Valmet 68

A parte final sobre o encontro de Águas de Lindóia, thumb no interior paulista, traz mais belezas expostas e à venda. Nesta edição, temos Jeep, Kombi e outros, além do curioso Schwimmwagen, um VW anfíbio da Segunda Guerra, presença obrigatória no encontro, com suas incursões aquáticas de tirar o fôlego da multidão.

 
Tem comentários de nossos leitores que são tão bons que, click cialis por si só, sick merecem um post.

É o caso da pequena aula que o amigo e colaborador frequente Reginaldo Bernardi nos deu sobre a identificação dos eixos Mercedes-Benz, viagra reproduzida abaixo, com pequenas edições para facilitar a leitura.

Muito obrigado, Reginaldo, pela atenção e carinho.

 

“BOA TARDE …

VASCULHANDO NAS APOSTILAS ACABEI POR ME DEPARAR COM ALGO TALVEZ INTERESSANTE, ONDE APRESENTA UMA RELAÇÃO MAIS SIMPLIFICADA COM AS SIGLAS DOS EIXOS TRASEIROS. NA VERDADE, TEMOS TODAS SIGLAS, DESDE O MODELO DO CAMINHÃO, MOTOR, CAIXA, EIXO DIANTEIRO E TRASEIRO. NO MOMENTO, VOU DEIXAR O DO EIXO TRASEIRO. OS DEMAIS LHE ENVIO EM BREVE…

UM EXEMPLO HL 7/025 DC S -13:

HL: EIXO TRASEIRO COM TRAÇÃO PARA CAMINHÃO 2 EIXOS;

HD: EIXO TRASEIRO PARA CAMINHÃO COM 3 EIXOS, 2 TRACIONADOS;

HO: EIXO TRASEIRO PARA ÔNIBUS MONOBLOCO;

NR: EIXO TRASEIRO SEM TRAÇÃO (3ºeixo);

HH: EIXO TRASEIRO PARA ÔNIBUS COM MOTOR TRASEIRO;

7: SÉRIE DE CONSTRUÇÃO (pode ser 0, 2, 4, 5, 6, 7 e o mais novo 8);

025: NÚMERO DE EXECUÇÃO (depende do projeto da fabrica);

D: FREIO PNEUMÁTICO;

Z: DIFERENCIAL COM REDUZIDA (duas velocidades);

G: ÁRVORE DE TRANSMISSÃO PASSANTE (diferencial longitudinal);

C: FREIO A DISCO;

S: BLOQUEIO DO DIFERENCIAL (transversal);

L: SUSPENSÃO PNEUMÁTICA;

13: CARGA MAXIMA ADMISSIVEL SOBRE O EIXO EM TONELADAS.

 

COMO OUTRO EXEMPLO, PEGAMOS O MODELO DO 1º EIXO DO 2219 “HD-4/21 G-10?:

HD: EIXO TRASEIRO PARA CAMINHÃO COM 3 EIXOS, 2 TRACIONADOS;

4: SÉRIE DE CONSTRUÇÃO 4;

21: NÚMERO DE EXECUÇÃO 21;

G: ÁRVORE DE TRANSMISSÃO PASSANTE;

10: 10 TONELADAS DE CARGA MÁXIMA ADMISSÍVEL.”
Para inaugurar nossa sequência de posts de folhetos da Valmet (hoje Valtra, order do grupo AGCO), pills trazemos o tradicional Valmet 68, dos anos oitenta.

Equipado com motor MWM D-229-3, o 68 tinha como principal concorrente o Massey Ferguson 265 (veja aqui: http://caminhaoantigobrasil.com.br/category/catalogos-e-folhetos/outros/agco/massey-perkins/265/), cujos dados eram bastantes comparáveis, inclusive na potência: os mesmos 61 cv para ambos modelos.

Naquela época, ninguém podia imaginar que as duas marcas – concorrentes por natureza – no futuro habitariam sob o mesmo guarda-chuvas da gigante AGCO.

68 1 68 2

12 ideias sobre “Valmet 68

  1. Evandro;

    O 68 cafeeiro é um trator extremamente comum por aqui onde moro. Eles ficaram famosos numa época que estranhamente a Massey Ferguson não tinha representante aqui na região e não se podia comprar onde bem entendia um Massey Ferguson por conta da legislação da representação comercial (a Massey de Araçatuba, por exemplo, não podia vender e faturar um trator para Garça senão teria que pagar comissão para o representante da região, mesmo este não tendo loja)

    Assim sendo, a Valmet “deitou e rolou” aqui na região, pintando o campo de amarelo (parafraseando a propaganda da Massey – “pintando o campo de vermelho”) e vendeu muitos Valmet’s 68, 88 e 118-4.

    Vale uma menção: Os cambios do Valmet’s sempre foram frágeis mas na visão do proprietário de Valmet, a economia e o desempenho do motor MWM D229 aliado ao baixo custo de maneutenção e aos excelentes sistemas hidráulico e de acionamento da tomada de força da Valmet compensava essa fragilidade da transmissão.

    Apenas completando, lamina dianteira sempre foi algo extremamente util numa propriedade agricola. Arruma-se estradas, ergue curva de nivel, enfim, pode até colocar uma concha na dianteira para retirada de terra. O Valmet 118-4 (4×4) representou, para muitos, a alternativa de ter uma lamina dianteira em um trator, sem ter que recorrer aos carissimos e de alto custo de manutenção tratores de esteiras, FiatAllis AD-7, máquina esta também muito popular na região.

    • Daniel, nada como tomar uma golfada de experiências reais de campo, para compensar a aridez das especificações dos folhetos!

      Como de costume, seus comentários acrescentam um valor enorme ao post.

      Obrigado por ajudar.

    • Aprendi a dirigir e operar trator em cima de um valmet 68 ano 86 até hoje temos ele , meu pai comprou ele em 1986. Ótimo trator , chodó!!!!!!!!!

  2. No pequeno sitio da minha família aqui no Sul de Minas, os 68 sempre imperaram, meu pai comprou o primeiro em 83, e trabalhou com a gente 20 anos, foi vendido com quase 20000 horas, ainda mt bom, compramos outro em 91 que ficou com a gente 21 anos. Esse motor MWM é muito bom, como nosso serviço era bem leve a manutenção era praticamente zero, só a parte de hidráulico deles que pecava um pouquinho, sempre com vazamento, e as vezes ou pouco de oficina. No mais não posso reclamar, trator muito bom, fui criado em cima de 68, não poderia ser apaixonado por outro trator né?
    Parabéns pelo Site, fiquei fã.

    Juary Moreira

  3. meu pai comprou um 68 em 83 e estamos com ele até hoje.. o trator é muito bom apenas alguns vazamentos no sistema hidráulico, porem o sistema é bem eficiente, o motor mwm 3 cil. é muito bom, ate bem econômico, resumindo me criei em cima deste trator não tem como não elogiar, ótimo trator.
    valeu abraço.

    • Caro Mailson, esta informação está no próprio folheto postado! São 1.500 kg de capacidade. Grato.

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