Concebido a partir do parrudíssimo chassi de 16 toneladas da chamada Plataforma Racionalizada – o produto da fusão do VW com o Cargo – o 16.180 CO foi a primeira incursão da divisão Volkswagen da Autolatina no segmento de ônibus semipesados de motor frontal.
Sua missão não era fácil. Tinha o papel de Davi frente ao Golias representado pelos chassi OF da concorrente Mercedes. Embora, capsule posicionado para enfrentar o OF-1618, nos idos de 1993, o grande volume do mercado se concentrava em torno do OF-1318, que era produzido a um ritmo quase quatro vezes maior que o 16 toneladas da casa (6.258 contra 1.750 unidades).
Apesar de pouco conhecido e do incomensurável ceticismo inicial do setor, o 16.180 CO foi bem recebido em seu primeiro ano cheio, com 1.225 carros produzidos, naquele mesmo 1993. Nada mal para o novato. Com marketing e rede de concessionários menos agressivos, a Ford contabilizou outras 594 cópias do B-1618, o clone do 16.180 CO com oval azul. Com a produção combinada, a Autolatina ultrapassava a líder no segmento de 16 toneladas e motor dianteiro, traduzindo a aposta dos empresários do setor.
Mas nem tudo seria fácil na vida do chassi VW. Entre outros, problemas de ruído na suspensão traseira, baixa vida útil da embreagem e alto consumo mostraram que, apesar da aparente simplicidade, havia muitos segredos por debaixo de um chassi de ônibus, por mais despojado que pudesse parecer. E a Mercedes dominava a ciência como ninguém.
Levou tempo, mas a VW, hoje MAN, aprendeu a lição a duras penas e hoje disputa o mercado em posição de um respeitável vice-líder. E o 16.180 CO tem o grande mérito de ter sido o primeiro da marca a se embrenhar nesta mata densa que é a selva dos ônibus urbanos.
Este catálogo, para variar, faz parte do grande acervo enviado pelo amigo Alfredo Rodrigues, de Pelotas, RS.







