8 ideias sobre “Revista Scania – Rei da Estrada – Nov/Dez 2001 – Parte 3”
Curioso que o 164 480 gerou uma expectativa muito grande na epoca em os bitrens. Eram tracionados por caminhoes de 360 380 cv alguns 420. Mas nao sei por que motivo venderam muito pouco o que parecia ser o caminhao ideal para o bitren de 57 t
Olá, Ivo. Apesar do glamour, os V8 na prática sempre foram considerados melindrosos e micos de mercado, vendendo bem menos que os 6 em linha. Grato por comentar.
Evandro, já vi muitas explanações, inclusive aqui neste espaço, acerca dos méritos x defeitos do V8, sempre em comparação com o tradicional L6. Queria saber o motivo deles terem feito tanto sucesso na Europa, indo de Scania, Iveco, Man e MBB (lembrando que na America do Norte do norte os Cat e Detroit) ?? Seria apenas glamour mesmo ou teria outra explicação? Aqui no longínquo Piauí, a Comvap (empresa especializada na produção de álcool e açúcar) utilizou nos anos 90 um Scania T 142 e um novíssimo T143 transportando álcool no primeiro bi-trem que eu vi na minha vida, lá nos idos de 95. Lembro do pessoal falar, lá vem os caminhões com ronco de helicóptero, devido aquele ronco estralado que sai pelos escapes dos motores V8.
Caro Geraldo, grato pela interessante indagação. Este assunto daria para escrever um livro (e dos bons…). Mas resumidamente, os V8 aqui no Brasil não emplacaram por várias razões. Uma vez, conversando com um autônomo dono de um LK-141, aprendi que o motor DS-14 era muito propenso a queima de junta de cabeçote, por exemplo. Também me confidenciou que era um motor que “não tolerava alto giro”, em comparação com o DS-11 de seis cilindros. No mercado, sempre estes caminhões tiveram fama de “mico”, duros de vender. Há até mesmo os 142 e 143 convertidos para seis cilindros, prova de que algo não vai bem mesmo com os V8 em terras brasileiras, ao contrário do que ocorre na Europa (nos EUA não mais, nesta classe de caminhões) como você bem mencionou. No mundo automotivo é assim, tem coisa que dá certo aqui e não dá certo acolá, quase que inexplicavelmente.
Outro exemplo são os carros franceses. Na Argentina, são tidos como indestrutíveis, na maioria dos casos. Por aqui, há quem diga que – como os Scania V8 – são melindrosos. Que não é qualquer mecânico que mexe, etc. e tal.
Acho que o próprio custo também é culpado, pois não teve no início opção 6×2 já pronta como tinham os outros, e mais, versão “pé de boi” só por encomenda, pois todos os 164 eram recheados com equipamentos de série que nos outros modelos eram opcionais.
Fernando, bem observado. Talvez a Scania quisesse mesmo manter o 164 como um produto de nicho, criador de imagem da marca, sem grandes volumes de vendas. Até porque o motor era importado e, posso estar enganado, mas aposto que não tinha Finame em função disso. Um abraço.
Realmente existem coisas que dão certo em um mercado, mas não em outro, existem aqui picapes diesel com problema de superaquecimento, sendo que na tailândia o mesmo modelo roda normalmente, e lá é muito mais quente do que aqui. A respeito dos V8 eu não tenho nenhuma experiência pra argumentar, mas acho válido questionar: Se o V8 fosse problemático, teria durado tanto tempo no mercado? O 14 litros chegou aos 530 cv na europa, sendo que em aplicações industriais ou marítimas aqui mesmo chegava a 800 cv.
São várias empresas que ainda hoje são fãs do V8, o que a maioria sempre diz é que só os experientes pegam o volante do V8, pois os novatos o quebram.
Aqui no brasil há uma cultura de “endeusamento” de uma coisa em detrimento de outra, se vê isso em todo tipo de produto, colocam um meia boca no pedestal, que por causa disso acaba até sendo inflacionado, e o outro que é muito melhor, fica de lado.
Quanto a trocar o V8 pelo L6, pode ser simplesmente por questão de custo de manutenção e economia de combustível (talvez falsa economia de combustível, já que nem sempre mais potência significa maior consumo, como quem mudava carburação dupla pra simples nos fuscas e quebrava a cara), ou mesmo porque um bom 113 já rende tanto quanto os 142 rendiam, enquanto que um 143 transformado pra 113 é algo bem difícil de se ver.
Não que o V8 seja a perfeição, talvez seja ruim mesmo, mas acho que vale a pena considerar isso tudo antes de concluir onde está o problema.
Curioso que o 164 480 gerou uma expectativa muito grande na epoca em os bitrens. Eram tracionados por caminhoes de 360 380 cv alguns 420. Mas nao sei por que motivo venderam muito pouco o que parecia ser o caminhao ideal para o bitren de 57 t
Olá, Ivo. Apesar do glamour, os V8 na prática sempre foram considerados melindrosos e micos de mercado, vendendo bem menos que os 6 em linha. Grato por comentar.
Evandro, já vi muitas explanações, inclusive aqui neste espaço, acerca dos méritos x defeitos do V8, sempre em comparação com o tradicional L6. Queria saber o motivo deles terem feito tanto sucesso na Europa, indo de Scania, Iveco, Man e MBB (lembrando que na America do Norte do norte os Cat e Detroit) ?? Seria apenas glamour mesmo ou teria outra explicação? Aqui no longínquo Piauí, a Comvap (empresa especializada na produção de álcool e açúcar) utilizou nos anos 90 um Scania T 142 e um novíssimo T143 transportando álcool no primeiro bi-trem que eu vi na minha vida, lá nos idos de 95. Lembro do pessoal falar, lá vem os caminhões com ronco de helicóptero, devido aquele ronco estralado que sai pelos escapes dos motores V8.
Caro Geraldo, grato pela interessante indagação. Este assunto daria para escrever um livro (e dos bons…). Mas resumidamente, os V8 aqui no Brasil não emplacaram por várias razões. Uma vez, conversando com um autônomo dono de um LK-141, aprendi que o motor DS-14 era muito propenso a queima de junta de cabeçote, por exemplo. Também me confidenciou que era um motor que “não tolerava alto giro”, em comparação com o DS-11 de seis cilindros. No mercado, sempre estes caminhões tiveram fama de “mico”, duros de vender. Há até mesmo os 142 e 143 convertidos para seis cilindros, prova de que algo não vai bem mesmo com os V8 em terras brasileiras, ao contrário do que ocorre na Europa (nos EUA não mais, nesta classe de caminhões) como você bem mencionou. No mundo automotivo é assim, tem coisa que dá certo aqui e não dá certo acolá, quase que inexplicavelmente.
Outro exemplo são os carros franceses. Na Argentina, são tidos como indestrutíveis, na maioria dos casos. Por aqui, há quem diga que – como os Scania V8 – são melindrosos. Que não é qualquer mecânico que mexe, etc. e tal.
Um abraço e grato pelo comentário.
Acho que o próprio custo também é culpado, pois não teve no início opção 6×2 já pronta como tinham os outros, e mais, versão “pé de boi” só por encomenda, pois todos os 164 eram recheados com equipamentos de série que nos outros modelos eram opcionais.
Fernando, bem observado. Talvez a Scania quisesse mesmo manter o 164 como um produto de nicho, criador de imagem da marca, sem grandes volumes de vendas. Até porque o motor era importado e, posso estar enganado, mas aposto que não tinha Finame em função disso. Um abraço.
Realmente existem coisas que dão certo em um mercado, mas não em outro, existem aqui picapes diesel com problema de superaquecimento, sendo que na tailândia o mesmo modelo roda normalmente, e lá é muito mais quente do que aqui. A respeito dos V8 eu não tenho nenhuma experiência pra argumentar, mas acho válido questionar: Se o V8 fosse problemático, teria durado tanto tempo no mercado? O 14 litros chegou aos 530 cv na europa, sendo que em aplicações industriais ou marítimas aqui mesmo chegava a 800 cv.
São várias empresas que ainda hoje são fãs do V8, o que a maioria sempre diz é que só os experientes pegam o volante do V8, pois os novatos o quebram.
Aqui no brasil há uma cultura de “endeusamento” de uma coisa em detrimento de outra, se vê isso em todo tipo de produto, colocam um meia boca no pedestal, que por causa disso acaba até sendo inflacionado, e o outro que é muito melhor, fica de lado.
Quanto a trocar o V8 pelo L6, pode ser simplesmente por questão de custo de manutenção e economia de combustível (talvez falsa economia de combustível, já que nem sempre mais potência significa maior consumo, como quem mudava carburação dupla pra simples nos fuscas e quebrava a cara), ou mesmo porque um bom 113 já rende tanto quanto os 142 rendiam, enquanto que um 143 transformado pra 113 é algo bem difícil de se ver.
Não que o V8 seja a perfeição, talvez seja ruim mesmo, mas acho que vale a pena considerar isso tudo antes de concluir onde está o problema.
Fernando, bons pontos os levantados por você. Grato por comentar. Um abraço.