Mercedes-Benz O-362

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Nosso amigo e colaborador frequente Daniel Shimomoto de Araujo, drugstore de Garça SP, flagrou um bonito e ativo exemplar do tradicional ônibus monobloco O-362, dos anos setenta, equipado com motor OM-352 de 5,7 litros e 130 cv instalado na traseira. O O-362 ilustrado era da versão rodoviária, com 5.550 mm entre eixos, 10.660 mm de comprimento total e PBT de 11.500 kg. A configuração de assentos mais comum era com 36 poltronas reclináveis. Havia também uma versão urbana, além do raro O-362 A, com motor turboalimentado, de 156 cv. Lançado em 1971 para substituir o O-352, o modelo seguiu em produção até 1979, quando deu passagem ao O-364. Acompanhando as imagens, o Daniel também nos ofereceu os seguintes comentários:

“Seguem fotos de um O-362 ainda na ativa.

Faz uma pequena linha rural de 70 km (35 ida, 35 volta), 2 vezes ao dia,
todos os dias. E faz muitos anos…

Grande Abraço,

Daniel.”

 

 

 

6 ideias sobre “Mercedes-Benz O-362

  1. Evandro;

    Esqueci de mencionar no email…

    Quando as fazendas tinham mais pessoas morando e trabalhando (nos idos da década de 1990), essa empresa TransLuccas chegou a ter 7 O-362 em operação!

    Ate uns 6 anos atrás, ela mantinha 4 O-362, entretanto a queda da demanda de passageiros e o preço do óleo fez com que eles fossem substituidos por Microonibus de motores de alta rotação e até mesmo uma Kombi (na linha de estudantes de menor densidade).

    Restou esse exemplar, o 780 que está na ativa há muitos anos…que eu me lembre mais de 15 anos na mesma linha, diariamente, 70 km por trecho, duas vezes ai dia…

    • Daniel, muito bacana! É impressionante que no interior estes carros ainda sobrevivam e na capital tenham sumariamente sumido do mapa. Mais admirável é o fato de o carro 780 ainda estar no batente diário em estradas de terra, com aparência bastante saudável. Se tivéssemos espaço e tempo ($), certamente faríamos uma oferta para a empresa. Este carro merecia ser restaurado e preservado. Uma beleza! Um clássico!

  2. O exemplo desse O-362 ainda em atividade é um bom argumento para rebater os críticos do motor traseiro, quando alegam que essa configuração não é adequada à operação em ambientes mais severos.

    • Daniel, bem observado. Creio que o maior problema destes monoblocos MB eram a corrosão que consumia os carros de dentro para fora. Abraço e grato por comentar.

      • Bem observado Evandro! Corrosão era o calcanhar de Aquiles desses Mercedes monobloco.

        A Caio (e a Ciferal também, se não estou errado) desenvolveu e vendeu para a antiga CMTC um monobloco/chassis a partir do O-362, no padrão Amélia da qual era aproveitado apenas as suspensões e eixos dianteiros e traseiros, bem como motor e cambio, descartando todo o resto.

        Quanto a preferência dos onibus com motor dianteiro, pelo que sei (e já comentei com o Evandro) deve-se a um costume muito comum no norte do país que consiste em transformar chassis de ónibus e colocar cabine de caminhão, procedendo as devidas alterações no balanço dianteiro entre outros.

        Embora ouçamos pouco a respeito disso aqui no estado de São Paulo, existe muito isso em outras regiões do país!

        • Daniel, grato por comentar. Tem razão quanto aos ônibus com motor dianteiro. No mercado de usados, os carros com motor traseiros costumam ser micos. Os mercados do interior invariavelmente preferem o motor frontal. Abraço.

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