Scania Vabis 6×2

Nosso amigo Roberto Dias Alvares nos enviou mais um de seus textos sobre nossos caminhões e as agruras de nossas estradas.

Roberto, ed agradecemos mais esta contribuição.

Sem título

HISTÓRIA DE ESTRADA.
SCANIA VABIS 6×2
Autor: Roberto Dias Alvares

Peguei carregamento de café,
levar ao porto de Paranaguá.
Minha Scania Vabis jacaré,
caminhão melhor não há.

Scania Vabis laranja,
motor e câmbio bem cuidados.
Na cabine, conforto esbanja.
Reluzem os brilhos dos cromados.

Cavalo mecânico trucado
meu Scania Vabis na lida.
Nele, o café é transportado
É com ele que ganho a vida.

Por ser carga de grande valor,
havia risco de assalto.
Segui dirigindo sem temor.
Meu caminhão rasgando asfalto.

A carga tinha cobertura
protegida por um seguro.
Pensava nisso àquela altura,
mas seria pra todos um golpe duro.

A rodovia sendo vencida
cada quilômetro uma vitória.
Subida, reta ou descida,
em cada viagem uma história.

Em um trecho isolado
notei que era perseguido.
Uma pick-up ao meu lado
apontou-me a arma um bandido.

Eram quatro homens armados
Obrigando-me a parar
Criminosos desajustados,
que viviam de assaltar.

Forcei na aceleração,
mas a carga era pesada.
Pensava em uma solução,
mas na mente não surgia nada.

Sabia que se fosse apanhado
os criminosos não teriam piedade.
Seria amarrado ou até assassinado,
e esta era a grande verdade.

A situação ficou preta
quando um dos assaltantes,
empunhou uma escopeta
e dispararia em instantes.

Em minha mente fez-se uma luz
desatrelei o reboque em movimento.
pé no acelerador, com força pus
e consegui escapar por um momento.

Um botão no painel
liberava o pino-rei.
Pedi proteção do céu
e o comando acionei.

Soltaram-se condutores de ar do freio
O reboque atravessou e ficou parado.
O veículo  bateu em cheio,
ficando bastante danificado.

Logo, caminhões e carros no acostamento
pararam achando ser acidente ocasional.
Não imaginavam que eu naquele momento,
causara o mesmo de forma intencional.

Os marginais estavam feridos.
A pick-up bem danificada.
Para escapar desses bandidos
essa foi a solução encontrada.

Dei a volta no caminhão
retornei ao local do ocorrido.
Havia uma grande confusão.
assaltante bem ferido.

Outros desacordados
com as armas na mão.
Quando foram abordados
Dos motoristas admiração.

Cheguei ali e a todos contei.
Falei do acontecido.
Rapidamente expliquei
Tratava-se de um grupo bandido.

Os policiais foram chamados
e também o SIATE.
Os motoristas revoltados,
mesmo com eles fora de combate.

Esperei a chegada dos policiais
que não demoraram a chegar.
Contei a eles em linhas gerais,
que o grupo tentara me assaltar.

A policia fez a identificação.
Tratava-se de perigosa quadrilha.
Do hospital iriam para prisão,
e eu seguiria minha trilha.

A concessionária do pedágio
tinha um mecânico a meu dispor.
O conserto não teria ágio,
Atrelei o reboque ao caminhão-trator.

A pick-up dos criminosos colidiu
no resistente chassis de aço.
O meio do reboque atingiu
causando um grande amasso.

Prestei queixa, dei depoimento
fui liberado para seguir viagem.
Segui pela pista de rolamento,
Levando o café na bagagem.

Descendo serra antes de Curitiba
percebi falha nos freios.
Apesar de a tempo ser percebida,
passaria por momentos bem feios.

Trinta toneladas nas costas,
funcionavam só os freios do cavalo.
Passava próximo das encostas,
Não teria como pará-lo.

Com o bruto engatado
e ajuda do freio motor,
meu Scania Vabis trucado
urrava, eu pisava no freio a tambor.

A situação era temerária,
não sei se o bruto aguentaria.
Essa era mais uma luta diária,
acreditava que conseguiria.

Como consegui não sei
mas isso não incomoda.
Felizmente o pino-rei
aguentou firme na quinta roda.

Cheguei ao final da descida.
Dos freios saia muita fumaça.
Achei que a carga seria perdida,
mas meu Scania teve raça.

Felizmente era traçado
e isso ajudou demais.
No asfalto estava grudado
e segurou o peso lá atrás.

Consegui chegar a uma oficina.
Os condutores de ar danificados.
Uma abertura bem fina
e grandes problemas causados.

Após fazer o conserto
segui viagem tranquilo.
Dei no acelerador um aperto,
e o bruto respondeu com estilo.

Quando cheguei ao porto,
conversei com agente alfandegário.
De cansaço quase morto,
mas feliz por cumprir o itinerário.

Após descarregar o café,
container embarquei.
No acelerador apertei o pé
e outra viagem comecei.

O Carreteiro e o Banco – Iveco Stralis 6×4

É com satisfação que trazemos até você a primeira obra literária deste espaço, order cialis graças à simpatia e a generosidade de nosso amigo Roberto Dias Alvares, recipe autor dedicado ao mundo dos caminhões e das estradas.

Para estrear, treatment Roberto nos brindou com uma ótima peça dedicada ao Iveco Stralis e seu bravo motorista, na luta para pagar as prestações e driblar os escolhos do caminho.

Roberto, obrigado pelo excepcional trabalho!

Esperamos ver outras obras suas publicadas neste modesto espaço.

O CARRETEIRO E O BANCO
IVECO STRALLIS 6X4

Autor: Roberto Dias Alvares

Pela estrada, gostoso sentimento.
Um bom cavalo mecânico eu quero.
Para isso preciso fazer financiamento.
Assim consegui comprar caminhão zero.

O dia nem amanheceu
já estou firme no tranco.
O caminhão é metade meu
e a outra metade é do banco.

Trabalhando na pista de rolamento
consigo pagar o boleto.
Mais uma parcela do financiamento.
Vou feliz pelo tapete preto.

Carga boa nunca me falta.
Vontade de trabalhar também não.
Carga baixa ou carga alta
transporto qualquer uma no caminhão.

Usando toda a potência,
pé no acelerador eu sapeco.
Dirijo com paciência
meu cavalo Fiat Iveco.

A vida vou levando
na estrada cheia de surpresas.
Com meu trabalho, pagando
impostos e todas as despesas.

O IVECO é valente.
Caminhão forte por excelência.
Tem um motor potente,
eu no volante, muita experiência.

Quando surge perigos á frente
piso no freio e breco.
Chama atenção de muita gente
quando paro meu cavalo Iveco.

Trabalhando feito maluco
para não atrasar a prestação.
Mais forte, o acelerador cutuco.
Anda mais rápido o caminhão.

Meu cavalo mecânico trucado
leva carga para qualquer lugar.
Ando em piso ruim pois é traçado.
Em qualquer recanto consigo chegar.

A luta é cansativa
mas chego ao fim do dia realizado.
Com meu bruto estou na ativa
dirigindo meu possante trucado.

Os anos vão passando
eu e meu caminhão já cansados.
A prestação quase acabando
Mas não podemos ficar parados.

Afinal se houver atraso
o banco toma meu bruto.
Na minha vida, seria um arraso
Honrar compromissos, por isso luto.

Parado no posto de fiscalização,
peguei notas fiscais no porta-treco.
Também apresentei documentação,
do meu imponente Fiat IVECO.

Ando sempre dentro da lei
por isso não me preocupo.
Para evitar assaltos eu sei
é melhor andar em grupo.

Viajando com a mulher amada
sigo feliz pela rodovia.
A carga sempre muito pesada
com ela a meu lado alivia.

Após tantos anos nas estradas
sempre a mercê de desleixos.
com buracos e mal conservadas
maltratando meu cavalo três eixos.

Paguei a última prestação,
após vinte anos de volante.
Agora é só meu o caminhão.
Continuarei trabalhando bastante.

Mesmo aposentado por idade
continuo firme no trabalho.
Não quero ficar na praça da cidade
jogando dominó ou baralho.

A missão está cumprida
e os filhos bem criados.
Dediquei minha vida
para que fossem estudados.

Ambos fizeram faculdade.
Na vida bem encaminhados.
Sabem que a vida não tem facilidade
mas estão pra ela bem preparados.

Quando saio com o caminhão
seu ronco chega a fazer eco.
Viajo a trabalho e por diversão,
dirigindo meu cavalo Iveco.

Viajando por todo o país
para fazer turismo aproveito.
Com minha esposa, vou feliz
afinal divertir-me tenho direito.

Se viajo para o litoral
deixo a carga e vou a praia.
Se estou em alguma capital
vejo ponto turístico que mais me atraia.

Levo a vida numa boa
trabalhando e me divertindo.
O ronco do meu bruto ecoa
pelas estradas que vou seguindo.

Stralis - SP