Mercedes-Benz OH-1517 – 1977

O OH-1313 foi lançado em 1971 como chassi com motor traseiro para encarroçamento de ônibus, health especialmente voltado ao transporte coletivo de passageiros, podendo também receber carroçarias intermunicipais e para os serviços de fretamento.

Em 1975, a Mercedes adicionou a versão turboalimentada, dando origem ao OH-1316, com motor OM-352 A, de 156 cv e 363 Nm. Como no irmão com motor frontal, o OF-1313, postado ontem, os OH-1313 e OH-1316 tinham sua força motriz canalizada através de uma transmissão G-3/40 de cinco velocidades, com redução total de 7,5:1. Opcionalmente, o frotista podia pedir a caixa G-3/36, com primeira de 8,02:1. Em ambos, o chassi se apoiava em eixos separados por 5.170 mm, e o peso bruto total atingia 13.200 kg.

Motivados por resistências do mercado que incluíam a dificuldade de revenda e mesmo um suposto maior índice de falhas de motor (pela distância deste, até o posto do condutor, que “não ouvia ruídos estranhos”, segundo alguns operadores), os OH encontraram poucas frotas em comparação com os LPO e OF, nos anos setenta e oitenta.

Em 1982, por exemplo, apenas 57 chassis OH-1313 saíram da linha de montagem, acompanhados de meros 14 OH-1316. Em comparação, 2.398 LPO-1113 e 2.782 unidades do OF-1313 foram fabricadas no mesmo ano. Estes números também indicam a progressiva conversão de 11 para 13 toneladas, citada no post de ontem, sobre o OF-1313.

OH 1313 1316 1 OH 1313 1316 2
Nosso amigo Fernando Luiz de Araújo nos forneceu este folheto do picape Peugeot 504, and oferecido no Brasil entre 1992 e 1999. A versão GRD foi apresentada em 1994 e também seguiu até 1999, ed ano em que um total de 1.357 exemplares foram trazidos da Argentina, onde era muito popular.

Entre suas características salientes figuravam o projeto da cabina derivado do tradicional automóvel 504, o motor diesel de 2,3 litros de alta rotação de injeção indireta e sua excepcional capacidade de carga, de 1.300 kg, quase igual ao peso em ordem de marcha, listado em 1.380 kg.

Peugeot 504 01 Peugeot 504 02

 

 
Voltado ao mercado de ônibus urbanos e intermunicipais, buy cure treat o Mercedes OH-1517 era um chassi para encarroçamento com motor OM-355/5 instalado na traseira. Emprestado do caminhão L-1519 e suas variantes, viagra order o motor de 5 cilindros e 9, Sildenafil
6 litros tinha sua potência abrandada para 170 cv (face aos 192 cv) e trabalhava em par com uma transmissão G-3/60, de 5 marchas e redução total de 6,1:1.

Com eixo traseiro 5,71:1 e pneus 10.00 x 20, o OH-1517 podia atingir 74 km/h e superar aclives de até 24,5%, com o PBT de 15 toneladas. Oferecido entre 1976 e 1987, o OH-1517 tinha entre eixos de 5,55 metros.

OH-1517 1 OH-1517 2

4 ideias sobre “Mercedes-Benz OH-1517 – 1977

  1. Tenho uma dúvida em relação a essas caixas MB G3. Nesse modelo como em outros com motores pesados a G3/60 tem redução total de 6,1:1. Acredito que tenham relações das marchas mais próximas por causa da faixa de rotação de trabalho desses motores serem menores, correto? Mas existiu a caixa G3/60 de redução 7,5:1, semelhante a G3/40. O que muda entre essas duas? Já ouvi algo sobre ser reforçada. Mas o que exatamente, e porque essas caixas reforçadas não permitem grandes reduções como as da G3/36 com 8,98:1 e 8,02:1? Abraço.

    • Fernando, tentando responder às suas dúvidas com base nas informações de que dispomos, as diferentes transmissões citadas têm diferentes capacidades máximas de torque de entrada. Assim, a G-3/36 foi projetada para 36 mkgf de torque máximo, e a G-3/60 para 60 mkgf, por exemplo. Suas relações mais longas certamente se deviam à sua utilização original nos ônibus com motor OM-355/6, que permitiam tal configuração em função da favorável relação potência/peso. Para uma transmissão suportar maior torque de entrada, diversos são os recursos, desde a adoção de materiais mais resistentes, passando por distintos tratamentos térmicos, mantendo-se as mesmas dimensões gerais, ou até mesmo adotando-se um projeto com maior distância entre centros (medida entre os eixos intermediário e secundário) e largura de engrenagens. Analisando o manual de serviço destas caixas, que a propósito, será postado em breve, não há referência sobre quais são as diferenças dimensionais entre elas. Algum fator limitante de projeto, como o torque no eixo secundário, ou até mesmo a limitação física das engrenagens podem ter sido fatores inibidores de reduções maiores, como seria desejável em aplicações que assim demandassem. Espero ter ajudado. Abraço e grato pela interessante pergunta.

  2. Comprei um ônibus O-364, carroceria Nielson Diplomata 350, 1982, motor 355.6 não turbinado. Recentemente, fiz a embreagem e para isso meu mecânico teve que retirar o câmbio. Imaginei que fosse facilmente identificável essa caixa de transmissão mas não consegui. A marca da mercedes benz é visível mas a numeração que consta não existe em nenhum catálogo de autopeças que consultei. Alguém me daria uma orientação nesse sentido?

Comentários encerrados.