Volkswagen 14.210 – 1989

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Em mais uma cortesia de nosso amigo Fernando Luiz de Araújo, drugstore trazemos até você o catálogo do Volkswagen 14.210. Lançado em 1988, help na esteira do 13.210 – o cabeça de chave do programa de exportação da montadora para a Paccar nos Estados Unidos – o modelo reunia o que havia de mais moderno na América do Norte e no Brasil para criar um caminhão notável.

A sua base era composta pelo novo motor Cummins 6CT8.3 atrelado a uma transmissão Eaton FS-6206-A de seis velocidades. Graças a este conjunto, a VW apostava na aposentadoria do já arcaico eixo traseiro de duas velocidades, mesmo na tradicional configuração trucada. Resquício do dito programa de exportação, o 14.210 também portava pequenos pecados, como a embreagem de disco duplo cerâmico, um item pouco apreciado pelos brasileiros, ao contrário dos colegas “yankees”…

No todo, o VW 14.210 é um caminhão de grande relevância histórica do passado recente, figurando entre os mais importantes na saga de sucesso da Volkswagen Caminhões. Foi o primeiro caminhão semipesado a romper a barreira dos 200 cv, elevando o padrão brasileiro, antes acomodado na faixa dos letárgicos 130 a 156 cv, conforme ditado pela estrela de três pontas, que se viu ameaçada diante da audácia da VW.

O mercado de semipesados trucados jamais seria o mesmo depois do VW 14.210. Entre os clientes célebres, figuravam gigantes como os atacadistas do Triângulo Mineiro, dentre os quais se destacavam Martins e Arcom, entre outros, que ajudaram a embalar ainda mais o veloz 14.210.

Hoje, ao observar os rápidos 6×2 na faixa de 280 cv cruzando as vias do país é fácil esquecer dos passos galgados até chegar neste admirável patamar. E o 14.210 foi peça fundamental neste processo.

 

 

8 ideias sobre “Volkswagen 14.210 – 1989

    • Reginaldo amigo, correto! Esta safra ainda tinha a alavanca longa no assoalho. A alavanca curta surgiu depois do Programa Plataforma Racionalizada da Autolatina de 1991, que, entre outras ações, adotou o chassi do Cargo como padrão para ambas as linhas Ford e VW, descartando o chassi do VW, mais frágil e muito susceptível a falhas nos testes abusivos realizados no Campo de Provas de Tatuí, SP. Nesta mudança, os motores Cummins foram vertidos para a família Cargo e o sistema de seleção de marchas dos mesmos foram adotados pelos VW. Obrigado. Abraço.

  1. interesante a roda com “padrão” americano, uma coisa que eu sempre gostei nesses VW antigos e que eles passa uma sensação de “robustez” com essa frente praticamente toda de ferro e o interior idem.

    • Caro Renan, bem lembrado. Estas rodas com o “bolt circle” de 275 mm eram muito comuns também nos países da América do Sul, mas aqui sempre prevaleceram as rodas europeias, com 335 mm, por influência das montadoras do Velho Mundo. Algumas destas rodas “americanas” eram criticadas pela insuficiente quantidade de furos de ventilação, que podia levar ao superaquecimento dos freios em descidas prolongadas. Grato por comentar.

  2. Também foi vendido em 89 ou 90 alguns modelos tipo exportação, entre outras diferenças, vinha com luzes três Marias, piscas diferentes nas laterais, farol retangular igual ao 11-140, pneus sem câmara com rodas diferentes, tinham menos furos de ventilação, conforme o Evandro citou. Um abraço.

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