço

    • E olha que turbinas não precisam funcionar só com gás, podem usar também querosene e, em último caso, até biodiesel. A Boeing anda envolvida num projeto para homologar o biodiesel como combustível aeronáutico.

      • Daniel, de fato, a GOL Linhas Aéreas está operando um Boeing B738 equipado com motores CFM-56-7 com biodiesel em nível experimental. O primeiro voo foi comemorado recentemente, como um fato histórico na aviação brasileira. Grato.

Comentários encerrados.