Volkswagen 22.140 – Outubro de 1989

Nosso amigo Bruno Camargo desta vez colaborou enviando o bonito anúncio da Série Horizontes da Scania, recipe lançada em agosto de 2001, oferecendo o novo motor eletrônico de 400 cv, introduzido no mesmo ano. Dentre os inúmeros detalhes, o mais proeminente era a pintura na tradicional cor páprica, denominada Laranja Scania, reminscente dos jacarés dos anos sessenta a oitenta. A Série era voltada aos autônomos e pequenos frotistas.
Segundo o Bruno:
“Segue mais um material interessante de 12 anos atrás, a série especial Horizontes, com apenas 650 unidades. Tinha versão 360 e 400 cv.”
Espero que sirva, abraço!”
Certamente serve, Bruno. Obrigado.

Com a experiência adquirida com os modelos Dodge, case a VW se embrenhou pelo mundo dos 6×4, clinic com seu modelo 22.140, salve dotado de motor MWM D-229/6, caixa Clark de cinco marchas e caixa de transferência de duas velocidades, alimentando eixos traseiros Rockwell.

Havia também a versão etílica, com motor Dodge V8 318, denominada de 22.160, que será postada em breve.

Foi o primeiro caminhão VW 6×4 e era destinado em especial ao mercado canavieiro.

 

8 ideias sobre “Volkswagen 22.140 – Outubro de 1989

  1. Nao sabia que os VW foram para os EUA. Fica como sugestão, que tal um artigo sobre o assunto?
    Forte Abraco

    Daniel

    • Amigo Daniel, pois é. A VW aprendeu a gostar do Cummins C8.3 depois de desenvolver os caminhões mid-range para a Paccar. A moda pegou e os modelos assim equipados se alastraram pela linha nacional e até permearam nos Ford Cargo, a partir de 1992, quando os motores FNH 6.6 e 7.8 foram aposentados. Sorte da Cummins e dos usuários que puderam usufruir de um propulsor excepcional, especialmente após 1991, quando o bloco de cilindros foi reforçado para melhor resistir ao superaquecimento. Sugestão anotada e bem-vinda. Obrigado, Evandro.

      • Já que tocou na linha de motores Ford diesel…

        Esses motores FNH (FTO como alguns chamam) eram bem interessantes do ponto de vista agricola e ruins (comercialmente falando) do ponto de vista veicular.

        A F-4000 (que é o caso que eu mais conheço) com motor Ford é boa mas peca pelo elevado consumo e custo de retifica mais alto.

        Esse mesmissimo motor na linha de tratores Ford série 6600/6610/7610 (turbinado este ultimo) com bomba LUCAS-CAV rotativa é um espetáculo: A despeito do consumo mais elevado que seus congêneres MWM da linha Valtra, são extremamente robustos (superiores até ao MWM na aplicação agricola – coisa de 10 mil horas sem retifica), e desempenho em baixas rotações fora de série. Muita gente diz que os Ford 7610 tem 115cv (na verdade tem 105) porque ele puxa com desenvoltura, implementos que seus concorrentes arrastam com certa dificuldade.

        • Daniel, obrigado pelo comentário enriquecedor. Enquanto lia seu comentário, veio à mente que talvez algo semelhante se aplique às bombas Lucas CAV rotativas. Muito boas na aplicação agrícola, mas nem tanto nas automotivas… Obrigado pela aula sobre tratores, tema muito interessante e sempre bem-vindo nestas páginas. Um ótimo final de semana. Evandro.

  2. OLA EVANDRO

    SE ME PERMITE DAR UM PITACO SOBRE AS BOMBAS ROTATIVAS,TALVEZ GIRE ALGO EM TORNO DE SUA PRESSÃO DE INJEÇÃO,E FATO QUE A BOMBA ROTATIVA TEM MUITO MAIS PRESSÃO EM BAIXA ROTAÇÃO QUE AS EM LINHA,ISSO PRA UM MOTOR DIESEL É UMA MÃO NA RODA

    NO MB 1620 CLASSIC POR EXEMPLO ERA PRA SER USADO UMA ROTATIVA EM VEZ DA BOMBA “P”,PARA PODER CUMPRIR AS NORMAIS AMBIENTAIS SEM PERDER O RENDIMENTO,MAS COMO JA TERIA NASCIDO COM OS DIAS CONTADOS,NÃO COMPENSAVA REFORMULAR TODO PROJETO DO JA SURRADO OM366

    TENDO ISSO A BOMBA ROTATIVA AINDA FOI MUITO USADA EM VEICULOS URBANOS,COMO HOJE É O SISTEMA COMMON RAIL,QUE CONSEQUE MANTER UMA ALTA PRESSÃO DE INJEÇÃO,INDEPENDENTE DA ROTAÇÃO.

    • Reginaldo, obrigado pela adição destes detalhes interessantes sobre as bombas rotativas e o L-1620.

      Este dilema também foi enfrentado pela VW e pela Ford. A Ford, onde sempre impera a cultura do controle de custos, a opção foi pela bomba rotativa nos seus motores Cummins 6BTAA, mesmo na versão de 210 cv. A VW, mais cautelosa, e temerosa da durabilidade da rotativa face ao nível de potência versus a qualidade de nosso combustível, decidiu pagar mais e apostar na bomba Bosch P, em linha, que era “maior que o motor”, como satirizavam alguns.

      Grato pelas palavras sobre o “common-rail” também!

      Abraço,

      Evandro.

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