Máquinas do Sul

Há meses atrás, order o amigo Daniel Giraldi nos enviou uma série de imagens interessantes captadas por sua atenta câmera, conforme reproduzimos abaixo, junto com seus comentários:
“Algumas fotos que eu já estava há algum tempo querendo te mandar.
 DAILY
Há alguns anos atrás, antes das Ford Transit aparecerem, esses Iveco Daily eram os principais veículos de distribuição urbana da Elma Chips, sucessores das Kombis que foram um ícone nas décadas de 80 e 90.
K2700
Kia K-2700 Bongo com gerador montado na carroceria, ao lado de um gerador estacionário do hotel Sheraton, em Porto Alegre.
MARRUA
Até avistar esse Agrale Marruá Euro-2 ano 2013 que foi incorporado à frota do Exército na época da Copa das Confederações, e configurado como estação móvel de telecomunicações, eu achava que a frota militar brasileira já tinha que ser compatível com o padrão Euro-3…
L-1318
Mercedes-Benz L-1318 Electronic usado em serviços de catering para aviação, baseado no aeroporto daqui de Porto Alegre mesmo.
1418-A
1418-A da Força Aérea Brasileira.
LG-1213
Mercedes-Benz LG-1213 do Exército.
OF-1722
Marcopolo Torino G6 articulado com chassi Mercedes-Benz OF-1722, esse chassi foi muito popular no transporte metropolitano de passageiros entre Porto Alegre e cidades próximas. Ainda se vê muitos em operação.
VW 6X4
Esse VW militar com carroceria cisterna eu não consegui identificar com precisão, mas é 6×4…
17.220
Esse é o único 17-220 que eu me lembro de ter visto, só lembrava do 17-210 Euro-2 e do 17-230E Euro-3.
VM EURO 5
VM 330
Mesmo já sendo Euro-5, suponho que esses Volvo VM mereçam aparecer por serem anteriores ao facelift mais recente que essa série recebeu.
Outro dia te mando mais umas.”

Chevrolet D-60 e Ford F-350 “Super Ford”

D-60 GIRALDI F350 GIRALDI 1 F350 GIRALDI 2

O amigo Daniel Giraldi continuou clicando outras preciosidades gaúchas aqui reproduzidas. E ele comenta:

“Essas eu flagrei semana passada durante uma caminhada com a cadela. Já não é todo dia que se vê uma F-350 dessa geração, cialis mas às vezes se tem um pouco mais de sorte. Já as D-60, stuff até certo ponto me surpreende encontrar mais delas do que dos caminhões Chevrolet da geração posterior.”

Se original, o F-350 aparenta ser da fase 1965 a 1967, quando a Ford adotou uma grade dianteira revisada em relação aos modelos de 1962 a 1964, mantendo o capô com as duas narinas frontais.

Da mesma forma, se não tiver sido substituída como de costume na época, o D-60 basculante aparenta ser da fase de 1979 a 1984, quando a grade plástica de elementos retangulares caracterizava o visual de sua dianteira.

O fato de o Daniel avistar mais D-60 que os modelos “quadrados” (11000 & cia.) se justifica devido ao enorme sucesso do modelo, o que não aconteceu com os sucedâneos, numa fase em que a marca já entrava em certo declínio.

Em todo caso, é admirável ver estas máquinas ainda trabalhando duro, de sol a sol, dia após dia depois de quase 50 anos, no caso do Fordinho.

Cross Lander CL-244

CL244 1 CL244 2

Nosso amigo Daniel Giraldi de Porto Alegre, stuff que sempre colobora neste espaço com imagens e comentários, pharm fez mais uma gentileza ao enviar estas fotos de um Cross Lander, shop  um utilitário 4×4 já raro de ser avistado.

Reproduzimos a seguir os comentários do Daniel:

“Já faz cerca de um ano que eu venho ensaiando te mandar fotos desse que deve ser o único Cross Lander CL-244 de Porto Alegre. Eu até já te mandei uma foto de perfil dele que eu tirei no Bonfa, mas agora vai junto uma da traseira.

Acredito que tu deva te lembrar que esse modelo usava o mesmo motor e câmbio da Ranger entre 2002 e 2004, montado pela Bramont em Manaus com a carroceria importada da Romênia, e deixou de ser produzido em função da falência da ARO, que originalmente fabricava esse modelo na Romênia usando motores Renault. E falando a verdade, até que é bonito esse jipão…”

Nós também estamos de acordo. Uma bela viatura!

Conforme salientou o Daniel, o CL-244 rodava com motor International HS 2.8 de 132 cv e 36,2 mkgf. O jipe pesava 1.950 kg, com comprimento total de 4.325 mm e entre eixos de 2.350 mm. Os ângulos de ataque e saída eram de 35 e 24 graus, respectivamente, com vão livre de 200 mm. O tanque de combustível acomodava 95 litros de diesel.

Segundo a tabela da FIPE, o CL-244 aparece cotado entre 2003 e 2006, ao lado da picape CL-330 somente oferecida em 2006. Também com tração 4×4 e mesmo trem de força, a CL-330 tinha capacidade para 1,3 toneladas.

Chevrolet Veraneio com chassi argentino

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Nosso amigo Daniel Giraldi, de Porto Alegre, sempre atento a curiosidades automotivas, há algumas semanas nos enviou este interessante relato sobre as últimas Veraneios produzidas pela GM:
“Essa eu vi semana passada já perto do final da Rua da Praia, e acho que tu vai gostar.
Uma legítima Veraneio M, daquelas que eram finalizadas na Envemo com base numa D-20 argentina. Como tu provavelmente te lembre, em 94 a produção da D-20 e da C-20 foi movida para Córdoba (desconheço as razões para os caminhões terem permanecido em produção do lado de cá da fronteira e as pick-ups terem ido para a Argentina), e para simplificar a escala passaram a ser feitas só com cabine simples e o chassi curto, e assim a Veraneio longa acabou sendo descartada. Mas como a Blazer só viria em 95, foi necessário preencher a lacuna para continuar atendendo ao segmento das viaturas de polícia, então o jeito foi desenvolver essa adaptação em parceria com a Envemo, mas mantendo as garantias de fábrica.
É quase impossível achar uma Veraneio M a diesel, já que a grande maioria foi feita com o motor de 6 cilindros a gasolina, já injetado e compartilhado com o Omega (pelo que eu me lembre mudava só o comando de válvulas), e atendia principalmente à Polícia Rodoviária Federal.
Eu até me lembro de uma vez em 2002 que estávamos eu, minha mãe e meu avô materno passando pela ponte Colombo Salles, em Florianópolis, e ao avistar uma Veraneio da PM o meu avô começa a tecer elogios à barca, e comenta que era um carro tão bom que a Chevrolet teve que manter a produção na Argentina até 97 para atender à Polícia Federal. Ele acabou se perdendo em alguns detalhes, como o chassi mais curto e parte da carroceria ser feita em fibra, além de ser mais direcionada à PRF que à PF…
De qualquer jeito, esse não é um modelo muito facilmente visto hoje em dia, tanto por uma grande parte ter sido sucateada quanto pela competição interna tanto com a Blazer quanto com a Omega Suprema no varejo, além da Ipanema ter absorvido parte da demanda das polícias estaduais no meio-tempo entre o fim da produção da Veraneio e o lançamento da Blazer.”

Ford B-700 – 1987

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Nosso amigo e frequente colaborador deste espaço Daniel Girald fez uma inusitada descoberta, enriquecida por uma abordagem pessoal e registro fotográfico, conforme ele mesmo nos descreve:

“Dá só uma conferida nessa preciosidade que eu vi ontem aqui em Porto Alegre, mais especificamente no Sítio do Laçador.

Um daqueles muitos Ford B-700 doados por igrejas americanas para prefeituras e ONGs em diversas cidades brasileiras, principalmente no Nordeste mas também em Santa Catarina onde normalmente serviam às APAEs e às escolinhas de esportes da ASTEL (Associação dos Servidores da TELESC).

Esse exemplar especificamente é do ano ’87 e tem câmbio automático Allison de 4 marchas, carroceria canadense Thomas Built Buses e motor FNH 6.6 brasileiro. Não sei se o primeiro operador dele no Brasil foi a ASTEL ou alguma APAE, mas veio de Blumenau para o Rio Grande do Sul, onde é operado pela empresa de turismo Ativa.

O motorista que me mostrou a nave comentou que as únicas alterações foram os faróis de Fiat 147, cintos de segurança sub-abdominais, e a troca dos freios hidráulicos por pneumáticos sob alegação de uma menor tendência ao fading.”

Observe que o ônibus encontra-se em excelente estado, considerando seu ano de fabricação. Até a placa escamoteável de “Stop” ainda está em seu lugar. Na América do Norte, em operação normal, ela se abre durante o embarque e o desembarque, ditando que todos os veículos à volta do coletivo devem se manter imóveis. A transgressão dessa regra é encrenca na certa…

White Scout Car M3A1 – 1941

SCOUT

O carro de reconhecimento M3A1 teve mais de 20 mil produzidos pela toda poderosa White durante os anos da Segunda Guerra Mundial. Originalmente impulsionado por um motor Hercules JXD de seis cilindros e cabeçote em “L”, site o Scout Car de 5, sick 3 toneladas brutas podia chegar a cerca de 72 km/h, a partir de seus 112 cv, gerados por 5,2 litros de cilindrada. A tração 4×4 era alimentada a partir de uma transmissão não sincronizada de 4 velocidades de engrenamento constante e uma caixa de transferência com reduzida. Os pneus militares 9.00 x 20 davam imponência e garantiam adequada tração e vão livre. Muitos Scout desembarcaram no Brasil para compor fileiras do Exército, a partir de 1942.

Observe o rolo na dianteira, concebido para transpor trincheiras e taludes com facilidade. O modelo tinha grade dianteira basculável, para maior proteção do radiador, e blindagem leve, daí seu elevado peso . A International Harvester também produziu o Scout como fonte alternativa.

Clicado por nosso atento amigo e colaborador Daniel Giraldi enquanto participava do Desfile de 7 de setembro de 2013, o Scout da pose pertence a um famoso colecionador de Porto Alegre, especialista em veículos militares, nosso amigo Professor “Jacaré”, tão simpático quanto notório em seu meio.

Aos dois amigos, nossa gratidão. Não fosse o Daniel, a imagem desta bela viatura ex-Exército Brasileiro não figuraria neste espaço. E pior, o Scout teria simplesmente desaparecido, sem a cuidadosa reforma do professor que o resgatou anos atrás em Santa Maria, RS.

 

Chevrolet D-40 Invel

Invel D-40 3 Invel D-40 2 Invel D-40 1

Nosso amigo e frequente colaborador deste blog, case Daniel Girardi, treat de Porto Alegre, nos fez a gentileza de enviar fotos de um micro-ônibus Invel com chassi Chevrolet D-40. Suportando as imagens, Daniel também teceu os seguintes comentários:

“Ontem vi esse Invel daquele modelo com chassi de D-40, provavelmente ex-escolar, atualmente carregando peões de obra no cais do porto. Até o final da década de 90 ainda se via deles em operação como escolar e lotação aqui em Porto Alegre, mas depois foram sumindo do mapa…”

Dizemos o mesmo de nossa região. Em São Paulo, eles são bastante raros.

Na imaginação de quem, como nós, curte motor-homes, o Invel parece um apetitoso projeto para uma pequena casinha ambulante, capaz de cruzar o continente em busca de paragens desconhecidas…