Recentemente nosso amigo Lucas Vieiras, viagra das belas Gerais, cheap nos presenteou com uma coletânea de catálogos da saudosa linha Toyota Bandeirante, em suas várias formas finais. Junto com o material, o Lucas ficou à vontade para expressar sua admiração – partilhada por nós, diga-se – sobre os valentes Bandeirante, além de seu conhecimento sobre a dita linha, conforme reproduzimos abaixo:
“Caríssimo Evandro,
Parabéns pelos 2 anos do blog, sem dúvida o melhor sobre o tema atualmente no Brasil, e quando digo tema, me refiro a meios de transporte, não a especificidade de caminhões antigos.
Li o post sobre o Land Rover Defender, veículo que não “defendo” muito, pois acho ele bem inferior em quase todos os aspectos a nossa Band (acho que só ganha em vibração e vazamentos), e estou enviando alguns folhetos da Bandeirante, com a Safra 1990 a 1993, quando estreou o OM-364, Safra 1993 a 1994, com melhoramentos no conforto (ar refrigerado) e 5ª marcha, 1994 a 1995, safra de estreia do 14B, importado com 102 cv, e a versão final de 1996 a 2001, com o motor montado pela Maxion ou MWM no Brasil, com 96 cv em virtude de restrições a poluição, e estreia da cabine dupla com 4 portas.
Grande abraço!”
Lucas, obrigado pela gentileza. Os demais catálogos da série serão postados nos próximos dias. Aguarde!






Lucas,
Nunca tive Band mas quem tem….fala que a Band (exceto pelo motor Mercedes trepidante) dá de 10 a 0 na Defender e no proprio veiculo que o inspirou, o Jeep.
As molas longas a deixam mais confortáveis e o proprio conjunto mecanico é muito mais sólido e robusto!
Morro de vontade de ter uma Bandeirates….Um dia, quem sabe!
Daniel, tivemos 3 Band na família, todas picapes. Uma 1978 (1a e 2a secas…), uma 1984 (sincronizada e reduzida) e uma 1990 cabina dupla. Apesar de nós adorarmos estas máquinas, elas tinham vazamentos de óleo generalizados, sobretudo na transmissão e nos cubos traseiros (84 e 90, com eixo flutuante). Andei muito pouco de Land, mas face ao nosso Jeep CJ-5 1971, as picapes Toyota pareciam tratores de esteira comparados a um Landau. Era trepidação e ruído por todo lado. Pior que o Mercedinho LO-608 D, que temos desde 1979, mesmo tendo o mesmo motor OM-314 (eis a diferença da coxinização e da massa veicular). A suspensão era demasiado dura. “Enrolava a camisa” e entrava odor de fumaça. Na época da 84 (que vazava água na base do para-brisa, exatamente sobre o pé direito, sob chuva), eu trabalhava na Cummins e cruzava SP rumo a Cumbica. Quando finalmente chegava ao trabalho, não raro as pessoas admiradas com meu estado amarrotado e exausto, perguntavam: “Nossa, o que aconteceu com você?”, ao que respondia, “Nada, vim de Toyota…!”. Abraço.
Evandro, legal seus comentários!
Conheci um pessoal que tinham Bandeirantes (fechada) e CJ e quando pedi uma comparação de conforto e dirigibilidade, eles me falaram melhor da Bandeirantes e salientaram as molas longas. Reclamavam apenas do OM314. Falavam que apesar de não ser um low speed o Toyota 14B era um motor mais adequado a Toyotinha
Confesso que depois de seu comentário, o fogo de ter uma Bandeirantes passou….até desanimei…rsrsrsrs
Grande Abraço!
Daniel, eu, teimoso, ainda tenho vontade de voltar a sofrer…rs, na esperança de que as mais novas sejam melhores. Não consigo ver uma e ficar indiferente. Abração.
Legal saber que as Bandeirante podiam ter ar condicionado e ar quente originalmente, só é uma pena que sejam desse modelo abaixo do painel.
Sensacional o Bandeirante! Aprendi a dirigir num quando tinha 10 anos, o mais interessante é que era capota de lona, 4 portas, ano 1964, nunca vi outro igual, vou mandar um foto dele! Abraço.
Estamos 100% de acordo, Fernando! Nosso grande amigo dos tempos de faculdade, o Rudi, também tinha um jipe 1964 com capota de lona, modelo TB25L, com motor OM-324 de injeção indireta. O carro era delicioso e me dava pau no barro, sempre. Talvez fosse um pouco da minha imperícia nos controles da minha OJ55LP B 1978, mas o fato era que sempre o jipe se saía melhor. Anos depois de reformá-lo por inteiro, meu amigo o vendeu em Sorocaba, SP, a um feliz interessado nipônico. Fico devendo umas fotos desta fase saborosa de trilhas durante as aulas matadas na faculdade… Por falar em dever, também devo a estas máquinas “Made in Piraporinha” meus limitados dotes no manejo de câmbios secos… Um verdadeiro deleite estes carros. Em tempo, aguardo ansioso a foto do inusitado 4 portas. Abraço.
Evandro, cultura inutil sobre Toyota Bandeirantes
Nos EUA, alguns anos atrás, fizeram umas replicas da Land Cruiser (nossa Bandeirantes) usando motor HS2.8L da Ranger brasileira! Deve ter ficado bem divertido! Olha as fotos
http://www.powdercoater.com/articles/tlc/
Abraços
Daniel, desculpe a demora para contestar… Achei muito interessantes estes Land Cruiser réplicas. Pelo jeito eram mesmo artesanais, a julgar pelo preço. Curioso também o fato de usarem o HS2.8! Abraço.