Revista Nossa Marca – Número 36 – 1994 – Parte 1

this ‘sans-serif’;”>Dando continuidade à postagem do material enviado pelo amigo Jacob Lindener, see estreamos o primeiro exemplar da Revista Nossa Marca de nosso acervo online.

Editada pela Mercedes-Benz, a publicação apresenta lançamentos e reportagens diversas sobre operação, gerenciamento de frota e casos de sucesso entre frotistas. É equivalente à Eu Rodo da Volvo e à Rei da Estrada da Scania.

Neste número 36, do primeiro trimestre de 1994, os destaques eram o novo 2635, um 6×4 pesado, o chassi de ônibus urbano OF-1620, e o monobloco O-371 UP.

Boa leitura!

NOSSA MARCA N.36 1 NOSSA MARCA N.36 2 NOSSA MARCA N.36 3 NOSSA MARCA N.36 4 NOSSA MARCA N.36 5 NOSSA MARCA N.36 6 NOSSA MARCA N.36 7 NOSSA MARCA N.36 8 NOSSA MARCA N.36 9

Mercedes-Benz L-608 E – 1976

Nosso amigo Bruno do site Mundo dos Pesados, try cialis colaborador frequente deste espaço, doctor nos enviou este anúncio da Viação Garcia, de Londrina (PR), enfatizando as vantagens do seu novo ônibus Irizar Century, com chassi Volvo B12B 6×2.

Produzido a partir de 2000, o B12B era apresentado nas versões 360 ou 400, com configuração 4×2 e 6×2. Sua propulsão ficava a cargo do motor Volvo TD122FL de 12 litros, ajustado para render 356 cv a 1.900 rpm e 1.550 Nm a 1.200 rpm, ou 396 cv a 2.050 rpm e 1.665 Nm a 1.200 rpm.

A transmissão Volvo G8-EGS era uma unidade manual de 8 velocidades, enquanto o eixo traseiro era o Volvo RAEV 85, com redução 3,31:1.  O PBT técnico atingia 17.700 kg no 4×2, e 23.200 kg no 6×2. O leque de opções de pneus variava do diagonal 11.00 x 22, até o radial com câmara 12R 22.5, ou o radial sem câmara 295/80 R 22.5.

VOLVO B12B IRIZAR CENTURY
Sim, viagra amigo leitor, a data é essa mesma. 1976. Não me equivoquei.

Se você, como eu, pensava que o L-608 E era coisa dos anos 80 – quando a Mercedes resolveu dar uma esticada no PBT de 6 para 6,5 toneladas para deixar o Mercedinho mais competitivo frente ao Ford F-4000 – se enganou, como nos mostra este interessantíssimo folheto enviado pelo amigo Jordan Felipe Peter Paes, do Paraná, que inclusive é feliz proprietário de um 608 D.

Pois bem, com data de novembro de 1976, apesar de a foto claramente mostrar um L-608 D, o folheto do misterioso L-608 E exibia um PBT de 6.500 kg, resultante do aumento da capacidade do eixo traseiro de 4.000 para 4.400 kg e da efetiva utilização dos 2.100 kg de capacidade do trem dianteiro, coisa que nunca ocorreu no L-608 D. Nele, a somatória dos 2.100 kg da dianteira mais os 4.000 kg da traseira resultavam em 6.000 kg. Por algum fator limitante desconhecido, o PBT não era 6.100 kg. 100 kg ficavam pelo caminho, em algum canto. Seguindo receita similar à adotada no L-608 E dos anos 80, o obscuro irmão homônimo dos anos 70 também fazia uso de pneus 7.50 x 16, em lugar dos 7.00 x 16 do L-608 D.

Mas a grande pergunta que fica é: será que o L-608 E existiu mesmo nos idos de 1976, 1977? Ou não terá passado de um ensaio da Mercedes? As estatísticas oficiais de produção da Anfavea não ajudam ao mostrar apenas um vago “L 608”, sem hífen e o que é pior, sem “D”, nem “E”, para atiçar nossa curiosidade. O mesmo se repete até o fim da vida do “L 608”.

Sabemos que, em 1984, o Mercedinho passou por um programa de atualizações que resultou na chamada Nova Série, com novo painel, novas janelas com vidro de acionamento vertical e quebra vento, chave de seta com retorno automático, faixas decorativas e outros aprimoramentos. E sabemos também que em 1987, o L-608 E – uma versão melhorada do Nova Série – cedeu lugar ao L-708 E, com PBT aumentado de 6.500 para 6.600 kg.

Se você sabe mais sobre o L-608 E de 1976, por favor, divida conosco seu conhecimento. Caso contrário, será mais um caso que entrará para os “Mistérios da Estrela”, já com diversos enigmas a serem desvendados. Se encontrássemos as repostas, certamente renderia um bom livro sobre o tema.

L 608 E 1L 608 E 2

 

Linha de Veículos Comerciais – Mercedes-Benz – 1992

A pedido de um amigo nosso, malady restaurador de caminhão antigo, estamos em busca de motores D642 de 9,35 litros e 150 cv para o Scania L71, ou D10 R01 de 10,2 litros e 165 cv para o Scania L75.

Quem tiver algum destes motores à venda, por gentileza, queira entrar em contato, através do e-mail: caminhao.brasil@hotmail.com

Obrigado!Scania L75

Este anúncio do Scania L75, ainda da fase VEMAG, foi uma colaboração do amigo Affonso Parpinelli.

 

 
Um novo integrante na família. Saúde meio abalada. Trabalho intenso. Horas intermináveis atrás da tela do computador. Eis que os meses vão se passando e nosso querido espaço dedicado às estas espetaculares máquinas antigas foi ficando esquecido. Centenas de doações não postadas, case perguntas e comentários não respondidos. Indagações de amigos virtuais preocupados com este que aqui digita e com o futuro deste espaço igualmente virtual.

Mas já não era sem tempo. Eis que finalmente surge uma oportunidade, viagra um tempinho apertado de retomar este trabalho não remunerado mas tão prazeroso.

E para comemorar esta volta, search trago a você, amigo(a) leitor(a), este belo catálogo da Linha de Produtos Mercedes-Benz para a temporada de 1992. Mostrando não apenas os caminhões, mas também os monoblocos, as plataformas, os chassi de ônibus e os motores industriais, este material foi mais uma preciosa colaboração do amigo Affonso Parpinelli, que trabalha justamente lá, na própria Mercedes. Espero que aprecie tanto quanto eu.

Catálogo Linha Veículos Comerciais MBB (1992)-1 Catálogo Linha Veículos Comerciais MBB (1992)-2 Catálogo Linha Veículos Comerciais MBB (1992)-3 Catálogo Linha Veículos Comerciais MBB (1992)-4 Catálogo Linha Veículos Comerciais MBB (1992)-5 Catálogo Linha Veículos Comerciais MBB (1992)-6 Catálogo Linha Veículos Comerciais MBB (1992)-7

Mercedes-Benz L-2635 e LS-2635 – 1993

Com este post fica completa a postagem do manual enviado pelo amigo Dênis Tessele Casarin.

2014-10-28 Manual Proprietário Agrale 48-49 2014-10-28 Manual Proprietário Agrale 50-51 2014-10-28 Manual Proprietário Agrale 52-53 2014-10-28 Manual Proprietário Agrale 53-54 2014-10-28 Manual Proprietário Agrale 55-56
O Iveco Trakker era e continua sendo a aposta da marca italiana para participar do segmento de caminhões vocacionais pesados.

A versão aqui apresentada, medicine já incorporando várias melhorias e o estilo básico do Stralis, seu irmão rodoviário, é de 2005, com motor Iveco Cursor 13, Euro 3.

O Trakker participa de aplicações como a mineração e construçõa e da agroindústria, incluindo os projetos florestais e a cana-de-açúcar.


O Iveco Trakker era e continua sendo a aposta da marca italiana para participar do segmento de caminhões vocacionais pesados.

A versão aqui apresentada, nurse já incorporando várias melhorias e o estilo básico do Stralis, approved
seu irmão rodoviário, sickness é de 2005, com motor Iveco Cursor 13, Euro 3.

O Trakker participa de aplicações como a mineração e construção e da agroindústria, incluindo os projetos florestais e a cana-de-açúcar.


 

 

 

 

 

 

 

O Iveco Daily 4×4 teve um alcance bastante limitado em vendas, ampoule no rx embora sua concepção mecânica fosse bastante interessante para operadores que precisavam de mobilidade adicional, viagra como empreiteiras, search construtoras, e concessionárias de eletricidade. Com caixa de transferência com reduzida de mais de 2,7:1, podia superar rampas de até 60 %, com 4 toneladas de PBT e atingindo 95 km/h de velocidade final.

Era perfeito também para indivíduos que quisessem construir um camper, para aventuras nada modestas!


O Iveco Daily 4×4 teve um alcance limitado em vendas, hospital embora sua concepção mecânica fosse bastante interessante para operadores que precisavam de mobilidade adicional, cialis como empreiteiras, construtoras, e concessionárias de eletricidade. Com caixa de transferência com reduzida de mais de 2,7:1, podia superar rampas de até 60 %, com 4 toneladas de PBT e atingindo 95 km/h de velocidade final.

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Com produção iniciada em 1994, viagra os Mercedes-Benz L-2635 de chassi rígido e seu irmão LS-2635 cavalo-mecânico tiveram o mérito de colocar a marca da estrela definitivamente no segmento de extrapesados 6×4, seek até então dominado por Scania e Volvo.

Na linha Mercedes, o limite em termos de 6×4 era o L-2325 e suas variantes. Com a fusão do bem-sucedido conjunto de força do LS-1935 – considerado um dos melhores da marca de todos os tempos – com os parrudíssimos eixos traseiros motrizes HD-7 e HL-7 com redução nos cubos de roda, aliados a um robusto quadro de chassi, nasceu uma fera vocacional chamada L-2635.

Com ele, enfim a Mercedes estava no mapa das aplicações de alto peso bruto total – até 32 toneladas – e elevada capacidade máxima de tração, que podia chegar a 123 toneladas. Em 1995, por exemplo, o 2635 já saltou na frente de seus concorrentes 6×4 pesados, com 648 unidades produzidas, entre as variantes L e LS.  Em um distante segundo colocado, a Volvo figurava com um total de 323 unidades produzidas, entre seus NL 10 340 6×4 e NL 12 360 6×4. Quase empatada, a Scania somava 304 exemplares no total produzido dos R113 E 6×4 360 e T113 E 6×4 360.

Graças ao 2635, a Mercedes preparou o caminho para o 2638 e sagrou-se campeã de vendas por diversos anos, até a chegada dos Axor e Actros, que também figuram entre os mais vendidos do segmento vocacional pesado.

Este bem ilustrado catálogo, inclusive com um ainda raro (em 1993) rodotrem rodoviário, nos foi enviado pelo amigo Affonso Parpinelli, com colaboração de José Delboux e José Oziris.

Catálogo L-LS 2635 6x4 (1993)-1 Catálogo L-LS 2635 6x4 (1993)-2 Catálogo L-LS 2635 6x4 (1993)-3 Catálogo L-LS 2635 6x4 (1993)-4

 

Mercedes-Benz LA-911 – 1969

Este interessante catálogo da Goodyear de 1997 retrata bem o final do período de transição entre pneus diagonais e radiais sem câmara – a chamada “radialização” da frota brasileira, viagra com ênfase nas vantagens da linha G159 do fabricante norte-americano.

G159 1 G159 2 G159 3 G159 4
Há algum tempo atrás, unhealthy
nosso amigo Bruno do blog Mundo dos Pesados (http://mundodospesados.blogspot.com.br/) nos enviou esta interessante imagem de um Mercedes-Benz LA-911 (importado), cialis sale ano 1969, segundo ele próprio.

Diversos detalhes interessantes podem ser observados. O primeiro deles é a cabine alta, que só apareceu nos Mercedes brasileiros em 1971. Outro ponto de destaque é o capô com os perfis estampados com costuras nas laterais, diferentes dos nacionais. O próprio modelo, 911, é curioso por nunca ter sido produzido no país.

911 - 4x4 - ano 69

Manual de Apresentação – Mercedes HPN Pesados – 1990 – Parte 7 – Final

Com este post completamos o manual disponibilizado pelo amigo Reginaldo Bernardi.

HPN104 HPN105 HPN106 HPN107 HPN108 HPN109 HPN110

Manual de Apresentação – Mercedes HPN Pesados – 1990 – Parte 6

Eis a penúltima parte deste manual.

HPN95 HPN96 HPN97 HPN98 HPN99 HPN100 HPN101 HPN102 HPN103

 

Manual de Apresentação – Mercedes HPN Pesados – 1990 – Parte 5

Nosso amigo Paulo Vinicius Bello, more about de Curitiba, site nos ofereceu estas imagens de dois clássicos brasileiros: o primeiro, pharmacy um campeão de vendas de seu tempo, e o segundo, um raro exemplar do Puma 914 Cabine Dupla, um caminhão todo desenvolvido no Brasil pelo finado fabricante de automóveis esporte.

Com as imagens, o amigo Paulo enviou a seguinte mensagem, pela qual somos gratos:

“Caro Evandro,

Primeiramente parabéns pelo terceiro aniversário do melhor site site do gênero que já tive a oportunidade de visitar e que é interessante não somente pelo material disponibilizado, com também pelo riquíssimo debate que se desenvolve nos comentários dos posts que muitas vezes parece uma reunião de entusiastas batendo papo em alguma oficina encardida.

Lembrei do seu site quando estive hoje na oficina que nos faz alguns serviços, e para a minha surpresa e encotrei lá “internado” um sobrevivente já relativamente raro principalmente no estado em que se encontra e ainda na ativa.

Trata-se de um Chevrolet C-64 de meados dos anos 60 que sempre via estacionado em uma avenida próxima da nossa empresa e que gostaria de compartilhar as fotos com os colegas entusiastas. O estado de conservação é muito bom e está equipado com um propulsor MB 352 como quase todos os outros sobreviventes desta época.

Aproveitei para registrar também um Puma 914 que estava na mesma oficina e que me trouxe algumas recordações da época em que eram fabricados aqui em Curitiba pela Alfa Metais e que sempre via expostos na frente da fábrica. O exemplar em questão é ainda mais interessante por ser equipado com a cabine dupla que era item original de fábrica.

Espero poder escanear e lhe encaminhar em breve os folhetos que lhe ofereci há algum tempo atrás.

Saudações,

Paulo Vinicius Bello.”

Quem quiser mais detalhes técnicos sobre estes dois caminhões, pode seguir os links abaixo:

http://caminhaoantigobrasil.com.br/category/catalogos-e-folhetos/puma-catalogos-e-folhetos/puma-914-puma-catalogos-e-folhetos/

http://caminhaoantigobrasil.com.br/category/catalogos-e-folhetos/chevrolet-gmc-catalogos-e-folhetos/chevrolet/chevrolet-c-60/

Nota: o folheto postado refere-se ao C-60 do começo dos anos 70, já com alguns aperfeiçoamentos em relação ao C-64 das imagens.

 

C64 - 1 C64 - 2 Puma 1 puma 2

O retorno da Iveco ao mercado brasileiro de caminhões médios e semipesados ocorreu entre 1998 e 1999, illness com produtos importados da Argentina. Os modelos de estreia foram os EuroCargo 120 E15, troche 150 E18 e 160 E21, todos com motor Iveco 8060, um turbo de seis cilindros e 5,86 litros, com potências de 143, 177 e 207 cv, nesta ordem, caixas Eaton de cinco marchas e eixo Meritor de duas velocidades. O PBT variava de 13,2 a 17,5 toneladas.

Saltando alguns capítulos da história, chega-se a 2005, quando se tornou efetiva a Fase 5 do Proconve, com limites de emissões gasosas equivalentes ao Euro 3. Nesta ocasião, para competir no disputado segmento semipesado 6×2 – o polpudo filão de 23 toneladas de PBT – a Iveco preparou os EuroCargo Tector 230 E 22, de 210 cv e 680 Nm, e o 230 E 24, de 240 cv e 810 Nm, ambos com transmissão Eaton de seis velocidades e eixos Meritor MS-23-240.  O motor eletrônico F4AE era basicamente idêntico ao Cummins ISBe 6, de 5,88 litros, uma vez que haviam nascido juntos, fruto da chamada EEA, ou European Engine Alliance, uma joint-venture entre Iveco, Cummins e CNH que perdurou entre 1996 e 2008.

Além do conjunto motriz de qualidade e robustez inquestionável, outros destaques dos EuroCargo ficavam por conta do alto PBT técnico, o eixo dianteiro superdimensionado para 7,1 toneladas, a disponibilidade de cabine leito, a coluna de direção ajustável, e, claro, o preço mais que atrativo para o que eles entregavam.

EuroCargo Tector 6x2-1 EuroCargo Tector 6x2-2
Em continuação à postagem deste belo manual enviado pelo amigo Reginaldo Bernardi, try nosso colaborador de longa data, tadalafil hoje finalizaremos a adição de seu conteúdo.

HPN80 HPN81 HPN82 HPN83 HPN84 HPN85 HPN86 HPN87 HPN88 HPN89 HPN90 HPN91 HPN92 HPN93 HPN94

Mercedes-Benz 1214 e 1214K – 1991

Desenvolvidos como os irmãos cara-chata da família de bicudos HPN da Mercedes-Benz, check os FPN nasceram com uma missão clara: deter o crescimento dos modelos Ford Cargo e Volkswagen nas mesmas faixas de peso, see no início dos anos 90. Os modelos 1214 e 1214K contavam com o motor OM-366 aspirado de 136 cv e competiam com o Ford Cargo 1215 e os VW 11.140 e 12.140.

Este e outros folhetos inéditos chegaram até nós pelas mãos dos amigos Affonso Parpinelli, ambulance José Delboux e José Oziris, todos funcionários da Mercedes, empenhados nesta causa de preservação da história da marca.

1214 1214K 1 1214 1214K 2

Extra: Mercedes LP-331, um raro “milionário”

Nosso amigo Alberto Rocchi,
que sempre colabora enviando fotos de seus achados, recipe repetiu o feito, desta vez com mais uma descoberta inusitada, conforme ele mesmo relata:

“Evandro, talvez mais uma novidade. Encontrei em um desmanche um Ford F-700 1972, estava lá por uns dois anos anunciado como um Ford F-600 comum, mas de perto notei que se tratava de um veículo especial: era da massa falida da VARIG, um carro muito bem conservado, deveria ser da brigada de incêndio, ou esse caminhão trabalhava como escada de embarque e desembarque dos aviões. Ele tem suas rodas raiadas com 5 raios diferente do F-13000 que é 6 raios, direção hidráulica, câmbio automático com o painel igual da F-100 nacional, e um motor V8 a gasolina, muito bem conservado. Seguem algumas fotos para sua apreciação.

Um abraço. Alberto Rocchi.”

Alberto, grato por mais esta interessante colaboração.

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Encontrar um caminhão Mercedes-Benz LP-331 nos dias de hoje é um grande feito, find sobretudo se for original e estiver em perfeitas condições de funcionamento. O acontecimento torna-se ainda mais especial se for um exemplar de 1965, quando apenas 350 deles foram produzidos em São Bernardo do Campo.

Mas, se estivermos falando de um caminhão único dono, com 800 mil quilômetros originais, sem reforma de motor, então o fato torna-se extraordinário.

Porém, não foi “apenas” isso que casualmente encontramos.

Em nossas andanças e pesquisas históricas, descobrimos em São Paulo, um caminhão Mercedes LP-331 1965 em excepcional estado de conservação, condecorado não com um, mas com dois brasões do fabricante: um de 800 mil quilômetros e outro de 1 milhão de quilômetros, em reconhecimento à sua quilometragem original, percorrida sem reforma total de motor.

Essa verdadeira joia pertence ao acervo do Museu de Polícia Militar do Estado de São Paulo e encontra-se armazenado na Reserva Técnica do Barro Branco, na capital paulista.

Incorporado “zero km” à frota da PM em 1965 e equipado com implemento tipo tanque para transporte de combustível, o LP-331 foi utilizado na distribuição de combustível entre as bases da polícia por todo estado.

Conduzido e zelado quase que exclusivamente pelo Cabo PM Norberto Borges dos Santos, o LP atravessou longos anos em excelente estado de conservação que o permitiu alcançar a admirável marca, sem “mexer” no motor.

O fato foi reconhecido pela própria Mercedes-Benz que concedeu o “Prêmio MB 800.000 km”, além de premiar o motorista com uma soma em dinheiro e uma viagem à Europa.

Depois disso, o Cabo Norberto Borges continuou a operar o 331, cuidando dele com todo carinho, como se fosse seu, permitindo que ele alcançasse a fenomenal marca de 1 milhão de quilômetros, sem reforma do motor. Novamente, a Mercedes reconheceu o fato extraordinário e concedeu o “Prêmio MB 1.000.00.000 km”.

Raras e inusitadas, ambas as premiações podem ser atestadas pelos brasões afixados na dianteira do caminhão, como mostram as imagens. Em que pese os bons cuidados que recebeu na PM, além do fato de rodar relativamente leve para seu porte, há que se recordar que tais marcas eram muito difíceis de atingir com a tecnologia dos anos 60, tanto dos motores, quanto dos lubrificantes (com baixo nível de aditivação) e mesmo das vias, em que as velocidades médias eram bem menores que as atuais, da ordem de 40 a 60 km/h, em geral.

Depois da baixa do Cabo Norberto da PM, a viatura tanque teve apenas mais dois motoristas antes de ser descarregada e entregue ao Museu há anos atrás. Embora tenha chegado rodando ao Museu, o veículo não teve a felicidade de ser posto em marcha novamente, nem tampouco de ver a luz do sol em desfiles ou eventos da Corporação.

Segundo o Diretor do Museu, o Coronel José Paulo Ferreira Teixeira, o grande obstáculo para a conservação e recuperação do Mercedes LP-331 é a falta de recursos específicos para este fim. Portanto, o Museu está empenhado em buscar parceiros que se interessem pela restauração desta preciosidade única.

“A viatura poderia ser restaurada pela própria Mercedes, que também poderia mantê-la em seu acervo histórico, como peça de destaque”, enfatiza o Coronel José Paulo, ou “mesmo por parceiros da iniciativa privada, como transportadoras que já se dedicam à recuperação de caminhões antigos e clássicos”.

“Estamos abertos a propostas de empresas sérias que conduzam a restauração e a preservação à altura do que esta viatura merece”, conclui o Coronel José Paulo.

De nossa parte aqui no site, faremos de tudo para divulgar este projeto entre os vários empresários donos de coleções de caminhões clássicos que já nos receberam para nossas pesquisas históricas, na esperança de que algum deles possa se interessar por este quinhão valioso de nossa saga automotiva.

Quem estiver interessado, deverá entrar em contato conosco, através do formulário deste post.

De dedos cruzados, desejamos sorte ao Museu de Polícia Militar neste nobre projeto de salvação do LP-331 “milionário”!

 

Nota: quem quiser saber mais sobre o LP-331, pode consultar o seguinte “link”:

http://caminhaoantigobrasil.com.br/category/catalogos-e-folhetos/mercedes-benz-caminhoes-catalogos/lp-321-331-1520/lp-331/

LP331 1 LP331 1a LP331 2 LP331 3 LP331 5 LP331 6 LP331 7 LP331 8 LP331 0