Motores Mercedes-Benz a álcool – 1989

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Nosso amigo e colaborador de sempre, viagra o Reginaldo Bernardi, clinic encontrou mais um capítulo importante da história que tentamos reconstituir neste espaço. Desta vez tratam-se dos dados técnicos dos motores Mercedes a álcool hidratado e aditivado, que equiparam os caminhões voltados ao mercado sucroalcooleiro, nos tempos do Pró-Álcool.

O material enviado pelo Reginaldo engloba os motores M-314 O, M-352 O, ciclo Otto movidos a etanol hidratado, bem como os OM-352 O e OM-355/5 O, estes últimos operando no ciclo Diesel, queimando etanol aditivado.

Acompanhando o material, o Reginaldo nos enviou a seguinte mensagem explicativa:

HÁ ALGUM TEMPO ATRÁS, O AMIGO MANDOU UM E-MAIL PROCURANDO ALGO SOBRE OS MOTORES MERCEDES QUE RODARAM  COM ÁLCOOL. NAQUELE MOMENTO TINHA POUCO SOBRE O MOTOR, NO ENTANTO, AGORA ACHO QUE OBTIVE UM POUCO MAIS SOBRE O MESMO. CONSEGUI UM MANUAL DE OFICINA, COM EDIÇÃO DE 05/89, DOS MOTORES OM-314 / 352 / 355, QUE TROUXE ALGUNS DADOS INTERESSANTES.

FOLHEANDO O MANUAL, JÁ COM O INTUITO DE ACHAR ALGO INTERESSANTE PARA TRAZER AQUI PARA O AMIGO, ACHEI UMA FICHA DE DADOS ,ONDE APARECE ALGO SOBRE OS MOTORES QUE RODARAM COM ÁLCOOL HIDRATADO, E UM QUE ACABEI POR DESCOBRIR QUE RODOU NO 2213, UM MOTOR MOVIDO A ÁLCOOL ADITIVADO NUM MOTOR CICLO DIESEL, O OM-352 O, E DO 2219, OM-355/5 O.
PROCUREI UM POUCO SOBRE A INFORMAÇÃO, DESCOBRI QUE, QUANDO APARECE ESSA LETRA “O” DEPOIS DO GRUPO NUMERICO, SIGNIFICA QUE O MOTOR É UM CICLO DIESEL ,COMO SE VÊ PELA SIGLA “OM”, O GRUPO NUMÉRICO (352 / 355 COMO NO CASO) E “O” DEPOIS DO GRUPO NUMÉRICO, MOSTRANDO QUE O MOTOR UTILIZA ÁLCOOL ADITIVADO COMO COMBUSTÍVEL.
COM ISSO, SEPAREI ALGUMAS PÁGINAS ONDE TEMOS ALGUNS DADOS DOS MOTORES USADOS NA ÉPOCA. POR ENQUANTO, ENVIO ESSES AO AMIGO, ASSIM QUE POSSÍVEL ENVIAREI MAIS ALGUMA COISA… UM ABRAÇO.”
Outro tópico, cortesia destas tabelas… Observe na página 15, entre outros detalhes interessantes, a co-existência de duas variantes do motor diesel OM-352 A, uma de 145 cv NBR e outra de 170 cv NBR, esta última destinada a equipar os modelos anti-Cargo, com nomenclatura final “18”. Estes motores de 170 cv incorporavam aprimoramentos e detalhes construtivos advindos da experiência obtida com os novos OM-366, na época ainda em estágio final de gestação nos bancos de provas da montadora.

15 ideias sobre “Motores Mercedes-Benz a álcool – 1989

    • Caro amigo Ivo, bem observado! Em todos os folhetos que temos do LS-1929, sempre aparece 285 cv DIN. A diferença talvez possa ser explicada por uma nova calibração, ou apenas pela conversão dos 285 cv DIN para a norma ISO/NBR. Grato pela contribuição.

      • A diferença é de critério de medição mesmo. Pelo que sei a norma DIN ainda é a mais rígida em termos de critérios medição de potencia.

  1. BOA TARDE…

    CONFESSO QUE ATÉ ESSE MOMENTO QUE ACHEI ESSE MANUAL, NÃO CONHECIA ESSE TAL DE OM-352 O, CICLO OTTO MOVIDO A ALCOOL HIDRATADO, QUANTO MAIS UM 355 MOVIDO A ALCOOL, DEI UMA BREVE PESQUISADA E ACABEI POR DESCOBRIR QUE A VOLVO TAMBÉM USOU UM MOTOR NESSE SISTEMA, NO N12, NO ENTANTO NÃO TENHO DETALHES SOBRE ESSE VEICULO, É MAIS UMA NOVIDADE QUE A HISTÓRIA NOS TRAZ…

    • Reginaldo, muito curioso mesmo este tema dos motores Mercedes à álcool dos anos 80. Pena que talvez não tenha sobrado caminhão sequer com estes motores para contar a história. Espero que eu esteja errado! Abraço.

      • boa noite Evandro e amigos do site
        aqui nesta Curitiba abençoada tem de tudo inclusive um mercedinho 610 álcool branco com as faixas azuis na av Victor Ferreira do Amaral em pinhais-pr, quando passar lá vou tentar tirar fotos ele é todo bem cuidado; inclusive Evandro aqui do lado de casa tem um vizinho que tem ate um ônibus funcionando como trailer do post recente da “nicola” e outro vizinho tem dois mb lp 331 que trabalhou comigo puxando Spaipa Coca-Cola.
        grande abraços

        • Caro Luiz, bom dia! De fato, o Paraná reúne uma imensa quantidade de preciosidades automotivas, tais como as citadas por você e desconhecidas por nós. Dá até vontade de voltar a Curitiba, só com o objetivo de ver estas raridades. Agradecemos muito se puder enviar fotos de algumas delas. Um grande abraço e grato pela contribuição.

          • Boa noite Evandro
            Te mandei fotos do mercedinho l610 tirei pelo celular não ficou legal mais da para ver os emblemas mandei no email esfullin

            Abraços
            att Luiz Alberto

          • Caro Luiz Alberto, agradeço pelas fotos desta raridade. Vou postá-las em breve. Um grande abraço.

          • OLÁ A TODOS…

            ESSE 610 QUE O AMIGO COMENTOU, EU O VI ANDANDO POR AQUI NA LINHA VERDE, O PROPRIETÁRIO PUXA DO CEASA, QUANDO EU TRABALHAVA NO HAUER (bairro de Curitiba) VIA ELE SEMPRE, BRANCO, COM AS FAIXAS, BEM CONSERVADO, MAS SE NÃO ME ENGANO, JÁ ESTA COM O MOTOR A DIESEL, O OM-314, SALVO ENGANO MEU, POIS NUNCA CHEQUEI A VER O MOTOR DELE (confesso que me deu vontade de pedir pra ver…). APENAS PRESUMO PELO RONCO DO MOTOR

            A PROPÓSITO, LÁ EM CIMA COMENTEI QUE NÃO CONHECIA O “OM-352 O, CICLO OTTO MOVIDO A ÁLCOOL”, NA VERDADE O CERTO SERIA “OM-352 O, CICLO DIESEL MOVIDO A ÁLCOOL”, O COM CICLO OTTO ATÉ JÁ TINHA OUVIDO MUITO SOBRE ELE, MESMO NÃO O CONHECENDO PESSOALMENTE, MAS ESSE OUTRO ( OM-352 O) DESCONHECIA MESMO….

          • Amigo Reginaldo, por falar neste L-610, estou devendo a postagem das fotos, já enviadas por nosso amigo Luiz Pereira Lima.

            Quanto ao seu comentário sobre a motorização do mesmo, também poderia apostar que o M-314 O já foi descartado em favor de um trivial OM-314… Será que sobrou algum para contar a história. Adoraria ver (e ouvir) um M-314 O ou um M-352 O em ação!

  2. Interessantissimo. E eu que sempre achei que o PID229 era o unico motor que queimou alcool no ciclo diesel!

    Agora já sabemos que existiu (pelo menos em protótipo) um OM-355-O!

    • Meu amigo Daniel, bem interessante mesmo. Scania e Volvo também usaram soluções similares, de ciclo Diesel com álcool aditivado. Grato por comentar.

    • Daniel, confesso que tive a mesma curiosidade sobre o aditivo, que parece não estar citado nas páginas publicadas. Talvez esteja em outras porções do manual. Sabemos que no caso da Scania, o aditivo da época era o NTHF, ou nitrato de tetra-hidro furfurila, cuja matéria prima era proveniente do próprio bagaço da cana de açúcar. Grato pela pergunta.

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