Mercedes-Benz OH-1517 – 1977

Voltado ao mercado de ônibus urbanos e intermunicipais, cure treat o Mercedes OH-1517 era um chassi para encarroçamento com motor OM-355/5 instalado na traseira. Emprestado do caminhão L-1519 e suas variantes, o motor de 5 cilindros e 9,6 litros tinha sua potência abrandada para 170 cv (face aos 192 cv) e trabalhava em par com uma transmissão G-3/60, de 5 marchas e redução total de 6,1:1.

Com eixo traseiro 5,71:1 e pneus 10.00 x 20, o OH-1517 podia atingir 74 km/h e superar aclives de até 24,5%, com o PBT de 15 toneladas. Oferecido entre 1976 e 1987, o OH-1517 tinha entre eixos de 5,55 metros.

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4 ideias sobre “Mercedes-Benz OH-1517 – 1977

  1. Tenho uma dúvida em relação a essas caixas MB G3. Nesse modelo como em outros com motores pesados a G3/60 tem redução total de 6,1:1. Acredito que tenham relações das marchas mais próximas por causa da faixa de rotação de trabalho desses motores serem menores, correto? Mas existiu a caixa G3/60 de redução 7,5:1, semelhante a G3/40. O que muda entre essas duas? Já ouvi algo sobre ser reforçada. Mas o que exatamente, e porque essas caixas reforçadas não permitem grandes reduções como as da G3/36 com 8,98:1 e 8,02:1? Abraço.

    • Fernando, tentando responder às suas dúvidas com base nas informações de que dispomos, as diferentes transmissões citadas têm diferentes capacidades máximas de torque de entrada. Assim, a G-3/36 foi projetada para 36 mkgf de torque máximo, e a G-3/60 para 60 mkgf, por exemplo. Suas relações mais longas certamente se deviam à sua utilização original nos ônibus com motor OM-355/6, que permitiam tal configuração em função da favorável relação potência/peso. Para uma transmissão suportar maior torque de entrada, diversos são os recursos, desde a adoção de materiais mais resistentes, passando por distintos tratamentos térmicos, mantendo-se as mesmas dimensões gerais, ou até mesmo adotando-se um projeto com maior distância entre centros (medida entre os eixos intermediário e secundário) e largura de engrenagens. Analisando o manual de serviço destas caixas, que a propósito, será postado em breve, não há referência sobre quais são as diferenças dimensionais entre elas. Algum fator limitante de projeto, como o torque no eixo secundário, ou até mesmo a limitação física das engrenagens podem ter sido fatores inibidores de reduções maiores, como seria desejável em aplicações que assim demandassem. Espero ter ajudado. Abraço e grato pela interessante pergunta.

  2. Comprei um ônibus O-364, carroceria Nielson Diplomata 350, 1982, motor 355.6 não turbinado. Recentemente, fiz a embreagem e para isso meu mecânico teve que retirar o câmbio. Imaginei que fosse facilmente identificável essa caixa de transmissão mas não consegui. A marca da mercedes benz é visível mas a numeração que consta não existe em nenhum catálogo de autopeças que consultei. Alguém me daria uma orientação nesse sentido?

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