Mercedes-Benz LPS-1520

Há muito que estamos devendo a você amigo leitor a postagem deste excelente e completo manual da linha Mercedes-Benz HPN pesada, drugstore que inclui os modelos L-1625, ask LS-1625, LS-1630, LS-1935 e LS-1941, alguns dos quais considerados entre os melhores caminhões da marca já fabricados no país.

Este material nos foi gentilmente enviado pelo amigo e colaborador de sempre Reginaldo Bernardi.

HPN 1 HPN 2 HPN3 HPN4 HPN5 HPN6 HPN7 HPN8 HPN9 HPN10 HPN11 HPN12 HPN13 HPN14 HPN15 HPN16 HPN17 HPN18

 

 
Há algum tempo atrás, pharmacy sale nosso amigo Roberto Dias Alvares nos enviou uma coletânea de fotos de um caprichado Mercedes LPS-1520, em plena atividade.

Eis a mensagem que acompanhou as imagens:

“Evandro, boa tarde.

Este belíssimo Mercedes Benz 1520 6×2 super bem cuidado pertence ao Fabrício Primo de Uberlândia MG. Descobri que o bruto era dele pelo Facebook e entrei em contato.

Muito solícito, disponibilizou inclusive um vídeo do interior do caminhão.

Segundo o próprio Fabrício, a mecânica não é original. O motor é Scania 113 com 10 marchas.

Se achar interessante publicar as fotos do bruto no blog estão aí.

Ah, mais uma coisa. Em contato com o Fabrício, disse a ele que escreveria uma estória da estrada usando seu caminhão como personagem na trama.

A estória já ficou pronta e em breve envio ao blog.

Grato.

Roberto.”

Para maiores informações sobre o modelo, visite o link:

http://caminhaoantigobrasil.com.br/category/catalogos-e-folhetos/mercedes-benz-caminhoes-catalogos/lp-321-331-1520/

Nota: além do conjunto propulsor Scania, dá para notar um parrudo eixo Mercedes HL-7 com redução nos cubos neste vetusto LPS-1520!

LPS1 LPS2 LPS3 LPS4 LPS5 LPS6 LPS7 LPS8

De avô para o neto

Graças ao altruísmo de nosso amigo Jacob Lindener, troche cialis do Rio Grande do Sul, hoje podemos compartilhar com você este excelente exemplar da Revista Rei da Estrada da Scania que traz, entre outros, detalhes sobre a então nova linha de caminhões e ônibus 1993.

Dentre os destaques, pode-se observar o pioneirismo da Scania com a oferta de freios ABS opcionais, a suspensão pneumática para a cabina R, o novo entre-eixos para o bicudo T, e as melhorias agregadas aos motores. Estes pormenores – que já foram alvo de muitas indagações de nossos leitores – agora podem ser devidamente esclarecidos.

 

 

RE 1092 1 RE 1092 2 RE 1092 3 RE 1092 4 RE 1092 5 RE 1092 6 RE 1092 7 RE 1092 8 RE 1092 9 RE 1092 10 RE 1092 11 RE 1092 12 RE 1092 13 RE 1092 14 RE 1092 20 RE 1092 15 RE 1092 16 RE 1092 17 RE 1092 18 RE 1092 19 RE 1092 21 RE 1092 22 RE 1092 23 RE 1092 24

 
Graças ao altruísmo de nosso amigo Jacob Lindener, ask do Rio Grande do Sul, shop hoje podemos compartilhar com você este excelente exemplar da Revista Rei da Estrada da Scania que traz, cialis entre outros, detalhes sobre a então nova linha de caminhões e ônibus 1993.

Dentre os destaques, pode-se observar o pioneirismo da Scania com a oferta de freios ABS opcionais, a suspensão pneumática para a cabina R, o novo entre-eixos para o bicudo T, e as melhorias agregadas aos motores. Estes pormenores – que já foram alvo de muitas indagações de nossos leitores – agora podem ser devidamente esclarecidos.

RE 1092 1 RE 1092 2 RE 1092 3 RE 1092 4 RE 1092 5 RE 1092 6 RE 1092 7 RE 1092 8 RE 1092 9 RE 1092 10 RE 1092 11 RE 1092 12 RE 1092 13 RE 1092 14 RE 1092 20 RE 1092 15 RE 1092 16 RE 1092 17 RE 1092 18 RE 1092 19 RE 1092 21 RE 1092 22 RE 1092 23 RE 1092 24

 

Nosso amigo Roberto há algum tempo nos enviou mais um de seus criativos contos, recipe
conforme explica a seguir.
Boa leitura!
“Evandro, medical
bom dia.
Envio a ultima estória da estrada que faz parte da trilogia e também a ultima de 2014.
Grande abraço.
Roberto Dias Alvares.”
DE AVÔ PARA O NETO

Cavalo Mecânico Mercedes Benz LPS 331 6×2
Uma fina e persistente garoa,
cai, deixando o asfalto liso.
Um Mercedes Benz pela pista voa.
Chegar logo ao destino é preciso.
Puxando semi reboque de dois eixos
Tanque de alumínio reluzente.
Encara todos os tipos de trechos.
Transporte de óleo diesel somente.
Rodando veloz como uma bala
O Mercedes, na pista voa baixo
Dirigido por este que vos fala.
Motorista bom e cabra macho.
Parece saído da concessionária
mas com mais de sessenta anos.
Aparência e desenvoltura extraordinária.
Subindo, descendo ou em trechos planos.
Trinta anos, não estou acreditando,
que recebi o bruto de presente.
De meu querido avô lembrando
encarando a estrada, sigo em frente.
Recebi o cavalo de doação.
No início feliz e empolgado.
Ao me deixá-lo, vovô deu-me a missão,
e para cumpri-la continuo empenhado.
As primeiras viagens que fiz
sofri pela minha inexperiência.
Rodando com o bruto feliz
explorando com calma a potência.
Cada curva era um desafio
que vencia com todo cuidado.
Subindo montanha, cruzando rio
fui de Estado em Estado.
Minha filha deu-me um neto
e em minha mente já imagino:
Quando meu ciclo da vida estiver completo
darei o caminhão para este menino.
Sinto já bater o cansaço
em mim e em meu caminhão.
Sei que para o cavalo de aço
Existem peças de reposição.
O meu corpo ressentido
pelo tempo que segue impiedoso.
De nada sinto-me arrependido.
Deus foi para mim generoso.
Existe apenas uma diferença
entre eu e meu caminhão.
O tempo não há quem vença.
Para mim não há peças de reposição.
Quando chegar minha hora
Partirei com a certeza do dever cumprido.
Em um bruto celestial irei embora
e pelo próprio Jesus será dirigido.
Enquanto este dia não chega
Na estrada faço meu trabalho.
Mais uma carga para longe pêga.
Do trecho conheço cada atalho.
Enquanto minha mente divaga
Chuva fina vai molhando o chão.
Com vovô minha dívida está paga,
pois de carreteiro honro a tradição.
Em mês de férias da escola
meu neto viajou comigo.
Não quis ficar jogando bola.
No trecho aventura e perigo.
Era uma viagem rotineira
e ele curioso com tudo.
Como dirigir máquina estradeira?
Não ficava um só minuto mudo.
Com dezesseis anos de idade
Trata-se de um bom menino.
Cresceu valorizando a verdade.
Quer escrever seu próprio destino.
Nesta viagem que fizemos
meu neto, a tudo ouvia atento.
Bons momentos na boleia tivemos.
Aproveitamos cada momento.
Ao levar um carregamento
até uma cidade isolada
disse a meu neto: “Assuma o assento”.
Sua primeira incursão pela estrada.
Ele já dirigira antes
apenas o cavalo desatrelado.
A tensão dele era bastante.
Via-se que estava emocionado.
Com calma trocando marcha.
Visão á frente muito atenta.
Mil e duzentas rotações, na faixa.
Andando na marca dos oitenta.
Após alguns quilômetros rodados
ele já dirigia com toda a calma.
No comando do Mercedes trucado.
Vocação estava em sua alma.
Tinha ciência da responsabilidade
pois a carga era muito perigosa.
Apesar da pouca idade
dirigia de maneira cuidadosa.
No volante, prestando atenção
enquanto eu o aconselho.
Mãos firmes na direção,
ouvindo orientações deste velho.
Eu o ensino a fazer manobra
e ele me acha um mágico.
Esterço e como canivete dobra.
Para mim é muito prático.
Sei que ele aprenderá
pois para dirigir tem o dom.
Na lida da estrada me sucederá
e no volante será muito bom.
Mostro a ele que é importante
cuidar bem do caminhão.
Ser cuidadoso no volante
e não descuidar da manutenção.
Após quinze dias na estrada
retornaríamos para casa.
Uma situação inusitada.
nosso retorno então atrasa.
Meu neto ia na condução
e eu no banco do carona.
Um Scania em rápida evolução
passa em velocidade, detona.
Lá na frente, atravessa
tentando impedir a passagem.
Como sairíamos dessa?
Precisávamos seguir viagem.
Pedi que apertasse o acelerador
e que se parássemos seria o fim.
Fez subir o giro do motor.
Meu neto confiava em mim.
Os criminosos não acreditaram
quando nos viram em rota de colisão.
Para o impacto se prepararam.
A poucos metros segurei a direção.
Virei bruscamente o volante
passando a centímetros do cavalo.
Meu neto reassumiu no mesmo instante.
Na direção conseguiu endireitá-lo.
Com o conjunto em movimento
eu e ele trocamos de lugar.
Tomaria decisão de momento.
Não sei se conseguiríamos escapar.
Nunca andei armado.
Então como me defenderia?
Usaria meu potente trucado
e com ele escaparia.
Scania 111 em nova investida
recompôs-se da ação inesperada.
veio para o ataque decidida.
Tentariam me tirar da estrada.
Com armas de grosso calibre
não iriam desistir facilmente.
Um verdadeiro Deus-nos-livre.
Bandidos vinham com faca nos dentes.
Minha maior preocupação
era meu neto se machucar.
Isso aumentava minha disposição
e eu não deixaria nos pegar.
Com a polícia nenhum contato.
O celular fora da área de ação.
Teria de me virar isso era fato.
Estava difícil nossa situação.
O cavalo a cem por hora.
Muito para o velho estradeiro.
Pé em baixo, a turbina chora.
Bandido faz disparo certeiro.
Tiro atingiu chapa de metal.
Felizmente não houve perfuração.
Caso contrário para nós seria fatal.
Poderia causar grande explosão.
Vi que só teríamos uma saída.
Vendo carro de apoio aos criminosos.
Iniciou-se trecho de leve subida.
Trajeto dos mais perigosos.
O carro em rápida chegada
homens vinham atirando.
A carreta em marcha moderada.
Com rapidez se aproximando.
Enquanto faziam ultrapassagem
atirariam estando lado a lado.
Segurei o bruto, fiz a frenagem.
Escopeta, um tiro disparado.
O bandido errou o tiro
que passou a frente da cabina.
Acelerei o bruto, aumentei o giro.
Fiz chorar á turbina.
A duzentos metros manobrou
para posicionar-se de frente.
Um dos bandidos se preparou.
Com carabina, atiraria na gente.
Enquanto a ação se desenvolvia
tudo isso em questão de minutos.
Atingir o carro eu tentaria.
Os bandidos eram astutos.
O bandido fez o disparo.
Projétil atingiu grade frontal.
Em um resistente anteparo
No bruto não causou nenhum mal.
Quando preparou-se para atirar
estava já do carro bem perto.
Foi o tempo do grupo se dispersar.
O impacto foi no ponto certo.
O carro deu dois rodopios
e contra uma árvore se chocou.
Meu neto quando aquilo viu
levantou o punho e vibrou.
O Scania se aproximando
tentando nos jogar para fora.
O acelerador até o fim apertando.
Meu bruto aos quilômetros devora.
A subida ficou mais acentuada
e logo estaríamos ao alcance.
Difícil a decisão por mim tomada
mas para nós era a única chance,
A cem metros atrás de mim
O cavalo Scania vinha com apetite.
Se nos alcançasse seria nosso fim.
Esse era o meu palpite.
Em atitude desesperada e suprema
desengatei semi reboque de diesel.
Disse a meu neto: “Não tema”.
Perder a carga á vida é preferível.
Meu neto não estava assustado
mantendo a calma e o sangue frio.
O semi reboque desengatado.
Alguns metros ainda subiu.
Atravessou na pista
com vinte mil litros de combustível.
Cena poucas vezes vista.
O desfecho foi terrível.
O semi reboque virou
e pela pista desceu rolando.
O cavalo Scania freou.
Enquanto descia, óleo vazando.
O semi reboque explodiu.
Uma bola de fogo rolando para baixo.
Ao cavalo Scania atingiu.
Meu neto mostrou coragem, foi macho.
O semi reboque e o cavalo
formavam disforme massa.
O fogo ardia a devorá-los.
Subindo, imensa coluna de fumaça.
Com o cavalo desatrelado
andei em boa velocidade.
A beira da pista policial avistado.
Expliquei-lhe toda a verdade.
Avisei a transportadora
que a carga fora perdida.
Escapei de situação perturbadora
mas era a única saída.
Depois dessa aventura
achei que meu neto desistiria.
Respondeu-me àquela altura
que ser carreteiro queria.
Quando retornamos ao lar,
ao ser perguntado da viagem.
Meu neto empolgado a falar
que queria viver na rodagem.
O que está no sangue não se apaga.
Meu avô deve ter vibrado lá do céu.
Depois de mim, no trecho continuaria a saga,
com meu neto também chamado Rafael.

Minha História – Mercedes-Benz LPS-331 6×2

Quando a Cometa passou a produzir suas próprias carrocerias através de sua subsidiária CMA, pills discount a Companhia Mecânica Auxiliar, nasceu o substituto do lendário Ciferal Dinossauro na forma do Flecha Azul, aqui ilustrado neste anúncio cuja ênfase eram as poltronas revestidas em couro.

Observe que, aparentemente, o modelo estreou na concorrida rota São Paulo-Curitiba-São Paulo, um dos nobre filões da companhia que tinha como filosofia atuar num raio de 500 km em torno de seu “hub” paulistano.

Esta peça publicitária foi mais uma gentileza do amigo Alfredo Rodrigues.

COMETA Flecha Azul
Quando a Cometa passou a produzir suas próprias carrocerias através de sua subsidiária CMA, no rx a Companhia Mecânica Auxiliar, rx nasceu o substituto do lendário Ciferal Dinossauro na forma do Flecha Azul, ambulance aqui ilustrado neste anúncio cuja ênfase eram as poltronas revestidas em couro.

Observe que, aparentemente, o modelo estreou na concorrida rota São Paulo-Curitiba-São Paulo, um dos nobres filões da companhia que tinha como filosofia atuar num raio de 500 km em torno de seu “hub” paulistano.

Esta peça publicitária foi mais uma gentileza do amigo Alfredo Rodrigues.

COMETA Flecha Azul
Quando a Cometa passou a produzir suas próprias carrocerias através de sua subsidiária CMA, page
a Companhia Manufatureira Auxiliar, sickness nasceu o substituto do lendário Ciferal Dinossauro na forma do Flecha Azul, aqui ilustrado neste anúncio cuja ênfase eram as poltronas revestidas em couro.

Observe que, aparentemente, o modelo estreou na concorrida rota São Paulo-Curitiba-São Paulo, um dos nobres filões da companhia que tinha como filosofia atuar num raio de 500 km em torno de seu “hub” paulistano.

Esta peça publicitária foi mais uma gentileza do amigo Alfredo Rodrigues.

COMETA Flecha Azul

Nosso amigo Roberto Dias Alvares nos fez a gentileza de enviar mais um de seus bonitos textos, discount conforme reproduzimos a seguir:
“Evandro, there boa tarde.
Está é a segunda estória da trilogia que começou com “Meu Avô Caminhoneiro”.
Sei que você anda bastante atarefado por isso quando for possível sei que publicará.
Grato.”
           “MINHA HISTÓRIA
MERCEDES BENZ LPS 331. 6×2
Início da década de oitenta
completei dezoito anos.
De sonhos a vida se alimenta.
A cabeça estava cheia de planos.
Futebol gostava de jogar.
Era uma deliciosa diversão.
Mas eu não parava de pensar
em ter a carteira de habilitação.
Trabalhando como bancário,
carro era o sonho de consumo.
Guardava o meu salário,
procurando na vida dar um rumo.
Meu avô fora caminhoneiro
Meu pai não seguiu a profissão.
Trabalhava como ferreiro,
para família, a melhor decisão.
De vovô ouvia histórias,
contadas com emoção.
Falava de seus momentos de glórias
mas eu nunca o vira com caminhão.
Consegui o que queria
Chegara enfim minha vez.
Comprei uma Brasília
Mil novecentos e setenta e seis.
Senti-me livre finalmente.
Rodava feliz pra todo lugar.
Com alguns amigos somente
saia para ás meninas paquerar.
As meninas eu paquerava.
Levando a vida na boa.
Mas também trabalhava.
Nunca estava a toa.
Assim levava a vida.
Trabalhando e na diversão.
Faculdade, etapa vencida.
Tinha de escolher a profissão.
Educação Física, formado,
mas fui trabalhar como bancário.
Senti-me bem empolgado
batalhando no trabalho diário.
A vida é cheia de surpresas.
Vovô desta vida partiu.
Deixando em nós tristezas.
A família toda sentiu.
Vovô deixou a estrada
quando vovó adoeceu.
A ela foi a pessoa mais dedicada.
60 anos, a seu lado permaneceu.
Vovó deixou esta vida
sabendo que era muito amada.
Vovô sozinho sem saída
ainda sonhava com a estrada.
Após tanta dedicação,
Vovô não foi mais o mesmo.
Falava-me de seu caminhão,
mas sua mente vivia a esmo.
Antes de seu falecimento
Vovô fez dos bens doação.
Mais prático que o testamento.
achou que era a melhor solução.
Na casa de vovô existia
um imenso galpão.
O que lá dentro havia
não tinha a menor noção.
Quando fizeram a leitura
dos bens de vovô, a divisão.
Surpreendi-me aquela altura
Havia algo pra mim no galpão.
Uma carta por ele escrita
endereçada para mim.
A caligrafia era bonita,
e dizia mais ou menos assim:
“O que está no galpão
será de sua responsabilidade”.
“Coloque-o de novo em ação,
e será feliz de verdade”.
Senti naquela hora
uma grande necessidade
de ir correndo lá para fora
matar minha curiosidade.
Entrei na casa que vovô vivia,
e peguei uma chave pendurada.
Era ela que cadeado abriria
e que mantinha a porta trancada.
Fui rapidamente ao galpão,
cheguei da porta bem perto.
Sem conseguir conter a emoção,
em segundos estava aberto.
Haviam peças e alguns pneus.
Ferramentas por todo o lado.
Objetos que eram seus,
algo grande coberto por encerado.
Aproximei-me emocionado,
e quando estava bem perto,
puxei com força o encerado
e o segredo foi descoberto.
Quando enfim o descobri
disparou meu coração.
a anos estava parado ali
antigo e imponente caminhão.
Caminhão imenso e titânico
sobre cavaletes colocado.
Belo cavalo mecânico
cabine leito e trucado.
Contornei-o por completo,
cada detalhe observando.
Do vovô presente para seu neto.
De alegria estava chorando.
Estava muito bem conservado
mas precisava de reparo.
Motor deveria ser consertado.
e isso ficaria bem caro.
Também a lataria
precisaria de pintura,
Uma boa funilaria
seria ideal aquela altura.
O leitor deve estar curioso
para saber que marca era.
Mercedes Benz, poderoso
LPS trezentos e trinta e um a fera.
Com a família em reunião
contei o que vovô deixara pra mim.
Disse que reformaria o caminhão
e seria um caminhoneiro enfim.
Disseram-me que seria loucura.
No transporte, total inexperiência.
Mas estava decidido aquela altura,
e das dificuldades tinha ciência.
A primeira dificuldade:
Dinheiro para a reforma.
Dando aula na faculdade
para conseguir era a forma.
Para oficina especializada
o caminhão foi levado.
A cabine seria pintada
e o motor retificado.
Enquanto era reformado
eu fazia teste de direção.
Afinal precisava ser habilitado
para dirigir meu caminhão.
Trabalhando duro de verdade,
ia lenta a restauração.
Só usaria a preciosidade
em perfeita condição.
Conversava com caminhoneiros
sobre a vida na estrada.
Eram heróis brasileiros,
que enfrentavam qualquer parada.
Vendi a minha Brasília,
para concluir o projeto.
Vovô se orgulharia
do que fazia seu neto.
Após dois anos de espera
sobre o trecho, bem informado.
Solteiro, ainda na paquera,
Chegou o dia tão esperado.
A carteira de motorista
era D a categoria.
Habilitado para ir a pista.
e no asfalto me realizaria.
Cheguei á oficina
o bruto bem equipado.
Ainda hoje ao lembrar, me fascina.
Quando dirigi meu trucado.
Grade da Bepo, escapamentos verticais.
Motor rebaixado, cabine levantada.
Na cabine uma escada cromada atrás.
As rodas, linda pintura cor prateada.
O dinheiro mudava de nome
Cruzeiro, cruzado e cruzado novo.
Trabalhava muito mas não passava fome.
A inflação corroía dinheiro do povo.
Minha família já nem lembrava
que eu queria ser caminhoneiro.
Eu também não comentava,
para não causar entrevero.
Fiz minha primeira viagem
com um reboque emprestado.
Para São Paulo com a cara e a coragem
parti de café bem carregado.
Quando fazia uma parada
ficava muito desconfiado.
Queria estar só na estrada.
dirigindo meu cavalo trucado.
O engate tinha a manha,
usando o tempo do motor.
Ainda hoje não arranha
controlava bem no acelerador.
Levantava bem cedo
dirigindo com cautela.
Conduzia na ponta do dedo,
como se fosse mulher bela.
Chegando aquela cidade imensa.
Estradas para todo lado, em profusão.
Ponto de chapa entrei pedindo licença.
precisava para chegar de informação.
Um homem já idoso
mais de sessenta anos tinha.
Ainda era vigoroso,
em minha direção vinha.
Ofereceu seus serviços.
São Paulo, era como a palma da mão.
Tinha de cumprir meus compromissos.
Ele apontou-me a direção.
Levou-me ao local exato
onde deveria descarregar.
Caminho complicado de fato
Sozinho, difícil seria chegar.
Recebi primeiro pagamento,
e já havia outro frete acertado.
Para Belo Horizonte, um alento,
Á saída da cidade fui levado.
O chapa deu-me informações
sobre os locais de entregas.
Assim teria no futuro condições
de me localizar não estando as cegas.
Ao chapa o pagamento fiz,
seguindo para capital mineira.
Dirigia pela rodovia feliz
levando carga de madeira.
Na fila do telefone
ligar para a casa de meus pais.
Quando escutava meu nome
mamãe sentia o coração em paz.
Saí com sol batendo na fronte
cheguei ao anoitecer.
Na capital Belo Horizonte,
Parei no posto pra abastecer.
Tomei um banho, jantei
com caminhoneiros fiz amizade.
No sofá-cama descansei.
Procurar local da entrega na cidade.
Pedindo a alguns informação,
cheguei a indústria moveleira.
Lá descarreguei o caminhão,
deixando a carga de madeira.
Camas, mesas e estantes
carreguei para o transporte.
Para Brasília em instantes
ia um caminhão de grande porte.
Quando cheguei lá,
da estrada, sentia-me um veterano.
Peguei carga para o Paraná,
e lá cheguei sem nenhum dano.
Após matar a saudade
a estrada estava chamando.
Logo já deixava a cidade.
No asfalto, meu bruto reinando.
Fui para a estrada na labuta
deixei pra trás minha casa.
Levando banana, nobre fruta,
para São Paulo no CEASA.
Conseguia ganhar dinheiro
mas o trabalho era puxado.
Por este chão brasileiro,
conduzindo meu trucado.
Meu semi reboque consegui.
Comprei pagando a prestação.
Com ele atrelado no bruto parti.
Eu era meu próprio patrão.
Dividindo da estrada o espaço,
Scania, Volvo, FIAT, GMC e outros mais.
Meu potente cavalo de aço,
Se sobressaía entre os demais.
Sentia-me orgulhoso
vendo o bruto ser admirado.
Conduzia o caminhão poderoso
quilômetro após quilômetro rodado.
Cada volta para casa
era motivo de alegria.
No trecho mandando brasa.
Na estrada, feliz me sentia.
Na política uma confusão.
Bagunçada a economia.
Rodando por este chão.
O povo é que sofria.
Em um retorno para o lar,
reencontrei colega de escola.
Uma beleza pra se admirar,
mas ela nunca me deu bola.
Naquele encontro porém,
por ela um doce sentimento.
Percebi que ela também,
E isso deu-me grande alento.
Começamos a namorar.
conheci a família dela.
Fui com sua mãe conversar.
Situação difícil aquela.
Pela estrada eu ia
trabalhando sem cessar.
A volta motivo de alegria
Para ela eu reencontrar.
Viajarmos os dois não podíamos.
Somente depois de casar.
Cada vez mais nos entendíamos.
e queríamos juntos sempre ficar.
Ela era uma mulher culta,
bonita sensível e inteligente.
Na estrada, levar multa
não me deixava contente.
Policiais queriam propina
Isso me causava revolta.
Pensava na linda menina
e apressava minha volta.
Trabalhando ano após ano
comprei casa pra casar.
Meu Mercedes Benz, soberano
Muitas toneladas a carregar.
Após meu casamento,
sonho enfim realizado.
Na pista de rolamento
continuo com meu trucado.
Não descuido da manutenção.
Com ele tenho todo cuidado.
Afinal ganho a vida no caminhão
A cada quilômetro rodado.
Cinquenta anos completados
já nos dias atuais.
Com tantos quilômetros rodados
Meu caminhão ainda quer mais.
Com ele ganho meu pão.
e na estrada tiro o sustento.
Meu Mercedes Benz em ação,
dirigí-lo eu ainda aguento.
Da família no aconchego
o caminhão já faz parte.
A qualquer lugar que com ele chego,
é admirado como uma obra de arte.
O que meu avô fez para mim
eu farei para algum neto.
E quando eu partir, enfim,
caminhão ficará como sinal de afeto.”
Roberto Dias Alvares.

Meu Avô Caminhoneiro

Logo-Caminhão-Antigo-Brasil

Há muito estamos planejando divulgar um “par de linhas” para nortear a operação deste espaço digital e para deixar claras as “regras do jogo”. Embora informais e flexíveis como devem ser, see muitas vezes, try estas regras, ed claras em nossa mente, não eram tão evidentes assim na ótica do leitor, gerando questionamentos e comentários nem sempre em linha com nossas expectativas, até então ocultas.

Esperamos que nossa Missão, Visão e Valores tornem os propósitos deste espaço cada vez mais transparentes e que você, amigo(a) leitor(a) continue nos prestigiando com seus comentários, doações e visitas, enquanto aproveita um conteúdo cada vez mais útil e agradável.

Como sempre, fique à vontade para comentar. Teremos prazer em revisar o conteúdo abaixo quantas vezes forem necessárias para atender às suas expectativas, a razão de nossa existência na Internet.

MISSÃO

Resgatar a história dos veículos comerciais brasileiros, sobretudo dos caminhões, mas também incluindo, entre outros, ônibus, carroçarias, implementos, utilitários, picapes, veículos de serviço, máquinas agrícolas, de construção e de mineração, aviões, navios, material ferroviário, grupos geradores, moto-bombas e motores.

VISÃO

Ser uma referência na Internet em termos de informações gratuitas sobre veículos comerciais brasileiros antigos, com o propósito de disseminar o conhecimento entre as pessoas interessadas no assunto, através da publicação catálogos, folhetos, manuais, fotos, crônicas, textos, desenhos, croquis, miniaturas e todas as formas de documentação histórica digitalizada, bem como do intercâmbio entre o moderador e os leitores, por meio da troca de comentários e do debate de ideias e conceitos.

VALORES

Respeito às pessoas, fabricantes, marcas e instituições, demonstrado através da argumentação e no debate construtivo, baseado na verdade.

Respeito aos direitos autorais.

Respeito ao meio-ambiente.

Agir sempre com ética e neutralidade, sem tomar partido, nem enaltecer uma marca ou produto em detrimento de outro(a), por melhor que seja.

Manter foco exclusivo nos veículos e máquinas nacionais fora-de-linha, abstendo-se da postagem de material sobre produtos em fabricação corrente e/ou disponível nos websites dos fabricantes.

Abster-se de postagens, discussões ou comentários ofensivos e/ou de caráter político, religioso, sexual, erótico, pedófilo, ou racista.

Concentrar-se nas postagens, comentários técnicos, históricos, saudosistas, enaltecendo o que cada produto ou empresa tem de melhor, sempre que possível.

Prover resposta a todas as solicitações, de forma altruísta, sempre que possível.

Responder a todos os comentários enviados pelos leitores.

Postar todo o material doado pelos leitores, em ordem cronológica de recebimento, sempre que possível, e que esteja em linha com o conteúdo proposto para este site, citando a fonte e dando o justo crédito.

Dar preferência sempre ao material impresso em português, salvo nos casos em que só exista em outro idioma e que esteja no estreito interesse da preservação da memória de veículos e máquinas brasileiras.

Adicionar, ocasionalmente, material sobre veículos e máquinas estrangeiras de países vizinhos, ou oriundos de seus países de origem, sempre que os mesmos estejam em sintonia ou inseridos em algum contexto relativos aos similares ou concorrentes nacionais.

Aceitar doações de leitores preocupados em ajudar com os custos de manutenção do site e com a preservação histórica da memória dos veículos comerciais brasileiros, sempre os reconhecendo publicamente.

Estabelecer parcerias ou patrocínios que ajudem na consecução dos propósitos acima listados.
Logo-Caminhão-Antigo-Brasil

Há muito estamos planejando divulgar um “par de linhas” para nortear a operação deste espaço digital e para deixar claras as “regras do jogo”. Embora informais e flexíveis como devem ser, help muitas vezes, online estas regras, ampoule claras em nossa mente, não eram tão evidentes assim na ótica do leitor, gerando questionamentos e comentários nem sempre em linha com nossas expectativas, até então ocultas.

Esperamos que nossa Missão, Visão e Valores tornem os propósitos deste espaço cada vez mais transparentes e que você, amigo(a) leitor(a) continue nos prestigiando com seus comentários, doações e visitas, enquanto aproveita um conteúdo cada vez mais útil e agradável.

Como sempre, fique à vontade para “dar seu pitaco”. Teremos prazer em revisar o conteúdo abaixo quantas vezes forem necessárias para atender às suas expectativas, a razão de nossa existência na Internet.

 

MISSÃO

Resgatar a história dos veículos comerciais brasileiros, sobretudo dos caminhões, mas também incluindo, entre outros, ônibus, carroçarias, implementos, utilitários, picapes, veículos de serviço, máquinas agrícolas, de construção e de mineração, aviões, navios, material ferroviário, grupos geradores, moto-bombas e motores.

VISÃO

Ser uma referência na Internet em termos de informações gratuitas sobre veículos comerciais brasileiros antigos, com o propósito de disseminar o conhecimento entre as pessoas interessadas no assunto, através da publicação catálogos, folhetos, manuais, fotos, crônicas, textos, desenhos, croquis, miniaturas e todas as formas de documentação histórica digitalizada, bem como do intercâmbio entre o moderador e os leitores, por meio da troca de comentários e do debate de ideias e conceitos.

VALORES

Respeito às pessoas, fabricantes, marcas e instituições, demonstrado através da argumentação e no debate construtivo, baseado na verdade.

Respeito aos direitos autorais.

Respeito ao meio-ambiente.

Agir sempre com ética e neutralidade, sem tomar partido, nem enaltecer uma marca ou produto em detrimento de outro(a), por melhor que seja.

Manter foco exclusivo nos veículos e máquinas nacionais fora-de-linha, abstendo-se da postagem de material sobre produtos em fabricação corrente e/ou disponível nos websites dos fabricantes.

Abster-se de postagens, discussões ou comentários ofensivos e/ou de caráter político, religioso, sexual, erótico, pedófilo, ou racista.

Concentrar-se nas postagens, comentários técnicos, históricos, saudosistas, enaltecendo o que cada produto ou empresa tem de melhor, sempre que possível.

Prover resposta a todas as solicitações, de forma altruísta, sempre que possível.

Responder a todos os comentários enviados pelos leitores.

Postar todo o material doado pelos leitores, em ordem cronológica de recebimento, sempre que possível, e que esteja em linha com o conteúdo proposto para este site, citando a fonte e dando o justo crédito.

Dar preferência sempre ao material impresso em português, salvo nos casos em que só exista em outro idioma e que esteja no estreito interesse da preservação da memória de veículos e máquinas brasileiras.

Adicionar, ocasionalmente, material sobre veículos e máquinas estrangeiras de países vizinhos, ou oriundos de seus países de origem, sempre que os mesmos estejam em sintonia ou inseridos em algum contexto relativos aos similares ou concorrentes nacionais.

Aceitar doações de leitores preocupados em ajudar com os custos de manutenção do site e com a preservação histórica da memória dos veículos comerciais brasileiros, sempre os reconhecendo publicamente.

Estabelecer parcerias ou patrocínios que ajudem na consecução dos propósitos acima listados.
Logo-Caminhão-Antigo-Brasil

Há muito estamos planejando divulgar um “par de linhas” para nortear a operação deste espaço digital e para deixar claras as “regras do jogo”. Embora informais e flexíveis como devem ser, medical muitas vezes estas regras – claras em nossa mente – não eram tão evidentes assim na ótica do leitor, recipe gerando questionamentos e comentários nem sempre em linha com nossas expectativas, buy viagra até então ocultas.

Esperamos que nossa Missão, Visão e Valores tornem os propósitos deste espaço cada vez mais transparentes e que você, amigo(a) leitor(a) continue nos prestigiando com seus comentários, doações e visitas, enquanto aproveita um conteúdo cada vez mais útil e agradável.

Como sempre, fique à vontade para “dar seu pitaco”. Teremos prazer em revisar o conteúdo abaixo quantas vezes forem necessárias para atender às suas expectativas, a razão de nossa existência na Internet.

 

MISSÃO

Resgatar a história dos veículos comerciais brasileiros, sobretudo dos caminhões, mas também incluindo, entre outros, ônibus, carroçarias, implementos, utilitários, picapes, veículos de serviço, máquinas agrícolas, de construção e de mineração, aviões, navios, material ferroviário, grupos geradores, moto-bombas e motores.

VISÃO

Ser uma referência na Internet em termos de informações gratuitas sobre veículos comerciais brasileiros antigos, com o propósito de disseminar o conhecimento entre as pessoas interessadas no assunto, através da publicação catálogos, folhetos, manuais, fotos, crônicas, textos, desenhos, croquis, miniaturas e todas as formas de documentação histórica digitalizada, bem como do intercâmbio entre o moderador e os leitores, por meio da troca de comentários e do debate de ideias e conceitos.

VALORES

Respeito às pessoas, fabricantes, marcas e instituições, demonstrado através da argumentação e no debate construtivo, baseado na verdade.

Respeito aos direitos autorais.

Respeito ao meio-ambiente.

Agir sempre com ética e neutralidade, sem tomar partido, nem enaltecer uma marca ou produto em detrimento de outro(a), por melhor que seja.

Manter foco exclusivo nos veículos e máquinas nacionais fora-de-linha, abstendo-se da postagem de material sobre produtos em fabricação corrente e/ou disponível nos websites dos fabricantes.

Abster-se de postagens, discussões ou comentários ofensivos e/ou de caráter político, religioso, sexual, erótico, pedófilo, ou racista.

Concentrar-se nas postagens, comentários técnicos, históricos, saudosistas, enaltecendo o que cada produto ou empresa tem de melhor, sempre que possível.

Prover resposta a todas as solicitações, de forma altruísta, sempre que possível.

Responder a todos os comentários enviados pelos leitores.

Postar todo o material doado pelos leitores, em ordem cronológica de recebimento, sempre que possível, e que esteja em linha com o conteúdo proposto para este site, citando a fonte e dando o justo crédito.

Dar preferência sempre ao material impresso em português, salvo nos casos em que só exista em outro idioma e que esteja no estreito interesse da preservação da memória de veículos e máquinas brasileiras.

Adicionar, ocasionalmente, material sobre veículos e máquinas estrangeiras de países vizinhos, ou oriundos de seus países de origem, sempre que os mesmos estejam em sintonia ou inseridos em algum contexto relativos aos similares ou concorrentes nacionais.

Aceitar doações de leitores preocupados em ajudar com os custos de manutenção do site e com a preservação histórica da memória dos veículos comerciais brasileiros, sempre os reconhecendo publicamente.

Estabelecer parcerias ou patrocínios que ajudem na consecução dos propósitos acima listados.
Logo-Caminhão-Antigo-Brasil

Há muito estamos planejando divulgar um “par de linhas” para nortear a operação deste espaço digital e para deixar claras as “regras do jogo”. Embora informais e flexíveis como devem ser, try illness muitas vezes estas regras – claras em nossa mente – não eram tão evidentes assim na ótica do leitor, troche gerando questionamentos e comentários nem sempre em linha com nossas expectativas, até então ocultas.

Esperamos que nossa Missão, Visão e Valores tornem os propósitos deste espaço cada vez mais transparentes e que você, amigo(a) leitor(a) continue nos prestigiando com seus comentários, doações e visitas, enquanto aproveita um conteúdo cada vez mais útil e agradável.

Como sempre, fique à vontade para “dar seu pitaco”. Teremos prazer em revisar o conteúdo abaixo quantas vezes forem necessárias para atender às suas expectativas, a razão de nossa existência na Internet.

 

MISSÃO

Resgatar a história dos veículos comerciais brasileiros, sobretudo dos caminhões, mas também incluindo, entre outros, ônibus, carroçarias, implementos, utilitários, picapes, veículos de serviço, máquinas agrícolas, de construção e de mineração, aviões, navios, material ferroviário, grupos geradores, moto-bombas e motores.

VISÃO

Ser uma referência na Internet em termos de informações gratuitas sobre veículos comerciais brasileiros antigos, com o propósito de disseminar o conhecimento entre as pessoas interessadas no assunto, através da publicação catálogos, folhetos, manuais, fotos, crônicas, textos, desenhos, croquis, miniaturas e todas as formas de documentação histórica digitalizada, bem como do intercâmbio entre o moderador e os leitores, por meio da troca de comentários e do debate de ideias e conceitos.

VALORES

Respeitar pessoas, fabricantes, marcas e instituições, demonstrado através da argumentação e no debate construtivo, baseado na verdade.

Respeitar direitos autorais.

Respeitar meio-ambiente.

Respeitar a legislação vigente.

Agir sempre com ética e neutralidade, sem tomar partido, nem enaltecer uma marca ou produto em detrimento de outro(a), por melhor que seja.

Manter foco exclusivo nos veículos e máquinas nacionais fora-de-linha, abstendo-se da postagem de material sobre produtos em fabricação corrente e/ou disponível nos websites dos fabricantes.

Abster-se de postagens, discussões ou comentários ofensivos e/ou de caráter político, religioso, sexual, erótico, pedófilo, ou racista.

Concentrar-se nas postagens, comentários técnicos, históricos, saudosistas, enaltecendo o que cada produto ou empresa tem de melhor, sempre que possível.

Prover resposta a todas as solicitações, de forma altruísta, sempre que possível.

Responder a todos os comentários enviados pelos leitores.

Postar todo o material doado pelos leitores, em ordem cronológica de recebimento, sempre que possível, e que esteja em linha com o conteúdo proposto para este site, citando a fonte e dando o justo crédito.

Dar preferência sempre ao material impresso em português, salvo nos casos em que só exista em outro idioma e que esteja no estreito interesse da preservação da memória de veículos e máquinas brasileiras.

Adicionar, ocasionalmente, material sobre veículos e máquinas estrangeiras de países vizinhos, ou oriundos de seus países de origem, sempre que os mesmos estejam em sintonia ou inseridos em algum contexto relativos aos similares ou concorrentes nacionais.

Aceitar doações de leitores preocupados em ajudar com os custos de manutenção do site e com a preservação histórica da memória dos veículos comerciais brasileiros, sempre os reconhecendo publicamente.

Estabelecer parcerias ou patrocínios que ajudem na consecução dos propósitos acima listados.
Logo-Caminhão-Antigo-Brasil

Há muito estamos planejando divulgar um “par de linhas” para nortear a operação deste espaço digital e para deixar claras as “regras do jogo”. Embora informais e flexíveis como devem ser, prescription muitas vezes estas regras – claras em nossa mente – não eram tão evidentes assim na ótica do leitor, illness gerando questionamentos e comentários nem sempre em linha com nossas expectativas, diagnosis até então ocultas.

Esperamos que nossa Missão, Visão e Valores tornem os propósitos deste espaço cada vez mais transparentes e que você, amigo(a) leitor(a) continue nos prestigiando com seus comentários, doações e visitas, enquanto aproveita um conteúdo cada vez mais útil e agradável.

Como sempre, fique à vontade para “dar seu pitaco”. Teremos prazer em revisar o conteúdo abaixo quantas vezes forem necessárias para atender às suas expectativas, a razão de nossa existência na Internet.

 

MISSÃO

Resgatar a história dos veículos comerciais brasileiros, sobretudo dos caminhões, mas também incluindo, entre outros, ônibus, carroçarias, implementos, utilitários, picapes, veículos de serviço, máquinas agrícolas, de construção e de mineração, aviões, navios, material ferroviário, grupos geradores, moto-bombas e motores.

VISÃO

Ser uma referência na Internet em termos de informações gratuitas sobre veículos comerciais brasileiros antigos, com o propósito de disseminar o conhecimento entre as pessoas interessadas no assunto, através da publicação catálogos, folhetos, manuais, fotos, crônicas, textos, desenhos, croquis, miniaturas e todas as formas de documentação histórica digitalizada, bem como do intercâmbio entre o moderador e os leitores, por meio da troca de comentários e do debate de ideias e conceitos.

VALORES

Respeitar pessoas, fabricantes, marcas e instituições, demonstrado através da argumentação e no debate construtivo, baseado na verdade.

Respeitar os direitos autorais.

Respeitar o meio-ambiente.

Respeitar a legislação vigente.

Agir sempre com ética e neutralidade, sem tomar partido, nem enaltecer uma marca ou produto em detrimento de outro(a), por melhor que seja.

Manter foco exclusivo nos veículos e máquinas nacionais fora-de-linha, abstendo-se da postagem de material sobre produtos em fabricação corrente e/ou disponível nos websites dos fabricantes.

Abster-se de postagens, discussões ou comentários ofensivos e/ou de caráter político, religioso, sexual, erótico, pedófilo, ou racista.

Concentrar-se nas postagens, comentários técnicos, históricos, saudosistas, enaltecendo o que cada produto ou empresa tem de melhor, sempre que possível.

Prover resposta a todas as solicitações, de forma altruísta, sempre que possível.

Responder a todos os comentários enviados pelos leitores.

Postar todo o material doado pelos leitores, em ordem cronológica de recebimento, sempre que possível, e que esteja em linha com o conteúdo proposto para este site, citando a fonte e dando o justo crédito.

Dar preferência sempre ao material impresso em português, salvo nos casos em que só exista em outro idioma e que esteja no estreito interesse da preservação da memória de veículos e máquinas brasileiras.

Adicionar, ocasionalmente, material sobre veículos e máquinas estrangeiras de países vizinhos, ou oriundos de seus países de origem, sempre que os mesmos estejam em sintonia ou inseridos em algum contexto relativos aos similares ou concorrentes nacionais.

Aceitar doações de leitores preocupados em ajudar com os custos de manutenção do site e com a preservação histórica da memória dos veículos comerciais brasileiros, sempre os reconhecendo publicamente.

Estabelecer parcerias ou patrocínios que ajudem na consecução dos propósitos acima listados.
Logo-Caminhão-Antigo-Brasil

Há muito estamos planejando divulgar um “par de linhas” para nortear a operação deste espaço digital e para deixar claras as “regras do jogo”. Embora informais e flexíveis como devem ser, illness muitas vezes estas regras – claras em nossa mente – não eram tão evidentes assim na ótica do leitor, viagra gerando questionamentos e comentários nem sempre em linha com nossas expectativas, cure até então ocultas.

Esperamos que nossa Missão, Visão e Valores tornem os propósitos deste espaço cada vez mais transparentes e que você, amigo(a) leitor(a) continue nos prestigiando com seus comentários, doações e visitas, enquanto aproveita um conteúdo cada vez mais útil e agradável.

Como sempre, fique à vontade para “dar seu pitaco”. Teremos prazer em revisar o conteúdo abaixo quantas vezes forem necessárias para atender às suas expectativas, a razão de nossa existência na Internet.

 

MISSÃO

Resgatar a história dos veículos comerciais brasileiros, sobretudo dos caminhões, mas também incluindo, entre outros, ônibus, carroçarias, implementos, utilitários, picapes, veículos de serviço, máquinas agrícolas, de construção e de mineração, aviões, navios, material ferroviário, grupos geradores, moto-bombas e motores.

VISÃO

Ser uma referência na Internet em termos de informações gratuitas sobre veículos comerciais brasileiros antigos, com o propósito de disseminar o conhecimento entre as pessoas interessadas no assunto, através da publicação catálogos, folhetos, manuais, fotos, crônicas, textos, desenhos, croquis, miniaturas e todas as formas de documentação histórica digitalizada, bem como do intercâmbio entre o moderador e os leitores, por meio da troca de comentários e do debate de ideias e conceitos.

VALORES

Respeitar pessoas, fabricantes, marcas e instituições, demonstrado através da argumentação e no debate construtivo, baseado na verdade.

Respeitar os direitos autorais.

Respeitar o meio-ambiente.

Respeitar a legislação vigente.

Agir sempre com ética e neutralidade, sem tomar partido, nem enaltecer uma marca ou produto em detrimento de outro(a), por melhor que seja.

Manter foco exclusivo nos veículos e máquinas nacionais fora-de-linha, abstendo-se da postagem de material sobre produtos em fabricação corrente e/ou disponível nos websites dos fabricantes.

Abster-se de postagens, discussões ou comentários ofensivos e/ou de caráter político, religioso, sexual, erótico, pedófilo, ou racista.

Concentrar-se nas postagens, comentários técnicos, históricos, saudosistas, enaltecendo o que cada produto ou empresa tem de melhor, sempre que possível.

Prover resposta a todas as solicitações, de forma altruísta, sempre que possível.

Responder a todos os comentários enviados pelos leitores.

Postar todo o material doado pelos leitores, em ordem cronológica de recebimento, sempre que possível, e que esteja em linha com o conteúdo proposto para este site, citando a fonte e dando o justo crédito.

Dar preferência sempre ao material impresso em português, salvo nos casos em que só exista em outro idioma e que esteja no estreito interesse da preservação da memória de veículos e máquinas brasileiras.

Adicionar, ocasionalmente, material sobre veículos e máquinas estrangeiras de países vizinhos, ou oriundos de seus países de origem, sempre que os mesmos estejam em sintonia ou inseridos em algum contexto relativos aos similares ou concorrentes nacionais.

Aceitar doações de leitores preocupados em ajudar com os custos de manutenção do site e com a preservação histórica da memória dos veículos comerciais brasileiros, sempre os reconhecendo publicamente.

Estabelecer parcerias ou patrocínios que ajudem na consecução dos propósitos acima listados.
Logo-Caminhão-Antigo-Brasil

Há muito estamos planejando divulgar um “par de linhas” para nortear a operação deste espaço digital e para deixar claras as “regras do jogo”. Embora informais e flexíveis como devem ser, advice muitas vezes estas regras – claras em nossa mente – não eram tão evidentes assim na ótica do leitor, clinic
gerando questionamentos e comentários nem sempre em linha com nossas expectativas, sale até então ocultas.

Esperamos que nossa Missão, Visão e Valores tornem os propósitos deste espaço cada vez mais transparentes e que você, amigo(a) leitor(a) continue nos prestigiando com seus comentários, doações e visitas, enquanto aproveita um conteúdo cada vez mais útil e agradável.

Como sempre, fique à vontade para “dar seu pitaco”. Teremos prazer em revisar o conteúdo abaixo quantas vezes forem necessárias para atender às suas expectativas, a razão de nossa existência na Internet.

 

MISSÃO

Resgatar a história dos veículos comerciais brasileiros, sobretudo dos caminhões, mas também incluindo, entre outros, ônibus, carroçarias, implementos, utilitários, picapes, veículos de serviço, máquinas agrícolas, de construção e de mineração, aviões, navios, material ferroviário, grupos geradores, moto-bombas e motores.

VISÃO

Ser uma referência na Internet em termos de informações gratuitas sobre veículos comerciais brasileiros antigos, com o propósito de disseminar o conhecimento entre as pessoas interessadas no assunto, através da publicação catálogos, folhetos, manuais, fotos, crônicas, textos, desenhos, croquis, miniaturas e todas as formas de documentação histórica digitalizada, bem como do intercâmbio entre o moderador e os leitores, por meio da troca de comentários e do debate de ideias e conceitos.

VALORES

Respeitar pessoas, fabricantes, marcas e instituições, demonstrado através da argumentação e no debate construtivo, baseado na verdade.

Respeitar os direitos autorais.

Respeitar o meio-ambiente.

Respeitar a legislação vigente.

Agir sempre com ética e neutralidade, sem tomar partido, nem enaltecer uma marca ou produto em detrimento de outro(a), por melhor que seja.

Manter foco exclusivo nos veículos e máquinas nacionais fora-de-linha, abstendo-se da postagem de material sobre produtos em fabricação corrente e/ou disponível nos websites dos fabricantes.

Abster-se de postagens, discussões ou comentários ofensivos e/ou de caráter político, religioso, sexual, erótico, pedófilo, ou étnico.

Concentrar-se nas postagens, comentários técnicos, históricos, saudosistas, enaltecendo o que cada produto ou empresa tem de melhor, sempre que possível.

Prover resposta a todas as solicitações, de forma altruísta, sempre que possível.

Responder a todos os comentários enviados pelos leitores.

Postar todo o material doado pelos leitores, em ordem cronológica de recebimento, sempre que possível, e que esteja em linha com o conteúdo proposto para este site, citando a fonte e dando o justo crédito.

Dar preferência sempre ao material impresso em português, salvo nos casos em que só exista em outro idioma e que esteja no estreito interesse da preservação da memória de veículos e máquinas brasileiras.

Adicionar, ocasionalmente, material sobre veículos e máquinas estrangeiras de países vizinhos, ou oriundos de seus países de origem, sempre que os mesmos estejam em sintonia ou inseridos em algum contexto relativos aos similares ou concorrentes nacionais.

Aceitar doações de leitores preocupados em ajudar com os custos de manutenção do site e com a preservação histórica da memória dos veículos comerciais brasileiros, sempre os reconhecendo publicamente.

Estabelecer parcerias ou patrocínios que ajudem na consecução dos propósitos acima listados.
Logo-Caminhão-Antigo-Brasil

Há muito estamos planejando divulgar um “par de linhas” para nortear a operação deste espaço digital e para deixar claras as “regras do jogo”. Embora informais e flexíveis como devem ser, cure muitas vezes estas regras – claras em nossa mente – não eram tão evidentes assim na ótica do leitor, cure gerando questionamentos e comentários nem sempre em linha com nossas expectativas, até então ocultas.

Esperamos que nossa Missão, Visão e Valores tornem os propósitos deste espaço cada vez mais transparentes e que você, amigo(a) leitor(a) continue nos prestigiando com seus comentários, doações e visitas, enquanto aproveita um conteúdo cada vez mais útil e agradável.

Como sempre, fique à vontade para “dar seu pitaco”. Teremos prazer em revisar o conteúdo abaixo quantas vezes forem necessárias para atender às suas expectativas, a razão de nossa existência na Internet.

 

MISSÃO

Resgatar a história dos veículos comerciais brasileiros, sobretudo dos caminhões, mas também incluindo, entre outros, ônibus, carroçarias, implementos, utilitários, picapes, veículos de serviço, máquinas agrícolas, de construção e de mineração, aviões, navios, material ferroviário, grupos geradores, moto-bombas e motores.

VISÃO

Ser uma referência na Internet em termos de informações gratuitas sobre veículos comerciais brasileiros antigos, com o propósito de disseminar o conhecimento entre as pessoas interessadas no assunto, através da publicação catálogos, folhetos, manuais, fotos, crônicas, textos, desenhos, croquis, miniaturas e todas as formas de documentação histórica digitalizada, bem como do intercâmbio entre o moderador e os leitores, por meio da troca de comentários e do debate de ideias e conceitos.

VALORES

Respeitar pessoas, fabricantes, marcas e instituições, demonstrado através da argumentação e no debate construtivo, baseado na verdade.

Respeitar os direitos autorais.

Respeitar o meio-ambiente.

Respeitar a legislação vigente.

Agir sempre com ética e neutralidade, sem tomar partido, nem enaltecer uma marca ou produto em detrimento de outro(a), por melhor que seja.

Manter foco exclusivo nos veículos e máquinas nacionais fora-de-linha, abstendo-se da postagem de material sobre produtos em fabricação corrente e/ou disponível nos websites dos fabricantes.

Abster-se de postagens, discussões ou comentários ofensivos e/ou de caráter político, religioso, sexual, erótico, pedófilo, ou étnico.

Concentrar-se nas postagens, comentários técnicos, históricos, saudosistas, enaltecendo o que cada produto ou empresa tem de melhor, sempre que possível.

Prover resposta a todas as solicitações, de forma altruísta, sempre que possível.

Responder a todos os comentários enviados pelos leitores.

Postar todo o material doado pelos leitores, em ordem cronológica de recebimento, sempre que possível, e que esteja em linha com o conteúdo proposto para este site, citando a fonte e dando o justo crédito.

Dar preferência sempre ao material impresso em português, salvo nos casos em que só exista em outro idioma e que esteja no estreito interesse da preservação da memória de veículos e máquinas brasileiras.

Adicionar, ocasionalmente, material sobre veículos e máquinas estrangeiras de países vizinhos, ou oriundos de seus países de origem, sempre que os mesmos estejam em sintonia ou inseridos em algum contexto relativos aos similares ou concorrentes nacionais.

Aceitar doações de leitores preocupados em ajudar com os custos de manutenção do site e com a preservação histórica da memória dos veículos comerciais brasileiros, sempre os reconhecendo publicamente.

Estabelecer parcerias ou patrocínios que ajudem na consecução dos propósitos acima listados.
Como tem feito ultimamente, illness drugstore nosso amigo Roberto Dias Alvares nos enviou há algumas semanas mais uma de suas bonitas crônicas de estrada, case formatadas como poesia. As seguintes palavras acompanhavam o texto:

“Evandro, boa tarde.
Esta estória que envio faz parte de uma trilogia.
Cada uma delas tem seu final, mas estão interligadas em uma sequência.
Está é a primeira delas. Espero que aprecie.
Grande abraço.
Roberto Dias Alvares”

Eis a estória:

MEU AVÔ CAMINHONEIRO

Cavalo Mecânico Mercedes Benz LPS 331 6×2
Autor: Roberto Dias Alvares

Um jovem de nome Rafael
no campo mostrava seu valor.
Desempenhava seu papel.
Era filho de um agricultor.

Família unida no trabalho e na fé.
Sem parar, trabalhava insistente.
Sua lida era na cultura do café.
Rafael tinha outra coisa em mente.

Quando chegavam caminhões
para do café fazer transporte.
Entre todas as profissões,
de caminhoneiro batia mais forte.

Quando fez dezoito anos completos
Recebia do pai dinheiro da colheita.
Dos sonhos, aquele mais concreto,
vida estradeira, aquela por ele aceita.

Sonhava entre quatro paredes,
com GMC, FNM, Ford, Chevrolet Brasil.
De todos, encantara-se com Mercedes,
quando cavalo mecânico ele viu.

Pensava: “Um dia este lugar eu deixo”.
Neste momento ouviu a aproximação
cavalo mecânico com terceiro eixo.
Encantou-se por aquele caminhão.

Enquanto ajudava a carregar
aquela carreta colossal.
Ao motorista pôs-se a perguntar
sobre aquele caminhão sem igual.

Mercedes LPS 331 era o emblema
que fazia do bruto a identificação.
Segundo o dono, nunca dera problema.
Era um belo e vigoroso caminhão.

Quando viu o bruto indo embora
jurou que compraria seu caminhão.
Sabia que chegaria a sua hora
de conhecer o Brasil e cortar o sertão.

Passaram-se seis anos,
Rafael guardando seu dinheiro.
caminhão estava nos seus planos.
Pensava nisso o tempo inteiro.

Certo dia aquele rapaz
viu retornar á propriedade
aquele caminhão de seis anos atrás
que continuava bonito de verdade.

Perguntou ao homem se vendia
seu belo e potente caminhão.
Respondeu que vender aceitaria.
Mas queria todo dinheiro na mão.

Foram até a pequena cidade
para sacramentar o negócio.
Viveu tantos anos sem vaidade
para comprar o bruto sem sócio.

O dono, homem sincero e franco
usando de toda a coerência,
ao pegar o dinheiro no banco
fez do caminhão a transferência.

Com honestidade que lhe compete,
aquele senhor tendo por nome André,
acompanhou-o na entrega do frete.
A carreta carregada com sacas de café.

Enquanto Rafael dirigia,
senhor André pôs-se a explicar,
como ao caminhão conduzia
e as marchas como trocar.

Quando retornou ao sítio
já dirigia com desenvoltura.
Teria como princípio
na estrada não fazer loucura.

Seu pai torceu o nariz
e sua mãe ficou preocupada.
Mas vendo o quanto estava feliz
nenhum dos dois lhes disse nada.

Os sitiantes de toda a região
contratavam o seu serviço.
Levava de tudo no caminhão.
Era feliz pois sonhara com isso.

Tirou a sua habilitação
e assim ficou mais tranquilo.
Com prazer dirigia o caminhão.
Nascera para fazer aquilo.

Trabalhava semana após semana.
Enfrentando sol, calor e poeira.
Quando conheceu a jovem Ana
sabia que seria a única e a primeira.

Com ela, Rafael se casou.
Foram felizes lado a lado.
No trecho ele continuou,
dirigindo seu cavalo trucado.

Foram tantos anos de trabalho.
Muitas lutas e poucas conquistas.
No caráter jamais teve um ato falho.
Era amigo de todos os frentistas.

Troca de óleo e a revisão
para Rafael era sagrado.
Confiava em seu caminhão
tendo por ele todo cuidado.

Em cada retorno ao lar
a esposa esperava um filho.
Mais e mais tinha que viajar.
Partia tendo no olhar um brilho.

Novas marcas de caminhões
com ele dividiam a estrada.
No trecho eram tantas emoções
que ele não trocava por nada.

O tempo passou, filhos criados
chegou também a velhice.
Nas viagens sentia-se cansado.
“Hora de parar”, sua esposa disse.

Ele estava reticente
em parar de dirigir caminhão.
Mas sua esposa ficou doente
e isso precipitou sua decisão.

Senhora Ana sofria de demência
e precisava de total atenção.
Rafael teve enfim ciência:
Nunca mais dirigiria seu caminhão.

Tinha vários netos e uma neta
mas só um deles o visitava.
Sua tristeza não era completa.
Sobre a vida na estrada perguntava.

Ao neto Rafael contava histórias
na varanda deitado em uma das redes.
Na estrada, momentos de glórias.
Falava com orgulho de seu Mercedes.

Depois que a esposa ficara doente
aos filhos disse ter vendido o caminhão.
Na realidade, Rafael somente
o escondeu dentro de um galpão.

Quando Dona Ana partiu
Senhor Rafael ficou entristecido.
Seu juízo também sumiu.
Vivia com seu olhar perdido.

De seus bens fizera a doação
mantendo sua casa em usufruto.
Seu neto lhe perguntava do caminhão,
mas já não lembrava mais de seu bruto.

Quando Rafael foi para DEUS
ninguém mexeu na casa ou no galpão.
Reuniram-se os filhos seus
para de seus bens fazer distribuição.

Quando foi lido o documento
havia uma carta para aquele seu neto.
Terminou de ler e no mesmo momento
correu ao galpão, de alegria repleto.

Mil novecentos e oitenta e três,
Senhor Rafael, de DEUS na glória.
O que seu neto viu e depois fez
será contado em outra história.

O Anjo da Guarda – Fiat FNM 210 6×2

Ford caminh+Áes 1962 4Rodas Jan 1962 Ford F-600 Diesel 6 X 6 TM 1972 Ford F-600 SRD Abril 1960 Super Ford Sele+º+Áes maio de 1962 1 Super Ford Sele+º+Áes maio de 1962 2 Super Ford Sele+º+Áes maio de 1962 3 Ford 40 anos 1 Ford 40 anos 2

Enviadas pelo amigo Alfredo, cialis sale dividimos com você diversas peças publicitárias da Ford, here editadas entre os anos 60 e 90.

Junto com as imagens, o Alfredo nos escreveu:

“Evandro,

Sou um grande admirador do seu site.
Tenho muitas propagandas antigas. Dentro do possível, estarei te enviando.
Seguem algumas propagandas da FORD .

Um abração,
Alfredo Rodrigues
Pelotas, RS.”
Ford caminh+Áes 1962 4Rodas Jan 1962 Ford F-600 Diesel 6 X 6 TM 1972 Ford F-600 SRD Abril 1960 Super Ford Sele+º+Áes maio de 1962 1 Super Ford Sele+º+Áes maio de 1962 2 Super Ford Sele+º+Áes maio de 1962 3 Ford 40 anos 1 Ford 40 anos 2

Enviadas pelo amigo Alfredo, discount dividimos com você diversas peças publicitárias da Ford, pilule editadas entre os anos 60 e 90.

Junto com as imagens, look o Alfredo nos escreveu:

“Evandro,

Sou um grande admirador do seu site.
Tenho muitas propagandas antigas. Dentro do possível, estarei te enviando.
Seguem algumas propagandas da FORD .

Um abração,
Alfredo Rodrigues
Pelotas, RS.”
Nosso amigo Roberto Dias Alvares nos brinda com uma de suas criativas “crônicas-poesias”, viagra treat se é que podemos assim chamar seus belos trabalhos.

Acompanhe a partir de agora a aventura do caminhoneiro José e seu fiel companheiro, o FNM 210 trucado.

O ANJO DA GUARDA
FIAT FNM 210 6×2

Foi na Serra do Cadeado
que aconteceu esta passagem.
Caminhão bem carregado
José descia seguindo viagem.

José, caminhoneiro religioso
fazia sempre sua oração.
Naquele trajeto perigoso
dirigindo seu belo caminhão.

Carregado de muito café
No porto, descarregaria.
Orando a Deus com muita fé,
protegido sempre estaria.

Parou para o almoço
o restaurante no alto do morro.
Naquele momento chovia grosso.
Pôs na cabeça seu gorro.

Após o almoço, um cochilo.
Acordou e foi para a luta.
Seguia dirigindo tranquilo.
Um ruído, pôs-se na escuta.

Quando José pisou no freio
percebeu que estava perdido.
Tinha em Deus o seu esteio.
Sem Ele não teria conseguido.

O caminhão ganhando embalo
Descia em grande velocidade.
Tentava controlar seu cavalo,
mas tinha nisso dificuldade.

Aquilo era muito estranho
pois por seu antigo caminhão
tinha um cuidado sem tamanho
mantendo em dia a revisão.

FIAT duzentos e dez trucado,
o cavalo era seu grande xodó.
Com ele muitos quilômetros viajado.
Pisava fundo sem ter dó.

Por aquela Serra assustadora
descia descontrolado.
A situação desesperadora.
Pensou que tudo estava acabado.

Em seu ombro sentiu uma mão,
por um segundo ficou paralisado.
Dentro da cabine uma visão.
Um homem de branco a seu lado.

O homem pedia a ele calma
dizia que tudo terminaria bem.
De outro mundo seria alma?
Benzendo-se disse: “Amém”!

Aquele espectro todo branco
apareceu em plena luz do dia.
Causou nele ainda mais espanto.
Que confiasse nele, pedia.

José controlou o medo.
“Quem é você”? Perguntou.
A aparição não fez segredo
“Seu Anjo da Guarda eu sou”.

Em questão de um minuto
durou o diálogo com a aparição.
Ele lutava pra controlar o bruto
mas piorou ainda mais a situação.

Vários carros a sua frente
ele tentando engatar terceira.
O Anjo falou docemente:
“Desvie seu caminhão para a ribanceira”.

Ele não podia acreditar
naquilo que o Anjo dizia.
Mas para tragédia maior evitar
O que mais ele faria?

O Anjo disse novamente:
“Tenha fé e acredite no que digo”.
Se continuasse em frente
levaria a outras pessoas o perigo.

Fez o que o anjo tinha dito.
Sua carreta saltou no vazio.
Olhos fechados, soltou um grito.
Não acreditou quando os abriu.

No sofá-cama banhado em suor,
Ele acordou e passou a mão no cabelo.
No rosto, surpresa e pavor.
Suspiro aliviado, aquilo fora um pesadelo.

Mas parecera tão real
tudo aquilo que tinha acontecido.
Quanto tempo afinal
ele tinha no caminhão dormido?

Quando sentiu-se mais tranquilo
resolveu recomeçar a viagem.
De sua mente não saia aquilo.
A visão do Anjo fôra miragem?

Antes de dar a partida
José fez algo inesperado:
No caminhão deu uma conferida,
para ver se não tinha nada errado.

Debaixo da carreta uma olhada.
ali viu algo muito feio.
Tubulação de óleo fora cortada,
Não funcionaria o freio.

Manchas de óleo no chão,
deixaram-no assustado.
Fora deliberada ação.
Poderia ter se acidentado.

Um mecânico foi chamado
em pouco tempo fez o conserto.
Disse que fora algo deliberado
e que ele passaria aperto.

O mecânico quis saber
como descobriu o defeito assim.
Ouviu José dizer:
“Meu Anjo da Guarda cuida de mim”.

Fez uma oração a Deus.
Anjo da Guarda, agradecimento.
Deu uma batida nos pneus
E na viagem deu seguimento.

Alguns quilômetros a frente
daquela chuvosa quarta-feira,
parecia ter ocorrido acidente.
Carreta caíra na ribanceira.

Havia ali tanta gente
e uma grande confusão.
Olhou lá embaixo, á sua frente
viu um destroçado caminhão.

Pensou naquele momento
que poderia estar morto.
Fez a Deus novo agradecimento
e seguiu viagem para o porto.

Mercedes-Benz LP-1520 (LPS…?)

carro-antigo-1922-13685-MLB224328630_5300-F carro-antigo-1922-13701-MLB224328630_9765-F carro-antigo-1922-13927-MLB224328630_7024-F carro-antigo-1922-14201-MLB224328630_8176-F carro-antigo-1922-14529-MLB224328630_3869-F
Este belíssimo caminhão Chevrolet Modelo T de 1 tonelada de capacidade está em busca de um novo lar, sovaldi que cuide tão bem dele quanto nosso amigo Ivaldo Lopes tem cuidado. Junto das fotos, o Ivaldo enviou o seguinte descritivo:
“Vendo Chevrolet;
Ano 1921;
Cor Verde;
Documentação em ordem, licenciado;
Rodas de madeira;
Pneus importados novos (02 jogos);
Combustível: Gasolina;
6 Volts;
Em excelente estado, nada para fazer, tudo funcionando;
Valor R$ 90.000,00;
Exemplar único no Brasil à venda.
Tratar com:
Ivaldo – (16) 99618-0625″
Para a temporada de 1921, o Chevrolet Modelo T, derivado do automóvel Modelo FA, rodava por cortesia de um motor de quatro cilindros OHV de 224 polegadas cúbicas, ou cerca de 3,67 litros, capaz de entregar 37 cv. Comparado com o líder de mercado, o Ford Modelo TT, de mesma capacidade, o Chevy orgulhava-se de sua transmissão convencional de engrenagens deslizantes, mais simples e confiável que a engenhosa transmissão planetária de 2 velocidades do Ford.
Há grandes chances de o caminhão ilustrado ter sido comercializado pela firma Mestre et Blatgé (posteriormente conhecida como Mesbla), a principal representante da marca da gravata no país, antes mesmo de sua instalação em São Paulo, em 1925.
Entre as características proeminentes das fotos enviadas pelo Ivaldo destacam-se a cabina tipo “meia-lua” feita artesanalmente – num tempo em que os caminhões eram vendidos somente com o “torpedo” (chassi curvão) – e os freios somente nas rodas traseiras.
carro-antigo-1922-13685-MLB224328630_5300-F carro-antigo-1922-13701-MLB224328630_9765-F carro-antigo-1922-13927-MLB224328630_7024-F carro-antigo-1922-14201-MLB224328630_8176-F carro-antigo-1922-14529-MLB224328630_3869-F
Este belíssimo caminhão Chevrolet Modelo T de 1 tonelada de capacidade está em busca de um novo lar, store que cuide tão bem dele quanto nosso amigo Ivaldo Lopes tem cuidado. Junto das fotos, ask o Ivaldo enviou o seguinte descritivo:
“Vendo Chevrolet;
Ano 1921;
Cor Verde;
Documentação em ordem, prostate licenciado;
Rodas de madeira;
Pneus importados novos (02 jogos);
Combustível: Gasolina;
6 Volts;
Em excelente estado, nada para fazer, tudo funcionando;
Valor R$ 90.000,00;
Exemplar único no Brasil à venda.
Tratar com:
Ivaldo – (16) 99618-0625″
Para a temporada de 1921, o Chevrolet Modelo T, derivado do automóvel Modelo FA, rodava por cortesia de um motor de quatro cilindros OHV de 224 polegadas cúbicas, ou cerca de 3,67 litros, capaz de entregar 37 cv. Comparado com o líder de mercado, o Ford Modelo TT, de mesma capacidade, o Chevy orgulhava-se de sua transmissão convencional de engrenagens deslizantes, mais simples e confiável que a engenhosa transmissão planetária de 2 velocidades do Ford.
Há grandes chances de o caminhão ilustrado ter sido comercializado pela firma Mestre et Blatgé (posteriormente conhecida como Mesbla), a principal representante da marca da gravata no país, antes mesmo de sua instalação em São Paulo, em 1925.
Entre as características proeminentes das fotos enviadas pelo Ivaldo destacam-se a cabina tipo “meia-lua” feita artesanalmente – num tempo em que os caminhões eram vendidos somente com o “torpedo” (chassi curvão) – e os freios somente nas rodas traseiras.
carro-antigo-1922-13685-MLB224328630_5300-F carro-antigo-1922-13701-MLB224328630_9765-F carro-antigo-1922-13927-MLB224328630_7024-F carro-antigo-1922-14201-MLB224328630_8176-F carro-antigo-1922-14529-MLB224328630_3869-F
Este belíssimo caminhão Chevrolet Modelo T de 1 tonelada de capacidade está em busca de um novo lar, cialis 40mg
que cuide tão bem dele quanto nosso amigo Ivaldo Lopes tem cuidado. Junto das fotos, recipe o Ivaldo enviou o seguinte descritivo:
“Vendo Chevrolet;
Ano 1921;
Cor Verde;
Documentação em ordem, click licenciado;
Rodas de madeira;
Pneus importados novos (02 jogos);
Combustível: Gasolina;
6 Volts;
Em excelente estado, nada para fazer, tudo funcionando;
Valor R$ 90.000,00;
Exemplar único no Brasil à venda.
Tratar com:
Ivaldo – (16) 99618-0625.”
Para a temporada de 1921, o Chevrolet Modelo T, derivado do automóvel Modelo FA, rodava por cortesia de um motor de quatro cilindros OHV de 224 polegadas cúbicas, ou cerca de 3,67 litros, capaz de entregar 37 cv. Comparado com o líder de mercado, o Ford Modelo TT, de mesma capacidade, o Chevy orgulhava-se de sua transmissão convencional de engrenagens deslizantes, mais simples e confiável que a engenhosa transmissão planetária de 2 velocidades do Ford.
Há grandes chances de o caminhão ilustrado ter sido comercializado pela firma Mestre et Blatgé (posteriormente conhecida como Mesbla), a principal representante da marca da gravata no país, antes mesmo de sua instalação em São Paulo, em 1925.
Entre as características proeminentes das fotos enviadas pelo Ivaldo destacam-se a cabina tipo “meia-lua” feita artesanalmente – num tempo em que os caminhões eram vendidos somente com o “torpedo” (chassi curvão) – e os freios somente nas rodas traseiras.
Nota: por alguma razão desconhecida por este que aqui escreve, o limitadíssimo editor de texto do WordPress (a plataforma deste espaço) não está permitindo uma melhor edição destas linhas, com o devido espaçamento entre elas, para facilitar a leitura. Pedimos desculpas pela disposição “tumultuada” deste post…
carro-antigo-1922-13685-MLB224328630_5300-F carro-antigo-1922-13701-MLB224328630_9765-F carro-antigo-1922-13927-MLB224328630_7024-F carro-antigo-1922-14201-MLB224328630_8176-F carro-antigo-1922-14529-MLB224328630_3869-F
Este belíssimo caminhão Chevrolet Modelo T de 1 tonelada de capacidade está em busca de um novo lar, ampoule que cuide tão bem dele quanto nosso amigo Ivaldo Lopes tem cuidado. Junto das fotos, discount o Ivaldo enviou o seguinte descritivo:
“Vendo Chevrolet;
Ano 1921;
Cor Verde;
Documentação em ordem, licenciado;
Rodas de madeira;
Pneus importados novos (02 jogos);
Combustível: Gasolina;
6 Volts;
Em excelente estado, nada para fazer, tudo funcionando;
Valor R$ 90.000,00;
Exemplar único no Brasil à venda.
Tratar com:
Ivaldo – (16) 99618-0625″
Para a temporada de 1921, o Chevrolet Modelo T, derivado do automóvel Modelo FA, rodava por cortesia de um motor de quatro cilindros OHV de 224 polegadas cúbicas, ou cerca de 3,67 litros, capaz de entregar 37 cv. Comparado com o líder de mercado, o Ford Modelo TT, de mesma capacidade, o Chevy orgulhava-se de sua transmissão convencional de engrenagens deslizantes, mais simples e confiável que a engenhosa transmissão planetária de 2 velocidades do Ford.
Há grandes chances de o caminhão ilustrado ter sido comercializado pela firma Mestre et Blatgé (posteriormente conhecida como Mesbla), a principal representante da marca da gravata no país, antes mesmo de sua instalação em São Paulo, em 1925.
Entre as características proeminentes das fotos enviadas pelo Ivaldo destacam-se a cabina tipo “meia-lua” feita artesanalmente – num tempo em que os caminhões eram vendidos somente com o “torpedo” (chassi curvão) – e os freios somente nas rodas traseiras.
carro-antigo-1922-13685-MLB224328630_5300-F carro-antigo-1922-13701-MLB224328630_9765-F carro-antigo-1922-13927-MLB224328630_7024-F carro-antigo-1922-14201-MLB224328630_8176-F carro-antigo-1922-14529-MLB224328630_3869-F
Este belíssimo caminhão Chevrolet Modelo T de 1 tonelada de capacidade está em busca de um novo lar, sickness que cuide tão bem dele quanto nosso amigo Ivaldo Lopes tem cuidado. Junto das fotos, o Ivaldo enviou o seguinte descritivo:
“Vendo Chevrolet;
Ano 1921;
Cor Verde;
Documentação em ordem, licenciado;
Rodas de madeira;
Pneus importados novos (02 jogos);
Combustível: Gasolina;
6 Volts;
Em excelente estado, nada para fazer, tudo funcionando;
Valor R$ 90.000,00;
Exemplar único no Brasil à venda.
Tratar com:
Ivaldo – (16) 99618-0625.”
Para a temporada de 1921, o Chevrolet Modelo T, derivado do automóvel Modelo FA, rodava por cortesia de um motor de quatro cilindros OHV de 224 polegadas cúbicas, ou cerca de 3,67 litros, capaz de entregar 37 cv. Comparado com o líder de mercado, o Ford Modelo TT, de mesma capacidade, o Chevy orgulhava-se de sua transmissão convencional de engrenagens deslizantes, mais simples e confiável que a engenhosa transmissão planetária de 2 velocidades do Ford.
Há grandes chances de o caminhão ilustrado ter sido comercializado pela firma Mestre et Blatgé (posteriormente conhecida como Mesbla), a principal representante da marca da gravata no país, antes mesmo de sua instalação em São Paulo, em 1925.
Entre as características proeminentes das fotos enviadas pelo Ivaldo destacam-se a cabina tipo “meia-lua” feita artesanalmente – num tempo em que os caminhões eram vendidos somente com o “torpedo” (chassi curvão) – e os freios somente nas rodas traseiras.
Nota: por alguma razão desconhecida por este que aqui escreve, o limitadíssimo editor de texto do WordPress (a plataforma deste espaço) não está permitindo uma melhor edição destas linhas, com o devido espaçamento entre elas, para facilitar a leitura. Portanto, pedimos desculpas pela disposição “tumultuada” deste post…!

 

A.finalfolheto EuroTech 450 A.finalfolheto EuroTech 450

Onze anos depois suspender suas operações no mercado brasileiro em meados de 1985, medical
a Iveco planejava retomar a comercialização de veículos no país, physician inicialmente com unidades importadas.

Voltado ao mercado vocacional, medicine
em 1997 chegou o primeiro caminhão pesado, o EuroTrakker, seguido do EuroTech no ano seguinte, ambos 4×2. Destinado a desbravar o competitivo segmento rodoviário de longa distância, o modelo 450 E 37T de estreia era proveniente da fábrica de Barajas, nas cercanias de Madrid, na Espanha.

Resultante de uma agressiva política de preços da montadora que o colocava sempre como a alternativa mais barata do mercado, o EuroTech ganhou uma injusta reputação de caminhão de categoria inferior, invariavelmente representando a terceira ou quarta opção dos frotistas, depois de Scania, Volvo, Mercedes e em alguns casos até mesmo dos International que também faziam seu debut no Brasil em 1998.

Sua espaçosa cabina tinha origem no EuroCargo, o substituto europeu do Ford Cargo, depois que a Iveco assumiu as operações de caminhões da Ford no Velho Mundo. Com a desejável característica de ser basculável, pela primeira vez num caminhão da marca em solo brasileiro, a cabina do EuroTech escondia o venerável motor Fiat 8210, ajustado para render 370 cv e 1.720 Nm a partir de seus 14 litros, respirando com turbo e intercooler.

Admirado pelos fãs da marca em todo o mundo, o 8210 era um velho conhecido por aqui, tendo iniciado sua jornada no Brasil como força motriz dos Fiat 190. Rendendo 270 cv, o 8210 foi o mais poderoso motor aspirado a equipar um caminhão nacional. Há relatos que sua durabilidade chegava mesmo a ser superior à dos líderes do mercado.

Uma caixa ZF de 16 marchas e um eixo Meritor U180 completavam o trem de força. Um parrudíssimo eixo dianteiro de 8 toneladas somado à ponte traseira de 13 toneladas perfaziam um PBT de dar inveja.

Em meados dos anos 2000, a linha pesada Iveco recebeu uma importante adição com a chegada do primeiro EuroTech  6×4 rodoviário, o 740 E 42TZ, com o motor 8210 mais potente que o Brasil já experimentou, capaz de entregar 420 cv. O modelo mirava no crescente mercado de bitrens, rodotrens e afins, com PBTC de até 74 toneladas.

A partir de 2004, o EuroTech começou a ser aposentado para dar lugar ao Stralis HD, inicialmente importado da Argentina. Seu legado vai ficar marcado na história como o primeiro caminhão pesado rodoviário da Iveco em sua segunda fase brasileira.

 

Entre outros a serem postados, este catálogo foi uma cortesia de nosso amigo Luiz Henrique Ferreira, que enviou também a seguinte mensagem:

“Olá querido amigo,

Meu nome é Luiz Ferreira e sou um apaixonado pelo seu trabalho, faço parte da equipe EAA para ETS 2 e sou apaixonado por tudo o que você faz, em diversos momentos do projeto consultamos seu site para saber determinadas informações sobre os veículos.

Assim como você me ajudou, irei te ajudar com alguns pdfs que não encontrei no site mas que tinha em meu acervo pessoal.

Obrigado por tudo,

 Luiz Ferreira.”

 

Nota: caso não o amigo leitor não conheça, EAA ETS 2 é o Euro Truck Simulator 2, muito popular entre os internautas aficionados por simuladores de caminhões.

 
Luiz Henrique Ferreira

 

“Olá querido amigo, sales

 Meu nome é Luiz Ferreira e sou um apaixonado pelo seu trabalho, nurse faço parte da equipe EAA para ETS 2 e sou apaixonado por tudo o que vc faz, em diversos momentos do projeto consultamos seu site para saber determinadas informações sobre os veículos, Assim como vc me ajudou irei te ajudar com alguns pdfs que não encontrei no site mas que tinha em meu acervo pessoal.
Obrigado por tudo
Luiz Ferreira”

Luiz Henrique Ferreira

 

“Olá querido amigo, try

Meu nome é Luiz Ferreira e sou um apaixonado pelo seu trabalho, viagra faço parte da equipe EAA para ETS 2 e sou apaixonado por tudo o que vc faz, em diversos momentos do projeto consultamos seu site para saber determinadas informações sobre os veículos.
Assim como vc me ajudou irei te ajudar com alguns pdfs que não encontrei no site mas que tinha em meu acervo pessoal.
Obrigado por tudo
Luiz Ferreira”
Nota: caso não o amigo leitor não conheça, a EAA é …… Da mesma forma, ETS 2…..

MB LPS 1520 6X2 AMA 1520 MB-LP-1520-TRUCADO MERCEDES-BENZ-LP-1520-BASCULANTE-TRUCADO-2 MERCEDES-BENZ-LP-1520-BASCULANTE-TRUCADO-3

Nosso amigo Roberto Dias Alvares que sempre nos ajuda na construção deste espaço enviou estas imagens de um já raro Mercedes LP-1520 (ou seria um LPS?), cialis com a seguinte mensagem sobre sua interessante saga:

“Evandro, boa noite.

Hoje me ocorreu algo que vi na internet há algum tempo e que fiz parte da história em 2003.
As fotos que te envio são do mesmo caminhão.
As da versão basculante, eu tirei em um posto de gasolina na cidade de Castro-PR.
As fotos ficaram com baixa qualidade porque foram tiradas por um celular e na época o proprietário disse-me que queria transformá-lo em um cavalo mecânico.
Há algum tempo vi esta versão de MB 1520 no formato de cavalo mecânico e não me atinei que era o mesmo caminhão. A ficha só caiu hoje.
Ficou muito bonito.
Grande abraço,
Roberto.”

Inferno no Asfalto – Scania LKS141

Anuncio do SCANIA LK 6X2

Direto do nosso querido Paraná, ask o amigo e colaborador Roberto Dias Alvares nos envia mais uma de suas saborosas aventuras pelas estradas brasileiras, thumb  desta vez a bordo de um saudoso Scania LKS 141, shop pilotado pelo João Vicente.

O anúncio que ilustra este post também foi mais uma cortesia do Roberto.

 

INFERNO NO ASFALTO
(Scania LKS 141 6×2)
Autor: Roberto Dias Alvares

João Vicente, rapaz honrado,
após dois anos no serviço militar,
já tinha seu destino planejado.
Comprar um caminhão e casar.

Angela, sua namorada,
esperara com paciência.
Sua volta por ela aguardada
sofrendo na sua ausência.

João Vicente guardara dinheiro
para comprar seu caminhão.
Sempre sonhara ser caminhoneiro.
Para isso mostrara determinação.

Com Angela o casamento.
Sonho da moça realizado.
Foram a um estacionamento,
onde o caminhão seria comprado.

Após muita pesquisa,
uma máquina ali parada
João vendo-se pelo pára-brisa
Scania LKS cabine avançada.

O cavalo bem cuidado.
Tinha pouca rodagem.
Caminhão preparado
para enfrentar qualquer viagem.

Fechou ali mesmo o negócio.
Pagou do valor a metade.
O restante no consórcio,
pagaria sem dificuldade.

Saiu ele e a sua amada,
Com a alegria estampada no rosto.
Seguindo feliz pela estrada,
parou para abastecer no posto.

Avisou pelo rádio amador
aos companheiros da estrada,
que tinha mais um trabalhador
no trecho com máquina turbinada.

A noite caiu depressa.
Dormiram dentro do caminhão.
Na cama-leito foi expressa
entre os dois uma louca paixão.

No dia seguinte saiu
procurando carga para levar.
Velho amigo ali viu,
e com ele foi conversar.

Era de seu pai um amigo
que o conhecia desde menino.
Avisou-o sobre perigo,
pois o trecho era cruel e assassino.

Por Antonio carreteiro chamado,
vira muitas coisas nessa vida.
Agora já estava aposentado.
Deixara de lado essa lida.

João Vicente pegou carregamento
para ser levado á Goiás.
Ia pela pista de rolamento.
Seguia dirigindo em paz.

Aquela grande transportadora
pertencia a homem ganancioso.
Político influente, no passado fora.
Tinha negócio ilegal grandioso.

Chamava-se senhor Dirceu
e quase não era visto.
Tinha sob o comando seu
de negócios um império misto.

De maneira clandestina
caminhoneiros tinham de levar
maconha e até cocaína,
no meio da carga pra disfarçar.

Á João Vicente fez a proposta.
Fazer carregamento ilegal.
Acompanhado de guarda-costa,
forte e com cara de mal.

O jovem João Vicente
disse que isso não faria.
O homem ficou descontente.
Achou que o rapaz toparia.

João Vicente rapaz honesto
não aceitaria coisa errada.
Tinha palavra e todo o resto
para ele não importava nada.

O rapaz fez da carga a inspeção
para saber se estava tudo certo.
Viu na carreta de seu caminhão,
grande caixote semi-aberto.

Com embalagens de café disfarçado,
ali no meio bem escondido,
pacotes com um pó esbranquiçado.
Era cocaína, tinha percebido.

Mandou que fosse retirado
aquela caixa com droga ilegal.
O homem mostrou-se zangado.
Olhou pra ele com cara de mal.

Aquele caixote foi retirado.
João Vicente já ia saindo.
Seu velho amigo a seu lado
com ele estava seguindo.

Antonio carreteiro iria
acompanhá-lo naquela jornada.
Estava preocupado se via,
prevendo dificuldades na estrada.

João Vicente dirigia,
e o amigo ia ao lado.
Lá fora, ensolarado dia,
Vários quilômetros tinham rodado.

Olhando pelo retrovisor
aproximava-se caminhão com rapidez.
prevendo situação de terror,
ficou mais atento por sua vez.

O cavalo Scania jacaré ultrapassou
e a um quilômetro á frente,
no meio da pista atravessou.
O que faria João Vicente?

Sem nem a menos pestanejar,
esbarrou no cavalo e seguiu em frente.
A perseguição iria continuar.
Tinha de fazer algo urgente.

João Vicente pegou seu rifle de repetição.
Antonio carreteiro assumiu o volante.
Saiu pela janela do caminhão.
Subiu no reboque baú  em um instante.

No teto do reboque baú rastejando
João Vicente esperou o momento certo.
O cavalo mecânico rápido chegando.
Precisava estar ainda mais perto.

João Vicente em rápido movimento
apontou e disparou com precisão.
O motor do bruto acusou o vazamento
Fez-se ali uma grande explosão.

O cavalo mecânico pelo fogo tomado.
Dois homens saiam apressadamente.
João Vicente ficou preocupado.
“Por que fizeram isso com a gente”?

Antonio carreteiro afirmou:
“Predomina o crime organizado”.
“Dono da transportadora que mandou”.
“Pois fazer o que ele queria foi recusado”.

Ao deixar a carga no destino
João Vicente percebeu algo errado.
Homem com jeito cretino
recebeu o carregamento mal humorado.

João Vicente não conseguia parar.
Mal chegou, outro frete já carregado.
Era só um reboque vazio desengatar
que o outro reboque já estava preparado.

Quis conferir o carregamento de fruta
mas alegaram que tempo não havia.
João Vicente partiu para a luta.
Rodar a noite toda ele precisaria.

Achou aquela atitude estranha
e resolveu parar e verificar.
Pouca distância fora ganha,
O que viu não podia acreditar.

Insuportável era o cheiro
que exalava do furgão.
Tentaram enganar o caminhoneiro
fazendo-o levar aquela podridão.

Á Antonio carreteiro ajuda pediu,
pois não sabia o que fazer.
O velho caminhoneiro decidiu
até a transportadora retroceder.

Só havia um vigilante
pois já estava fechada.
Imobilizaram-no em um instante.
Ao pátio a carreta foi levada.

Haviam reboques parados.
Abriram um a um para verificar.
Um deles estava carregado
com frutas boas para se levar.

Pegou a Nota fiscal
e atrelou o reboque no cavalo.
dirigiu a noite toda até o destino final
sem ninguém para atrapalhá-lo.

Deixou o carregamento de frutas
recebeu o pagamento justo.
Na rodovia, duas máquinas brutas
deram-lhe um grande susto.

Enquanto retornava para o lar,
por dois caminhões perseguido.
Tentaram da estrada tirar.
Mas isso não foi conseguido.

Tentaram bater em seu caminhão
mas ele escapou desta cilada.
Deixou ambos fora de ação,
dando neles uma fechada.

Tendo chegado ao seu lar.
Recebido com beijo apaixonado.
Após delicioso jantar,
ambos dormiram abraçados.

Já era início da madrugada,
um barulho assustador.
Bola de fogo jogada,
verdadeira cena de horror.

Garrafas de gasolina
explodiram dentro da residência.
Ele protegeria sua menina,
mesmo sozinho imporia resistência.

A porta estava sendo forçada.
O rifle estava no caminhão.
Se ela fosse derrubada,
Usaria como arma a sua mão.

Escondeu a esposa no banheiro.
Faca de cozinha para defesa.
O que faria o caminhoneiro?
Usaria sua coragem e destreza.

A porta foi derrubada
entraram quatro mascarados.
Escuridão, não se via nada
Um dos bandidos foi nocauteado.

Desferiu soco violento
Jogando adversário no chão.
Viu outros três nesse momento
corriam em sua direção.

Entrou em luta corporal.
Pelos homens foi agarrado.
Um deles sacou um punhal
para nele ter alvejado.

Enquanto por dois era agarrado,
iria alvejá-lo o terceiro.
Nos dois agressores apoiado,
acertou um pontapé certeiro.

O agressor caiu no chão.
O punhal fincado na parede da sala.
dos dois outros sofreu agressão.
Procuravam a esposa para pegá-la.

João Vicente ao ser chutado,
segurou a perna do seu agressor.
Virou-a violentamente para o lado,
causando no homem muita dor.

Correu atrás do outro invasor
que agarrara sua amada.
Usando todo seu vigor,
foi um festival de pancada.

Vendo a esposa chorando
descontou no malfeitor sua ira.
Ela agredida, boca sangrando.
Violento soco no homem desferira.

Telefonou para o delegado
contando o que aconteceu.
Homem da lei mas subornado
Após uma hora apareceu.

O delegado disse a João
que era melhor esquecer aquilo.
Para sua estupefação,
homem da lei tentava dissuadí-lo.

João disse que iria registrar queixa
levaria sua esposa ao hospital.
Uma coisa dessas não se deixa.
Seria um prêmio a quem faz o mal.

manhã seguinte na delegacia
nenhum dos homens detidos.
Não acreditou no que via.
Advogado e juiz liberaram bandidos.

João Vicente percebeu então
o quanto Dirceu era poderoso.
De crime comandava organização.
Era um homem tenebroso.

João começou a pensar
Falando com cada caminhoneiro
Não podiam aceitar,
serem explorados o tempo inteiro.

Caminhoneiros começaram a se negar
fazer transporte de coisas ilegais.
Dirceu não poderia tolerar
audácia e atrevimento de um rapaz.

João queria tirar a esposa da cidade.
Com alguém grande havia mexido.
Para conseguir frete tinha dificuldade.
Por Dirceu, sabia, era perseguido.

As transportadoras menores
temiam aquele homem inescrupuloso.
Seus proprietários não eram melhores
não desobedeciam homem temeroso.

João viu-se em dificuldade.
Como pagaria a prestação?
Conseguir frete a necessidade,
ou ficaria sem seu caminhão.

Foi para outro Estado,
buscar frete para o transporte.
Conseguiu voltar carregado
e nisso teve muita sorte.

Procurou a Corregedoria,
Comandante da polícia Federal.
Contou tudo o que sabia
e que Dirceu era um homem mal.

O Comandante fez afirmação,
que deixou João animado.
Dirceu já era alvo de investigação.
Em breve ele seria apanhado.

O Comandante pediu sigilo
para não prejudicar a investigação.
João ficou contente ouvindo aquilo.
Seria alívio Dirceu indo para prisão.

Dirceu, homem cruel
vendo em João Vicente, ameaça.
Temendo tornar-se réu,
jurou que acabaria com sua raça.

Aproveitando sua ausência
Homens foram a sua casa de surpresa.
Sem a esposa dar a anuência
entraram com extrema rudeza.

Agrediram sua esposa,
que estava no início da gravidez.
Dirceu, ardiloso como uma raposa
achou que triunfaria desta vez.

Quando João recebeu a notícia
que sua esposa estava no hospital.
Nem pensou em chamar a polícia.
Resolveria esta situação afinal.

A sua esposa felizmente,
não perdera a criança.
Mas João, de ódio doente,
queria a qualquer custo vingança.

Foi até a sede da empresa.
De Dirceu o quartel general.
Certamente não haveria surpresa.
Bem informado aquele homem mal.

Duzentos quilômetros rodaria
até chegar àquele castelo envidraçado.
João Vicente não imaginava o que faria,
Mas sentia que DEUS estava a seu lado.

Já era noite escura
quando João chegou ao portão.
Parado em frente àquela altura,
Tinha de tomar sua decisão.

Á entrada da empresa
seguranças bem armados.
João Vicente não teve certeza
se seu plano deveria ser continuado.

Mas agora não tinha volta.
Lembrou o que fizera Dirceu.
Freio do bruto ele solta,
com fúria, seu cavalo correu.

Pelo retrovisor ainda viu
sirenes e giroflex ligados.
A marcha não diminuiu.
Com o impacto, o portão derrubado.

Uma seqüência de disparos
Não intimidou João Vicente.
Dirceu pagaria bem caro
e disso estava consciente.

Á frente da empresa pode ver
de vidro, um imenso painel.
Símbolo  de Dirceu e seu poder.
Sentiu na boca gosto amargo de fel.

Uma rampa até o painel
subiu seu cavalo de aço.
Saltou, cruzando o céu.
Painel de vidro em pedaços.

Semi-destruído seu caminhão.
Ele estava bem machucado.
Ouvia sirenes vindo em sua direção.
De repente ficou desacordado.

Quando despertou no hospital,
todos os caminhoneiros da região.
Fizeram um dia de parada total.
Não circulou nenhum caminhão.

Ficou sabendo por seu amigo
que Dirceu, na empresa fora preso.
Provas mostravam ser ele um bandido
manipulando trabalhador indefeso.

Muitos caminhoneiros de testemunha
contaram ser pressionados a transportar.
Em meio á carga, droga ele punha.
E esse carregamento tinham de levar.

Com Dirceu na prisão
os caminhoneiros tiveram paz.
Acabou sendo a sua libertação
graças ao corajoso rapaz.

A esposa de João
deu á luz belo menino.
O seguro pagou seu caminhão
e na estrada seguiu seu destino.

Caminhoneiro Prisioneiro – Fiat 190 H 6×2

VENEZA 1 VENEZA 2

Produzida entre a segunda metade dos anos setenta até o começo da década seguinte, doctor a carroçaria Veneza II era o carro-chefe da Marcopolo no segmento de ônibus urbanos, encontrando usuários por todo o país. Entre seus principais concorrentes figuravam carroçarias como Caio Gabriela e Ciferal Urbano.
Fiat 190 PR

Nosso amigo Roberto Dias Alvares nos presenteou com mais um de seus saborosos textos. Neste, check com saudoso Fiat 190 H de coadjuvante, thumb o autor mescla “escravidão, futebol, e claro uma pitada de romance”.

Para ilustrar a crônica, nada melhor que uma imagem do próprio Fiat, de autoria do próprio Roberto, clicado “em uma manhã fria em Ubiratã, oeste do Paraná”.

Obrigado, Roberto!

 

CAMINHONEIRO PRISIONEIRO
FIAT 190 H 6×2

Acordo cedo lavo o rosto.
Tomo um pingado com pão.
Abasteço meu bruto no posto
e vou cumprir minha missão.

Sou um honesto caminhoneiro.
Na estrada vivo muitas aventuras.
Cada pedaço desse solo brasileiro
Ando sem fazer loucuras.

Na rodovia meu estradeiro,
Cavalo FIAT cento e noventa
leva-me pelo Brasil inteiro.
Nele, só mulher bonita senta.

Alegrias o trecho me proporciona.
É a estrada que me sustenta.
Viajando, a coragem vem a tona,
a bordo do FIAT turbo cento e noventa.

Sou um lobo solitário
rasgando o dia ou a noite.
Faço meu próprio salário.
No cavalo chego o açoite.

O bruto responde no ato
Pondo-se em desabalada carreira.
Sou bom caminhoneiro de fato
levando progresso da Nação brasileira.

Meu reboque basculante,
anda com a caçamba cheia.
Este solitário viajante,
ganha a vida transportando areia.

Feita a apresentação
ao caro amigo leitor,
minha e de meu caminhão.
Contarei fato assustador.

Saí do porto areeiro
trinta toneladas tracionando.
Distante rincão brasileiro,
este carregamento levando.

Em grande propriedade rural
feita imensa construção.
Para mim uma viagem normal.
Dirigindo feliz meu caminhão.

No dia seguinte chegaria.
Já pensava no que fazer depois.
Na marca dos oitenta seguia,
Meu FIAT turbo seis por dois.

Cheguei na entrada da fazenda.
Estrada até lá bem conservada.
Teria nesse frete boa renda.
Dois homens armados na entrada.

Pediram identificação.
Falei do carregamento de areia.
Abriram um grande portão.
Sujeitos olhavam com cara feia.

Fui ao local da construção.
Lá havia um encarregado.
Parei ali meu caminhão.
Aguardei até ser chamado.

Também estava armado,
falou apenas o necessário.
Onde deveria ser descarregado,
naquele espaço agrário.

Observei bem o terreno
para não ter risco de tombamento.
Estava tranquilo, sereno,
quando acionei o equipamento.

Terminei de descarregar a areia
e fui conversar com administrador.
Já era meio dia e meia.
Pensava no almoço este trabalhador.

O capataz e administrador
era um homem mal encarado.
Tinha cara de matador,
e um caráter dissimulado.

Fui encaminhado a um refeitório
onde trabalhadores abatidos
comiam, mas era notório,
em más condições eram mantidos.

De um grupo deles sentei junto,
e comecei a me alimentar.
tentei com eles puxar assunto,
mas não queriam ou podiam falar.

Quando terminou o almoço,
fui conversar sobre o pagamento.
O administrador mostrou-se grosso,
e me vi cercado naquele momento.

Não entendendo o que acontecia
Quis conversar com o capataz.
Ele disse-me sem euforia,
que de lá não sairia mais.

Dei dois passos para trás,
e virei-me para ir embora.
não tinha como fugir mais.
O que eu faria agora?

Homens bem armados
impediram minha saída.
Cercado por todos os lados,
Vi a situação comprometida.

Impediram minha partida
ele falou sem rodeio:
“Trabalharia por comida”
e banho pra manter o asseio.

Naquele momento entendi
que usavam trabalho escravo.
Nos trabalhadores, desânimo vi,
Um dos homens empurrou-me bravo.

Levou-me ao caminhão
e lá assumi o volante.
Reagir seria em vão.
A cidade estava distante.

Homem armado e forte
a bordo entrou também.
Contava somente com sorte,
mas não conseguiria ir além.

O meu trabalho ali era
transportar a safra á cooperativa.
Dentro do caminhão ficava a espera.
Dois homens faziam ameaça viva.

Um deles ia a meu lado
outro com revólver atrás.
Dirigia meu cavalo trucado
e no volante sentia uma paz.

Tentei fazer amizade
com outros trabalhadores.
Jovens e com mais idade.
Rosto sofrido daqueles senhores.

Assim conheci o Zoca-Cola
Edson Capilé, Coutinho e Andrada.
Mauro, Gilmar, Zeto, Dalmo Angola
Limengalvio, Pepi e o  Dorvet Salada

No domingo era o único dia
ao descanso dedicado
Á tarde sempre havia,
Jogo de futebol disputado.

Jogavam com simplicidade
alguns até tinham talento.
Raro momento de felicidade
dava a todos um alento.

Só então víamos o proprietário,
do jogo de futebol era afeito.
Observei esse fato extraordinário
e pensei que poderia tirar proveito.

Era o Senhor Armando
Parecia culto e educado.
Quem o visse conversando
não imaginava que agia errado.

Enquanto o bruto era carregado,
procurei aproximar-me do fazendeiro.
Para conversar, o chamei de lado,
demonstrou interesse verdadeiro.

Fiz a seguinte proposta:
Um jogo de futebol a ser realizado
De seus peões, era a minha aposta,
contra os trabalhadores escravizados.

Ele ficou de pensar com carinho.
Vi que ficou sensibilizado.
Neste plano não estava sozinho,
tinha os trabalhadores do meu lado.

A ideia era usar a partida
para servir como distração.
Se a fuga fosse bem sucedida
Deixaríamos aquela escravidão.

Voltei para o cavalo mecânico
levando a colheita para a cidade.
O trabalho era dinâmico,
feito com pouca dificuldade.

Quando ia até a cidade
era sempre acompanhado.
Privavam minha liberdade
Só era livre no meu trucado.

Naquela cidade pequena
Povo simples e humildade.
Tratava-se de gente serena
Usando trabalho contra a dificuldade.

O fazendeiro veio então
conversar comigo certo dia.
Disse que uma grande multidão
ao jogo presenciaria.

O capataz e administrador
do time, era o capitão.
Considerado bom jogador.
Perder, não admitia não.

Todos os seus comandados
Obedeciam a ele cegamente.
Era o grupo de homens armados,
que faziam parte do time atualmente.

Toda a comunidade
viria na fazenda ver o jogo.
O fazendeiro na verdade
queria por na disputa fogo.

Argumentei que precisaria
Tempo maior para treinar.
Homens trabalhavam todo o dia.
Teriam que melhor se alimentar.

Fazia quatro viagens por dia
levando de cereais uma imensidão.
No caminhão eu dormia,
mas não deixavam a chave de ignição.

Quando era noite estrelada
vidros abertos deixava.
Noite chuvosa ou enluarada,
admirando-a eu ficava.

Era curto o trajeto,
vinte quilômetros somente.
Poucas curvas quase reto.
O caminhão seguia tranquilamente.

Chegava a ser tedioso
aquele caminho sempre igual.
Um caminhão vigoroso,
fazendo trabalho tão banal.

Durante a curta viagem
puxava sempre uma prosa.
Tentando usar a malandragem
mas de maneira melindrosa.

Falava de futebol com estes malfeitores.
Aos poucos a conversa foi se estendendo.
Não esperava deles favores
mas  ganhar confiança estava querendo.

Aos poucos acabei por descobrir
que eram muito exigidos.
Vencer tinham sempre que conseguir.
ou eram pelo capataz agredidos.

Durante o dia trabalhando na terra
e a tarde fazíamos um treino puxado.
Percebi que o jogo seria uma guerra,
O time teria de estar bem preparado.

Sempre fui bom motorista,
dirigindo meu caminhão.
Nos treinos era meio campista.
Esta era a minha posição.

Tivemos a felicidade
Conversando com um trabalhador.
Um homem de avançada idade
Já fora de futebol, treinador.

Prontificou-se a dar orientação
baseado na sua experiência.
Não venceríamos sem dedicação
disso também tinha ciência.

O time deles jogava junto
tinham bom entrosamento.
Com meus passageiros puxando assunto
contaram como era o treinamento.

Jogavam com times da região
Muitos anos de invencibilidade.
O capataz era técnico e capitão.
A vitória era a grande prioridade.

Os dois homens saíram do caminhão
me deixando sozinho na boleia.
pensei em fugir mas mudei de opinião,
esta não era a melhor ideia.

Mesmo que tivesse conseguido,
deixaria meus amigos para traz.
E eles estariam perdidos.
Disso eu não era capaz.

Um trabalhador no vestiário
uma rota de fuga descobriu.
Uma porta atrás do armário,
um túnel ele ali viu.

Este túnel terminava,
do lado de fora da propriedade.
Era a solução que faltava
para conseguirmos nossa liberdade.

Este túnel não fora descoberto
porque o dono jamais imaginaria
que alguém no momento certo
um dia o encontraria.

Seria usado pelo patrão
se fosse tudo descoberto.
Para da polícia fazer evasão,
tinha um caminho de fuga certo.

Havíamos combinado
que no intervalo iríamos fugir.
Independente do resultado.
Aproveitaríamos para partir.

O caminhão ficaria parado
final do túnel na saída.
Quando tivéssemos escapado
No FIAT Turbo seria a partida.

Todos os trabalhadores engajados
até os que não iriam jogar.
Ao grupo seriam integrados.
Afinal, pra trás ninguém iria ficar.

O patrão tinha uma filha
que me olhava diferente.
De Deus uma maravilha.
Mexia com minha mente.

Menina muito bonita
com jeito meigo e delicado.
Chamava-se Maria Rita.
Lançou-me olhar apaixonado.

Quando o administrador viu
Ela me olhando, eu olhando pra ela,
o sangue dele subiu.
Ele estava de olho nela.

Com olhar cheio de ira
Disse-me: “Ela não é pro seu bico”.
“Os olhos dela você tira,
pois é filha de um homem rico”.

Por ele isso foi dito.
Eu fiquei na minha.
Ele queria ganhar no grito
o amor da sinhazinha.

Parei de olhar para a moça.
Ela estranhou minha atitude.
Eu que não era trouxa
prezava pela minha saúde.

Mas não teve jeito,
ela veio conversar comigo.
Chegou bem perto do meu peito.
Disse-lhe que eu corria perigo.

Contei-lhe que o capataz
havia me ameaçado.
O seu nome era Brás.
Ele ficou ainda mais irado.

A jovem chamou sua atenção.
Fez-lhe até uma ameaça,
Contaria a seu pai, o patrão,
e que acabaria com sua raça.

Brás conteve a irritação,
mas o ódio transparecia.
Piorara minha situação.
Ele certamente se vingaria.

Conversou com seus subordinados
que acompanhavam-me na cabina.
Eram homens malvados,
com índole violenta e assassina.

A viagem para a cidade
com o possante carregado.
Puxei assunto e na verdade
Eles permaneceram calados.

Retornando com o bruto vazio
Um dos homens disse: “Para”.
Estávamos próximos de um rio.
Tentou dar um soco na minha cara.

Já fora do caminhão,
partiram pra cima com violência.
Consegui evitar a agressão.
Eu era de paz só na aparência.

Esquivei-me rapidamente
Ele tentou me chutar.
Seu pé passou a minha frente
mas não conseguiu me acertar.

O outro homem como louco
Tentou me imobilizar.
O primeiro deu-me um soco
desviei e ao outro acabou por acertar.

Revidei a agressão.
Eles se viram surpreendidos.
Um soco, joguei outro no chão.
Estavam ambos caídos.

Ali parado meu FIAT cara chata.
e eu em completa ação.
Dei em um deles uma gravata.
O outro segurava revolver na mão.

Naquela briga houve de tudo.
Peguei o revólver do imobilizado.
Usando ele como escudo
Para o outro o 38 foi apontado.

Mandei jogar a arma no rio
ou apertaria mais seu pescoço.
O revólver dentro da água sumiu.
O rio formava ali um grande poço.

A arma na minha mão
joguei também dentro do rio.
Empurrei o homem para o chão
e com um soco ele dormiu.

O outro homem assustado
Veio em minha direção.
Logo ele foi derrubado.
Potente soco e foi ao chão.

Os dois homens desacordados
na caçamba eu joguei.
Todos olharam admirados,
quando na fazenda eu os tirei.

O capataz com homens armados
a jovem e seu pai, o patrão.
Todos olharam-me admirados,
Vendo os dois homens no chão.

O proprietário queria saber
o significado daquilo.
O administrador, sem entender
e eu ali bem tranquilo.

Foram para a enfermaria.
Eu tinha apenas um arranhão.
O capataz não acreditava no que via.
Aumentou o ódio em seu coração.

A moça  falou desesperada
para seu pai mandá-lo embora.
A decisão por ele tomada.
Não iria pô-lo pra fora.

A minha situação contudo
acabou ficando melhor.
O administrador ouviu mudo
Se algo me acontecesse pra ele seria pior.

O dia do jogo se aproximava.
Aproximava-se também a filha do patrão.
Ela no fundo me desejava
e eu por ela também tinha atração.

Com seu pai não concordava
Fazendo uso da escravidão.
As vezes ela argumentava,
mas dele não havia aceitação.

Aumentava mais meu desejo
de fugir e com ela estar a sós.
Certo dia dei-lhe um beijo
Fez explodir o amor entre nós.

Nossos encontros eram escondidos
enquanto o caminhão era carregado.
Excitavam-nos as situações de perigos.
Eram rápidos pra ninguém ficar desconfiado.

O dia do jogo se aproximava.
Nosso time bem preparado.
Chance de fuga me animava.
Mas o coração estava apaixonado.

Encontrei o proprietário
e lhe fiz outro pedido.
Não era nada de extraordinário.
Se uniforme podia ser conseguido.

Ele falou que quando eu fosse á cidade
providenciasse o fardamento.
O pessoal ficaria feliz de verdade
pois não tínhamos nada até o momento.

Dei partida no FIAT cento e noventa.
No bruto nunca dei tranco.
Loja de esportiva vestimenta.
Comprei uniforme todo branco.

Quando daquela loja saí
os dois homens no caminhão.
Estacionado próximo ví
Um carro de outra região.

Este automóvel de fora,
cidade de outro Estado.
Antes dele ir embora
um bilhete por mim foi jogado.

O bilhete caiu no banco traseiro.
Contava com a sorte de ser lido.
Falava de grupo de homens prisioneiro
em uma fazenda era mantido.

Quem sabe a divina providência
viesse em meu auxílio.
Se alguém tomasse do fato ciência,
terminaria de todos o exílio.

Camisas, meias, calções, completo
vários pares de chuteiras havia.
Na fazenda, pro alojamento fui direto
Ao verem sentiram grande alegria.

Entre eu e a filha do patrão
encontros eram mais frequentes.
Do capataz diminuiu a perseguição.
Namorávamos naquelas tardes quentes.

No sábado nos encontramos.
Meu coração estava apertado.
Bons momentos nós passamos,
mas ela achou-me chateado.

Viu a minha tristeza
misturada com preocupação.
Perguntou-me com delicadeza
o que afligia meu coração.

Eu nada podia contar
pois poria em risco a evasão.
Ela insistiu pra eu falar,
mas controlei a emoção.

Falei a ela de meu amor.
Que conquistara meu coração.
Eu que sempre fora namorador,
Nutria por ela verdadeira paixão.

Fim de tarde, a noite chegou.
Brilhavam estrelas na escuridão.
Na cabine leito ela ficou,
Passamos a noite no caminhão.

Ela dormiu em meus braços.
No sofá cama da cabine leito.
Trocamos beijos e abraços,
mas mantive por ela o respeito.

Quando acordei no outro dia
No céu o sol estava brilhante.
Ao meu lado, ela eu não mais via.
O coração leve e a alma radiante.

Levei o meu cavalo trucado
de volta para a sede da fazenda.
Lá deixei o bruto estacionado.
A fuga seria por difícil senda.

Um domingo ensolarado
prenunciava um dia ideal.
O jogo a tarde realizado
Fugiríamos dali afinal.

Aos companheiros me juntei.
Estranharam minha ausência.
Onde estava não falei.
Pedi concentração e paciência.

Por volta das catorze horas
Começou a chegar o povo da cidade.
Trajes esporte ou com botas e esporas
De gente era uma enormidade.

Encheram as arquibancadas
e muita gente esperando de pé.
Servidas as pessoas recém chegadas
tinha refrigerante, leite, bolo e café.

Iríamos tentar a vitória,
mas fugir era a grande conquista.
Muitos começariam nova história
fugindo dali sem deixar pista.

Entre os torcedores eu via
pessoas simples da região.
Mas alguns homens havia
que eu nunca vira na povoação.

Como era uma pequena cidade,
os rostos tornaram-se familiares.
Homens bem vestidos na verdade
em torno do campo estavam aos pares.

Não era nenhum dos capangas
Pois a maioria deles iria jogar.
Naquele calor, camisas de mangas,
estavam vigilantes e tudo a observar.

Pareciam homens duros.
Bem vestidos, caras de mau.
Usavam óculos escuros
e trajavam roupa social.

Lá dentro do vestiário
Estava tudo preparado.
Em campo, não éramos páreo.
O importante era ter escapado.

Quando adentrou o gramado
o time da fazenda primeiro.
Pela torcida foi vaiado
Assustando o fazendeiro.

Todo negro o fardamento
Sentiam-se senhores da situação.
Entramos naquele momento
e da torcida grande ovação.

Os torcedores tomaram partido
iriam torcer para nossa equipe.
Espontaneamente foi decidido.
Insensível não há quem fique.

Com a camisa dez nas costas
eu estava bastante animado.
Na torcida faziam apostas,
Time do fazendeiro o mais cotado.

Ás dezesseis horas o jogo iniciado
ainda buscávamos posicionamento.
Pelo time da fazenda foi marcado
da partida o primeiro tento.

Chamei de todos a atenção,
pra jogarmos com seriedade.
A torcida da povoação,
esperava de nós dignidade.

Pensando em ter facilidade
o time da fazenda se surpreendeu.
Jogando com naturalidade
o nosso futebol apareceu.

Levamos o segundo tento
quando estávamos para empatar.
Da arquibancada som barulhento.
A torcida queria nos empurrar.

Torcia pra seu time, o fazendeiro.
Sua filha torcia para o time oposto.
A cada lance eu via o desespero
estampado em cada rosto.

O terceiro gol arrefeceu
o ânimo da torcida.
A arquibancada emudeceu.
O golpe foi por ela sentida.

O primeiro tempo chegando ao final.
Peguei a bola e driblei seis jogadores.
Na saída do goleiro, toque magistral.
Golaço e vibração dos torcedores.

Olhei para a filha do patrão
De seus lábios leve sorriso.
Ela conteve a emoção.
Perto de seu pai era preciso.

Fiz belo lançamento,
Edson Capilé foi derrubado.
Juiz deu inexistente impedimento
e o pênalti não foi marcado.

É bom que fique claro
que o trio de arbitragem
suborno cobraram caro.
Nos roubavam na malandragem.

A torcida voltou a vibrar
quando terminou a primeira etapa.
No vestiário fui o ultimo a entrar
A liberdade desta vez não escapa.

Ouve uma troca de olhares
Ela pressentiu algo diferente.
No vestiário em meio a meus pares
Maria Rita entrou de repente.

Queria saber o que acontecia
Quando viu túnel atrás do armário.
Disse que o grupo fugiria,
Este fora nosso objetivo diário.

Disse a ela que minha vontade
era ficar, por ela e pra terminar a partida.
Sabia que era só eu na verdade
a pensar desta forma suicida.

Os homens ficaram assustados
com a presença de Maria Rita ali.
Os capangas seriam avisados
Pus-me a frente dela e a defendi.

Ela disse que nada contaria
e pediu-me para ficar.
Desapontá-la eu não conseguiria.
As consequências iria enfrentar.

Entreguei a chave do caminhão.
Um deles, o Andrada sabia dirigir.
O que fazia, não tinha noção.
Eles tinham que logo dali partir.

Pedi a ela que voltasse
e de seu pai ficasse perto.
Pois se desconfiado ficasse,
descobriria tudo por certo.

Maria Rita fez o que eu pedi.
Amigos no túnel tinham entrado.
Sozinho para o gramado subi,
Pensando se teriam escapado.

O capataz veio em minha direção,
perguntando onde estavam os demais.
Disse que logo o meu esquadrão
voltaria para tirar-lhe a paz.

Vinte minutos já transcorridos
Certamente já teriam escapado.
Assustei quando vi meus amigos
vindo do vestiário para o gramado,

Olhei para eles, espantado.
O que aconteceu, não sabia bem.
O técnico falou emocionado:
” Você fica e nós ficamos também”.

Olhei para minha princesa
ela chorava de emoção.
Disse a eles: “tenham certeza,
neste jogo daremos o coração”.

A torcida impaciente
Vibrou com o recomeço do jogo.
Nosso time mais presente,
fez a partida pegar fogo.

Eles vinham para atacar.
nosso time se defendia.
Conseguíamos nos safar
e para o gol a gente partia.

Marcamos o segundo tento
foi meu amigo Zoca Cola.
Aproveitou o cruzamento
e meteu a cabeça na bola.

O time do fazendeiro
começou a apelar.
O capataz matreiro
batia sem parar.

O juiz era conivente
e estava vendido.
Isso não pararia a gente
e o empate foi conseguido.

Consegui entrar na área
Driblei também o goleiro.
Com disposição extraordinária,
toquei, gol de Mauro Pinheiro.

O jogo estava empatado
sentia-se no ar a pressão.
O capataz inconformado
gritava e pedia disposição.

O jogo chegando ao final
Faltava um minuto somente.
A atenção era total,
Apreensão daquela gente.

Para nós um escanteio
Havia esta ultima chance.
Fiquei ali pelo meio,
Tentando aproveitar o lance.

Escanteio batido, bola afastada,
fiquei na área parado.
A pelota no pé do Andrada.
o lançamento efetuado.

De costas para a meta
matei a bola no peito.
Dei uma linda bicicleta,
Ela entrou no ângulo direito.

A torcida não se segurou
e invadiu o gramado.
Minha amada comemorou,
mesmo tendo o pai a seu lado.

Com aquela invasão,
era possível tentar fugir.
Foi grande a confusão.
Nossa fuga tentariam impedir.

Os capangas bem armados
Não sabiam a quem perseguir.
Estavam desesperados,
não sabiam como agir.

Mesmo assim foi pego
um dos nossos amigos.
Deram-lhe um achego
e o levaram a um dos abrigos.

Fui correndo até o local.
O capataz vinha com arma na mão.
Aproximou-se com cara de mau.
Se aproveitaria da situação.

Apontou a arma pra atirar
mas foi de repente surpreendido.
Um homem com autoridade no olhar
armado, disse que estava detido.

Outros homens no gramado
faziam dos capangas a prisão.
Um deles identificou-se como delegado
e comandava toda a operação.

Em meio aquela comemoração
Maria Rita disse que seu pai sumira.
Vendo de seus capangas a prisão,
provavelmente ele fugira.

As pessoas ali presentes
perceberam algo de errado.
Alguns homens diferentes,
tinham aos capangas desarmado.

Aproximei-me do policial
homem dos mais altivos.
Disse ser da Polícia Federal
E que viera libertar os cativos.

Procurou o fazendeiro em vão,
pois seria detido e averiguado.
Acusado de escravidão,
manter pessoas em cárcere privado.

Maria Rita quis assumir responsabilidade.
Disse não ser ela, ao delegado.
Prender o fazendeiro era necessidade.
De muitos crimes seria acusado.

As pessoas da cidade partiram.
Fazendeiro procurado nesse intervalo.
Do campo todos saíram.
Fui buscar meu potente cavalo.

Peguei a chave de ignição,
boa distância tive de andar.
Entrei no meu caminhão,
e pus ele para rodar.

Eu o trouxe até o celeiro.
Ali presos capangas e o capataz.
Eis que foi pego o fazendeiro
na caçamba, escondido lá atrás.

O delegado descobriu
tendo subido lá para olhar.
Dentro da caçamba então viu
o fazendeiro que se pôs a chorar.

Maria Rita ficou chateada.
Ver seu pai naquela situação.
Mas não poderia fazer nada
Pelo que fez iria para prisão.

Ao Delegado da Polícia Federal,
perguntei como tinham descoberto
que havia escravos naquele local
e chegarem no momento certo?

Assim respondeu-me o delegado
após prender o fazendeiro:
“Dentro de carro bilhete encontrado
indicando o lugar e seu paradeiro”.

A polícia Federal na investigação
filmara o local denunciado.
Constatara que havia escravidão
e pessoas em cárcere privado.

Esperaram a melhor ocasião.
Souberam do jogo que haveria.
Misturaram-se com a multidão.
O melhor momento ali aconteceria.

Maria Rita tomou as rédeas da situação.
Os erros de seu pai, ela corrigiria.
Pagaria aos cativos indenização.
Quem ficasse ela contrataria.

Eu fiquei ao lado dela
até tudo ser resolvido
Depois fiz um pedido a ela:
“Se me aceitava por marido”?

A maioria dos escravizados
preferiram ficar no lugar.
Foram todos registrados
com dignidade trabalhar.

Que viagem mais bonita.
No caminhão sentia-me no céu.
Ia comigo Maria Rita.
Viajamos em lua de mel.

A história termina assim:
Um belo final feliz.
A felicidade junto a mim
porque meu amor ela quis.

Da escravidão fui liberto,
mas ficou prisioneiro meu coração.
Este caminhoneiro de nome Roberto
tornou-se escravo da paixão.

Autor: Roberto Dias Alvares.

 

 

Travessia Perigosa – Cavalo Mecânico MAN 29-440 6×4

22-160 1986 01 22-160 1986 02 22-160 1986 03 22-160 1986 04 22-160 1986 05 22-160 1986 06 22-160 1986 07 22-160 1986 08 22-160 1986 09

Lançado em 1985 para substituir o Dodge E-21 no mercado canavieiro, sovaldi sale o VW 22.160 mantinha o mesmo esquema de tração 6×4 em tempo parcial, com caixa de transferência ZF, aliada à transmissão Clark CL-450 e ao motor Dodge 318 a etanol, de 5,2 litros e 158 cv.

Quando o modelo foi introduzido, no entanto, o Proálcool já dava sinais de entrar em declínio, sobretudo na propulsão da safra canavieira. A prova disso é que o 22.160 só durou três temporadas, vindo a desaparecer do catálogo da VW Caminhões depois de 1987, com apenas 597 unidades em seu currículo. A maioria dos que restaram tiveram seus V8 descartados, em prol do bom e velho MWM D-229-6, usado nos demais modelos médios e semipesados da marca de São Bernardo do Campo.

Este belo e completo catálogo foi mais uma cortesia do amigo Fernando Luiz de Araújo.

 
22-160 1986 01 22-160 1986 02 22-160 1986 03 22-160 1986 04 22-160 1986 05 22-160 1986 06 22-160 1986 07 22-160 1986 08 22-160 1986 09

Lançado em 1985 para substituir o Dodge E-21 no mercado canavieiro, capsule o VW 22.160 mantinha o mesmo esquema de tração 6×4 em tempo parcial, viagra com caixa de transferência ZF, sale  aliada à transmissão Clark CL-450 e ao motor Dodge 318 a etanol, de 5,2 litros e 158 cv.

Quando o modelo foi introduzido, no entanto, o Proálcool já dava sinais de entrar em declínio, sobretudo na propulsão da safra canavieira. A prova disso é que o 22.160 só durou três temporadas, vindo a desaparecer do catálogo da VW Caminhões depois de 1987, com apenas 597 unidades em seu currículo. A maioria dos que restaram tiveram seus V8 descartados, em prol do bom e velho MWM D-229-6, usado nos demais modelos médios e semipesados da marca de São Bernardo do Campo.

Este belo e completo catálogo foi mais uma cortesia do amigo Fernando Luiz de Araújo.

 
22-160 1986 01 22-160 1986 02 22-160 1986 03 22-160 1986 04 22-160 1986 05 22-160 1986 06 22-160 1986 07 22-160 1986 08 22-160 1986 09

Lançado em 1985 para substituir o Dodge E-21 no mercado canavieiro, viagra
o VW 22.160 mantinha o mesmo esquema de tração 6×4 em tempo parcial, sildenafil com caixa de transferência ZF, search  aliada à transmissão Clark CL-450 e ao motor Dodge 318 a etanol, de 5,2 litros e 158 cv.

Quando o modelo foi introduzido, no entanto, o Proálcool já dava sinais de entrar em declínio, sobretudo na propulsão da safra canavieira. A prova disso é que o 22.160 só durou três temporadas, vindo a desaparecer do catálogo da VW Caminhões depois de 1987, com apenas 597 unidades em seu currículo. A maioria dos que restaram tiveram seus V8 descartados, em prol do bom e velho MWM D-229-6, usado nos demais modelos médios e semipesados da marca de São Bernardo do Campo.

Este belo e completo catálogo foi mais uma cortesia do amigo Fernando Luiz de Araújo.

 
MAN TGX

Nosso amigo colaborador Roberto Dias Alvares, advice rx do Paraná, illness nos enviou mais uma de suas saborosas aventuras com caminhões pelas estradas brasileiras. Junto com o texto, mind o Roberto nos enviou a seguinte mensagem:

“Evandro, boa noite.
Estou enviando uma nova estória da estrada intitulada Travessia Perigosa, usando como pano de fundo a enchente do Rio Madeira que afligiu e aflige a região Norte e principalmente o Estado do Acre.
Espero que goste.
Grande abraço,
Roberto.”

 

TRAVESSIA PERIGOSA
Cavalo Mecânico MAN 29-440. 6×4

Aquela era uma manhã
úmida, enevoada e cinzenta.
Dirigindo meu caminhão MAN
vinte nove quatrocentos e quarenta.

A noite fora chuvosa,
saí do Rio Grande do Sul.
Levando carne, carga preciosa,
Dois reboques, carreta baú.

Cavalo mecânico traçado,
carretas protegidas por lacre.
O carregamento seria levado
ao longínquo Estado do Acre.

Passei por Santa Catarina
e a chuva caia persistente.
Ora forte, ora garoa fina,
O caminhão seguia em frente.

A cabine muito espaçosa,
tornava a viagem produtiva.
Mesmo naquela pista chuvosa
fazia uma condução precisa.

Cavalo e carreta, o conjunto
estavam colados no chão.
No PX pondo em dia o assunto,
conversando com colega de profissão.

Passando pelo Paraná,
a chuva continuava sem parar.
No destino, até chegar lá
tinha muito asfalto para rodar.

No PX e pela televisão,
notícias da meteorologia brasileira.
O norte e toda a região,
sofriam com enchente do Rio Madeira.

Estradas alagadas
impediam a passagem.
Mesmo não estando interditadas,
não era possível seguir viagem.

Eu seguia esperançoso
que a chuva diminuísse.
Teria de ser corajoso,
se passar eu conseguisse.

Para o Acre, principal ligação,
quatro pontos de alagamento.
Como passaria com caminhão?
Pensava nisso no momento.

Nas paradas para descansar,
conversava com outros caminhoneiros.
Diziam que lá não iria chegar,
Tudo alagado e cheio de atoleiros.

Durante a noite dormia bem
Cabine-leito cinco estrelas.
Conhecia belas mulheres também,
e marcava encontro para revê-las.

A mulher conseguiu emancipação,
também nesta terra brasileira.
Conheço várias que dirigem caminhão.
Tem no sangue a vocação estradeira.

Mantenho com elas contato,
pelas estradas nos encontramos.
Para a conquista talento nato.
Nas paradas, na cabine namoramos.

Apesar da dificuldade,
me divirto trabalhando.
Sou um homem sem vaidade,
pela vida sempre lutando.

Para o Acre a rodovia,
estava alagada de fato.
Mesmo assim, tentaria,
mas não parecia sensato.

Para atingir objetivo proposto
de chegar logo ao Estado Acreano,
completei o tanque no ultimo posto,
e aquela lâmina d’água fui encarando.

Não conseguia ver a pista.
Havia água por todo lado.
Eu já estava pessimista,
de ter a rodovia encarado.

Até onde alcançava a vista
água para todo lado.
Mostrei ser audacioso motorista,
segui firme no cavalo trucado.

Onde não tinha alagamento,
havia sempre atoleiro.
Para trabalhar, um tormento,
dificuldade pra este caminhoneiro.

Outros companheiros da estrada
com seus caminhões atolados.
Carretas só saiam rebocadas,
por tratores caminhões eram puxados.

Apertei apenas um botão.
e deixei o cavalo preparado.
No terceiro eixo a tração.
Acelerei firme o meu pesado.

Para todo lado voou lama.
patinava pneus dos eixos traseiros.
O meu MAN TGX justificou a fama,
arrancando aplausos dos caminhoneiros.

O cavalo MAN mostrou potência,
arrastando os reboques frigoríficos.
Saí de lá com competência.
Meus objetivos eram específicos.

Tinha de chegar rapidamente
Pois o produto era perecível.
Chegar ao destino era urgente.
Não sabia se seria possível.

Saí daquele atoleiro
enfrentando pista alagada.
Era assim o tempo inteiro,
Não enxergava o piso da estrada.

A chuva havia parado
mas o rio Madeira não baixava.
jogando água pra todo lado
rumo ao Acre continuava.

O trecho era vencido
eu já estava animado.
Mas finalmente fui detido
Ponto não podia ser atravessado.

A água cobria a pista logo adiante.
Já ia a quatro metros de altura.
Parei em local isolado e distante
que não tinha nenhuma estrutura.

Esperar a água baixar
era o único remédio.
O tempo demorava passar
Jogava truco pra espantar o tédio.

Improvisamos um banheiro
para conseguir tomar banho.
Passávamos o tempo inteiro,
em uma paciência sem tamanho.

Uma semana ali parado,
de água, um metro e meio.
O piso não fora danificado.
passar logo era meu anseio.

Combustível sendo consumido
para manter a refrigeração.
Finalmente, passar foi conseguido.
Cheguei do outro lado do ribeirão.

Iria chegar bem atrasado.
Nas  circunstâncias, compreensível.
Rio Branco, capital daquele Estado,
cheguei já quase sem combustível.

Em grande supermercado
A carne seria descarregada.
Mas o local fora inundado,
Não podia ser desembarcada.

Mais dois dias ia esperar
até que o lugar estivesse pronto.
Armazenamento da carne iriam pagar,
e pelo atraso não haveria desconto.

Precisava abastecer o bruto.
A situação era terrível.
No posto, diesel nobre produto
não havia este combustível.

A noite no restaurante
bela garçonete me atendeu.
Mulher de meia idade, elegante.
Que eu a paquerava, percebeu.

Eu já não era nenhum menino.
Com mulher, era uma pessoa esperta.
Ser solteiro, achava, era meu destino,
Talvez não encontrara a pessoa certa.

Nos dedos não tinha aliança.
Ela sorria ao me ver olhar.
Isso deu-me esperança.
quem sabe não acabara de encontrar.

Quando terminei o jantar
Ela veio recolher meu prato.
Falei se com ela poderia conversar.
Um “Sim” respondeu-me no ato.

Quando ela terminou o expediente
eu a esperava do lado de fora.
Ela disse boa noite ao gerente,
E eu a levei embora.

O cavalo desengatado
serviu então de carruagem.
Eu tinha ali ao meu lado,
mulher que parecia uma miragem.

Conversamos sobre tudo
Ela era tão inteligente e bonita.
Tinha uma pele de veludo.
Prestava atenção em cada palavra dita.

Uma hora da madrugada
conversar com ela, tão bom.
No rádio, uma música era tocada.
Me encantava com ela e com aquele som.

Pediu-me para levá-la a sua residência.
Fiquei muito animado,
Não convidou-me a entrar, paciência.
Para o outro dia, encontro marcado.

No outro dia, a espera,
o combustível quase no fim.
A situação que boa não era
ficou mais complicada pra mim.

Dois dias não foram suficientes
para a limpeza do supermercado.
Balcões frigoríficos ineficientes.
Continuaria com a carne carregado.

O caminhão em funcionamento
para ativar a refrigeração.
Não tinha como fazer abastecimento.
Faltava diesel e reinava a confusão.

Aquela bela mulher, reencontrei.
Fomos passear após o jantar.
Falta de combustível com ela comentei.
Problema da cidade iria agravar.

O tanque já na reserva,
poderia perder todo carregamento.
Carne congelada e em conserva.
Era urgente fazer abastecimento.

Ela me disse àquela altura,
que seu pai, um homem incrível,
usava todo o óleo da fritura
e o transformava em biodiesel.

Pedi a ela se poderia
com seu pai conversar.
Respondeu-me que no outro dia
a ele iria me apresentar.

Aquela mulher bela
com olhar cheio de mistério
disse-me com voz singela
que queria compromisso sério.

Fiquei meio assustado
Com aquilo que ela me disse
Eu, um solteiro inveterado,
achava casamento uma tolice.

Mas tenho de confessar
Seu encanto me pegou
Queria ao lado dela ficar
Até parece que me enfeitiçou.

No dia seguinte bem cedo
Ao seu pai ela me levou.
Chamava-se senhor Alfredo.
Minha presença ali ela explicou.

Todo óleo de cozinha usado
em biodiesel ele convertia.
Boa quantidade tinha armazenado.
Perguntei-lhe se me vendia.

Ele disse que para vender
dependeria da minha resposta.
Com a filha dele o que eu ia querer.
Se pedido de namoro era a proposta.

Fiquei bem embaraçado
e ela olhou-me envergonhada.
Disse que gostaria de ser seu namorado
e que ela me acompanhasse na estrada.

Disse-lhe que chegara o momento
de assumir um compromisso.
E pedia a ele o consentimento,
pois sofrera do amor um feitiço.

O pai dela acreditou em mim.
E deu sua permissão.
Vida de solteiro chegava ao fim.
Teria companhia no caminhão.

Comprei todo o estoque
de biodiesel que ele tinha.
Uma parte levaria no reboque.
Dois mil litros de óleo de cozinha.

Fiquei sem dinheiro completamente
Na carteira nenhum tostão.
Mas apesar disso, estava contente,
cheios os tanques do caminhão.

Os reboques descarregados
encontrar carga seria difícil.
Onde fretes podiam ser encontrados
escritório da transportadora em edifício.

A enchente trouxe prejuízo
o comércio paralisado.
Achar carga era preciso,
Só partiria carregado.

Congelada polpa de açaí.
Castanha do Brasil e borracha.
Com esta carga, de lá saí.
Dia seguinte pus-me em marcha.

Não viajava sozinho.
Bela acreana ia a meu lado.
Conversávamos pelo caminho.
Dirigindo meu MAN trucado.

Ia baixando o Rio Madeira
Devagar ia rodando.
mas quedas de barreiras,
faziam-me ir parando.

Ela me dando apoio.
Sentia forças pra prosseguir.
Ponte de madeira sobre arroio
passava o bruto com risco de cair.

Eram tantos buracos
que a viagem não rendia.
Não era lugar para fracos.
Ali, não se sobreviveria.

Já no Centro-oeste
por Mato Grosso passando
Rumando para o Sudeste,
com meu cruzador rodando.

Não fosse da cabine o conforto
seria maior o cansaço.
Faltava muito para chegar ao porto
mas confiava no meu cavalo de aço.

Após viagem cansativa,
a bordo de meu potente dino.
O carregamento da cooperativa,
entregava no destino.

Após um mês viajando,
retornaria para o Norte.
Ela o tempo todo apoiando,
Ao seu lado sentia-me forte.

Sempre que desejava,
Fazia para seu pai ligação.
Em mim ela confiava
Me entregara seu coração.

Acre, retornei àquele Estado.
Viajei com sol brilhante.
Ia muito bem acompanhado.
Levava um raro diamante.

A estrada muito melhor
do que a um mês atrás.
Cada quilômetro conhecia de cor
chegar com rapidez seria capaz.

Quando cheguei em Rio Branco
levei-a até o pai dela.
Pagamento do frete depositei no banco.
Saímos para jantar, eu e ela.

A bordo do meu pesado
Ia feliz como uma criança.
Lá sacramentei nosso noivado.
Pus em seu dedo uma aliança.

Saí para outra jornada
Ela ficou em sua cidade.
Deixei lá minha amada,
razão da minha felicidade.

No meu retorno seria marcado
a data do nosso casamento.
Meu MAN potente e trucado.
soberano na pista de rolamento.

Esta viagem foi pequena.
Retornei logo em seguida.
A travessia perigosa valeu a pena
pois conheci a mulher da minha vida.”

Scania Vabis 6×2

 

Atendendo a pedidos de nossos amigos leitores, ed troche postamos aqui este bonito catálogo do Valmet 88, uma máquina muito popular em todo o país, sobretudo nos anos oitenta e noventa.
Nosso amigo Roberto Dias Alvares nos enviou mais um de seus textos sobre nossos caminhões e as agruras de nossas estradas.

Roberto, ed agradecemos mais esta contribuição.

Sem título

HISTÓRIA DE ESTRADA.
SCANIA VABIS 6×2
Autor: Roberto Dias Alvares

Peguei carregamento de café,
levar ao porto de Paranaguá.
Minha Scania Vabis jacaré,
caminhão melhor não há.

Scania Vabis laranja,
motor e câmbio bem cuidados.
Na cabine, conforto esbanja.
Reluzem os brilhos dos cromados.

Cavalo mecânico trucado
meu Scania Vabis na lida.
Nele, o café é transportado
É com ele que ganho a vida.

Por ser carga de grande valor,
havia risco de assalto.
Segui dirigindo sem temor.
Meu caminhão rasgando asfalto.

A carga tinha cobertura
protegida por um seguro.
Pensava nisso àquela altura,
mas seria pra todos um golpe duro.

A rodovia sendo vencida
cada quilômetro uma vitória.
Subida, reta ou descida,
em cada viagem uma história.

Em um trecho isolado
notei que era perseguido.
Uma pick-up ao meu lado
apontou-me a arma um bandido.

Eram quatro homens armados
Obrigando-me a parar
Criminosos desajustados,
que viviam de assaltar.

Forcei na aceleração,
mas a carga era pesada.
Pensava em uma solução,
mas na mente não surgia nada.

Sabia que se fosse apanhado
os criminosos não teriam piedade.
Seria amarrado ou até assassinado,
e esta era a grande verdade.

A situação ficou preta
quando um dos assaltantes,
empunhou uma escopeta
e dispararia em instantes.

Em minha mente fez-se uma luz
desatrelei o reboque em movimento.
pé no acelerador, com força pus
e consegui escapar por um momento.

Um botão no painel
liberava o pino-rei.
Pedi proteção do céu
e o comando acionei.

Soltaram-se condutores de ar do freio
O reboque atravessou e ficou parado.
O veículo  bateu em cheio,
ficando bastante danificado.

Logo, caminhões e carros no acostamento
pararam achando ser acidente ocasional.
Não imaginavam que eu naquele momento,
causara o mesmo de forma intencional.

Os marginais estavam feridos.
A pick-up bem danificada.
Para escapar desses bandidos
essa foi a solução encontrada.

Dei a volta no caminhão
retornei ao local do ocorrido.
Havia uma grande confusão.
assaltante bem ferido.

Outros desacordados
com as armas na mão.
Quando foram abordados
Dos motoristas admiração.

Cheguei ali e a todos contei.
Falei do acontecido.
Rapidamente expliquei
Tratava-se de um grupo bandido.

Os policiais foram chamados
e também o SIATE.
Os motoristas revoltados,
mesmo com eles fora de combate.

Esperei a chegada dos policiais
que não demoraram a chegar.
Contei a eles em linhas gerais,
que o grupo tentara me assaltar.

A policia fez a identificação.
Tratava-se de perigosa quadrilha.
Do hospital iriam para prisão,
e eu seguiria minha trilha.

A concessionária do pedágio
tinha um mecânico a meu dispor.
O conserto não teria ágio,
Atrelei o reboque ao caminhão-trator.

A pick-up dos criminosos colidiu
no resistente chassis de aço.
O meio do reboque atingiu
causando um grande amasso.

Prestei queixa, dei depoimento
fui liberado para seguir viagem.
Segui pela pista de rolamento,
Levando o café na bagagem.

Descendo serra antes de Curitiba
percebi falha nos freios.
Apesar de a tempo ser percebida,
passaria por momentos bem feios.

Trinta toneladas nas costas,
funcionavam só os freios do cavalo.
Passava próximo das encostas,
Não teria como pará-lo.

Com o bruto engatado
e ajuda do freio motor,
meu Scania Vabis trucado
urrava, eu pisava no freio a tambor.

A situação era temerária,
não sei se o bruto aguentaria.
Essa era mais uma luta diária,
acreditava que conseguiria.

Como consegui não sei
mas isso não incomoda.
Felizmente o pino-rei
aguentou firme na quinta roda.

Cheguei ao final da descida.
Dos freios saia muita fumaça.
Achei que a carga seria perdida,
mas meu Scania teve raça.

Felizmente era traçado
e isso ajudou demais.
No asfalto estava grudado
e segurou o peso lá atrás.

Consegui chegar a uma oficina.
Os condutores de ar danificados.
Uma abertura bem fina
e grandes problemas causados.

Após fazer o conserto
segui viagem tranquilo.
Dei no acelerador um aperto,
e o bruto respondeu com estilo.

Quando cheguei ao porto,
conversei com agente alfandegário.
De cansaço quase morto,
mas feliz por cumprir o itinerário.

Após descarregar o café,
container embarquei.
No acelerador apertei o pé
e outra viagem comecei.