Volkswagen 22.160 – 1986

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Nosso amigo e colecionador Alberto Rocchi, viagra o mesmo do Chevrolet Spartan 1958 postado anteriormente, capsule também está salvando um F-600 “Super Ford” 1962 do risco de desaparecer.

Com as fotos, o Alberto nos enviou a seguinte mensagem:
“Caro Evandro,
Estou com um Ford F-600 1962 muito original igual ao que eu aprendi a dirigir. Pena não ser verde seria igual ao do meu pai. Estou enviando algumas fotos para sua apreciação.
Um abraço,
Alberto.”
Por sorte, o caminhão está em excelente estado e vai ficar ainda melhor depois da meticulosa restauração. Sorte também pelo motor original Power King V8 272, de 4,5 litros e 169 cv.
A gama “Super Ford” foi produzida no Ipiranga ao longo de uma década, a partir de 1962 e disputava a liderança do mercado de leves e médios com a Chevrolet. Cabe lembrar, que só no final dos anos 60 é que a Mercedes-Benz começou a despontar entre as líderes destes segmentos.

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A gama “Super Ford” foi produzida no Ipiranga ao longo de uma década, a partir de 1962 e disputava a liderança do mercado de leves e médios com a Chevrolet. Cabe lembrar que só no final dos anos 60 é que a Mercedes-Benz começou a despontar entre as líderes destes segmentos.

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A gama “Super Ford” foi produzida no Ipiranga ao longo de uma década, a partir de 1962 e disputava a liderança do mercado de leves e médios com a Chevrolet. Cabe lembrar que só no final dos anos 60 é que a Mercedes-Benz começou a despontar entre as líderes destes segmentos.

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Lançado em 1985 para substituir o Dodge E-21 no mercado canavieiro, viagra o VW 22.160 mantinha o mesmo esquema de tração 6×4 em tempo parcial, here com caixa de transferência ZF, aliada à transmissão Clark CL-450 e ao motor Dodge 318 a etanol, de 5,2 litros e 158 cv.

Quando o modelo foi introduzido, no entanto, o Proálcool já dava sinais de entrar em declínio, sobretudo na propulsão da safra canavieira. A prova disso é que o 22.160 só durou três temporadas, vindo a desaparecer do catálogo da VW Caminhões depois de 1987, com apenas 597 unidades em seu currículo. A maioria dos que restaram tiveram seus V8 descartados, em prol do bom e velho MWM D-229-6, usado nos demais modelos médios e semipesados da marca de São Bernardo do Campo.

Este belo e completo catálogo foi mais uma cortesia do amigo Fernando Luiz de Araújo.

 

21 ideias sobre “Volkswagen 22.160 – 1986

  1. Um desses no V8 original deve beber mais que o Lula. A propósito: atualmente até os caminhões Volkswagen mais leves equipados com o motor Cummins ISF3.8 tem uma considerável vantagem sobre esse modelo no torque…

    • Daniel, é incrível mesmo o aumento de torque dos motores diesel modernos comparados com os engenhos de 2 a 3 décadas atrás. Grato pelos comentários.

  2. Devia ser ao mesmo tempo emocionante e engraçado ouvir o belo ronco de um V8 ciclo otto em um caminhao volkswagen

    • Amigo William, concordo 100%. O mesmo se aplica aos anos 40 e 50 com uma frota quase toda a gasolina com enormes V oitões a gasolina a cruzar o país. Devia ser de tirar o fôlego!!! Abraços.

  3. Olá Evandro,

    acho que esse aumento de torque seja relativo, pois os 4 cilindros não uma curva mais acentuada, em marcha lenta, ou mesmo nos baixos regimes, esses motores grandes tem bem mais força, os pequenos, só com a turbina em ação e giro alto, por serem 4 válvulas por cilindro.

    Abraço

    • Lucas, você tem razão. O chamado torque de acoplamento de embreagem (ou “clutch engagement torque”, como se diz no exterior) depende muito da cilindrada, pois praticamente se tem zero de pressão no coletor, mesmo com o turbo mais poderoso. Neste quesito, vale o que os americanos gostam de dizer: “nothing like cubic inches…”, ou “nada como polegadas cúbicas”. Grato por comentar. Abraço.

      • “There is no replacement for displacement”, diria um autêntico redneck. Não é à toa que por lá até ficam surpresos quando veem motores de pouco menos de 4 litros numa aplicação onde eles dificilmente usariam um motor com menos de 5 litros.

  4. Galera, curioso mesmo devia ser o trator CBT 3000 que usava esse motor no álcool, rendendo 118cv em 2500 rpms!

    Devia ser engraçado para quem está acostumado aos motores diesel!

    Abraços

    • Amigo Daniel, desculpe a demora para postar seu comentário. Deve mesmo ter sido curioso ver um CBT com motor Dodge! Pouco provável que tenha sobrado algum original. Mas tudo é possível. Abraço.

  5. SEMPRE OUVI FALAR DESSE MODELO, MAS NUNCA O VI, TALVES PORQUE AQUI NA REGIÃO NÃO SE TENHA MUITO CULTURA NO PLANTIO DE CANA, O MERCADO MAIS PROMISSOR PARA OS 6×4 POR AQUI É O MADEIREIRO, E ESSE É FORTE, POREM SEMPRE TEVE O DOMINIO DOS DIESEL NESSE CAMPO, PRINCIPALMENTE PELO TERRENO BEM MAIS ACIDENTADO QUE OS CANAVIAIS

    NO ENTANTO SE TRATAVA DE UM CAMINHÃO BEM PROMISSOR ,PASSANDO A IMAGEM DE UM CAMINHÃO BEM ROBUSTO, ACREDITO QUE SERIA INTERESSANTE AO INVÉS DE RETIRAR O VEICULO DO MERCADO, A MARCA TIVESSE O EXPLORADO POR MAIS TEMPO COM MOTOR DIESEL, COMO O MWM QUE JA ERA USADO NA ÉPOCA, SERIA UM GRANDE COMCORRENTE AOS MERCEDES 2213 E FORD 22000…

  6. esse modelo pra mim e um modelo que eu nunca vi rodando sera que ele teve uma produção muito pequena enquanto foi vendido no mercado?

    • Caro Ivo, o VW 22.160 foi produzido entre 1985 e 1987, quando apenas 597 unidades deixaram a linha de montagem. Obrigado.

  7. Nossa…que prazer encontrar essas informações do 22160!!!! Na época do lançamento tinha saudosos 13 anos e, vivendo em sertãozinho-sp e meu sendo caminhoneiro de cana de açucar…pude acompanhar bem de perto tantos os “dojôes” a alcool como o “fuscão”…ah, o pessoal o apelidava de “dodge de capacete” pelo fato da mecanica ser a mesma !!!bons tempos….meu pai na época tinha um dodge 700 diesel…esses 22160..arrastando uma julieta e bem carregados passavam por nós como um carro!!! gastavam uma barbaridade de combustivel mas andavam que era uma beleza….mesmo sendo 6×4 hein!!!imaginem como andavam os dodges alcool 6×2….oh tempo bão sô!!!pena que não volta…só nos sonhos!!!Abraços a todos!!!

    • ops…comi palavras pessoal…..meu pai era caminhoneiro e eu…tava sempre junto!!!

    • Caro Darci, muito grato por seus ricos comentários. Bom saber que alguém viu e viveu o 22.160, caminhão raro, com menos de 600 produzidos. Um abraço!

  8. Esse 22.160 é uma das muitas surpresas que encontro neste espaço!
    Não sabia que o saudável Chrysler 318, esse maravilhoso V-8 utilizado pela Dodge nacional entre 1969 até 1981 na linha Dart, esteve em produção além da metade dos anos 80. Por ser fã de carteirinha dessa marca, fico feliz em ver a aplicação dessa usina de força nos caminhões VW.

    Imagino a sensação de guiar um bicho desses, potência de sobra e um torque muito bom, contando, ainda, com o maior silêncio, se comparado aos diesel daqueles tempos. Claro, o consumo dele deve ser na ordem dos “metros por litro”, mas deve ser divertido que só!

    Mais uma vez, obrigado por compartilhar este precioso material, assim como tantos e tantos outros que encontro neste maravilhoso site!

  9. fui motorista canavieiro usina Quatá entre 1983-1984. meu Dodge e21 consumia 1 litro de alcool a cada 860mts, quando rebocando julieta o consumo era de 1litro para 520 metros

    • Caro Wagno, muito grato por seu relato e pelos valiosos parâmetros de consumo. Um abraço.

  10. Tive um desses posso dizer que se ele atolar um mercedes é bom nem entrar na fila era um caçamba e nos top ele sobe muito bem, põe no bolso 1513 e o meu estava com a tração desligada tinha motor MWM TD229 muito economico.

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